Centro de Logística da Tora é o primeiro terminal multimodal em Minas Gerais com regime especial de exportação

Transpor fronteiras e atingir novos mercados têm sido uma alternativa valiosa para as empresas buscarem parceiros comerciais e expandirem suas operações. Com o acordo de livre comércio entre os países do Mercosul e União Europeia, as oportunidades de negócios serão ainda mais vantajosas.

 

O processo assertivo da logística se torna fundamental para cumprir os prazos exigidos pelo mercado internacional e, consequentemente, manter essa vantagem. Atenta às necessidades do mercado e de seus clientes, a Tora implantou no seu terminal multimodal em Contagem/MG o regime especial de exportação.

 

“Com esse serviço exclusivo, conseguimos enviar a carga já liberada pela Receita Federal e pronta para o embarque ao porto de saída, por meio da ferrovia ou rodovia. A realização destes processos aduaneiros no CLI permite a redução de custos administrativos e operacionais ao cliente, garantindo maior agilidade na logística de exportação”, explica Gustavo Amaral, diretor de terminais da Tora Logística.

 

Para garantir qualidade e agilidade nos processos, a Tora mantém em seu CLI em Contagem constante presença da Receita Federal onde são recepcionados diariamente os processos para exportação. A sua localização também é um diferencial para transporte de cargas, com acesso rodoviário à BR 040, Via Expressa, BR 381, BR 262 e à malha ferroviária da VLI e MRS.

Unidades de São Paulo e Barueri da Multilog recebem certificação de Operador Econômico Autorizado

As unidades de São Paulo e Barueri da Multilog, um dos maiores players logísticos do Brasil, passam a contar com certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA). O processo segue as normas internacionais de controle e segurança de mercadorias que entram e saem do Brasil, e mantém padrão simplificado para desburocratizar os processos. “Esta certificação traz benefícios nos procedimentos de verificação e liberação das mercadorias e ao comércio exterior como um todo, principalmente em relação à agilidade e competitividade, tão importante no mercado dinâmico atual”, afirma Alexandre Heitmann, Diretor de Desenvolvimento de Negócios.

 

O selo de conformidade é concedido pela Receita Federal aos intervenientes do Comércio Exterior que comprovam o cumprimento das normas de segurança e confiabilidade nas operações. Com a certificação, o player logístico nacional Multilog, passa a contar com quatro unidades que atendem os rigorosos critérios internacionais. As unidades de Itajaí (SC) e Campinas (SP) também já contam com OEA.

Para Wall Street, ‘o Brasil está de volta’ aos negócios

Ilustrada pela imagem do Cristo Redentor, uma análise publicada no site da revista “Forbes” declara que, para Wall Street, o Brasil “está de volta” aos negócios.

O fator mais destacado para explicar a afirmação é, evidentemente, o avanço da tramitação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

Na avaliação de Kenneth Rapoza, o rali recente do Ibovespa, “que está batendo todos os mercados emergentes”, é “todo graças a um antes impopular projeto de lei de reforma das aposentadorias, pelo qual dezenas de milhares foram às ruas no fim do mês passado em apoio ao esforço do novo presidente (Jair Bolsonaro) para mudar o claudicante sistema público de pensões do Brasil”.

O autor da análise lembra que a gestora BlackRock adotou recomendação “overweight”, ou seja, acima da média de mercado para o Brasil, mas pondera que os dados econômicos contemporâneos “não são inteiramente impressionantes”.

“Bancos vêm revisando o crescimento econômico para baixo o ano todo. Investidores estão deixando de olhar para os fundamentos e apostando em um voo de cruzeiro daqui para a frente por causa da reforma previdenciária.”

 

Duas empresas anunciam investimentos e inauguração em Sorocaba

O Governador de São Paulo, João Doria, o presidente mundial da JCB, Lord Bamford e o CEO, Graeme Macdonald, anunciaram hoje, na sede da empresa em Rocester, cidade próxima a Londres, investimentos de $25 milhões (cerca de R$ 100 milhões) para a ampliação da produção da fábrica localizada em Sorocaba, interior de São Paulo. A expectativa é de que 100 novos empregos sejam criados.

“O Brasil é um importante mercado para nós e que está em ampla extensão e nos possibilita reforçar todo nosso investimento para aumentar nossa atuação, tanto no Brasil como nos países vizinhos da América do Sul. Estamos muitos animados com o que vem pela frente”, afirmou o o CEO da empresa, Graeme Macdonald.

“A reunião foi muito produtiva. A JCB é uma gigante mundial de equipamentos para a construção e vai investir em São Paulo e no Brasil. Esta ação é muito importante para o aquecimento da economia e para a geração de empregos, o que é o mais importante na nossa visão”, destacou o Governador João Doria.

O Governador João Doria está em Londres desde o último dia 7 de julho para uma missão de 5 dias. Até o dia 11, cumpre extensa agenda em busca de investimentos e cooperação nas áreas de Infraestrutura, Transportes, Saúde, Educação e Segurança Pública.

Em 2001, a JCB abriu sua primeira fábrica de retroescavadeiras na cidade de Sorocaba, no estado de São Paulo. Já em 2012 uma nova fábrica é inaugurada também em Sorocaba e esta passa a ser uma das mais modernas do mundo em termos de máquinas amarelas. A nova planta é responsável pela produção de retroescavadeiras, escavadeiras hidráulicas, pás carregadeiras, Loadall e rolo compactadores, além de contar com um amplo armazém de peças e suporte pós-vendas para a rede de distribuidores. A fábrica em Sorocaba ainda tem uma das mais avançadas câmaras de pintura termo-eletrostática a pó do mundo.

 

Prysmian inaugura – Já o Grupo Prysmian inaugurou oficialmente em Sorocaba, quarta-feira (10), sua nova sede na América Latina. A unidade da empresa no bairro Éden recebeu investimentos de R$ 130 milhões na ampliação e modernização da produção de cabos; um novo edifício que abrigará o corpo administrativo nacional e latino-americano; além de um Centro de Excelência, que deve inaugurar até o final do ano um laboratório em que serão realizadas pesquisas e desenvolvimento em energia e telecomunicações.

A unidade de produção no bairro Boa Vista também recebeu melhorias, totalizando assim R$ 150 milhões em investimentos na cidade. O projeto de ampliação gerou 250 empregos diretos em Sorocaba desde 2017. O acréscimo em área construída na unidade do Éden chega a 23 mil metros quadrados, segundo a empresa. O grupo possui aproximadamente 900 funcionários na cidade, entre fábrica e escritório.

De acordo com o diretor da Prysmian no Brasil, João Carro Aderaldo, o País é o mercado mais importante para empresa na América Latina e Sorocaba tem localização estratégica. “Sorocaba é uma cidade que está nesse triângulo que a gente chama de desenvolvimento, com São Paulo e Campinas.” Ele destaca a relevância da cidade no mercado de fibras ópticas e destacou o Centro de Excelência que a unidade passa a abrigar. “Nós temos aqui engenheiros da América Latina inteira, aproximadamente 48 pessoas, e temos um laboratório que está em construção e nos ajudará na pesquisa se cabos, compostos e uma série de outras partes que fazem parte dos cabos”, conta.

A Prysmian desenvolve cabos para energia, telecomunicações, infraestrutura e construção, mobilidade e transportes, indústrias e ofertas eletrônicas. “O mercado de energia segue crescendo no Brasil. A gente tem bons volumes e bons resultados nesse segmento, tanto na geração quanto transmissão, e a gente acredita que nos próximos anos siga essa tendência”, avalia.

Participando da inauguração, o CEO global da Prysmian, Valerio Battista, e o CEO da América Latina, Juan Mogollon, ressaltaram a longevidade da empresa (que fez 90 anos em 2019) em meio a turbulências econômicas e políticas. Eles colocaram como exemplo a Argentina, cuja crise espanta empresas competidoras, mas onde pretendem continuar. Para os executivos, é preciso sobreviver à “tempestade”. Ecoando essa filosofia, reforçaram o compromisso com o investimento no Brasil, apontando que o mercado deve demandar novas tecnologias e gerar oportunidades no futuro.

O grupo possui 112 plantas distribuídas em mais de 50 países. Na América Latina são 4.100 funcionários em 13 plantas e oito países. No Brasil, são 1.500, em sete plantas, de cinco Estados. Em 2018, o faturamento da empresa no País atingiu R$ 1,9 bilhão.

Investimentos em portos somam R$ 5 bilhões neste ano

Além de oferecer novas áreas para arrendamento nos portos administrados, o governo permitiu prorrogações contratuais em troca de melhorias e autorizou o funcionamento de novos Terminais de Uso Privado (TUPs). No total, os investimentos contratados neste ano se aproximam de R$ 5 bilhões,, informou ao Valor o secretário nacional de Portos, Diogo Piloni.

Ao mesmo tempo, foi aberta uma nova possibilidade de parceria com empresas no setor portuário. O governo quer agora entregar a elas a administração dos portos. “O modelo de gestão estatal enfrenta muitas dificuldades para competir”, afirmou o secretário. “Há dificuldades para contratação, tem burocracia”. As desestatizações buscam trazer a governança privada para a gestão da autoridade portuária.

Nos próximos dias, deve ser assinado um contrato para realização de estudos com vistas à desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). Além dos portos capixabas, estão na fila: São Sebastião (SP), Suape (PE) e Itajaí (SC). Os estudos para esses outros empreendimentos serão contratados neste ano.

A desestatização deverá alcançar os movimentados portos paulistas. Estão em curso as primeiras conversas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para contratar estudos sobre a abertura de capital da Companhia Docas de São Paulo (Codesp), que administra Santos.

“Fizemos essa opção por causa do porte da empresa”, afirmou Piloni. “Um processo de privatização comum tende a encontrar impedâncias maiores”. O processo deverá ser concluído no médio prazo, informou.

O porto é objeto também de um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para concessão de sua dragagem.

Os estudos para desestatizar a Codesa serão piloto para os demais. Uma pergunta a ser respondida é se todas as atribuições hoje desempenhadas pelas Docas podem ser assumidas por privados.

Outra resposta que se espera é se a administração privada será sustentável pelas receitas geradas pelo porto. Piloni acredita que sim, mas não descarta a possibilidade de, em casos específicos, o poder público entrar com uma complementação financeira, no modelo Parceria Público-Privada (PPP). “Há chance remota de isso acontecer.”

O exemplo da Austrália anima o governo. Segundo Piloni, a privatização do porto de Melbourne rendeu aproximadamente US$ 8 bilhões. “É sinal que é uma atividade economicamente viável e que atrai o privado.”

Atualmente, 18 portos brasileiros são administrados por companhias Docas federais. Outros 19 estão delegados a Estados e municípios.

As desestatizações da Codesa e do porto de São Sebastião já estão oficialmente na carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Suape e Itajaí deverão ser qualificados na próxima reunião do conselho

Fonte: Portos e Navios