Scania abre 500 vagas em São Bernardo

Exportações para 30 mercados permitiram crescimento da produção 

A Scania está abrindo cerca de 500 vagas na linha de montagem como consequência do aumento das exportações. A seleção dos metalúrgicos começa na quarta-feira, 24. A maioria trabalhará na produção. “Esperamos ter os novos colaboradores até o fim de maio. E para atender a demanda vamos também aumentar os turnos de produção”, diz o vice-presidente de logística da fabricante, Marcelo Gallão.

A montadora instalada em São Bernardo do Campo (SP) vem procurando novos mercados desde 2014, com o desaquecimento das vendas internas. Atualmente, a empresa envia seus caminhões e ônibus a cerca de 30 países na soma de América Latina, Oriente Médio, África do Sul e Ásia.

“Como temos um produto global e fábricas padronizadas em todo o mundo foi possível direcionar nosso volume para atender a demanda de outros países”, recorda Gallão.

Historicamente, o mercado interno representava 70% da produção da Scania no ABC e os 30% restantes eram exportados. “Essa proporção foi invertida. Mas os níveis não correspondem aos mesmos, quando, por exemplo, em 2013, o Brasil bateu recorde de emplacamentos no País”, diz Gallão.

Os caminhões exportados por todas as empresas instaladas no País somaram 8,3 mil unidades no primeiro quadrimestre, registrando alta de 43,3% sobre o mesmo período do ano passado.

Para manter a fábrica de São Bernardo do Campo como espelho da linha de produção da Suécia e replicar o padrão global, a empresa anunciou recentemente um aporte de R$ 2,6 bilhões na operação brasileira até 2020.

Fonte: Automotive Business

Movimentação de cargas cresce em portos e ferrovias no trimestre

porto de santos sO primeiro trimestre do ano registrou um aumento das movimentações de carga nos setores portuário e ferroviário, segundo dados da Secretaria de Política e Integração (SPI) do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Os complexos portuários operaram 4% a mais do que no mesmo período do último ano, saltando de 233 milhões de toneladas para 242,5 milhões. Nas estradas de ferro, o volume de cargas foi de 116,6 milhões de toneladas para 123,5 milhões, um crescimento de 5,9%.

O Porto de Santos também contabilizou um aumento nesses três meses, mas menor, de 0,5%, somando 27,9 milhões de toneladas, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

O período de apuração dos dados marca um momento histórico para a indústria agropecuária brasileira. Entre janeiro e março, foram produzidas cifras recordes da safra de grãos, com a estimativa de 220 milhões de toneladas a serem produzidas até o fim do ano.

Para o Governo Federal, esses índices mostram o princípio da retomada da economia. “Estes números reforçam a necessidade de políticas que privilegiem os investimentos em infraestrutura. Um novo ânimo tanto para o setor produtivo, quanto para o de infraestrutura”, disse o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella.

Nos demais modais, o cenário não se apresenta tão positivo, mas o Ministério informa que a situação começa a melhorar. Nas estradas e nos aeroportos, houve decréscimo no período – de 1% no consumo de óleo diesel nas rodovias e de 1,8% no transporte de cargas pelas vias aéreas. Mas março já mostrou uma tendência de alta.

Na análise comparativa apenas do terceiro mês de 2015 e 2016, o resultado demonstra o aumento no segmento aeroportuário, referente às cargas e passageiros, em 1,4% e 3,6%, respectivamente, segundo dados oficiais. No transporte rodoviário, a ampliação da utilização de óleo diesel foi de 2,1%. Nos aeroportos, após 19 meses consecutivos de retração, a demanda doméstica cresceu 5,4%.

Fonte: A Tribuna

Importação paulista cresce e confirma melhora

A se confirmar a tendência, será mais um sinal de reativação da economia, pois significa que as empresas instaladas em São Paulo estão ampliando suas compras externas

Há novos sinais de recuperação da indústria paulista. Aumentaram, entre o último trimestre de 2016 e o primeiro trimestre de 2017, os Coeficientes de Importação (CI) e de Exportação (CE) do setor industrial, segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A se confirmar a tendência, será mais um sinal de reativação da economia, pois significa que as empresas instaladas em São Paulo estão ampliando suas compras externas, tanto de insumos necessários à produção quanto de bens de capital para ampliar sua capacidade, e também exportando mais.

O Coeficiente de Importação cresceu um ponto porcentual no período de comparação, passando de 20,5% para 21,5%. Isso significa que mais de uma quinta parte dos insumos é importada, com destaque para derivados de petróleo e biocombustíveis (+5,1%), produtos químicos (+3%) e indústrias diversas (+1,4%).

Os indicadores de alta de importação não são generalizados – oito setores diminuíram as compras externas, tais como produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, produtos têxteis e bebidas. Nestes casos, é possível que os produtos nacionais tenham sido mais atrativos para indústrias e consumidores locais, fato positivo para o produtor nacional.

Já o Coeficiente de Exportação evoluiu de 19,9% para 20,8%, mais pela quantidade exportada – que cresceu 5,5%, com ênfase em veículos automotores, derivados de petróleo, biocombustíveis e coque e metalurgia – do que pelos preços. Mas, ainda que o valor das vendas externas tenha crescido mais lentamente, é possível identificar um aumento da competitividade dos produtos brasileiros no mercado global. Além disso, entre os itens em que a exportação perdeu ritmo estão têxteis, couros, calçados e móveis, que já se beneficiam com a recuperação da demanda interna.

O vigor do comércio exterior deve ser medido menos pela evolução das exportações e do superávit comercial e mais pela corrente de comércio (soma de exportações e importações). Esta mostra o grau de abertura da economia para o exterior. Em 2017, até a primeira semana de maio, a corrente de comércio do País cresceu 16,3% em relação a igual período de 2016, passando de US$ 105,36 bilhões para US$ 121,07 bilhões.

Ainda são números baixos, mas sinalizam que a economia brasileira aos poucos retoma o dinamismo.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Criação de vagas formais é maior no interior do País

A corrida pela retomada do emprego no Brasil é liderada com folga pelas cidades do interior. Dados do Ministério do Trabalho mostram que 95,8% dos postos de trabalho gerados em abril, em nove dos maiores Estados brasileiros, vieram do interior. Em São Paulo, cada emprego criado na região metropolitana foi seguido por cinco vagas abertas no interior.

Somados, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo foram responsáveis pela criação líquida de 50,2 mil empregos no mês passado. Desses novos postos de trabalho, 48,1 mil foram no interior e só 2,1 mil vieram das regiões metropolitanas.

Os dados do Ministério do Trabalho revelam que o motor interiorano tem força especialmente no Sudeste e Sul. Só no interior paulista foram registrados 24,9 mil novos empregos, número quase cinco vezes maior que os 5,2 mil postos abertos na região metropolitana. O mesmo fenômeno aconteceu de forma ainda mais intensa em outros locais. Para cada emprego aberto na Grande Belo Horizonte, o interior mineiro teve seis novas vagas. Até mesmo em Estados com perda de emprego, como o Rio de Janeiro, o interior aparece em situação melhor: enquanto o interior fluminense gerou 1,2 mil vagas, a cidade do Rio perdeu 3,8 mil empregos em abril.

Para o pesquisador da área de economia aplicada da Fundação Getulio Vargas, Bruno Ottoni, os números mostram que o interior ganhou dinâmica própria e não fica mais a reboque da economia das capitais. “A economia brasileira tem apresentado essa saída das grandes cidades com redução da importância das capitais no crescimento do País”, diz.

Setores – Em abril, a geração de empregos foi observada em sete dos oito ramos da economia acompanhados pelo governo. O segmento de serviços liderou a abertura de vagas, com 24,7 mil novos empregos. Serviços médicos e odontológicos, transportes e comunicações e ensino foram os ramos que mais contrataram.

Em seguida aparecem agropecuária (14,6 mil vagas), indústria de transformação (13,6 mil postos) e comércio (5,3 mil empregos). O único setor que fechou empregos foi a construção civil, com 1,7 mil demissões.

Fonte: Folha da Região

Ecorodovias sai de prejuízo e lucra R$ 97,7 milhões no 1º trimestre

A Ecorodovias, concessionária de infraestrutura, reverteu prejuízo em lucro atribuível aos sócios de R$ 97,7 milhões no primeiro trimestre deste ano. No mesmo período de 2016, o grupo registrara resultado negativo de R$ 620 milhões. O resultado foi impactado positivamente pelo aumento no Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e pela menor despesa financeira. A receita líquida da companhia aumentou 13% na base anual, para R$ 749,7 milhões. E o Ebitda pró-forma — que exclui os ativos mantidos para venda, notadamente a empresa de logística Elog — saltou 10,7%, para R$ 442,7 milhões.

Tráfego O tráfego de veículos equivalentes nas concessões rodoviárias da Ecorodovias teve leve alta de 0,6% no primeiro trimestre, totalizando 74,266 milhões.  O volume de veículos comerciais cresceu 1,7% , para 33,521 milhões. As concessionárias Ecovias, Ecovia Caminho do Mar e Ecosul tiveram o tráfego influenciado positivamente pelo aumento das exportações de grãos pelos portos de Santos, Paranaguá e Rio Grande.  A Ecopistas apresentou aumento devido à maior incidência de dias úteis quando comparado com o mesmo período do ano anterior. Já o fluxo de veículos de passeio recuou 0,2%, fechando o período em 40,745 milhões.