Recife ganha novo voo da Azul para Fort Lauderdale (EUA)

O Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes-Gilberto Freyre (PE) inaugura, nesta sexta-feira (11/5), uma nova rota internacional entre Brasil e Estados Unidos. Trata-se do voo da Azul Linhas Aéreas entre o Recife e Fort Lauderdale. Operado por um Airbus A330-200, com capacidade para 272 passageiros, o novo voo terá três frequências semanais, às quartas, sextas e domingos, pousando às 7h25 e decolando às 10h. A duração do viagem será de 8h25.

Para marcar o início das operações, a Infraero em parceria com a Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, por meio da Empetur, preparou um receptivo muito especial para os passageiros desta rota. Para o embarque, os viajantes irão receber brindes característicos da região e entrarão na aeronave após o tradicional corte de fita para simbolizar a inauguração da nova rota. Ainda na lista das comemorações, a aeronave que fará o trajeto, vai receber o tradicional batismo com jatos d´agua dos caminhões de combate a incêndio da equipe de bombeiros do aeroporto, que ocorrerá um pouco antes da decolagem.

Além disso, passageiros e autoridades participarão de uma cerimônia em homenagem ao voo inaugural. O evento contará com a presença de representantes da Infraero, do Governo de Pernambuco, da Prefeitura de Recife e da empresa aérea Azul.

Para o superintendente do terminal recifense, Carlos Antônio da Silva, “somar mais uma rota internacional à lista de destinos, demonstra que o aeroporto está apto para receber operações desta grandeza, além de reforçar a importância turística da capital pernambucana”, acrescenta. Com esta nova rota, o Aeroporto dos Guararapes passa a contar com 15 conexões internacionais:  Munique, Frankfurt, Cidade do Panamá, Montevidéu, Buenos Aires, Córdoba, Rosário, Lisboa, Cidade da Praia, Milão, Miami, Orlando, Fort Lauderdale, Madrid e Bogotá.

Entre 2014 e 2018, a malha aérea do estado apresentou um incremento de 108%, saltando de 12 para 25 destinos diretos. “Aumentar a malha aérea pernambucana, significa trazer mais desenvolvimento turístico e econômico para a cidade e para o estado”, reforça o superintendente.

De acordo com a Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco a expectativa é que este número aumente com a entrada de um novo voo da Gol, para Santiago, capital do Chile, contabilizando 16 ligações diretas para o exterior até novembro deste ano.

Além das rotas para o exterior, o Aeroporto Internacional dos Guararapes conta com 28 rotas domésticas. Ao todo, são 224 voos diários – entre pousos e decolagens, transportando aproximadamente 25 mil passageiros, o que faz do terminal pernambucano o 3º aeroporto mais movimentado do Brasil no ranking da Rede Infraero.

Dica da Semana Riyad – Carré de cordeiro ao pesto amarelo

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Viracopos avança na busca por sócio estrangeiro

Embora o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, tenha negado nesta quinta-feira, 03/05,  o pedido de liminar apresentado pela concessionária de Viracopos (Campinas) contra decisão tomada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em fevereiro, a situação de Viracopos caminha para uma boa notícia, que pode evoluir em breve: a empresa parece ter dado mais um passo na busca de um sócio estrangeiro a fim de regularizar sua situação e ter direito de renegociar as outorgas.

O Jornal “O Globo” desta quinta-feira, 03/05, informou que, segundo autoridades do setor, há conversas adiantadas com a empresa Zurich, o fundo de investimentos IG4 e o BNDES. Caso o negócio seja concretizado, o processo de caducidade é suspenso automaticamente. Se isso ocorrer, a Anac, então, dará início a uma nova etapa de análise sobre a mudança na composição societária da operadora de Viracopos.

Segundo ainda “O Globo”, o aeroporto foi concedido em 2012 por um prazo de 30 anos, mas com a crise da economia que reduziu o volume de passageiros e cargas no aeroporto e o envolvimento da construtora UTC, sócia no negócio, na Lava Jato acabaram deixando a concessionária em dificuldades financeiras. Os outros acionistas são Triunfo, a francesa Egis, além da Infraero.

De acordo com a Anac, a operadora deixou de pagar suas parcelas anuais de outorga em 2016 e 2017. O seguro-garantia foi acionado para a quitação de parte dos compromissos, mas há um débito remanescente de R$ 211 milhões (atualizados em março de 2018). Em julho, vence mais uma parcela de R$ 172 milhões e em maio, outra de R$ 27,2 milhões. Para negociar o cronograma de outorga, o concessionário precisa pagar a dívida atrasada e antecipar algumas parcelas a vencer.

No fim do ano passado, os sócios do aeroporto anunciaram a decisão de devolver amigavelmente a concessão ao governo, que poderá novamente licitá-lo. Esse foi um dos argumentos citados na ação, indeferida por Marco Aurélio. Segundo a operadora, a caducidade causaria graves impactos aos usuários.

ABEAR: carga aérea internacional cresce 23,4% no Brasil

Aéreas investem em tecnologias e novos serviços para ampliar o transporte de cargas, que concentram 80% em apenas nove aeroportos brasileiros 

As companhias aéreas têm utilizado a criatividade na logística e contado com a ajuda de aplicativos e robôs para ampliar a oferta de transporte de cargas por avião no Brasil. Números da ABEAR(Associação Brasileira das Empresas Aéreas) mostram que em 2017 foi registrado acréscimo de 1,8%, na movimentação de cargas no mercado doméstico; e de 23,4%, no internacional. Devido ao alto valor agregado, a carga movimentada representa 12% da corrente de comércio brasileira, mas apenas 0,1% em peso.

Uma das apostas do setor é a diversidade e a flexibilidade para que o produto seja entregue da forma mais rápida e com o menor custo. Esse é o exemplo da Azul Cargo Express que, em 2017, teve um crescimento de 49% e embarcou 28 milhões de quilos na rede doméstica e 15,5 milhões de quilos na internacional. “Todo produto que pode ser levado por avião a gente leva. Chegamos a entregar uma roupa de bailarina na Filadélfia (EUA), à noite, depois que pegamos em Campo Grande (MS), pela manhã. O cliente quer o seu produto o mais rápido possível”, conta a diretora da companhia, Izabel Reis.

A empresa também mira em investimento em pequenos aeroportos e nas oportunidades de exportações de demandas regionais para o mercado exterior. “Em um país de dimensões continentais, algumas peculiaridades e sazonalidades podem gerar oportunidades. Transportamos frutas para a Europa e peixes para os Estados Unidos. No caso do peixe, tiramos o produto do Nordeste e, em menos de 24 horas, já está nos EUA”, conta ela.

As companhias aéreas também trabalham para a melhoria dos serviços, trazendo inovações tecnológicas e aprimoramento da infraestrutura para levar ainda mais eficiência à operação. Eduardo Calderon, diretor da GOLLOG, serviço de transporte de carga e encomendas da GOL, destaca que a empresa foi a primeira do segmento a disponibilizar um aplicativo de celular que possibilita a realização de cotações e rastreamento de encomendas. “Criamos a tecnologia Seen Technology, que funciona em tablets conectados à internet com o envio de informações em tempo real sobre a carga. Para auxiliar no atendimento, foi implementado recentemente o Gil, um robô que presta assistência virtual esclarecendo dúvidas sobre serviços, unidades e regras gerais para o transporte de cargas.”

A Latam Cargo também está ampliando investimentos e operações. Em 2018, a companhia investirá R$ 7 milhões em reformas de terminais, além de expandir a capacidade cargueira nos voos comerciais. “O transporte de carga aérea segue a mesma tendência do segmento de passageiros. Temos a oportunidade de utilizar melhor os aviões para também levar cargas. O Brasil é um país que precisa desse tipo de serviço pelo seu tamanho, pelas condições e pelas suas distâncias”, destaca Jerome Cadier, presidente da empresa.  Além de dois aviões cargueiros, a companhia utiliza os porões de toda a frota de aviões comerciais para o traslado de cargas a diferentes regiões do Brasil.

Mas, apesar do crescimento apresentado em 2017, o setor ainda enfrenta algumas dificuldades e a diversidade de produtos embarcados acaba ficando concentrada em poucos terminais. Os números da ABEAR mostram que 80% do tráfego de cargas no país é feito por apenas nove aeroportos e, do total movimentado, 20% está concentrado no eixo Manaus-Guarulhos.

“Estamos vivendo uma retomada. No entanto, para ela ser consistente, é preciso investir em infraestrutura. Temos alguns aeroportos que estão muito longe dos padrões internacionais, seja para o armazenamento da carga, seja para a segurança”, afirma o presidente da Avianca, Miguel Pereira. De acordo com ele, em um país como o Brasil, com dimensões continentais, e que sofre com falta de infraestrutura terrestre, o transporte de cargas aérea é essencial para o desenvolvimento econômico.

Para o consultor da Abear, Maurício Emboaba, a concentração em poucos aeroportos é reflexo da centralização da economia do país em poucas regiões. “A concentração é muito forte em São Paulo e em Manaus, por causa da Zona Franca. Isso remonta a uma falta de desenvolvimento histórico e econômico que gera grandes discrepâncias regionais”.

Emboaba também destaca o valor do combustível aéreo, que acaba sobretaxando o frete, como entrave para a manutenção do crescimento da atividade. “O valor do combustível acaba onerando o frete. Cada estado aplica uma alíquota e acaba inibindo o mercado. No transporte de carga, a alíquota gira em torno de 18,5%. Isso traz um aumento de até 20% no frete” conclui.

Terminais – Segundo dados da ABEAR, no aeroporto de Viracopos, segundo terminal de cargas mais importante do país, o valor dos itens transportados subiu 17% entre 2016 e 2017. Já o volume cresceu 11%. O terminal foi eleito o melhor aeroporto de carga do mundo na categoria até 400 mil toneladas movimentadas por ano pela Air Cargo World, uma das principais publicações do setor.

Um dos motivos dessa alta é a falta de aeroportos regionais que possam pulverizar o transporte aéreo, afirma o gerente comercial do terminal de cargas do aeroporto de Viracopos, Jorge Lobarinhas. “Precisamos ter aeroportos regionais para gerar capilaridade. Se tivéssemos uma quantidade maior de hub, isso facilitaria as transferências para as demais áreas do país e tornaria o frete mais atraente e competitivo”.

Lobarinhas ainda frisa que a insegurança em relação ao roubo de cargas nas rodovias brasileiras contribui para o aumento da demanda aérea devido ao valor da carga e aos custos do transporte terrestre. “Além do risco, existe a necessidade de agilizar o estoque para trazer giro às empresas. Quando roubam uma carga, automaticamente se cria um concorrente no mercado paralelo. Além do produto, o empresário perde espaço no mercado”, finaliza.

Segurança – No entanto, o roubo de cargas também chegou aos aeroportos. No último dia 15, um carregamento de celulares foi roubado de um terminal de cargas do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. A ação foi filmada pelo circuito interno de câmeras. O prejuízo estimado é de US$ 1 milhão, aproximadamente R$ 3,4 milhões.

Em março, um grupo armado invadiu a pista do aeroporto de Viracopos e roubaram US$ 5 milhões (R$ 16 milhões) em espécie que estavam dentro de uma aeronave que seguiria para Frankfurt, na Alemanha.

Com informações da Agência CNT de Notícias

John Deere reconhece seus melhores fornecedores e Panalpina conquista prêmio em processos logísticos

A John Deere, fabricante de máquinas, implementos e equipamentos agrícolas, industriais e florestais, elegeu a Panalpina como o “Melhor fornecedor em gestão de custo da empresa”, por submeter e implantar planos de redução de custos com foco na melhoria contínua dos processos.

A Panalpina Brasil, uma das maiores operadoras logísticas em atividade no território nacional, conquistou uma premiação inédita, ao ser eleita como uma das principais fornecedoras da John Deere no Brasil. O reconhecimento ocorreu na cidade de Indaiatuba (SP), no Hotel Royal Palm Tower, durante o 13º Encontro com Fornecedores da John Deere, que evidenciou os parceiros da companhia norte-americana que se destacaram em solo nacional em 2017. Na ocasião, a Panalpina Brasil recebeu o prêmio “Excelência em Gerenciamento de Custos”, que atesta a qualidade dos serviços logísticos prestados à John Deere.

“Todas essas soluções logísticas proporcionaram melhorias nos processos da John Deere ao longo do ano e garantiram uma consequente redução de custos para a empresa, otimizando os negócios da companhia”, acrescenta a diretora de desembaraço aduaneiro da Panalpina Brasil, Elaine Inácio.

A John Deere possui um Escritório Regional América Latina, em Indaiatuba, e um centro de distribuição de peças também para a América Latina, em Campinas, ambas as cidades localizadas no interior do Estado de São Paulo e ao lado do Aeroporto de Viracopos.