Receita Federal simplifica processo e “Certificação OEA” será agilizada

Foi publicada, no Diário Oficial da União, a IN RFB 1.785, de 2018, decorrente da necessidade de simplificar o processo de certificação dos intervenientes da cadeia logística como OEA e de promover aprimoramentos em alguns procedimentos existentes e na norma relativa ao Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (Programa OEA).

 

O Programa OEA consiste na certificação, pela Receita Federal, de diversos intervenientes da cadeia logística que representam baixo grau de risco em suas operações de comércio exterior, tanto em termos de segurança física da carga quanto em relação ao cumprimento de suas obrigações aduaneiras.

 

Com a sua consolidação e a maturidade alcançada desde o seu lançamento, em 2014, tornou-se necessário simplificar o processo de certificação dos intervenientes da cadeia logística como OEA, no intuito de agilizar o processo de certificação, porém, respeitando a Estrutura Normativa do SAFE da Organização Mundial de Aduanas (OMA), bem como tendo como parâmetro a boa prática internacional, em especial a União Europeia e os Estados Unidos da América.

 

A nova norma altera a Instrução Normativa RFB nº 1.598, de 2015, sendo que dois temas principais são foco dessa alteração objetivando dar mais celeridade ao processo:

1 – simplificação de alguns procedimentos existentes e da norma relativa ao Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado destacando-se:

 

a) ajustes nos critérios de Elegibilidade, Segurança e Conformidade, reduzindo o escopo de análise e excluindo critérios desnecessários ou redundantes. Nota-se a redução significativa nos critérios de Conformidade, passando de 11 (onze) para 8 (oito);

 

b) criação de um novo Anexo II, denominado “Objetivos e Requisitos” cujo foco principal é apresentar ao requerente o que é obrigatório em relação a cada critério do Programa, trazendo mais transparência ao processo e permitindo que todos os interessados saibam exatamente o que será avaliado no processo de certificação;

 

c) a descontinuidade do Relatório Complementar de Validação (RCV), sendo substituído pelo gerenciamento de riscos nos moldes da ISO 31.000, que já é de amplo conhecimento por parte das empresas brasileiras; e

 

d) a possibilidade de certificação mais rápida através do histórico do interessado e da possibilidade de dispensa de validação de alguns critérios durante a análise do pleito, sem perder, entretanto, qualidade ou controle do processo.

 

2 – descentralização da execução das atividades relativas à certificação e ao monitoramento dos OEA, por meio da criação das Equipes de Gestão de Operador Econômico Autorizado, em 7 (sete) Centros Regionais localizados em algumas Regiões Fiscais.

 

Nesse aspecto, tem-se que à época do lançamento do Programa OEA buscou-se otimizar os recursos humanos da Receita Federal, formando um corpo de excelência no tocante ao assunto OEA e criando uma estrutura concisa, com gestão centralizada no âmbito da Coordenação-Geral de Administração Aduaneira (Coana) e execução por meio de trabalho remoto para atender às necessidades do Programa e da sociedade.

 

Entretanto, com o grande interesse por parte das empresas, demonstrado pela quantidade de empresas já certificadas (148) e de pedidos de certificação em análise (192), conclui-se que a estrutura antes pensada precisava expandir e ramificar. Ademais, considerando a dimensão do país e a existência de estruturas operacionais da Receita Federal em todos os estados brasileiros, após estudos de viabilidade, decidiu-se por descentralizar toda a atividade operacional de certificação e monitoramento das empresas OEA, saindo da competência o Órgão Central, especificamente a Coana, e passando para equipes específicas localizadas em algumas Regiões Fiscais.

 

Assim, com a publicação do novo Regimento Interno da RFB, foram criadas as seguintes Equipes de Gestão de Operador Econômico Autorizado (EqOEA):

 

a) Alfândega do Porto de Manaus;

b) Alfândega de Recife;

c) Alfândega de Belo Horizonte;

d) Alfândega do Aeroporto Internacional de Viracopos;

e) Alfândega do Porto de Santos;

f) Delex São Paulo; e

g) Alfândega de Curitiba.

 

Para garantir a uniformidade de procedimentos em todos os centros regionais, a gestão do programa OEA caberá à recém-criada Divisão de Gestão de Intervenientes no Comércio Exterior (Digin).

ANVISA promete melhorar tempo de liberação de mercadorias a partir de fevereiro

SINDASP participa em Brasília (DF) de discussões para melhoria dos processos sujeitos ao controle sanitário do Órgão em portos e aeroportos 

Credenciado por buscar soluções para os problemas de atraso na liberação de mercadorias com anuência da ANVISA, em maior intensidade desde 2014, o SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – foi convidado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pela FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz) para participar com contribuições em um Workshop na última quarta-feira, 24/01, em Brasília (DF). Os Despachantes Aduaneiros foram representados pelo Vice-Presidente da entidade Elson Isayama(FOTO), que também representou a FEADUANEIROS, Federação da categoria.

O encontro ocorreu com entidades representativas nacionais que trabalham com importação e exportação de bens e produtos sujeitos ao controle sanitário da Anvisa. “O Projeto ‘AÇÕES DA ANVISA EM PORTOS, AEROPORTOS E FRONTEIRAS’, estuda modelos e práticas internacionais e apontamentos para melhoria do modelo brasileiro”, destacou Isayama.

A FIOCRUZ, instituição de pesquisa e desenvolvimento em ciências biológicas – considerada uma das principais instituições mundiais de pesquisa em saúde pública – coordenou o evento e os estudos, que já trazem resultados. “A ANVISA está ajustando internamente alguns detalhes e tem a expectativa de reduzir consideravelmente seus tempos de análise e deferimento de processos já a partir da segunda quinzena de fevereiro”, comemora Isayama.

No encontro também foram criados Grupos de trabalho que informaram problemas e apontaram sugestões de melhoria dos processos. Uma das mudanças, que começará a funcionar a partir de 1º de marco, é a analise remota nos moldes já existentes para PAFPS. Os Grupos criados são: (PAFPS – Produtos para Saúde / PAFMED – Medicamentos / PAFAL – Alimentos / PAFCOS – Cosméticos). Além do SINDASP, participaram da reunião entidades representativas do mercado como Abimed, Sindusfarma, ABIIS, ABOL, CBDL, ABTRA, ABRAID, CBDL, entre outras.

Codesp quer reduzir o tempo de espera de navios no Porto de Santos

Terminal bate recorde anual de movimentação de cargas com 130 milhões de toneladas 

O presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Alex Oliva, anunciou que o Porto de Santos bateu o recorde anual de movimentação de cargas com a marca de quase 130 milhões de toneladas. Foram 14,1% a maior que o verificado no ano anterior e 8,3% acima da então melhor marca anual, ocorrida em 2015 (119.931.880 toneladas). O movimento superou em 6,4% a estimativa inicial de janeiro passado, que apontava para um total de 122.014.481 toneladas. O informe foi dado durante o evento Fórum Safra 2018, encontro que discutiu o escoamento da produção agrícola brasileira destinada à exportação de commodities agrícolas

Ao longo de 2017, o fluxo de atracação chegou a 4.854 navios, 2,8% a maior que no ano anterior. A CODESP quer reduzir o tempo de espera de navios no Porto de Santos e uma das apostas é o transporte de contêineres por hidrovias.

Para diminuir a espera de nove para seis dias, a autoridade portuária aposta em uma maior sincronização entre trens e navios e na implantação de hidrovia para o transporte de contêineres, que deve tirar muitos caminhões das estradas e melhorar a logística do Porto.

Se antigamente o Porto de Santos acumulava filas de caminhões para carregar e descarregar grãos durante o escoamento da safra agrícola, hoje em dia esse problema não existe mais. O monitoramento e o agendamento dos caminhões, que começou em 2014, aparentemente, resolveu o problema dos congestionamentos nas cidades e nas avenidas portuárias durante esse período de alta rotatividade no Porto de Santos.

Sávio Pereira, secretário substituto de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, apresentou as Projeções do Mapa para a Safra 2018. Segundo ele, o Porto de Santos é o principal porto para o escoamento dessa produção e a previsão é que se exporte de 110 a 115 milhões de toneladas de grãos (soja e milho) na safra deste ano.

“Nós tivemos uma melhora muito boa nos últimos três anos. O presidente da Codesp mostrou com muita clareza o envolvido de todos os setores nisso, trouxe um fluxo muito bom no transporte. Nós não vimos, como no passado, grandes dificuldades no Porto de Santos”, comentou ele.

Galeão foi o aeroporto mais pontual da América Latina

O Aeroporto Internacional Tom Jobim teve 85% das partidas dentro do horário marcado em 2017. Estes números fazem dele o aeroporto mais pontual em partidas da América Latina, na categoria de 10 a 20 milhões de passageiros por ano — nesta mesma categoria, conquistou a quarta posição mundial.

 

Comparando com o ano anterior, o desempenho foi 3,6% melhor que o registrado em 2016. Em média, cerca de 170 voos por dia partem do aeroporto, o que dá uma partida a cada oito minutos.

Mercado farmacêutico cresce 12%

O ano de 2017 foi positivo para o mercado farmacêutico. Entre janeiro e novembro de 2017, o varejo farmacêutico cresceu 12,86% em relação ao mesmo período de 2016. O mesmo aconteceu com as farmácias filiadas à Federação Brasileira das Redes Associativas de Farmácias (Febrafar), que tiveram alta de 21,76%.

“O ano foi positivo para o mercado farmacêutico e para a Febrafar. Enfrentamos sim desafios, mas esse resultado se deve a uma preocupação cada vez maior das redes com a capacitação para gestão e a utilização das ferramentas fornecidas pela Febrafar”, comenta o presidente da Febrafar, Edison Tamascia.

O estudo considerou mais de 84 mil farmácias de todo o País, que tiveram um faturamento de R$ 98.259.555.239,00 no período, frente ao valor de R$ 87.061.179.435,00. Para 2018, as entidades acreditam que o aumento no valor dos medicamentos não deverá ser muito expressivo.

“Acredito que manteremos a faixa de crescimento obtida neste ano, esse fato se deve a diversos fatores, dentre os quais o de que não se projetar um aumento muito alto nos preços de medicamentos”, finaliza Tamascia.