L’Occitane do Brasil lança pedra fundamental de fábrica em Itupeva

locitanneUnidade instalada com apoio da Investe São Paulo será a primeira do grupo no Brasil e a segunda fora da França e deve entrar em operação em 2019

A L’Occitane do Brasil realizou nesta terça-feira, 12 de setembro, a cerimônia de descerramento da pedra fundamental de sua primeira fábrica brasileira em Itupeva (FOTO). O projeto de investimento conta com apoio da Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo.

“Nós ajudamos a empresa a analisar as vantagens que teria ao se estabelecer em São Paulo, e também no relacionamento com as diversas instituições de governo envolvidas no empreendimento”, explicou Sérgio Costa, diretor da Agência, durante o evento. “Nossa equipe vai continuar trabalhando para assegurar que todos os prazos sejam cumpridos e para que a L’Occitane possa fazer do Estado e de Itupeva sua base para crescer no Brasil e na América Latina”, completou.

O Brasil é um dos cinco países de maior crescimento e representatividade do Grupo. “Em apenas quatro anos a marca L’Occitane au Brésil alcançou resultados exponenciais, carregando nosso orgulho em estar no Brasil”, afirmou o diretor geral da empresa no Brasil, Eric Maure, reforçando a importância do mercado brasileiro para a marca. Ele também ressaltou o trabalho conjugado da Prefeitura Municipal e da Investe São Paulo para a instalação da nova unidade, que será a primeira planta produtiva  da L’Occitane fora da França.

A fábrica será instalada em uma área de 23 mil metros quadrados próxima ao Centro de Distribuição do Grupo no Brasil, com foco na produção de linhas da marca L’Occitane au Brésil, mantendo a parceria com fornecedores terceiros para desenvolvimento de algumas categorias. Com a iniciativa, o Grupo pretende ampliar sua participação no mercado brasileiro, além de investir no desenvolvimento do país e conquistar cada vez mais os brasileiros, com sua expertise e cosméticos de qualidade.

As obras de adequação da fábrica devem começar ainda este ano, o início da produção está previsto para 2019. O processo todo deve movimentar o município de Itupeva e sua economia local.

“Tivemos que abrir a prefeitura no dia do aniversário da cidade para que a Investe São Paulo nos apresentasse aos executivos da L’Occitane. Considero que a fábrica é um presente à população”, afirmou. Ele também agradeceu ao apoio dos vereadores da Câmara Municipal que conseguiram aprovar em tempo recorde uma importante lei de incentivo para a instalação de investimentos produtivos na região.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), João Carlos Basílio, reforçou a importância do setor para a economia brasileira. “O setor pode alavancar nossa economia”, afirmou.

Também participaram da cerimônia o Chairman e CEO do grupo L’Occitane, Reinold Geiger, e o secretário de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, Floriano Pesaro, que na encerrou os pronunciamentos como representante do governador Geraldo Alckmin.

Atenção Transportadoras: empresas devem informar exame toxicológico de motoristas profissionais ao Caged

A partir desta última quarta-feira (13/9), as empresas terão de informar ao Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) a realização de exame toxicológico nos motoristas admitidos e demitidos. A Portaria nº 945, do Ministério do Trabalho, exige exames toxicológicos, realizados previamente à admissão e por ocasião do desligamento, quando se tratar de motorista profissional, assegurados o direito à contraprova em caso de resultado positivo e à confidencialidade dos resultados dos respectivos exames.

Os exames são custeados pelas empresas e a regra vale para motoristas profissionais de veículos de pequeno e médio portes, de ônibus urbanos, metropolitanos e rodoviários e de cargas em geral.

Além do número do exame toxicológico, o empregador deverá informar ao Caged a data do exame, o CNPJ do laboratório, a unidade federativa do Conselho Regional de Medicina e o número do CRM do médico.

O exame toxicológico de que trata a portaria somente poderá ser realizado por laboratórios acreditados pelo CAP-FDT (acreditação forense para exames toxicológicos de larga janela de detecção do Colégio Americano de Patologia) ou por acreditação concedida pelo Inmetro, de acordo com a Norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, com requisitos específicos que incluam integralmente as “Diretrizes sobre o Exame de Drogas em Cabelos e Pelos: Coleta e Análise”, da Sociedade Brasileira de Toxicologia, além de requisitos adicionais de toxicologia forense reconhecidos internacionalmente.

As empresas começaram a ser notificadas das mudanças no Caged no dia 6 de julho, de modo que tivessem mais tempo para se adequar às novas regras. A empresa que não declarar as informações exigidas no Caged fica inadimplente com o Ministério do Trabalho e poderá sofrer multas previstas em lei.

Com grande produção de gás, Bacia de Santos supera a de Campos pela 1ª vez

A produção de petróleo e gás da Bacia de Santos superou a da Bacia de Campos pela primeira vez em julho, atingindo em média 1,522 milhão de barris de óleo equivalente ao dia (boe/d), de acordo com dados publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira (04/09).

Em junho, a produção de Santos já havia se aproximado à de Campos, historicamente a principal bacia produtora do Brasil que completa 40 anos em 2017, em meio ao crescimento da extração no pré-sal. Campos produziu, ao todo, 1,427 milhão de boe/dia em julho.

Considerando somente a produção de petróleo, Campos ainda lidera a extração no país, com 1,285 milhão de barris ao dia, ante 1,173 milhão de barris/dia em média de Santos. Essa situação, porém, deve ser invertida ainda este ano, disseram à Reuters especialistas, ao final do mês passado.

Contando também a produção de gás natural, que atingiu um recorde no Brasil em julho, Santos passa a ser protagonista na indústria petrolífera, após o pré-sal ter superado o pós-sal em junho no país, também pela primeira vez.

A produção de gás da Bacia de Santos somou 55,378 milhões de metros cúbicos por dia em média em julho, ou quase a metade do total produzido no Brasil, ante 22,563 milhões de metros cúbicos registrados em Campos.

O Brasil produziu em julho 115 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d) de gás, superando os 111,8 milhões de metros de dezembro de 2016, a marca histórica anterior.

O volume produzido em julho representou um aumento de 3,5% em relação ao mês anterior e de 7,3% em relação a julho de 2016. 

Petróleo – A produção de petróleo no Brasil em julho somou 2,623 milhões de barris por dia, informou ANP nesta segunda-feira, o que representa queda de 1,9%na comparação com junho, mas expansão de 1,5% ante julho do ano passado.

“A redução em relação a junho se deve, principalmente, à parada programada da plataforma P-58, que opera na área denominada \’Parque das Baleias\’ (áreas de desenvolvimento de Jubarte, Baleia Azul, Baleia Franca e Baleia Anã)”, disse a ANP.

A produção total de petróleo e gás natural no país foi de aproximadamente 3,346 milhões de barris de óleo equivalente por dia, ante 3,374 milhões em junho.

Já a produção do pré-sal em julho totalizou aproximadamente 1,613 milhão de barris de óleo equivalente por dia, uma redução de 4,3% em relação ao mês anterior. Oriunda de 80 poços, a extração de petróleo na área somou 1,293 milhão de barris de petróleo por dia, enquanto a de gás natural atingiu 51 milhões de metros cúbicos por dia.

A produção do pré-sal correspondeu a 48,2% do total produzido no Brasil, segundo a agência.

Fonte: Época Negócios

Chineses compram porto paranaense por R$ 2,9 bilhões

Investidores dizem que negócio é apenas o primeiro passo de um plano de expansão na América Latina que demonstra “confiança na economia brasileira”.

A operadora chinesa de terminais China Merchants Port (CMPort) anunciou a compra, por R$ 2,9 bilhões, de 90% do TCP, que opera o terminal ao lado do Porto de Paranaguá, um dos maiores da América do Sul. O negócio marca a entrada do grupo chinês na América Latina e foi anunciado como “crucial para a expansão global da empresa” e uma “demonstração de confiança na economia brasileira”, segundo Bai Jingtao, diretor administrativo da CMPort, com sede em Hong Kong.

A transação abrange também a subsidiária TCP Log, que presta serviços logísticos como armazenagem e carregamento. Pelo acordo, a CMPort comprará 50% das ações da TCP que pertencem à Advent International e 40% das ações da empresa que pertencem aos acionistas fundadores da TCP – Galigrain S.A. (“Galigrain”), Grup Maritim TCB S.L. (“TCB”), Pattac Empreendimentos e Participações S.A. (“Pattac”), Soifer Participações Societárias S.A. (“Soifer”) e TUC Participações Portuárias S.A. (“TUC”). Advent, Galigrain e TCB venderão a totalidade de suas ações, enquanto Pattac, Soifer e TUC manterão, juntas, 10% do capital da empresa.

Anunciada no final de semana (03/09), a negociação envolvendo a TCP – empresa avaliada em aproximadamente R$ 3,2 bilhões (US$ 1 bilhão) –, é uma das maiores já realizadas no setor de terminais de contêineres na América Latina. A operação deve estar concluída até o final do ano, devendo passar, antes, pelas etapas de aprovação regulatória, incluindo o parecer do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Em abril de 2016, o governo federal renovou o contrato de arrendamento da TCP por mais 25 anos a partir de 2023, prevendo, entre as contrapartidas, a construção de dolfins exclusivos para a atracação de navios que fazem o transporte de veículos e a ampliação da retroárea, de 320 mil m2 para 477 mil m2.

O terminal operado pela TCP movimenta aproximadamente 10% do total de contêineres no país. Entre os produtos, estão carnes congeladas (segmento em que a TCP é líder de mercado), madeira, componentes para a indústria automotiva, químicos e equipamentos eletrônicos.

Planos de expansão – Os novos donos da TCP comandam uma das maiores operadoras globais de terminais de contêineres. A CMPort movimentou em 2016 mais de 95 milhões de TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) . Na China, a empresa possui operações em Hong Kong, Shenzhen, Shanghai, Ningbo, Qingdao, Dailian, Tianjin, Zhanjiang e Xiamen Bay, entre outras. A empresa detém, ainda, terminais de contêineres nos Estados Unidos, Sri Lanka, Nigéria, Djibouti, Togo e Turquia, bem como em diversos países da Ásia e Europa.

“A TCP não é apenas o marco fundamental da China Merchants para entrar no Brasil, mas o futuro hub para o crescimento do fluxo de commodities e bens entre o Brasil e a China. A China Merchants Port também usará sua experiência global de operação portuária para ajudar a TCP a continuar sua história de sucesso como um dos principais líderes do setor portuário no Brasil e na América Latina”, destacou Bai Jingtao. “Esta aquisição histórica demonstra a confiança da CMPort na economia brasileira e seu compromisso em contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura do país e para o crescimento do fluxo de negócios entre os países do BRICS”, acrescentou o executivo.

“A transação contribuirá para que a CMPort alcance seus objetivos comerciais, e, ao mesmo tempo, contribuirá para o desenvolvimento do comércio entre o Brasil e a China e para a relação de cooperação estratégica entre os dois países “, completou Hu Jianhua, vice-presidente executivo da China Merchants Group.

O atual CEO da TCP, Luiz Antonio Alves, permanecerá à frente da empresa. Os bancos BTG e Morgan Stanley atuaram como assessores financeiros dos acionistas vendedores na transação.

Fonte: ABTC.

Exportação de veículos por Paranaguá bate recorde

Levantamento feito pela Appa considera os oito primeiros meses do ano, quando foram exportados 69.064 veículos. O recorde anterior era de 2013, quando haviam sido exportados 67.612 carros.

A exportação de veículos pelo Porto de Paranaguá aumentou 20% de janeiro a agosto deste ano, no comparativo com o mesmo período de 2016. Neste ano, foram exportados 69.064 veículos, contra 57.636 no ano passado. O recorde de exportação anterior era do ano de 2013, quando haviam sido exportados 67.612 carros.

Os dados, que foram divulgados nesta semana pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), apontam que esse é o melhor desempenho de todos os tempos.

Além da saída de automóveis, o relatório aponta também o aumento no número de unidades importadas: nos oito primeiros meses de 2016, haviam chegado pelo porto 16.819 carros; neste ano, o número saltou para 19.665. O aumento na importação, considerando o mesmo período, é de 17%.

O diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, explica que o crescimento no número de veículos movimentados se deve ao mercado interno e, no que se refere à exportação por Paranaguá, nos investimentos feitos para ampliar os espaços para movimentação de cargas especiais. “Com um novo layout operacional, somente neste ano, aumentamos em 36% a área para movimentação de cargas especiais, o que representa 30 mil metros quadrados de novos pátios para o armazenamento de mercadorias como veículos”, conta Dividino.

NOVO LAYOUT – Para que novas áreas de movimentação fossem possíveis, barracões ociosos, que foram usados até as décadas de 1980, foram demolidos. “É preciso estar atento às mudanças nas operações, no mercado e, também, nas necessidades de importadores e exportadores. Temos trabalhado nesse sentido e as crescentes buscas pelo serviço mostram que estamos no caminho certo”, completa Dividino.