Infraero abre concessão para construção de condomínio logístico em aeroportos

A Infraero pretende conceder à iniciativa privada três áreas localizadas nos sítios aeroportuários de Uberlândia, Joinville e Recife, para a construção e exploração de condomínios logísticos. Segundo o diretor Comercial e de Logística de Carga da estatal, André Luis Marques de Barros, os investimentos e pagamentos de aluguel à Infraero ao longo de 25 anos de concessão dessas três áreas devem atingir a cifra de R$ 500 milhões.

Recentemente, durante coletiva de imprensa na 22ª Intermodal South America, em São Paulo, o executivo ressaltou que o edital para a área em Uberlândia (MG) estava em fase de publicação, enquanto os editais para os espaços em Joinville (SC) e Recife devem ser divulgados em até 60 dias, ou seja, em início de junho.

“Num segundo momento, também estenderemos esse processo para Vitória, Goiânia e Navegantes”, disse Barros, afirmando que não há uma estimativa de valor a ser obtido nestes três espaços. “Além disso, ainda existem mais 16 terminais com áreas disponíveis”.

O condomínio logístico de Uberlândia possui uma área de 100 mil metros quadrados, com os investimentos e pagamentos de aluguel ao longo dos 25 anos de concessão ficando em torno de R$ 60 milhões. Em Recife, são 30 mil metros quadrados, envolvendo R$ 140 milhões em investimentos e aluguel. Por fim, o espaço em Joinville engloba 70 mil metros quadrados, com R$ 300 milhões em investimentos e pagamento de aluguel.

Barros ainda ressaltou que a concessão das áreas em Uberlândia e Recife será feita via concorrência pública, pela modalidade de maior valor de outorga – em Uberlândia, será declarado vencedor o grupo que oferecer o maior pagamento de aluguel, com valor mínimo de R$ 60 mil mensais, enquanto em Recife o aluguel mínimo é de R$ 35 mil.

Já em Joinville, a concorrência será feita seguindo um modelo variável, em que o vencedor será aquele que oferecer a maior porcentagem do faturamento à Infraero – o mínimo é de 1,2%.

CEVA mantém ritmo favorável no 1º trimestre de 2016

A CEVA Holdings LLC, uma das líderes globais em gestão da cadeia de suprimentos não baseada em ativos, divulgou os resultados do primeiro trimestre de 2016, encerrado em 31 de março de 2016.

Conforme explica o CEO da CEVA, Xavier Urbain, o ano de 2016 continua a tendência que começou em 2015. As turbulências do mercado ainda afetam todos os players do setor. “Mesmo assim, apesar deste clima, os volumes de transporte aéreo e marítimo da CEVA aumentaram 1,5% e 1%, respectivamente. Também mantemos ímpeto favorável através do nosso foco contínuo na produtividade e melhorias em compras tanto nas áreas de gerenciamento de fretes quanto em contratos logísticos, continuando a fortalecer a participação na rota comercial transpacífica”, informa.

Segundo ele, o modelo operacional de sucesso está implementado de forma consistente em toda a empresa e a CEVA encontra-se em uma posição única para apoiar clientes globais de todos os portes para atender suas metas de negócios. “Diversas soluções complexas foram instaladas com sucesso no 1º trimestre. Além disso, lançamos um programa de transformação de nossas operações nos EUA, incluindo negócios de transporte terrestre”, ressalta.

Gerenciamento de Fretes – O EBITDA de US$ 10 milhões da área de Gerenciamento de Fretes reflete um crescimento em relação ao mesmo período no ano anterior de 57,1% em moeda constante, apoiado pela forte atividade da rota comercial tendo a China como origem ou destino como um importante fator contribuinte. A margem de receita líquida da linha de negócios foi de 30,7%, um aumento de 3,9% em relação ao mesmo período de 2015, impulsionado predominantemente pela otimização proativa das iniciativas de compras que ao final beneficiaram as taxas de venda do cliente e a lucratividade da CEVA.

Em face de um mercado fraco, o volume de transporte aéreo aumentou 1,5% em relação ao mesmo período no ano anterior, acima de um 1º trimestre muito forte em 2015, que foi devido a um congestionamento de portos na Costa Oeste dos EUA. Um foco mais forte de vendas em campo levou a uma série de negócios fechados com pequenas e médias empresas, incluindo rotas comerciais da Europa para a Ásia ou da América Latina para a Europa.

“Continuamos a trabalhar com a redução da demanda do mercado de transporte marítimo através do nosso foco na otimização de rota comercial, onde estamos vendo o primeiro sucesso com o aumento do volume de carga marítima em torno de 1,0% em relação ao mesmo período no ano anterior. Em particular, o Extremo Oriente no sentido Oeste (Ásia-Europa) e rotas comerciais Intra-Ásia apresentaram bom desempenho no 1º trimestre. Embora as dificuldades persistam, mantemos foco permanente no crescimento e otimização do nosso negócio de carga LCL e introduzimos vários novos serviços de consolidação de carga LCL, resultando em melhoria de processos e dos tempos de trânsito para os clientes”, completa o executivo.

A área de transporte terrestre da CEVA lançou, recentemente, um programa de transformação nos EUA, um dos principais mercados de transporte terrestre e uma região chave para a empresa. Uma iniciativa transfronteiriça entre Ásia e Pacífico também foi implantada para alavancar melhor a presença local, tanto para serviço de carga LTL como FTL. Os projetos logísticos também continuam a ser uma área com crescimento significativo, com recentes negócios fechados com importantes líderes do setor.

Contratos Logísticos – O EBITDA da área de Contratos Logísticos de US$ 36 milhões contempla um incremento em relação ao mesmo período no ano anterior de 11,4% em moeda constante. Este aumento foi impulsionado por ganhos em alienações e melhor utilização de espaço/produtividade no segmento de armazenagem. Com base em uma abrangente revisão de benchmarking de operações globais realizada em 2015, o setor de pós-venda automotivas e os subsetores de pneumáticos foram as primeiras áreas a implementar melhorias de produtividade e processos no 1º trimestre, e outros setores estão fazendo o mesmo agora.

“Nossa metodologia e expertise de zero defeito no início da operação permitiu a implantação bem sucedida de uma série de novos processos no 1º trimestre. As soluções CEVA para cadeia de suprimentos continuaram a ganhar força com novas e importantes vitórias comerciais nos setores automotivo, farmacêutico e consumo & varejo”, finaliza.

Crescimento dos portos brasileiros no primeiro trimestre deve alcançar 3,6%

porto de santos sLevantamento parcial é da SEP (Secretaria Especial de Portos)

Estimativa da SEP (Secretaria Especial de Portos) indica que o setor portuário brasileiro cresceu 3,6% no primeiro trimestre de 2016, frente ao mesmo período de 2015. Segundo dados da pasta, somente em janeiro e fevereiro, os portos já haviam movimentado 146,6 milhões de toneladas de cargas em janeiro e fevereiro, 3,5% mais que no primeiro bimestre do ano passado.

O incremento decorre, principalmente, do aumento das exportações por via marítima, que chegou a 10% até fevereiro, num total de 100,6 milhões de toneladas.

Os TUPs (Terminais de Uso Privado) responderam por 67% do total de cargas movimentadas nesse período, com expansão de 7,5% nos resultados.

Os portos organizados, ou seja, os portos públicos, moveram os outros 33% das cargas exportadas pelo Brasil nos primeiros dois meses deste ano, um volume correspondente a 33,2 milhões de toneladas.

Fonte: CNT / SEP

Participação do Porto de Santos sobe para 30,8% na balança comercial brasileira

O Porto de Santos chegou, em março de 2016, ao número de 30,8% de participação na balança comercial brasileira relativa ao ano. O percentual é novo recorde no comércio exterior do Brasil. Como comparação, o recorde anterior tinha sido de 28,3%, registrado em fevereiro de 2009.

O valor das trocas comerciais do país pelo Porto de Santos, no acumulado do ano, é de US$ 22,4 bilhões. O Brasil registrou neste período o número de US$ 72,8 bilhões na balança comercial.

Até março de 2016, o total de exportações pelo Porto de Santos foi de US$ 13,2 bilhões, representando 32,7% do total nacional (US$ 40,6 bilhões). Em valores comerciais, a principal carga exportada pelo Porto de Santos neste período é a soja, com US$ 1,6 bilhão, correspondente a 12,1% do total. O principal destino é a China, que participa com 10,3% neste percentual, o que corresponde a 84%, em dólares, das compras chinesas de soja embarcadas em Santos. Em seguida, como principais importadores do produto, estão a Tailândia, o Irã e outros sete países com menor participação.

O 2º produto com maior participação comercial é o açúcar, 8,8% de participação no total do Porto (US$ 1,16 bilhão). A China aparece novamente como principal importador, seguida de Bangladesh e Argélia, além de outros 45 países. O 3º produto de maior valor comercial na exportação é o café em grãos, com 7,6% (US$ 1,0 bilhão), exportado principalmente para Estados Unidos, Alemanha e Itália. Outros 62 países também recebem café embarcado no Porto de Santos.

No total das exportações, em dólares, os principais parceiros comerciais do Brasil nas cargas que saem pelo Porto de Santos são a China (participação de 15,6%), Estados Unidos (11,1%) e Argentina (6,2%). Completam os dez principais importadores pelo cais santista: Holanda (4,6%), Japão (3,4%), Bélgica (3,1%), México, Alemanha (ambos com 2,9% de participação), Coréia do Sul (2,7%) e Itália (2,6%).

Nas importações, o resultado do Porto de Santos no 1º trimestre do ano de US$ 9,2 bilhões, correspondente a 28,4% do total brasileiro de US$ 32,2 bilhões. As principais cargas desembarcadas em Santos foram: óleo diesel (US$ 151,9 milhões), importado principalmente dos Estados Unidos, Emirados Árabes e Reino Unido; Em seguida, peças de aviões e helicópteros (US$ 115,9 milhões), vindas dos Estados Unidos, Japão e Espanha e outros 14 países com menor participação. Em 3º, caixas de marchas (US$ 112,7 milhões), importadas do Japão, Indonésia, Coréia do Sul e outros 15 países.

As importações pelo Porto de Santos, em valores comerciais, têm como principais origens a China, com 20,7% do total; em seguida, Estados Unidos, com 17,6% de participação e Alemanha (9,5%). Completam os dez maiores parceiros comerciais na importação: Japão (5,1%), Coréia do Sul (4%), França (3,3%), Itália (3,1%), México (2,9%), Índia (2,6%) e Espanha (2,2%).

Além de Santos, apenas o Porto de Paranaguá também ampliou a participação na balança comercial, dentre os dez principais portos do país. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Fonte: Portos e Navios

Novas concessões aeroportuárias são aprovadas pelo TCU. Vem aí: Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza

O TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou, na quarta-feira (20), com ressalvas, os EVTEAs (Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental) dos quatro aeroportos que serão concedidos à iniciativa privada na nova fase do PIL (Programa de Investimento em Logística): Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Os documentos haviam sido enviados pelo Executivo ao Tribunal em dezembro.

Com a publicação do acórdão, a SAC (Secretaria de Aviação Civil) e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) analisarão as recomendações feitas pelo TCU e farão os ajustes necessários no edital e na minuta do contrato. Depois, os documentos serão postos em audiência pública pela Anac.

Conforme a SAC, o cronograma das próximas etapas – abertura da audiência pública, publicação do edital e realização do leilão – será divulgado pela Secretaria assim que concluída a análise das recomendações.

Fonte: Agência CNT de Notícias e SAC