São José dos Campos tem aumento de 75% na balança comercial

Com superávit de R$ 5,2 bilhões até novembro, município é quarto maior exportador em todo o Brasil

São José exportou R$ 14,6 bilhões entre janeiro e novembro deste ano e importou R$ 9,4 bilhões, registrando um saldo na balança comercial de R$ 5,2 bilhões, o maior da RMVale.

O valor representa um aumento de 74,74% ante o saldo do mesmo período do ano passado, de R$ 2,9 bilhões. A cidade caiu da terceira para a quarta colocação como o município brasileiro que mais vendeu ao exterior no período. Perde para São Paulo (R$ 25,6 bi), Rio de Janeiro (R$ 19,4 bi) e Angra dos Reis (R$ 18,6 bi). São José manteve a vice-liderança no ranking estadual.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Com 28 cidades comercializando para o exterior neste ano, a RMVale alcançou exportações de R$ 27,2 bilhões entre janeiro e novembro, e importações de R$ 24,3 bilhões. O saldo ficou positivo em R$ 2,8 bilhões.

Déficit – Taubaté manteve o desequilíbrio na balança comercial com saldo de R$ -3,9 bilhões nos 11 primeiros meses do ano, resultado pior do que o do ano passado, de R$ -3,8 bilhões.
Neste ano, a cidade exportou R$ 2,4 bilhões, mas importou R$ 6,4 bilhões. O resultado deixou Taubaté na 46ª colocação entre os municípios brasileiros que mais exportaram no ano e na 14ª posição na comparação apenas com cidades do Estado.

Em segundo lugar na região, Ilhabela exportou R$ 4,816 bilhões e importou R$ 1,019 milhão, registrando um saldo positivo de R$ 4,815 bilhões. O município melhorou da 23ª para a 20ª colocação entre as cidades brasileiras que mais venderam ao exterior, entre janeiro e novembro. Na lista das cidades paulistas, é o quinto município.

Jacareí aparece em terceiro na RMVale, com saldo de R$ 1,045 bilhão, resultado de R$ 2,7 bilhões em exportações e de R$ 1,6 bilhão em importações. No país, a cidade pulou uma posição ocupa a 43ª colocação entre as maiores exportadoras. Na lista estadual, o município aparece como sendo o 11º colocado, também vencendo um concorrente.

Venda de veículos puxa alta na exportação – A venda de veículos ao exterior foi a principal responsável pela alta no saldo da balança comercial da RMVale. A região saltou de um saldo de R$ -11,6 bilhões em 2015, de janeiro a novembro, para R$ 2,8 bilhões neste ano.

Entre as três cidades que abrigam montadoras, São José foi a quem mais cresceu na venda de veículos, com alta de 548,99% em 2016 na comparação com o ano passado, passando de R$ 13,4 milhões para R$ 87,4 milhões. Em Jacareí, a exportação de veículos teve um aumento de 213,68% nos 11 primeiros meses do ano, saindo de R$ 298,8 milhões para R$ 937,5 milhões.

Veículos Taubaté – Taubaté registrou um crescimento menos exuberante, mas também positivo. A venda de veículos subiu de R$ 961,7 milhões para R$ 1,1 bilhão, alta de 23,14% no período e marcando o primeiro bilhão nas vendas do setor no ano.

Fonte: O Vale

Confira as fotos do evento de 67 anos dos Despachantes Aduaneiros, em Campinas

Confira registros do encontro da categoria, em comemoração aos 67 anos da Entidade:

Primeira fábrica de painéis solares do Brasil é inaugurada em Sorocaba

solar-1Empreendimento da Canadian Solar recebeu investimentos de R$ 80 milhões, gerando dois mil empregos diretos e indiretos

A Canadian Solar inaugurou em Sorocaba nesta quinta-feira, 8 de dezembro, sua primeira fábrica brasileira para a fabricação de módulos fotovoltaicos.

Durante a cerimônia de abertura, o governador Geraldo Alckmin ressaltou o apoio que o Estado dá a investimentos que ajudam o país a desenvolver energia limpa. “A perspectiva da energia solar é fascinante, e nós valorizamos empresas que investem e preservam o meio ambiente. O Brasil vai entrar agora em um ano de saída da crise, e uma das estratégias de desenvolvimento para o futuro é a energia solar”, comentou, lembrando o potencial do País para esse tipo de geração de eletricidade.

A nova planta da Canadian Solar foi construída em parceria com a Flex Energy Solutions e é considerada a maior fábrica de painéis fotovoltaicos do Brasil, capaz de entregar anualmente cerca de 400MW de módulos feitos inteiramente em território nacional.
“Nós sabemos o potencial que o Estado de São Paulo tem para abrigar a maior parte da cadeia produtiva da indústria de energias renováveis. Esse tipo de projeto é atendido com prioridade pela Agência, e a consolidação de mais esse empreendimento mostra a confiança dos investidores na economia paulista”, afirma o presidente da Investe SP, Juan Quirós, também presente na inauguração.

“Estamos satisfeitos com nossa parceria com a Flex no Brasil. Escolhemos trabalhar com a empresa devido à sua vasta experiência no desenvolvimento e gerenciamento da cadeia de suprimentos local”, comenta o Dr. Shawn Qu, Presidente e CEO da Canadian Solar Inc, que abriu a cerimônia. “A Canadian Solar tem um portfólio de 390 MWp de projetos solares no Brasil que devem entrar em operação comercial em 2017 e 2018. A nova fábrica irá fornecer os produtos para nossos projetos e para o mercado interno”, complementa.

“Estamos fortemente comprometidos com o desenvolvimento da indústria solar no Brasil, ao mesmo tempo em que ajudamos o governo local a alcançar os objetivos e a promover a transformação do sistema elétrico Brasileiro em soluções baseadas em energias limpas”, disse Scott Graybeal, vice-presidente sênior da Flex Energy Solutions.

O diretor de negócios da Apex-Brasil, André Fávero, também participou da cerimônia, destacando todo o apoio dado pela Agência para o projeto das duas empresas. “Esperamos vários outros anúncios de investimentos no setor no próximo ano, já que o Brasil representa importante mercado, em especial por dois fatores: demanda continuada por meio de leilões governamentais de energias alternativas e alta incidência solar.”, afirma Maria Luisa Cravo Wittenberg, gerente de investimentos da instituição.

Ainda participaram da solenidade o Secretário de Planejamento e Energia do Ministro de Minas e Energia, Eduardo Azevedo, o prefeito de Sorocaba, Antonio Carlos Pannuzio, o prefeito eleito da cidade José Crespo, o Embaixador do Canadá, Riccardo Savone e diversas outras autoridades.

A Canadian Solar ganhou três projetos de energia solar fotovoltaica localizados em Pirapora e Vazante, no estado de Minas Gerais. O projeto Pirapora I, de 191,5 MWp, está em construção e deverá entrar em operação comercial no terceiro trimestre de 2017. Todo esse projeto será abastecido pelos módulos produzidos em Sorocaba.

Conforme anunciado pela empresa o projeto envolveu investimentos de R$ 80 milhões, gerando cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos.

Brasil é o segundo país mais atrativo do mundo para receber investimentos em energias renováveis

eolica-finalPaís foi o quarto em crescimento de energia eólica em 2015

O GWEC – Global World Energy Council divulgou, em abril, seu relatório anual com dados mundiais de energia eólica, o 2015 Global Wind Market Report. O Brasil é um importante destaque deste trabalho, já que a capacidade instalada brasileira de energia eólica tem apresentado crescimentos que se destacam na América Latina e também no ranking mundial da entidade. O relatório mostra que, em 2015, foram adicionados 2,75 GW de energia eólica à produção do País, com novas 1.373 turbinas em 111 parques eólicos, superando a marca dos 2,5 GW instalados em 2014.

“O Brasil tem alguns dos melhores ventos do mundo, três vezes superior à necessidade de eletricidade do País”. Este ano, o recorde de geração eólica do Brasil foi quebrado por produzir 10% da demanda nacional de energia no dia 2 de novembro, mostrando o excelente desempenho operacional da energia eólica no Brasil. O sólido crescimento da indústria eólica brasileira deverá continuar: o governo brasileiro, em conjunto com a indústria eólica, estabeleceu uma meta de alcançar 24 GW de energia eólica de em 2024, cobrindo 11% da geração do Brasil. A energia eólica já contratada para 2019 deve trazer capacidade instalada total de 18,67 GW”, aponta o relatório do GWEC, que também afirma que “o Brasil segue como o mercado mais promissor na América Latina”.

Na análise mundial, o GWEC afirma que 2015 foi “um ano sem precedente para a indústria eólica, já que as instalações do ano passaram a marca de 60 GW pela primeira vez na história e ultrapassando 63 GW de nova capacidade eólica. O último recorde havia sido em 2014 quando 51,7 GW foram instaladas no mundo todo”.

De acordo com o GWEC (veja ranking abaixo), o Brasil foi o quarto país em crescimento de energia eólica no mundo em 2015, atrás da China, Estados Unidos e Alemanha e representando 4,3% do total de nova capacidade instalada no ano passado no mundo todo. “Mesmo com a crise econômica que o Brasil está atravessando, a indústria eólica segue crescendo e tem se destacado cada vez mais, com perspectivas muito otimistas. Esta semana, por exemplo, a Empresa de Pesquisa Energética – EPE habilitou 802 projetos para o Leilão A-5 2016, que será realizado em 29 de abril, para contratar energia elétrica para ser fornecida a partir de 2021. No total, foram 29.628 megawatts de capacidade instalada de várias fontes. E a notícia importante é que a principal fonte desses projetos habilitados é a eólica, com 17.131 MW”, avalia Elbia Gannoum, presidente da ABEEólica.

Em capacidade instalada total em 2015, o Brasil aparece no ranking do GWEC em 10º lugar, com 8,715 GW de capacidade instalada. “Consideramos que este é um cenário muito bom, visto que a energia eólica é uma indústria relativamente nova no Brasil e que decolou nos últimos cinco anos, devido ao desenvolvimento de uma cadeia produtiva local eficiente, com a fabricação em território nacional da maior parte das máquinas e equipamentos utilizados no mercado eólico e o cumprimento pelos fabricantes do prazo para a nacionalização de sua produção, conforme regras de financiamento do Programa FINAME do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Devemos passar a Itália em breve, se não já passamos dado o crescimento reduzido apresentado pelo País nos últimos três anos”, explica Elbia.

Para 2016, o GWEC faz previsões otimistas, em linha com as avaliações da ABEEólica: “A previsão é instalar mais de 3 GW de energia eólica (…), o que representa um investimento de R $ 18 bilhões”.

Para acessar os dados completos do relatório, clique aqui.

No início do ano de 2016, o Brasil alcançou a marca de 9 GW de capacidade instalada na Matriz Elétrica Nacional, o que, em termos de geração efetiva, corresponde à usina hidrelétrica de Belo Monte. De acordo com dados de março de 2016, a capacidade está em 9,2 GW distribuída em 369 parques eólicos.

Em 18/4/16, verificou-se um novo e importante recorde de geração eólica do subsistema nordeste, 4.600 MW às 10h06, representando 43% da carga deste subsistema, com um fator de capacidade de 74%.
Em 2015, foram cerca de US$5 bilhões investidos, 41 mil empregos gerados, mais de 11 milhões de residências recebendo energia elétrica proveniente da fonte eólica mensalmente.

Ao final de 2015, em termos mundiais, o Brasil foi classificado na 10ª posição dentre as maiores capacidades instaladas acumuladas e na 4ª posição considerando as novas potências eólicas instaladas. (GWEC)

Em 2015, a energia eólica foi a fonte que mais cresceu na matriz elétrica brasileira, responsável pela participação de 39,3% na expansão, seguida pela energia hidrelétrica (35,1%) e energia termelétrica (25,6%).

A energia eólica finalizou 2015 com 6,2% de participação na matriz, com uma capacidade instalada de 8,72 GW, números que indicam o aumento de 46,1% em relação à capacidade instalada em 2014, o maior crescimento, em termos percentuais, considerando os 10 países que mais instalaram nova capacidade eólica, seguido de Polônia (33%) e China (27%).

Os 2,75 GW de energia eólica instalados no ano passado representam um novo recorde de instalação no Brasil, porque superam a marca dos 2,5 GW instalados em 2014.

De acordo com o relatório “Climatescope 2015”, produzido pela BNEF, o Brasil é o segundo país mais atrativo do mundo para receber investimentos em energias renováveis no ranking liderado pela China.

Fonte: Canal Bioenergia

Receita Federal simplifica exportações de micro e pequenas empresas

Objetivo do governo é ampliar as exportações de 0,8% para 5% do total

A Receita Federal simplificou as exportações para micro e pequenas empresas. Instrução Normativa publicada nesta terça-feira, 6, permite às empresas optantes do Simples Nacional escolherem um operador para cuidar de todo o processo de exportação, como empresas de transporte expresso habilitadas pela Receita Federal.

Hoje, a facilidade já é permitida para exportações remetidas pelos Correios, que continuam sendo um dos operadores autorizados pelo fisco. Sem o operador autorizado, as empresas têm que cuidar de toda a burocracia para exportar, como cadastros e solicitações de licenças. “O que queremos é que a empresa mantenha o foco em seu ramo de atuação e não na burocracia.

É uma grande desburocratização”, afirmou o coordenador-geral de Administração Aduaneira, Ronaldo Feltrin. Ele disse ainda que as exportações via operador autorizado terão ainda prioridade na inspeção aduaneira e desembaraço mais ágil. De acordo com Feltrin, o objetivo do governo é ampliar as exportações das micro e pequenas empresas, que hoje correspondem a 0,8% do total, para cerca de 5%.

Fonte: PE&GN