Área Agrícola incrementa negócios na Pirelli

Unidade de Santo André recebe R$ 80 milhões. Investimento vai duplicar a capacidade para pneus agrícolas radiais

A fábrica da Pirelli de Santo André receberá R$ 80 milhões para duplicar sua capacidade produtiva de pneus agrícolas radiais. O anúncio foi feito na terça-feira, 15, pela TP Industrial do Brasil, responsável pelos pneus para caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e de construção fabricados com a marca Pirelli.

“Com a modernização do agronegócio brasileiro temos uma demanda crescente por pneus agrícolas radiais, uma vez que, a cada ano, máquinas maiores e mais potentes chegam ao mercado”, afirma o CEO da TP Industrial para a América Latina, Tomas Salazar.

A TP Industrial, antiga Pirelli Industrial, pertence ao Prometeon Tyre Group e já havia investido R$ 30 milhões na linha agrícola. A empresa não revela a capacidade produtiva para os pneus agrícolas radiais.

Com informações: Automotive Business

 

Recinto Aduaneiro DRY PORT Guarulhos é desalfandegado

O Recinto Aduaneiro de Uso Público – DRY PORT, situado na Avenida Orlanda Bérgamo, s/nº – Jardim Nova Cumbica – Município de Guarulhos/SP, administrado pela empresa DRY PORT SÃO PAULO S/A, foi desalfandegado pela SRFB, a se ver do Ato Declaratório Executivo nº 29, de 10 de agosto de 2017, da Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 8ª Região Fiscal.

O desalfandegamento teve como fundamento legal a cassação de medida liminar obtida em Ação Cautelar proposta pelo referido Recinto.

As cargas continuarão sendo desembaraçadas no local até a desocupação que ocorrerá dentro de 30 dias.

 

O último apaga a luz?

aeroporto-aereo-manausUm dos remanescentes cargueiros, Terminal Logístico do Aeroporto de Manaus será licitado a partir da próxima semana 

A Infraero abrirá em 14/8 a licitação para operação e exploração do complexo logístico do Aeroporto Internacional de Manaus/Eduardo Gomes (AM). O edital já está disponível no portal da Infraero neste link, onde podem ser consultados os documentos referentes ao processo licitatório.

A concessão abrange uma área total de 49.382 m², compreendendo os três terminais de carga do complexo logístico do aeroporto, o prédio administrativo e a guarita de segurança. A arrematante, além da oportunidade de explorar as atividades diretas de logística de carga, poderá também agregar atividades acessórias à exploração do terminal, como restaurante, centro de treinamento, áreas de reparo e limpeza de caminhões, bancos e terminais de autoatendimento, armazéns não alfandegados, entre outras, sendo que não há investimentos vinculados previstos em edital. O prazo de vigência do contrato de concessão é de dez anos, com preço mínimo mensal de R$ 2,7 milhões e preço básico inicial de R$ 3 milhões.

A concessão da operação das atividades do Teca de Manaus representa uma oportunidade para a ampliação do portfólio de serviços de um dos maiores complexos logísticos da América Latina, seguindo as novas diretrizes da Diretoria Comercial e de Soluções Logísticas da Infraero. O propósito é, além de expandir o portfólio de serviços e produtos de logística integrada oferecidos pela empresa, e ampliar a parceria com a iniciativa privada nos negócios.

Com essa política, a Infraero tem o objetivo de ampliar as oportunidades de operações multi e intermodais, agregando a expertise dos parceiros nos modais marítimo, rodoviário e ferroviário ao know how da Infraero no modal aéreo. As novas diretrizes permitirão inclusive a oferta futura de serviços como crossdockingpicking and packing, porta a porta, gestão de estoques, cargas de projeto e outros, além da consultoria e assessoria já disponibilizadas pela empresa.

“A ideia com a concessão do complexo de Manaus é, acima de tudo, aproveitar uma estrutura pujante e arrojada para oferecer serviços cada vez melhores para os clientes, aprimorando assim a cadeia logística da região e do país em um ritmo célere, alinhado com sua capacidade operacional e seu potencial econômico”, pontua Edson Antunes Nogueira, superintendente de Desenvolvimento de Negócios em Soluções Logísticas da Infraero.

Manaus e sua importância – Maior terminal de cargas da Rede Infraero, o complexo do Eduardo Gomes conta com uma posição estratégica, escoando a produção da Zona Franca de Manaus, e uma das maiores movimentações de carga pelo modal aéreo no Brasil inteiro.

Somente no primeiro semestre de 2017, o complexo manauara movimentou nas áreas de importação e exportação 15.449,3 toneladas (t), 3.688,2 t acima das 11.761,1 t processadas no primeiro semestre de 2016, um crescimento da ordem de 31%. Os principais itens movimentados nesse período foram componentes eletrônicos, produtos farmacêuticos, partes e peças de moto, metais e artigos de decoração. A ênfase em produtos de alto valor agregado na área de importação, além de demonstrar a importância e capacidade do terminal de carga, também chama a atenção para o potencial econômico do complexo.

Para sustentar a demanda, o terminal conta ainda com uma infraestrutura moderna e ampla, que inclui um transelevador para o armazenamento de cargas verticalizadas de importação exclusivo para as empresas habilitadas no regime da Linha Azul e um sistema de pesagem de cargas de importação inteiramente automatizado, entre outros diferenciais de infraestrutura.  O Teca tem capacidade máxima de movimentação de cerca de 960 mil toneladas anuais, tendo considerável margem de expansão operacional nas condições atuais.

Outras concessões logísticas na Rede Infraero – Além de Manaus, cinco processos de concessões de complexos logísticos já foram realizados até o momento pela Infraero: Goiânia (GO), Curitiba (PR), Vitória (ES), São José dos Campos (SP) e Recife (PE). Os terminais de Goiânia e Curitiba foram os primeiros a iniciar as operações com a nova parceira, que assumiu a concessão no mês de julho. Os demais terminais já tiveram seus contratos assinados, agora passando pelos trâmites de transição das operações.

Todos os contratos em questão preveem prazo de concessão de dez anos, sem investimentos vinculados por parte das empresas concessionárias. Os valores de luva (preço mínimo mensal) totais obtidos com os cinco contratos somam R$ 2,95 milhões.

Frete aéreo global atinge melhor primeiro semestre em 5 anos

panalpina-aviao-cargueiroA Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) anunciou que o mercado global de frete aéreo sofreu um aumento na procura de cerca de 10,4%, em comparação aos primeiros seis meses de 2016. Este crescimento representa ainda o triplo do crescimento médio do setor (3,9%), verificado nos últimos cinco anos.

Alexandre de Juliac, CEO da IATA, afirma que “a carga aérea está sustentada numa economia global mais forte”, e que “a procura cresce a um ritmo mais rápido do que em qualquer momento desde a crise financeira global. A indústria está aproveitando esse impulso para acelerar a modernização do processo tão necessário e melhorar o valor que proporciona aos seus clientes”.

Na sua “newsletter” diária, a IATA explica ainda que capacidade de frete aéreo (medida em “freight tonne kilometers”) aumentou 3,6%, face ao período homólogo. E que nos primeiros seis meses do ano, os sinais da procura consolidam a ideia de crescimento, verificado nos meses anteriores, fato que potencializa os rendimentos das companhias aéreas do setor.

“O crescimento sustentado da procura de frete aéreo é consistente com uma melhoria no comércio global, com novas ordens de exportação globais permanecendo perto de um máximo de seis anos. No entanto, existem alguns sinais de que o período de crescimento cíclico pode ter atingido o pico”, refere a associação. Contudo, “independentemente desses desenvolvimentos, as perspectivas para o frete aéreo são otimistas, com a expectativa de crescimento da demanda a uma taxa robusta de 8% durante o terceiro trimestre do ano”, sublinha.

Portos brasileiros registram aumento 4,7% na movimentação de cargas no primeiro semestre

navio santosNo primeiro semestre de 2017 o setor portuário brasileiro movimentou 517,5 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 4,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. O aumento ocorreu nos terminais privados, que movimentaram 343,04 milhões de toneladas, 7,89% maior do que no primeiro semestre do ano passado. Já os portos públicos organizados movimentaram 174,46 milhões de toneladas, o que representou um decréscimo de 1,04%.

Os dados foram apresentadas ontem (10) pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, no Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2017), no Rio de Janeiro. Tokarski participou do painel Portos, transportes e logística: contribuição para a redução de custo e a retomada do crescimento.

Ele destacou que o principal crescimento ocorreu na área de granéis sólidos, com 332,9 milhões de toneladas movimentadas, aumento de 5,9%. Outro aumento significativo ocorreu nas cargas gerais soltas, com 12,6% de incremento, chegando a 27 milhões de toneladas movimentados no semestre. Segundo Tokarski, as commodities continuam sendo as principais mercadorias embarcadas.

“Na exportação FOB [na qual o exportador é responsável pelos custos de transporte e seguro da carga somente até que esta seja embarcada no navio], a parte de navegação e exportação marítima são 81% [do total do Brasil em dólares]. Em peso líquido são 98,56%, porque é muito minério, muita soja e muito milho. É bom, mas seria melhor se tivesse mais produto com maior valor agregado”.

Na importação, segundo os dados apresentados pelo diretor da Antaq, a navegação marítima responde por 71% do valor em dólar e 88,82% do peso líquido. Até o fim do ano, a projeção da Antaq é movimentar 1,033 bilhão de toneladas nos portos, um aumento de 3,23% em relação a 2016. 

Logística terrestre – Em outro painel do Enaex, o gerente de Regulação e Transporte Multimodal de Cargas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Tito Lívio Silva, destacou que no Índice de Desempenho Logístico Internacional, elaborado pelo Banco Mundial, o Brasil passou da posição 61 em 2007 para 55 em 2016, enquanto no quesito infraestrutura o país saiu do número 49 para 41 no ranking no mesmo período.

“Houve uma evolução nos últimos 10 anos em termos de desempenho logístico e de infraestrutura, mas é necessário acelerar essa melhoria. Esse índice calcula também questões aduaneiras, serviços logísticos, rastreamento de cargas. Então é um índice bem interessante, porque não podemos ter análises descasadas em termos de questões operacionais”.

Tito Silva destacou que o transporte rodoviário reponde por 65% da matriz de transporte de carga em toneladas por quilômetro úteis (TKU) e o ferroviário, 15%. “Comparativamente, nos Estados Unidos nós temos uma participação de 43% no modo rodoviário e o ferroviário representa 32% do deslocamento em termos de TKU. Esse desbalanceamento da matriz de transporte nos mostra a necessidade de fazer essa adequação, não que o modo rodoviário deva ser evitado em todos os casos, depende das características da carga e do tempo”.

Ele defendeu a melhoria na integração multimodal para melhor adequar o transporte de acordo com as necessidades de cada mercadoria conforme o tempo, preço e distância. O gerente informou que o país tem atualmente 21 trechos de rodovias concedidas, num total aproximado de 10 mil quilômetros, e a agência está em fase de elaboração de relatório dos projetos de concessão de dois trechos: BR-364/365 entre Goiás e Minas Gerais e BR-101/290/386/448 em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Outro trecho da BR-101, um da BR-040 e dois da BR-116 estão com a concessão em análise.

Fonte: Agência Brasil