Aeroporto de Uberlândia vai ganhar complexo logístico, com possibilidade de alfandegamento

A Infraero publicou, nesta quinta-feira (17/5), o edital de licitação ara implantação de um complexo logístico no Aeroporto de Uberlândia (MG). O projeto, que vai gerar investimentos da ordem de R$ 23 milhões, prevê uma concessão comercial de área com 45 mil metros quadrados para exploração da atividade pelo período de 25 anos. A abertura das propostas acontece no próximo dia 18 de junho, às 9h.

A iniciativa faz parte do novo posicionamento estratégico da estatal, que prevê a exploração comercial de áreas situadas em alguns de seus aeroportos para o segmento de negócios logísticos. O complexo logístico de Uberlândia poderá ser alfandegado, impulsionando ainda mais o comércio exterior da região. O preço mínimo mensal previsto em edital é de R$ 30 mil, além de um adicional de preço fixo de R$ 150 mil.

A empresa vencedora da licitação receberá a área tal como ela se encontra hoje e ficará responsável pela elaboração dos projetos e execução das adequações, serviços e instalações complementares destinadas à implantação do empreendimento. Vale lembrar que o investidor terá liberdade para escolher o segmento de logística em que vai operar.

“A iniciativa alia a infraestrutura de um aeroporto a uma base dedicada a empresas que necessitem de um centro de distribuição ou que lidam com o recebimento e despacho de mercadorias, oferecendo serviços de apoio, com a segurança, facilidades e economia de um condomínio fechado”, destacou o superintendente de Desenvolvimento de Soluções Logísticas da Infraero, Edson Antunes. O gestor acrescenta que a logística de cargas é uma realidade há muitos anos na região do Triângulo Mineiro. “Além de concentrar importantes distribuidores, Uberlândia é dotada de uma conectividade invejável em diferentes modais”.

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços empresas sediadas no município de Uberlândia, em 2017, importaram US$ 140,1 e exportaram US$ 415,9 milhões.

China ultrapassa os EUA e consolida liderança no comércio com os principais países da AL

A crescente presença da China na América Latina cresce a olhos vistos. Desde 2001, os investimentos chineses acumulados na região já ultrapassam a cifra de US$ 100 bilhões e nesse período a corrente de comércio entre a China e a América Latina multiplicou-se em mais de vinte vezes.

E é com o objetivo de analisar os reflexos da presença chinesa na região que a Fundação Fernando Henrique Cardoso, uma das principais think thank brasileiras, promoverá no próximo dia 6 de junho, das 10 às 12h o Debate “América Latina:Cenário de uma Disputa Estratégica entre Estados Unidos e China?”. O evento terá a participação de Evan Ellis, pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos do Army War College e do sociologo Bernardo Sorj, que fará os comentários.

Segundo a Fundação FHC, em reunião com a Comunidade dos Países Latino-Americanos e Caribenhos, em janeiro último, em Santiago, a China anunciou seu compromisso de intensificar a cooperação com a regiao não apenas na economia, mas também na área da defesa. Além disso, manifestou sua intenção de ampliar o número de Institutos Confucio para ensino da língua e disseminação da cultura chinesas na América Latina. Um mês depois, o então Secretário de Estado americano, Rex Tillerson, alertou contra o risco do “imperialismo chinês” na região.

A Fundação FHC pretende levar ao Debate as seguintes questões: mudou de fato a atitude dos Estados Unidos frente à crescente presença da China na América Latina? Pode a região se transformar em palco relevante da disputa estratégica entre as duas potências? Seria essa disputa vantajosa ou não para os países latino-americanos em geral e para o Brasil em particular?

Essas questões serão abordadas por Evan Ellis, pesquisador do Instituto de Estudos Latino-Americanos no Instituto de Estudos Estratégicos da Escola de Guerra do Exército dos EUA, PhD em Ciência Política com foco em política comparada, e especialmente em questões relacionadas à segurança na América Latina, relação da região com a China e crime organizado transnacional. É autor de diversos livros, entre eles “China on the Ground in Latin America”, publicado em 2014.

Antigo líder desbancado

Enquanto nos últimos dezessete anos a corrente de comércio entre a China e a América Latina multiplicou-se mais de vinte vezes, o fluxo comercial da região com os Estados Unidos ficou bem distante desse desempenho excepcional. No período, os Estados Unidos deixaram de ocupar o posto de maior parceiro comercial dos principais países da região, à exceção do México e da Colômbia.

Ano passado, o intercâmbio comercial do México com os americanos foi, de longe, o maior entre todos registrados pelos países da região com qualquer um de seus parceiros comerciais. As exportações mexicanas para o mercado americano totalizaram impressionantes US$ 327 bilhões, quase alcançando o fluxo total de comércio do Brasil, que no ano passado somou US$ 368 bilhões (exportações de US$ 217 bilhões e importações no montante de US$ 150 bilhões). Por outro lado, as importações de produtos americanos totalizaram US$ 195 bilhões.

Em relação aos outros países da região, os números do comércio com os EUA são infinitamente mais modestos. No caso da Argentina, por exemplo, as exportações somaram US$ 7,535 bilhões (11,3% do total) e as importações atingiram a cifra de US$ 4,460 bilhões (7,7% do total).

Ano passado, o Peru importou dos Estados Unidos um total de US$ 7,108 bilhões (20% do volume importado) e embarcou para o mercado americano bens no montante de US$ 6,235 bilhões (17,3% das importações peruanas no período).

Já a Colômbia seguiu tendo nos Estados Unidos seu maior parceiro comercial em todo o mundo. Em 2017, as exportações para os americanos somaram US$ 10,976 bilhões (com participação americana de 29,1% nas vendas colombianas ao exterior) e as importações de produtos americanos totalizaram US$ 12,096 bilhões (correspondentes a uma fatia de 26,3% nas exportações totais realizadas pelos colombianos).

Fonte: Comex do Brasil

Caminhoneiros prometem parar por conta de aumentos no diesel

Os aumentos seguidos nos preços do diesel levaram os caminhoneiros autônomos a programarem uma paralisação em todo o país a partir de segunda-feira (21) se não forem atendidas uma série de reivindicações apresentadas ao governo federal

 

Os caminhoneiros querem a redução da carga tributária sobre o diesel. Reivindicam a redução a zero da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Os impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. Segundo eles, a carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo da atividade.

Dica da Semana Riyad – Michui de Carne

Michui de Carne – Filet mignon cortado em cubos intercalados com cebola, tomate e pimentão grelhados no espeto. Acompanha pão sírio.

Esta é a dica da semana, “macia e saborosa”, do Portal GPA LogNews para a comunidade de comércio exterior e logística de Campinas e Região na hora de conhecer o Restaurante da Cozinha Árabe: Riyad.

O endereço é Rua Antonio Lapa 382 (esquina com Barreto Leme) – Campinas (SP). O telefone é (19) 3254-3458.

O Riyad possui também Espaço Kids, Espaço para eventos e Delivery. Confira!

CMA CGM confirma investimento e adquire 25% do capital da CEVA Logistics

A CMA CGM, um dos principais grupos mundiais de navegação, confirmou seu investimento na CEVA Logistics (“CEVA”), uma empresa global líder no setor de logística, por ocasião da oferta pública de ações (IPO) da CEVA.

Esse investimento assumirá a forma de títulos conversíveis, que serão convertidos em ações ordinárias da CEVA, após a obtenção de todas as aprovações regulatórias necessárias. O investimento da CMA CGM representará 24,99% do capital da CEVA.

O investimento da CMA CGM é de 379 milhões de francos suíços.

Com essa transação, a CMA CGM expandirá sua presença no setor de logística, que está intimamente relacionado ao transporte marítimo. As duas empresas concordaram em explorar em conjunto o desenvolvimento de ofertas comerciais conjuntas, de acordo com termos a serem definidos nos próximos meses.

O investimento também dará à CMA CGM dois assentos no Conselho de Administração da CEVA.