Volkswagen Gol passa a ser feito exclusivamente em Taubaté

Companhia libera espaço na fábrica do ABC para a produção de novos modelos

A Volkswagen comemorou na quarta-feira, 5, a produção de 8 milhões de unidades do Gol no Brasil, o carro sustenta o título de mais fabricado e vendido da história da indústria automotiva local. A comemoração deste marco é, no entanto, bastante simbólica da nova fase da montadora no Brasil: ainda neste julho o automóvel deixa de ser produzido na fábrica da Anchieta, no ABC Paulista, para dar espaço aos novos veículos da marca que serão feitos ali.

Assim, o hatchback que liderou as vendas do Brasil por 27 anos consecutivos – posto perdido há três anos – passa a ser montado exclusivamente em Taubaté (SP).

A unidade já era responsável por parte da fabricação do Gol e, como lembra a montadora, foi uma planta construída ainda nos anos 1970 justamente para fazer o modelo. Agora, além do automóvel, são montados na unidade o Up! e o Voyage. “É uma distribuição mais eficiente da produção. Taubaté fica com a plataforma MQB e segue fazendo três automóveis de grande volume de exportação. Do total de unidades do Gol já feitos no Brasil, 1,4 milhão foram destinadas ao mercado externo”, conta David Powels, CEO da companhia para o Brasil e a América do Sul.

A fábrica de Taubaté recebeu investimentos e passou por reforma recente para abrigar a produção do Up!, que começou ali em 2014. Áreas como pintura e armação são completamente novas. “Temos uma estrutura perfeita e alta tecnologia para fazer os modelos” destaca Powels. Hoje a unidade opera em dois turnos de produção, faz 879 carros por dia e emprega 4 mil trabalhadores.

Este ritmo, diz o executivo, não deve mudar tão rápido por causa da performance fraca do mercado brasileiro de veículos. “Em geral, temos usado apenas de 40% a 45% do nosso potencial produtivo no País, assim como outras fabricantes de veículos”, aponta.

Passado o primeiro semestre do ano, o dirigente sustenta a expectativa de que o mercado nacional chegue ao fim de 2017 com leve crescimento, algo que ele espera que se repita em 2018. “Estamos apostando em aumentar a produtividade das nossas fábricas e manter as pessoas. Por enquanto não há horizonte de contratações”, avalia.

 

POLO E VIRTUS EM SÃO BERNARDO – Com a transferência total da produção do Gol para Taubaté, até o fim do ano a planta do ABC Paulista vai seguir em marcha lenta, fazendo apenas a picape Saveiro, enquanto roda as primeiras unidades pré-série do novo Polo. Entre novembro e dezembro entra em linha a versão definitiva do modelo por ali, acelerando o ritmo da unidade. Na gama da empresa, o carro ficará abaixo do Golf, mas será um hatchback maior que o Gol, segundo Powels.

Já no primeiro trimestre de 2017 começa a ser feito em São Bernardo mais um novo modelo: o sedã Virtus. Estes são os primeiros passos da renovação da gama e do reposicionamento da marca no Brasil. “Queremos ser uma empresa mais rápida, enxuta e eficiente e vamos investir na atualização da nossa imagem. Não são apenas novos carros, é uma nova Volkswagen”, diz o executivo. O projeto, que inclui atualização de fábricas e da gama de produtos, recebe o aporte de R$ 7 bilhões que a companhia anunciou para o período de 2016 a 2020.

 

Fonte: Automotive Business

Prorrogado prazo para adequação a novas regras do transporte de produtos perigosos

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) prorrogou o prazo para as empresas se adequarem às novas regras para o transporte de produtos perigosos, previstas na Resolução nº 5.232. A agência cobrará dos transportadores o cumprimento do novo regulamento a partir de dezembro deste ano. A data inicial era 16 de julho de 2017.

A Resolução nº 5.232, publicada em dezembro de 2016, apresenta prescrições mais atualizadas no que diz respeito a aspectos como embalagem, sinalização, operação de transporte, transporte em quantidade limitada, entre outros.

Ao todo foram feitas oito atualizações, entre as quais, a alteração da descrição do produto no documento fiscal, como o número ONU – série estabelecida pela Organização das Nações Unidas, que identifica e fornece informações sobre os produtos ou misturas químicas.

De acordo com o presidente da ABTLP (Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos), José Maria Gomes, a publicação da resolução coloca o Brasil em conformidade às recomendações do TDG (Comitê de Peritos em Transporte de Produtos Perigosos das Nações Unidas) e ao regulamento modelo da ONU (Organização das Nações Unidas), intitulado Orange Book. O documento, que é atualizado a cada dois anos, está na 19ª Edição (2015).

Gomes explica que a regulamentação estava defasada. “A antiga resolução (nº 420) estava alinhada à 11ª edição do Orange Book. Ao longo do tempo, nossa legislação teve cerca de dez atualizações com o objetivo de se adequar às alterações das normas internacionais. Contudo, os novos produtos continuavam ‘congelados’ à numeração da 12ª edição, e isso causava grandes transtornos na importação e na exportação de produtos perigosos”, diz. Segundo o dirigente, a nova regulamentação está de acordo com a 18ª edição da ONU e incorporou os números da edição mais recente.

A intenção da ANTT, a partir de agora, é também atualizar a legislação brasileira a cada dois anos. Com a nova classificação, o produto ONU 1203, por exemplo, que tinha como descrição Combustível Auto-Motor ou Gasolina, passa a ter a seguinte descrição: Combustível para Motores ou Gasolina de Aviação (GAV – 100LL ou AVGAS -100LL). O mesmo aconteceu com o dispositivo de segurança, conhecido como Air Bag, cujo número ONU é 3268. A partir de dezembro, passa a ter a descrição Infladores para Bolsa de Ar ou Módulos para Bolsa de AR ou Pré-tensores para Cinto de Segurança.

A ABTLP alerta que, em função dessas mudanças, além de alterar a informação no documento fiscal, os fabricantes e/ou expedidores terão de atualizar a ficha de emergência, assim como a marcação e a rotulagem da embalagem. Além das recomendações do Orange Book, na nova resolução, também são considerados convênios internacionais como o ADR (Acordo Europeu sobre Transporte de Produtos Perigosos por Rodovia) e RID (Regulamentos Internacionais sobre o Transporte de Produtos Perigosos por Ferrovia).

Fonte: CNT

Porto de Santos registra recorde de movimentação em maio

navio santosMaior navio de transporte de contêineres atraca no Porto de Santos

O Porto de Santos movimentou em maio volume recorde de 11,39 milhões de toneladas. O resultado superou em 0,3% a maior marca anterior, registrada em agosto do ano passado (11,36 milhões t). No acumulado do ano, a movimentação foi de 50 milhões de toneladas, 4,4% superior aos cinco primeiros meses do ano passado, segundo informações são da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

As exportações cresceram 12,8% em maio de 2017, em relação a maio de 2016. Foram 8,54 milhões de toneladas embarcadas (em 2016, maio registrou 7,57 milhões t). A exportação do complexo soja (grãos e farelos) se mantém como a principal responsável pelo bom número do Porto de Santos. Foram 3,38 milhões de toneladas embarcadas, resultado que foi 17,3% maior que o de maio do ano passado. Ao mesmo tempo, o açúcar cresceu na movimentação e atingiu a sua melhor marca mensal no período. Foi o segundo produto de maior movimentação, com 2,26 milhões de toneladas exportadas, alta de 25,7% sobre o mesmo mês de 2016 (quando foi registrado o embarque de 1,79 milhão de toneladas).

Nas importações, o aumento no mês foi de 1,1% em relação a maio do ano passado (2,85 milhões t em maio de 2017 ante 2,81 milhões t em 2016). O produto com maior participação no mês foi o óleo diesel, com crescimento de 85,8%, registrando 242,3 mil toneladas (130,4 mil t em maio de 2016). A segunda mercadoria em movimentação de importação no mês foi o adubo, com 219,6 mil toneladas (queda de 31,7%).

Os primeiros cinco meses de 2017, as exportações ultrapassaram 36,13 milhões de toneladas, aumento de 1% sobre 2016 (quando o registro foi de 35,78 milhões t). O resultado das exportações também é recorde para o período. O complexo soja, com um crescimento de 6%, foi o produto mais exportado, com 14,60 milhões de toneladas, seguido de açúcar (6,89 milhões t, crescimento de 12,6% em relação ao acumulado em 2016, quando a marca foi de 6,12 milhões de toneladas). A celulose foi o terceiro produto mais embarcado, com 1,23 milhão de toneladas.

As importações no período foram de 13,86 milhões de toneladas, crescimento de 14,3% em relação a 2016. O produto com maior movimentação no período foi o adubo, com 1,51 milhão de toneladas e crescimento de 44,2% no período. Este resultado confere ao adubo o status de terceira carga mais movimentada em geral no Porto de Santos (atrás apenas da soja e do açúcar). Em segundo nas importações ficou o óleo diesel, com 891,7 mil toneladas, crescimento de 40% em relação ao acumulado de 2016. Cargas não especificadas registraram movimento de 8,27 milhões de toneladas importadas.

Maior navio – Atracou no Porto de Santos, às 4h45 da última quarta-feira (28), o maior navio em capacidade de transporte de contêineres. O Cape Sounio (FOTO), da armadora Zim, pode carregar 11 mil TEU, unidade que equivale a um contêiner de 20 pés.

O navio chegou à Barra de Santos ainda na terça-feira (27). Ele irá operar no Terminal Embraport, na Margem Esquerda do complexo marítimo, na Área Continental de Santos.

De acordo com a presidente da Zim do Brasil, Ana Bighetti, a embarcação deixará o porto no final da manhã de quinta-feira (29). ”Tivemos dois rebocadores com dois práticos. Tudo transcorreu sem problemas”.

Automotiva chinesa escolhe Guarulhos para primeira fábrica no Brasil

O Grupo chinês Ningbo Tuopu anunciou nesta quinta-feira, 29 de junho, a instalação de sua primeira fábrica de partes automotivas no Brasil em Guarulhos (SP), na região metropolitana de São Paulo. A empresa está investindo em torno de R$ 30 milhõesna planta, que irá fabricar coxins de motor, câmbios e outros conjuntos automotivos para diversas montadoras presentes no Estado e em toda América do Sul.

O projeto conta com o apoio da Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos e exportação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo. “A Ningbo Tuopu é um exemplo de que a cadeia automotiva do Estado de São Paulo continua se expandindo, gerando cada vez mais empregos e valor para a economia do País”, explica Sérgio Costa, diretor da Agência.

“O apoio da Investe São Paulo tem sido fundamental, principalmente com relação aos recursos disponíveis no Estado, licenciamento ambiental e outros caminhos para a implantação da empresa”, afirma Flávio Renato M. de Passos, diretor geral da Tuopu do Brasil.

A previsão é que a planta comece a operar no segundo semestre de 2019, produzindo 485 mil conjuntos por ano. Segundo Flávio Renato, Guarulhos foi escolhida para o projeto por permitir uma localização próxima a fornecedores e clientes, além de fornecer uma abundância de mão de obra especializada. “O apoio e suporte dado pela prefeitura e o Governo do Estado também foram fundamentais”, diz o diretor.

“Estive na China há quinze dias, quando apresentei Guarulhos como uma grande oportunidade de investimento. Somos a principal porta de entrada do Brasil e, para nós, é uma honra poder receber a Ningbo Tuopu. Agradecemos a Investe SP por essa grande parceria na geração de empregos em Guarulhos. Estamos de portas abertas para a instalação de negócios e geração de novos empregos”, afirma o prefeito da cidade, Gustavo Guti.

A inciativa de vir para o Brasil partiu de uma demanda da General Motors, um dos principais clientes da empresa em outros países. A Ningbo Tuopu foi escolhida para fornecer os coxins de motor e câmbio para os automóveis produzidos pela montadora na América do Sul, e era necessária uma planta local para atender a demanda da região.

Apesar do foco na GM, a ideia é que a Ningbo Tuopu atenda também as outras montadoras do Estado e de todo o mercado SulAmericano, como Fiat, Ford, Volkswagen, Honda, Hyundai, Peugeot, Nissan, entre outras. Haverá inclusive 35% da capacidade da planta livre para a abertura de novos negócios do futuro, o que possibilitará uma expansão dependendo do desenvolvimento do mercado.

Sobre a Ningbo

O Grupo Ningbo Tuopu é uma empresa privada chinesa listada na bolsa de Shanghai (601689) que lidera o mercado de peças automotivas por meio de alta tecnologia. A empresa fabrica sistemas de coxins de motor, chassis, sistemas de ajuste e de controle de condução inteligente. Fundada em 1983, está sediada em Ningbo, onde abriga seu centro de pesquisa e desenvolvimento que fornece soluções para todo o mundo por meio de mais de cinco mil produtos diferentes. Para mais informações visite http://www.tuopu.com.  Keep Climbing Hope Booming.

 

Roubo de carga na região do Polo Têxtil de Americana(SP) cresce 109% em maio

A quantidade de roubos de carga disparou em maio na RPT (Região do Polo Têxtil). Foram 23 casos no mês passado, contra 11 em maio de 2016, um aumento percentual de 109%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela SSP (Secretaria de Segurança Pública).

O aumento nos casos foi puxado por Sumaré, que quase dobrou o número de ocorrências nos meses analisados – foram 7 no ano passado e 13 em maio deste ano. Hortolândia também viu esse tipo de crime aumentar, passando de três para oito casos. Em Americana, foram dois roubos de carga no mês passado e nenhum em maio de 2016.

Santa Bárbara d’Oeste foi a única que conseguiu diminuir, passando de um caso para nenhum este ano. Nova Odessa não registrou esse tipo de ocorrência nos dois meses analisados. Desde o início do ano, foram 82 casos na RPT, contra 75 entre janeiro e maio do ano passado, um aumento percentual de 9%.

De acordo com informações do Sindicamp (Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Campinas e Região), as cidades da região acabam se tornando alvo da ação de criminosos em função da presença de empresas com produtos de alto valor agregado e localização privilegiada, já que os municípios são cortados por rodovias de escoamento de produtos.

Nos últimos dois anos, em função da crise econômica, houve um aumento na criminalidade, já que muitos desempregados acabam aceitando fazer esse tipo de crime para levantar dinheiro rápido. O presidente do Sindicamp, José Alberto Panzan, criticou a demora do governo estadual em regulamentar a lei 15.315/2014, que endurece a punição para estabelecimentos que atuam como receptadores de produtos roubados no Estado de São Paulo. A reportagem do Grupo Liberal tentou contato com a assessoria de imprensa do governo estadual, mas ninguém foi localizado na noite desta segunda-feira.

Panzan disse que foi possível notar uma mudança no perfil dos roubos recentemente. “Mesmo produtos de baixo valor acabam sendo alvo de ladrões, como por exemplo cargas de macarrão e leite. O que acontece é que quem rouba precisa se livrar logo dos produtos. Aqui no sindicato temos o seguinte pensamento – ninguém rouba se não tiver um comprador pré-determinado, seja ele um comércio, um supermercado”, disse.

Em um dos casos registrados no mês passado, um homem foi preso por roubar 800 quilos de café que estavam em uma van em Hortolândia. A Polícia Militar foi acionada e o localizou na Rodovia José Lozado de Araújo, na altura de Sumaré. A carga, avaliada em R$ 23 mil, não foi recuperada.

Fonte: O Liberal