Viracopos passa a contar com novas rotas para exportação de carga

Novos voos de passageiros para Argentina e Portugal (com conexões imediatas para outros países europeus) são anunciados em Campinas (SP): opções para utilizar porão das aeronaves para cargas

A dificuldade enfrentada pelos agentes de carga e embarcadores (exportadores e importadores) de falta de espaço em voos cargueiros recebeu um alento com a possibilidade de utilização do espaço carga de porão em Campinas (SP).

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP) anunciou que terá novos voos internacionais de passageiros.

Para Buenos Aires, será a partir de 11 de janeiro. De acordo com a Azul Linhas Aéreas, que vai operar o trajeto, as passagens já estão à venda nos canais oficiais da empresa. As partidas diárias para a capital argentina acontecerão às 9h e a aeronave usada será a A320neo, com capacidade para até 174 passageiros.

Ainda segundo a companhia aérea, todos os municípios do interior de Minas Gerais e São Paulo, além de Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro(RJ), Recife (PE), Goiânia (GO), Cuiabá (MT), terão conexões em Campinas para os voos para Buenos Aires e Bariloche.

 

Porto – Na última quarta-feira (5), a empresa também confirmou mais um trajeto para Portugal partindo de Viracopos. Além de Lisboa, primeiro destino internacional do aeroporto, o terminal também terá voos para Porto a partir do dia 3 de junho. As partidas acontecerão às segundas, quartas e sextas. Os bilhetes também já estão à venda.

A aeronave utilizada será um Airbus A330, com capacidade para 272 passageiros. Florianópolis, Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Goiânia e Cuiabá também terão conexões em Campinas para Porto.

Na cidade portuguesa, a empresa, em parceria com a TAP, terá voos imediatos para Amsterdã, Genebra, Luxemburgo e Londres.

Além das novas rotas internacionais anunciadas, o Aeroporto de Viracopos já tem voos para Lisboa, Paris, Fort Lauderdale e Bariloche.

Sorocaba deve receber empresas ou ampliações em 2019. Este ano, 12 anunciaram investimentos

Um total de 12 empresas anunciaram este ano investimentos em Sorocaba, que somam cerca de R$ 149 milhões e com geração de 1.300 vagas de trabalho, segundo a Prefeitura. Para os próximos meses, de acordo com informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedeter), a expectativa é de que mais empresas confirmem a intenção de se instalar na cidade ou de ampliar suas plantas.

Na segunda-feira, o diretor da Multicel Pigmentos, Leonardo Di Nino, se reuniu com o prefeito José Crespo. A empresa, já instalada em Sorocaba, deve investir R$ 9,5 milhões e gerar 65 novos empregos na ampliação. A Multicel, de origem nacional, é uma indústria do setor químico.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Robson Coivo, existe esforço para atrair mais empresas e auxiliar na ampliação das já instaladas na cidade, o que resulta em geração de emprego e na movimentação da economia. Entre as medidas para incentivar investimentos para a cidade estão segurança jurídica, desburocratização e política de aproximação de empresas de uma mesma cadeia produtiva, diz o secretário.

Entre os investimentos anunciados neste ano, está a nova fábrica da ABB, cuja inauguração ocorreu no dia 20 de setembro. Com investimento de R$ 20 milhões e 250 novos empregos, a nova estrutura da empresa é voltada à fabricação e customização de painéis de baixa e média tensão.

No final de setembro, diretores de uma empresa do setor de alimentos (nome é mantido em sigilo) confirmaram investimento R$ 30 milhões e 120 novos empregos. A construção da indústria já começou, no bairro Iporanga.

Em maio foi inaugurada a nova planta da Rose Plastic Brasil, de embalagens plásticas para o mercado farmacêutico — investimento de R$ 21 milhões. O Grupo Sorocred transferiu quatro empresas de Barueri para Sorocaba deste ano, com investimento de R$ 18 milhões e 800 novos empregos.

No primeiro semestre de 2018, a Sedeter, em parceria com o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e com a empresa Lang Mekra, assinou dois protocolos de intenção com as empresas Varroc do Brasil e DPR Telecomunicações, que juntas vão gerar 350 empregos diretos.

A Varroc tem atividades de fabricação de sistemas de iluminação, em especial lanternas e faróis para a indústria automobilística, e deve fazer um investimento de R$ 48 milhões na região gerando 180 empregos diretos.

Em relação à DPR Telecomunicações, as conversas iniciaram no final de 2017, e no em abril a empresa efetivou sua decisão de investir cerca de R$ 7 milhões para a instalação de sua unidade, propiciando a geração de 170 empregos diretos, segundo a Secretaria de Comunicação e Eventos (Secom).

A DPR é especializada no desenvolvimento de produtos para montagem e manutenção de rede de telecomunicações em geral, e atende provedores de serviços de comunicação, operadoras, empreiteiras e revendas.

Com informações: Jornal Cruzeiro do Sul

A Embraer tentará reverter a liminar da Justiça Federal que suspendeu o acordo de fusão com a Boeing

Em comunicado, a Embraer informou que “tomará todas as medidas judiciais cabíveis para reverter” a liminar concedida pela 24ª Vara Cível Federal de São Paulo que bloqueou a fusão com a Boeing.

Na última quarta-feira (5) o juiz Victorio Giuzio Neto suspendeu a fusão ao analisar uma ação popular apresentada pelos deputados federais Paulo Pimenta (PT-RS) e Carlos Zaratini (PT-SP). Saiba mais: Juiz federal suspende fusão entre Boeing e Embraer  “Defiro parcialmente a liminar, em sentido provisório e cautelar para suspender qualquer efeito concreto de eventual decisão do conselho da Embraer assentindo com a segregação e transferência da parte comercial da Embraer para a Boeing através de ‘Joint Venture’ a ser criada”, escreveu o juiz na decisão.

Segundo o magistrado, a medida foi necessária em razão da proximidade do recesso do Poder Judiciário e da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, prevista para o dia 1º de janeiro. O objetivo, explicou Giuzio Neto, é evitar atos concretos que sejam impossíveis de serem revertidos. Além disso, em sua decisão o magistrado ressaltou que o risco maior é o acordo gerar troca de segredos militares. Algo que pode ferir a soberania do Brasil. Todavia, o juiz não vetou que as empresas continuem a negociação sobre a fusão.

A Embraer destacou em seu comunicado ao mercado que o juiz deferiu parcialmente a liminar, “sem opor qualquer tipo de obstáculo à continuidade das negociações entre as duas empresas”. Entenda o acordo entre Boeing e Embraer Em julho, a Boeing e a Embraer assinaram um acordo de intenções para formar uma joint venture na área de aviação comercial. A nova empresa seria avaliada em US$ 4,75 bilhões. A Boeing controlaria  80% da joint venture, enquanto a Embraer teria uma participação de 20%.

A nova empresa deveria assumir os negócios da divisão de aviação comercial da Embraer e de suas operações relacionadas, serviços e capacidades de engenharia. A transação ainda depende do aval dos acionistas, entre os quais está o governo brasileiro que detém uma golden share. Além disso, os órgãos reguladores do mercado brasileiro e americano também devem aprovar a operação. A expectativa da Embraer é que o negócio seja concluído até 2019.

Fonte: SUNO

 

Faturamento da Multilog cresce 50% no semestre com aquisição das operações de São Paulo

Um dos maiores operadores logísticos do Brasil, a Multilog completou o primeiro semestre das operações no Estado de São Paulo. Com atuação na capital paulista, Santos, Campinas e Barueri, aumentou 50% o faturamento da empresa durante o período. Com presença em todo o Sul e no Sudeste do Brasil, a empresa, que possui 22 anos de experiência no mercado, ampliou o número de colaboradores de 900 pessoas para 1,5 mil e expandiu a área alfandegada em mais de meio milhão de metros quadrados.

Para garantia da qualidade na prestação dos serviços, a Multilog adequou e modernizou a estrutura das unidades paulistas, revisou os processos necessários e realizou a capacitação das lideranças visando a alta performance. “O grande ponto é buscar sinergia entre as pessoas e processos fazendo com a nova cultura seja incorporada em menor tempo possível”, afirma o presidente da Multilog, Djalma Vilela.

Com a atuação focada na qualidade e personalização dos serviços, a Multilog já colhe resultados na região. Estrutura, processos, automação, novos fluxos e investimentos já promovem o impacto esperado. “Estamos muito satisfeitos com as decisões que tomamos nos últimos dois anos e a forma como a empresa está desenhando sua trajetória. Entendemos a importância de crescer com solidez, de forma organizada e com prioridades. Todos os movimentos visam a excelência e estamos focados nesse caminho”, acrescenta.

Diante das estratégias de mercado e atuação, a Multilog objetiva encerrar 2018 superando os R$ 500 milhões de faturamento previstos anteriormente. A empresa estabeleceu seus objetivos estratégicos para cinco anos com a meta de dobrar este faturamento até 2022.

Corrente de comércio internacional bate novo recorde

Com os resultados acumulados da balança comercial de janeiro a novembro, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) já alcança US$ 388,3 bilhões, 14,3% a mais que no mesmo período do ano passado (US$ 338,2 bilhões), estabelecendo novo recorde e denotando maior inserção do País no comércio mundial.

Isso resulta, principalmente, do aumento das importações, que foram de US$ 16,9 bilhões em novembro, elevando o acumulado nos 11 meses deste ano para US$ 168,3 bilhões. Esse valor é 21,3% maior do que o registrado em idêntico período de 2017, mostrando que a demanda de bens produzidos no exterior não foi abalada pela valorização do real diante do dólar nos últimos meses.

Segundo o secretário de Comércio Exterior, Abrão Neto, o aumento verificado nas trocas comerciais comprova o maior vigor e qualidade do comércio exterior brasileiro, que também contribuiu para a criação de empregos e o aumento de renda.

As exportações foram de US$ 20,9 bilhões em novembro, fazendo o total acumulado até o mês passado chegar a US$ 220 bilhões, um crescimento de 9,4% em comparação com idêntico período do ano passado. As vendas de produtos básicos, destacando-se a soja, tiveram um incremento de 40% em valor no mês passado, sendo beneficiadas pelas desavenças entre os governos dos EUA e da China quanto ao comércio bilateral. Por tabela, isso elevou as cotações das commodities agrícolas exportadas pelo Brasil e outros países.

As vendas de manufaturados também foram relativamente bem, com aumento de 8,5% em valor no acumulado do ano, graças às exportações de óleos combustíveis, partes de motores e turbinas para aeronaves e motores para veículos. Já as exportações de semimanufaturados, impactadas pela retração das exportações de açúcar em bruto, tiveram queda de 3,2%.

O saldo da conta de comércio, que foi de US$ 4,062 bilhões em novembro, já atinge US$ 51,6 bilhões, um valor ainda robusto, mas que leva à conclusão de que o País dificilmente alcançará um superávit de US$ 58 bilhões em 2018, tal como projetado pelos analistas consultados para a elaboração do boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. Isso faz supor que o déficit em transações correntes será algo superior a US$ 15 bilhões, valor também previsto pelo Focus.

Ministros das Relações Exteriores de países que formam o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, pois a Venezuela está temporariamente suspensa) anunciaram nesta quinta-feira (6) que haverá uma nova rodada de negociações entre o bloco e a União Europeia para tratar de um possível acordo de livre comércio. A reunião será em Montevidéu (Uruguai) na próxima semana.

Participaram da reunião, os chanceleres Aloysio Nunes Ferreira (Brasil), Rodolfo Nóvoa (Uruguai), Jorge Faurie (Argentina) e Luis Alberto Castiglioni (Paraguai).

O chanceler uruguaio, Rodolfo Nóvoa, disse que a expectativa é que as negociações sejam concluídas até março de 2019. O prazo, segundo ele, corresponde a uma “janela de oportunidade” antes das mudanças previstas no Parlamento Europeu.

Nóvoa fez a análise após a primeira etapa da reunião no Palácio do Itamaraty. As conversas irão até o fim da tarde.

O Mercosul e a UE discutem, desde 1999, um amplo acordo de associação, incluindo o tratado de livre comércio, embora as negociações tenham ficado completamente estagnadas entre 2004 e 2010 e só tenham sido retomadas em 2016.

Há divergências em pontos referentes à indústria automobilística e ao acesso aos mercados de produtos como a carne bovina, o açúcar e os produtos lácteos.

Fonte: Comex do Brasil