PIB do setor de transporte cresce 2,8%

Depois de nove trimestres consecutivos de resultados negativos, o PIB (Produto Interno Bruto) do setor de transporte e logística registrou crescimento de 2,8% no primeiro trimestre de 2017 em relação ao último trimestre de 2016. Esse é o resultado divulgado no dia primeiro de junho pelo IBGE, que, no mesmo período, apurou crescimento de 1% no PIB geral do Brasil.

Assim como o resultado geral, o PIB do transporte foi beneficiado pelo escoamento da safra recorde de soja. A agropecuária registrou incremento de 13,4% também em relação ao último trimestre do ano passado.  Na comparação com o primeiro trimestre de 2016, o setor de transporte ainda registra queda de 2,2%. No acumulado dos quatro últimos trimestres, transporte e logística registram queda de 5,9%.

Segundo o presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Clésio Andrade, o leve crescimento do PIB é mais um sinal de recuperação da economia, indicando que as políticas adotadas nos últimos meses estão dando resultado e devem ser mantidas. “Além dos esforços para equilibrar a macroeconomia, é preciso dar prosseguimento às reformas trabalhista e previdenciária, sinalizando um compromisso do Estado brasileiro com a criação da um ambiente favorável ao investimento produtivo e com a geração de empregos”.

Clésio Andrade citou a melhora da projeção de crescimento do Brasil divulgada ontem pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) como mais um sinal de que a economia está saindo do quadro de recessão. “Mais do que isso, a visão otimista da OCDE indica recuperação da imagem do Brasil no mercado internacional, uma condição essencial para que o país possa retomar os fortes investimentos em infraestrutura e iniciar um novo ciclo de desenvolvimento econômico sustentável”, concluiu o presidente da CNT. A projeção de crescimento do Brasil em 2016 feita pela O CDE subiu de zero para 0,7%.

 

Fonte: Agência CNT de Notícias.

 

 

Em 5 meses, RM Vale tem superávit de R$ 7,3 bi na balança comercial

No total, 29 cidades do Vale do Paraíba comercializaram no exterior entre janeiro e maio deste ano e exportaram R$ 14,6 bilhões, com importações em R$ 7,2 bilhões; superávit é o maior desde 2014

O aumento de 82,69% no superávit da balança comercial de São José dos Campos, entre janeiro e maio deste ano, foi um dos principais ‘motores’ para o saldo positivo da RMVale, que fechou o mesmo período com R$ 7,3 bilhões de superávit. Trata-se do maior valor desde 2014.

A maior cidade da região aumentou em R$ 1,4 bilhão o superávit deste ano comparado ao do ano passado, saltando de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,2 bilhões.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e levam em conta o preço médio do dólar nos primeiros cinco meses, de R$ 3,23 (2017) e R$ 3,61 (2016).

São José dos Campos exportou R$ 5,4 bilhões e importou R$ 2,2 bilhões em 2017, ocupando a 7ª posição entre as maiores exportadoras do país e a 3ª entre as paulistas. Comparando a 2016 (R$ 6,2 bilhões), as exportações caíram 12,38%. Já as importações reduziram 50,17% –R$ 4,4 bilhões em 2016.

 

Crescimento – Os números ajudaram a RMVale a fechar os cinco primeiros meses com 28,24% de crescimento nas exportações, com R$ 14,6 bilhões ante R$ 11,4 bilhões de 2016. As importações caíram 36,87%: R$ 7,2 bilhões contra R$ 11,5 bilhões.

Taubaté continua com déficit: R$ 655,2 milhões em 2017, de janeiro a maio, resultado de R$ 1,5 bilhão em exportações e R$ 2,1 bilhões em importações. No entanto, o saldo foi 58% menor do que o déficit do ano passado, no mesmo período, de R$ 1,5 bilhão.

Jacareí teve superávit de R$ 602,3 milhões na balança, com R$ 1,4 bilhão de exportações e R$ 807,8 milhões em importações. O número de cidades que comercializaram no exterior entre janeiro e maio, comparado ao primeiro quadrimestre, subiu de 27 para 29.

São Sebastião confirmou a segunda colocação como a cidade que mais vendeu ao exterior neste ano, atrás apenas de São José. O volume de exportações chegou a R$ 2,8 bilhões, 263 vezes maior do que 2016, com R$ 10,9 milhões. A cidade registrou superávit de R$ 2 bilhões.

 

EUA lideram a compra de produtos feitos na RMVale; China cresce 296% ante 2016 – Os Estados Unidos mantiveram a liderança como o país que mais importou produtos feitos na RMVale. Nos primeiros cinco meses do ano, os americanos superaram os chineses e compraram R$ 4,1 bilhões em produtos fabricados na região. A China, que liderava o ranking desde janeiro deste ano e perdeu o posto em abril, acumulou R$ 3,7 bilhões. Os americanos permaneceram no topo da cadeia entre os compradores da região até o final do ano passado. Foram ultrapassados pelos chineses em janeiro.

Quanto ao crescimento, a China registrou 296,80% a mais de importações da RMVale do que em 2016. Os americanos cresceram 10,14%. Com R$ 1,3 bilhão em produtos comprados da RMVale, a Argentina é o terceiro país do ranking, que tem 86 nações.

 

Fonte: O Vale

 

Inflação é a mais baixa para maio desde 2007

A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais que dobrou de abril para maio, ao passar de 0,14% para 0,31% de um mês para o outro – alta de 0,17 ponto percentual.

No entanto, é a menor taxa para os meses de maio desde de maio de 2007, quando atingiu 0,28%. O IPCA, a inflação oficial do país e que serve para o balizamento de preços estipulado pelo Banco Central, foi divulgado hoje (9), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a alta de maio, a inflação medida pelo IPCA fechou os primeiros cinco meses do ano com alta acumulada de 1,42%, resultado bem inferior aos 4,05% de igual período do ano passado: exatos 2,63 pontos percentuais a menos. É também o menor acumulado para os cinco primeiros meses do ano desde 1,41% de igual período de 2000.

Segundo o IBGE, o resultado também é significativo do ponto de vista do acumulado dos últimos doze meses. O IPCA acumulado neste período caiu de 4,08% para 3,6%, de abril para maio, constituindo-se na menor taxa em 12 meses desde os 3,18% de maio de 2007. Em maio do ano passado, o IPCA situou-se em 0,78.

Inflação de maio sobe mais para quem ganha menos

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativos à inflação de maio, indicam que os preços subiram mais para as famílias que ganham menos: entre 1 a 5 salários mínimos.

Segundo os números, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) cresceu 0,36% em maio, resultado 0,05 ponto percentual superior ao da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), cujas famílias têm renda mensal variando entre 1 e 40 salários.

A variação de 0,36% do INPC de maio ficou 0,28 ponto percentual maior em relação a abril (0,08%). Já a taxa acumulada dos últimos 12 meses fechou em 3,35%, ficando abaixo dos 3,99% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio do ano passado, o INPC teve variação de 0,98%.

Com peso significativo na composição da cesta básica das famílias de maior faixa de renda, os produtos alimentícios, no entanto, tiveram queda de 0,44% nos preços de maio, enquanto em abril houve alta de 0,54%. Já o agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,73%, depois de ter fechado com deflação de 0,13% em abril.

Quanto aos índices regionais, os mais elevados ficaram com Campo Grande e com a região metropolitana de Recife, ambos com 0,61%, sob influência da energia elétrica. O menor índice foi anotado  na região metropolitana de Belém (-0,09%).

Com a mesma metodologia do IPCA – a inflação oficial do país – o INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, mas se refere às famílias com rendimento 1 a 5 salários mínimos e abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília.

 

Com informações: Agência Brasil de Notícias.

 

PIB cresce 1% no 1º trimestre, puxado por agronegócio; indústria melhora

dinheiro realCrescimento do Brasil supera vizinhos, mas fica atrás de emergentes asiáticos.

A economia brasileira registrou, no primeiro trimestre deste ano, o primeiro resultado positivo após dois anos seguidos no vermelho.

O IBGE divulgou nesta quinta (1º) que o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 1% no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre de 2016, já retirados os efeitos sazonais. É o primeiro número positivo desde o quarto trimestre de 2014, ou seja, após oito quedas seguidas.

Em relação ao primeiro trimestre de 2016, o PIB recuou 0,4%. No acumulado de quatro trimestres, a queda é de 2,3%.

O principal fator para o resultado positivo no primeiro trimestre foi o desempenho do setor agropecuário, que cresceu 13,4% no período, embalado por safras recordes de grãos.

Os serviços, que respondem por mais de 70% do PIB, ficaram estáveis.

A indústria também teve resultado positivo, com alta de 0,9%. 

CONSUMO E INVESTIMENTO – Com o desemprego em nível recorde, o consumo das famílias seguiu em leve baixa (-0,1%). Também houve queda, de 0,6%, no consumo do governo. O investimento recuou 1,6%, ainda na esteira da recessão. O resultado do PIB veio em linha com o que projetavam analistas. A projeção central era de uma alta de 1% no trimestre.

REVISÃO – Na divulgação do PIB, o IBGE anunciou também a revisão dos resultados referentes a três trimestres de 2016. O resultado do acumulado do ano, porém, foi mantido em -3,6%.

No quarto trimestre, a queda do PIB foi atenuada, passando de 0,9% para 0,5%. No terceiro trimestre, a queda foi revista de 0,7% para 0,6%.

O terceiro trimestre manteve retração de 0,3%. E no primeiro trimestre, foi acentuada: ao invés de cair 0,6%, o PIB caiu 1%, informou o IBGE.

“Rota 2030” acaba com IPI extra, diz Anfavea

A imposição de 30 pontos porcentuais adicionais ao IPI dos veículos importados vai se encerrar com o término de vigência do Inovar-Auto, no fim deste ano. Quem garante é Antonio Megale, presidente da Anfavea, a associação dos fabricantes de veículos, explicando que a decisão chega em resposta ao processo em andamento na Organização Mundial do Comércio (OMC), contra o protecionismo do Brasil à sua indústria automobilística, que não terá continuação no novo programa em gestação no governo, conhecido até agora como Rota 2030.

O fim do Inovar-Auto não registrará a conclusão de grande parte de seus objetivos e os auditores que irão averiguar se as montadoras cumpriram todos os compromissos assumidos desde outubro de 2012 nem mesmo têm prontos os manuais para orientar o trabalho. “O Inovar-Auto está chegando ao fim e ainda está sendo regulamentado”, relata Megale.

O dirigente reconhece que o Inovar-Auto trouxe bons resultados, promovendo o desenvolvimento de tecnologia e a eficiência energética dos veículos, com a diminuição na distância entre nossos carros e os existentes em países desenvolvidos. “Nossos carros melhoraram sob o ponto de vista de segurança e eficiência energética”, garante. Ele atribui essa evolução aos investimentos locais em pesquisa, desenvolvimento e engenharia, que somaram R$ 15 bilhões nos últimos cinco anos.

A preocupação da Anfavea agora está dirigida para a construção do novo capítulo da história do setor automotivo nacional, o Rota 2030, programa do governo que visa à instituição de um horizonte de desenvolvimento industrial no País em longo prazo. “Precisamos ter objetivos duradouros, ainda que haja necessidade de revisões periódicas. O importante é que as metas devem valer por muitos anos, independentemente dos governos”, pondera, lembrando que o compromisso do governo é com o estabelecimento de uma política industrial com horizonte superior a 10 anos (leia aqui).

Juntamente com as outras entidades representativas do setor automotivo, a Anfavea luta pela previsibilidade das regras para o mercado, depois de um histórico de altos e baixos nos últimos anos. Ele assegura que houve demora em avaliar a evolução do Inovar-Auto e reconhece que o esperado adensamento da cadeia de autopeças não aconteceu. Ao mesmo tempo, houve avanços na área da rastreabilidade. “Hoje sabemos a origem dos componentes de nossos veículos”, diz.

“Apesar da instabilidade política e econômica é indispensável levar adiante o Rota 2030. Acredito que temos boas possibilidades de seguir em frente, especialmente com a manutenção dos membros técnicos do MDIC”, aposta Megale. Esforços no setor automotivo não faltaram para o pontapé inicial no Rota 2030. RNo fim de abril, sob a coordenação da Anfavea, a maioria dos presidentes das montadoras esteve em Brasília para uma reunião promovida no MDIC (leia aqui). Um dos principais objetivos desse encontro foi levar ao governo o ponto de vista setorial sobre o programa de incentivo à indústria.

NOVO PROGRAMA – No encontro promovido pelo MDIC com as entidades relacionadas à indústria automobilística foram abordados nove pilares para o segmento automotivo do Rota 2030: recuperação da cadeia de autopeças; localização de tecnologia; relações trabalhistas; eficiência energética; pesquisa, desenvolvimento e engenharia; segurança; inspeção veicular; logística; e tributação.

Os representantes da indústria automobilística não apenas levaram seus pleitos à reunião como também fizeram recomendações à atuação do próprio governo, cobrando segurança para investir e trazer novas tecnologias para ganhar competitividade.

No capítulo referente à segurança, a Anfavea enfatizou a importância de pensar no projeto dos veículos de acordo com os clientes brasileiros. “Não devemos projetar nossos carros pensando nos padrões europeus ou americanos”, disse Megale. A entidade enumerou 15 itens para avaliação do Contran, incluindo aspectos como resistência dos veículos a impactos laterais e adoção de controle eletrônico de estabilidade. Também enfatizou a necessidade de sincronizar a legislação de eficiência energética com a de emissões de gases poluentes (no caso, o Proconve, que ainda não tem novas etapas planejadas, como ocorreu no passado), com a definição de uma curva clara de metas no longo prazo.

O cronograma do Rota 2030 prevê que o primeiro esboço do programa esteja ajustado no fim deste mês e seja apresentado em agosto, se a situação política não atrapalhar os planos. “A pior decisão seria interromper a evolução dos trabalhos”, destaca Megale, que espera pela definição de um decreto-lei até outubro. Se tudo correr como esperado, o Rota 2030 começa a ser operacionalizado no início do próximo ano. “Cairão os 30 pontos extras do IPI e deixaremos de confrontar a OMC”, reforça. Ele admite que pode ocorrer um pequeno aumento nas importações de veículos após o fim da sobretaxação.

No primeiro momento, quatro dos nove pilares do Rota 2030 ganharão destaque especial na regulamentação: as diretrizes de segurança, recuperação da cadeia de autopeças, eficiência energética e pesquisa e desenvolvimento. Em paralelo, haverá um esforço para a simplificação tributária nas operações automotivas.

Megale entende que será necessário empenho especial para manter de pé a cadeia de suprimentos do setor automotivo, já que grande parte dos fornecedores sofreu um baque significativo com a crise atual e com a vigorosa queda no volume de encomendas. “Com os débitos tributários existentes, será preciso um esforço especial para incentivar o setor de autopeças a investir em tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e engenharia, acompanhando a revolução que representará a introdução de fábricas inteligentes e seus desdobramentos”, afirma.

Ele acredita em reformulação na cobrança de tributos no setor automotivo, que seria baseada em regras de eficiência energética, e aposta na evolução de uma política de estímulo ao etanol e aos veículos flex. Mostra, porém, preocupação com a legislação voltada para a adição de biodiesel ao diesel, permitida na proporção de 8%: “Ainda não fizemos os testes e não há combustíveis disponíveis para a evolução do programa”.

Apesar de todas as dificuldades enumeradas, Megale demonstra otimismo. Para ele, o mercado voltará aos seus melhores momentos e o País será de novo um dos cinco maiores produtores de veículos, enquanto se definirão políticas adequadas para a indústria e para a evolução de seus produtos.

Fonte: Automotive Business