Takeda tem novo medicamento para insônia aprovado pela ANVISA

A Anvisa aprovou o registro do Rozerem (ramelteona) na forma farmacêutica comprimidos revestidos de 8 mg. O Medicamento Novo, inédito no Brasil, é indicado para o tratamento da insônia caracterizada por dificuldade em iniciar o sono. A publicação do registro foi feita na segunda-feira (12/6).

A insônia, caracterizada pela dificuldade de iniciar o sono, mantê-lo continuamente durante a noite ou o despertar antes do horário desejado, afeta 10 a 25% da população geral adulta sendo considerada uma doença altamente prevalente.

O novo medicamento Rozerem (ramelteona), será fabricado pela empresa Takeda Ireland localizada em Bray, Irlanda, e a detentora do registro do medicamento no Brasil é a empresa Takeda Pharma LTDA, possui cerca de 2.000 colaboradores divididos entre a sede, na cidade de São Paulo, e as fábricas em Jaguariúna (SP) e São Jerônimo (RS).

Bosch pretende ser a número 1 em veículos elétricos

A Bosch está disposta a entrar pesado na era dos veículos elétricos. Uma das maiores fornecedoras de sistemas e soluções para motores a combustão, a empresa alemã quer também se tornar a principal fornecedora de soluções de emissões zero para fabricantes de veículos elétricos.

Com investimentos de quase 400 milhões de euros por ano em eletromobilidade, também pretende competir com a Panasonic, a LG Chem e a Samsung, industrializando a montagem de células de bateria.

“Somos o número 1 no mercado de sistemas de motores a combustão e visamos este ponto também como fornecedor de eletromobilidade”, disse Volkmar Denner, CEO da Bosch, no mês passado. Embora a empresa estime que cerca de 85 milhões de carros construídos em 2025 ainda funcionarão exclusivamente com combustíveis fósseis, acredita que, até lá, cerca de 20 milhões serão híbridos ou veículos elétricos.

De olho nessa demanda futura, a Bosch planeja formar uma unidade de negócios e desenvolver tecnologia de propulsão a partir do próximo ano e, de acordo com os resultados, decidir se deve investir na produção em massa de células de bateria.

Em 2015, a Bosch adquiriu a Seeo, uma empresa americana especializada em células de estado sólido, uma tecnologia que, segundo a fornecedora alemã, oferece um maior grau de segurança. Em caso de acidente, as células da bateria que utilizam eletrólitos líquidos para transportar íons podem ser danificadas e causar vazamento. Uma vez que a reação química não está mais sob controle, o calor gerado pode produzir uma reação em cadeia que resultaria em uma explosão.

A nova unidade de eletromobilidade perseguirá dois objetivos. Como fornecedor de sistemas para a indústria automotiva, quer aumentar a sua eficiência através de medidas como a integração da transmissão, eletrônica de potência e motor elétrico diretamente no eixo de um veículo. Como fornecedor de células de bateria, quer melhorar seu desempenho no nível de química celular e está investindo com o objetivo final de duplicar a densidade de energia de uma bateria até 2020.

Exportação bate recorde e anima setor automotivo

A prevalecer o ritmo atual daqui a três meses a indústria automobilística terá conseguido vender no exterior a quantidade de veículos que inicialmente previa exportar durante todo o ano. O esforço no exterior para compensar a crise no mercado interno tem surtido efeito em toda a América Latina e surpreende os dirigentes das montadoras. As vendas externas registraram recorde histórico em maio e no acumulado dos cinco primeiros meses do ano. O total de divisas obtido pelo setor de janeiro a maio alcançou US$ 5 bilhões, um crescimento de 57,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

A demanda tem crescido com força em todos os mercados vizinhos. A Argentina continua a ser o principal destino e a expansão daquele mercado amplia a demanda por carros brasileiros. Mas o aumento das encomendas em outros mercados fez a fatia argentina nas exportações de veículos até cair, de 72% há um ano para 68% no mês passado. O México é o segundo maior comprador, com 13%. Outros países, que compravam pouco do Brasil no passado, já aparecem com fatias de 5%, como é o caso do Chile, e 3%, da Colômbia. Em um ano somente o Chile elevou as compras de veículos do Brasil em mais de 200%.

A tendência é a Colômbia passar a comprar ainda mais assim que um esperado acordo de intercâmbio comercial com o governo brasileiro for assinado. Um sistema de cotas garantirá vendas do Brasil para o mercado colombiano com isenção de Imposto de Importação e vice-versa.

Em maio foram exportados 73,4 mil veículos, o que gerou um receita de US$ 1,24 bilhão. O valor representou crescimento de 59,9% na comparação com maio de 2016. A direção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prepara-se para aumentar as projeções para o ano. Inicialmente a entidade projetava fechar o ano com 558 mil veículos no exterior, um crescimento de 7,2% em relação à 2016. Mas somente até maio já foram embarcadas 307,5 mil unidades.

A boa notícia da revisão da projeção para cima já poderia ter sido anunciada, já que a meta será facilmente ultrapassada. Mas o presidente da Anfavea, Antonio Megale, disse que preferia esperar os acontecimentos políticos dos próximos dias para recalcular projeções com mais segurança.

Em maio foram exportados 73,4 mil veículos, o que gerou um receita de US$ 1,24 bilhão

Apesar das incertezas na esfera política, o mercado interno também continua a dar sinais de melhora. Conta a favor, sobretudo, as expectativas criadas, segundo os dirigentes do setor, pela queda da inflação e a retração na taxa de juros básica. Em maio foram vendidos no Brasil 195,5 mil veículos, o que representou uma alta de 16,8% na comparação com o mesmo mês de 2016. Foram 824,5 mil unidades licenciadas no acumulado do ano, um aumento de 1,6% na comparação com igual período de 2016.

O dado mais positivo é o aumento do ritmo na média diária de licenciamento de veículos no país, que começou o ano com 6,6 mil unidades, passando para 7,1 mil em fevereiro, 8,1 mil em março, 8,7 mil em abril e 8,9 mil em maio. O aumento nas vendas internas e externas animou os fabricantes de veículos a acelerar as linhas de montagem. Somente em maio a produção aumentou 33,6% na comparação com igual mês do ano passado, com 237 mil veículos. No acumulado do ano, foram 1,037 milhão unidades, uma alta de 23,4% ante um ano atrás.

O nível de estoques manteve-se equilibrado em relação ao mês anterior. A quantidade de veículos nos pátios das fábricas e concessionárias é suficiente para 33 dias de vendas internas. Isso significa, diz Megale, que tudo o que foi produzido em maio foi vendido.

A indústria automobilística também parou de demitir e até registrou ligeira alta na quantidade de postos de trabalho, de 0,3% no mês passado na comparação com abril. O quadro efetivo é, no entanto, 7,5% menor do que há um ano. Além disso, 10,8 mil trabalhadores, de um total de 103,4 mil, continuam afastados das fábricas por meio de programas como “layoff”.

Preocupa a direção da Anfavea o fato de que a ociosidade ainda passa de 50% nas fábricas de automóveis e chega perto de 80% na de caminhões. O cenário no mercado de caminhões é menos ruim do que no início do ano, quando as vendas apontavam para uma queda de 33% na comparação com um ano atrás. Agora a retração está em 19%. Para o vice-presidente da Anfavea para essa area, Luis Carlos Gomes de Moraes, as reformas são essenciais para a volta da atividade. “O país tem pressa e esperamos que Brasília perceba isso”, disse.

 Fonte: Valor Econômico

Indústria automobilística tem crescimento

O licenciamento de automóveis apresentados nesta semana pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) é um alento, revelando que a indústria automobilística pode ter conseguido superar o fundo do poço ao registrar crescimento de 2,3% no número de emplacamentos de veículos de passeio nos cinco primeiros meses de 2017. A entidade registrou entre janeiro e maio a comercialização de 686.540 unidades ante a 671.260 unidades em igual período do ano passado.

No ranking de vendas internas, a General Motors segue na frente, registrando 126.549 unidade vendidas entre janeiro e maio. Segue na vice-liderança de mercado o Grupo FCA (Chrysler, Dodge, FIAT e Jeep), com 96.538 unidades. Em terceiro e quarto, respectivamente estão as montadoras associadas da Anfavea:  Volkswagen (82.185) e Ford (70.257). A Hyundai segue na quinta posição: 67.737 veículos emplacados.

Os números positivos mostram que a expectativa do consumidor conseguiu se deslocar um pouco da política, em que a desestabilização do governo do presidente Michel Temer preocupa principalmente em relação a projetos de investimento de médio e longo prazo.

Vamos ver se os próximos capítulos em Brasília, que podem culminar com a queda do atual governo, não tiram o ímpeto do consumidor, que já vinha correspondendo ao quadro mais otimista previsto pela Anfavea no início de 2017.

Distância – Antes da crise econômica, o Brasil vinha diminuindo muito a distância em termos de lançamentos de caminhões. Modelos apresentados na Europa eram quase que imediatamente anunciados no Brasil, descontando, claro, limitações da legislação, como Euro 5 nacional, atrás do Euro 6 europeu.

Com o gigantesco tombo nas vendas verificado nos últimos anos, é bem provável que o fosso volte a se alargar, deixando, provavelmente,  o Brasil defasado em termos tecnológicos no mundo dos pesados.

O país, que já assistiu a este filme no passado, sabe que só vai voltar a atrair a atenção dos grandes fabricantes quando a economia demandar produtos que gerem competitividade para os negócios dos transportadores.

O ganho tecnológico dos veículos de ponta ajuda os operadores nacionais do transporte de cargas a compensar perdas provocadas por uma das piores infraestruturas rodoviárias do mundo.

Cresce produção de caminhões no Brasil em maio

A produção de caminhões novos cresceu 42,1% em maio deste ano, se comparado ao mesmo mês de 2016. Foram 7,6 mil unidades de 2017, ante 5,3 mil do ano passado. Já em relação a abril deste ano, quando a produção foi de 5,9 mil caminhões, a alta de maio chegou a 28,4%. Os dados foram divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) nessa terça-feira (6).

Quanto às vendas, que somaram 4,1 mil unidades, houve crescimento em relação a abril de 18,3%. No entanto, se comparado a maio de 2016, houve estabilidade.

Já no acumulado do ano, os resultados permanecem fracos, na avaliação da Anfavea. De janeiro a maio, as vendas alcançaram 17,2 unidades, enquanto nos mesmos cinco meses de 2016, foram negociados 21,4 mil caminhões novos.

 

Ônibus – Em maio, saíram das linhas de montagem 2,1 mil chassis para ônibus, o que representa acréscimo de 43% na comparação com abril de 2017 e também com maio de 2016. Nesses dois meses, a produção alcançou 1,5 mil unidades.

Já no acumulado do ano, 7,7 mil ônibus foram fabricados, crescimento de 4,3% frente ao período de janeiro a maio de 2016 (7,4 mil).

As vendas, no mês passado, chegaram a 1,1 mil ônibus, 35,6% mais que em abril (787 unidades) e estabilidade em relação a maio do ano passado. Nos cinco primeiros meses deste ano foram comercializadas 3,6 mil unidades, baixa de 22,5% contra as 4,7 mil de 2016.

Exportações
Os fabricantes de caminhões exportaram, no último mês, 2,4 mil unidades, resultado inferior em 3,7% no comparativo com as 2,5 mil de abril e maior em 28% ante as 1,9 mil de maio de 2016. No acumulado do ano, os dados apontam elevação de 39,6%: 10,7 mil unidades em 2017 e 7,7 mil no ano passado.

Já as exportações de ônibus no acumulado deste ano ficaram em 3,1 mil unidades – expansão de 5,1% na análise contra as 2,9 mil do ano passado.

 

Com informações: Agência CNT de Notícias