Novo CLIA no Sul de Minas é alfandegado pela Receita Federal

Centro Logístico Aduaneiro em Pouso Alegre (MG) nasce com forte parceria comercial e focado no desenvolvimento industrial da região

Após grande expectativa e muito trabalho de planejamento, preparação e cumprimento de todas as exigências necessárias, a Superintendência Regional da Receita Federal de MG, concedeu à A.G. Sul das Gerais, a licença para exploração do Centro Logístico Industrial Aduaneiro (CLIA) de Pouso Alegre. O Ato Declaratório Executivo No. 40 de 19/06/2017, foi publicado no Diário Oficial da União, fls.21, Seção 1, no último dia 20 de junho.

O mais novo recinto alfandegado do Estado, com mais de 28.000 m2 de área de pátio e armazéns cobertos, está localizado no KM  791 da BR 381, Rodovia Fernão Dias, estrada federal que liga São Paulo a Belo Horizonte, tornando-se o ponto alfandegado para armazenagem de cargas de Minas Gerais, mais próximo das zonas primárias de entrada de cargas do estado de São Paulo.

As atividades operacionais terão início nos próximos dias, mas a comercialização dos serviços já está em pleno desenvolvimento e ficará sob responsabilidade da EGA Solutions. “Escolhemos a EGA como nosso corpo comercial, por toda sua expertise e reconhecida gestão comercial na armazenagem e movimentação de cargas, pois temos o firme propósito de acelerar o fechamento de negócios, trazendo ainda mais desenvolvimento e facilitando as operações de comércio exterior das empresas sediadas em toda a região, inclusive nas cidades do estado de São Paulo, que fazem divisa com o sul de Minas Gerais” explica o Presidente do CLIA POUSO ALEGRE, David Maciel.

A EGA Solutions já atua nos principais Portos, Aeroportos e Instalações Alfandegadas do Brasil, levando aos seus clientes alguns diferenciais importantes e suprindo carências no mercado de importação e exportação. “Temos mais de 35 anos de experiência em desenvolvimento comercial de Recintos Alfandegados e Logística Portuária. Estamos certos de que poderemos contribuir muito com o CLIA, pois além de termos uma força de vendas especializada já consolidada, estamos investindo no incremento do nosso time comercial e seremos um reforço importante para as pretensões de negócios na região. Ficamos muito honrados com a escolha da EGA pela diretoria do CLIA” disse Eduardo Guimarães de Assumpção, diretor presidente do Grupo EGA.

“Com frota própria, veículos rastreados e equipamentos para transporte de até 74 toneladas (Bi trens de 9 eixos), a EGA TRANSPORT, empresa do Grupo EGA, será diretamente envolvida para facilitar as transferências de cargas dos Portos e Aeroportos até o CLIA, com muita competitividade e integrada aos serviços do CLIA, gerando ainda mais competitividade”, explica o Diretor Comercial da EGA em MG,  Jeferson Carvalho.

As ações agora estão voltadas principalmente para montagem da estrutura de vendas e operacional. A procura pelos serviços já é intensa. Pouso Alegre já  reconhecida como polo industrial, se prepara para ser um grande centro logístico e de distribuição de cargas, especialmente por sua localização geográfica e pelas empresas já instaladas em todas as cidades do entorno, com destaque para o setor de saúde, tecnológico  e farmacêutico. “Os investimentos serão significativos. Empresas ligadas à saúde humana precisam de estrutura especial, inspecionadas pela ANVISA e Vigilância Sanitária, áreas limpas e com controle de temperatura. Esse será um dos nossos primeiros investimentos na área do CLIA, além da preparação, treinamento de pessoal especializado e segurança patrimonial, de suma importância para garantir tranquilidade aos nossos clientes”, reforça o Presidente do CLIA POUSO ALEGRE, David Maciel.

O CLIA contará com repartições das receitas federal e estadual, além de toda a estrutura para a realização do desembaraço aduaneiro de cargas de importação e exportação, com instalações que serão disponibilizadas para as atividades das comissárias de despacho e também para inspetores do MAPA e ANVISA, por exemplo.

Um projeto de criação do aeroporto internacional na cidade já está sendo retomado em função das facilidades que o CLIA trará para as operações de comércio exterior. Órgãos dos Governos Federal, Estadual e especialmente Municipal, apoiam o CLIA e todos os seus clientes para o fomento das atividades industriais e sociais não só da cidade, como de toda a região.

Em 2016, o saldo da balança comercial do estado foi de US$ 15,36 bilhões. Pouso Alegre, cidade com cerca de 170 mil habitantes, dista 373 km da capital Belo Horizonte, porém encontramos distâncias mais curtas de alguns pontos importantes para o comércio internacional no estado de São Paulo. São 180 km da capital, 240 km do Porto de Santos e 220 km do aeroporto de Viracopos em Campinas, no interior do Estado.

No primeiro quadrimestre de 2017, as empresas da cidade importaram cerca de 50 milhões de dólares entre insumos, máquinas, equipamento e materiais diversos.

Dica da Semana Riyad – Michui de Carne

Michui de Carne – Filet mignon cortado em cubos intercalados com cebola, tomate e pimentão grelhados no espeto. Acompanha pão sírio.

Esta é a dica da semana, “macia e saborosa”, do Portal GPA LogNews para a comunidade de comércio exterior e logística de Campinas e Região na hora de conhecer o Restaurante da Cozinha Árabe: Riyad.

O endereço é Rua Antonio Lapa 382 (esquina com Barreto Leme) – Campinas (SP). O telefone é (19) 3254-3458.

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Infraero vê sobrepreço de R$ 1,3 bi em obras de Viracopos e Guarulhos

InfraeroAuditoria feita pela estatal identificou irregularidades para obras dos aeroportos nos quais detém uma fatia de 49% 

A Infraero constatou que as obras de expansão dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, iniciadas em 2012 em São Paulo, custaram R$ 1,316 bilhão a mais que o preço médio do mercado, segundo análise da própria estatal. A auditoria interna investiga possíveis irregularidades em uma série de contratações feitas pelas concessionárias que administram os dois aeroportos paulistas, todas elas com o aval da própria Infraero, que detém 49% de participação.

O TCU já tinha acusado a Infraero de adotar postura omissa nas contratações de obras dos aeroportos concedidos, entre eles o de Guarulhos e Viracopos. Ao analisar alguns desses contratos, o tribunal havia alertado que grande parte dos serviços é prestada pelos próprios sócios privados da estatal nas concessionárias. Em cada uma dessas concessões, a Infraero é sócia de grandes empreiteiras, como OAS, em Guarulhos, e Constran (controlada pela UTC), em Viracopos, ambas envolvidas na Operação Lava Jato.

Basicamente, o TCU concluiu que cada uma dessas empresas atuou como prestadora de serviço em contratos de obras com suas próprias concessionárias, sem terem suas contratações analisadas de forma

A auditoria interna feita pela Infraero, obtida pelo Estado, aponta que, no aeroporto de Guarulhos, o conjunto de obras realizadas na fase inicial da concessão, que iniciou-se em 2012 e concentrou os grandes projetos de reestruturação do terminal, custou 25% mais que o preço de mercado. Já as obras no aeroporto de Campinas, também iniciadas em 2012 e que incluíram fundações de prédios, construção de pátios e pistas, foram 45% mais caras do que deveriam, segundo a auditoria.

Somados os pagamentos realizados nos dois aeroportos com o aval da Infraero, chega-se a uma conta de R$ 4,975 bilhões, quando o orçamento concluído pela área técnica da estatal chegou a um custo de R$ 3,659 bilhões. Os valores praticados pelas concessionárias só ficaram marginalmente abaixo dos orçados pela consultoria Pini, empresa contratada pelas empresas para estimar o preço das obras antes da realização.

Em 2016, o TCU alertou a estatal que um total de R$ 4,539 bilhões em negócios diversos feitos com os aeroportos de Guarulhos, Viracopos e também de Brasília indicava preços 39% acima dos valores de referência usados pelo tribunal. A partir dessas constatações, o tribunal deu prazos para que a Infraero fizesse seus próprios levantamentos para apurar irregularidades.

 

Outro lado. A Infraero atribui as aprovações de contratos com valores acima dos preços de mercado às decisões da “administração anterior”. O atual presidente, Antônio Claret de Oliveira, assumiu em junho do ano passado. “A Infraero destaca que colabora com todos os processos de fiscalização e que todas as obrigações financeiras cumpridas resultam de projetos e previsões contratuais firmados pela administração anterior, além de serem realizadas no estrito cumprimento da legislação em vigor”, declarou.

A estatal não respondeu por que deixou de realizar o levantamento detalhado de custos antes de as contratações serem aprovadas pelas concessionárias, tampouco informou que mudanças foram feitas para evitar que essas irregularidades ocorram novamente. Não foi esclarecido ainda se a Infraero pode rever esses contratos.

A concessionária GRU Airport, que controla o aeroporto de Guarulhos, não se manifestou sobre os questionamentos da reportagem. A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (ABV), administradora do aeroporto de Viracopos, afirmou que “desconhece os dados em questão e, portanto, não pode opinar sobre o tema”. A empresa declarou que “vê com estranheza a manifestação, tendo em vista que a Infraero, na qualidade de acionista da companhia, aprovou as contas da mesma em todos os exercícios fiscais desde o início da concessão”.

Fonte: Estadão Conteúdo

 

No maior aporte de sua história, Bosch investe 1 bilhão de euros ao se preparar para o futuro

bosch 1Na concepção de futuro da Bosch, a mobilidade está baseada no tripé automatização, eletrificação e conectividade. Para a multinacional, isso significa que o desenvolvimento de tecnologias se dá com foco na direção autônoma por meio da automatização de sistemas cada vez mais limpa e eficiente. Com a integração à “Internet das Coisas (IoT)”, os veículos vão ser capazes de se comunicar com diversos tipos de transportes e também com as casas inteligentes, tudo por meio da conectividade.

Certo desse futuro cada vez mais perto, a empresa anunciou recentemente a construção de uma fábrica de semicondutores na Alemanha na qual aplicará 1 bilhão de euros – maior investimento da multinacional em seus 130 anos de história – para produzir chips em discos de silício de base de 12 polegadas para atender tanto à crescente demanda gerada pela IoT quanto às aplicações no setor da mobilidade. A produção começa em 2019.

“Os semicondutores são os principais componentes de todos os sistemas eletrônicos”, afirmou Volkmar Denner, CEO mundial da Bosch. “Com o crescimento da conectividade e da automação, eles serão cada vez mais aplicados em diferentes áreas. Ao ampliar nossa capacidade de produção, estamos adquirindo uma base sólida para o futuro”, reforçou. De acordo com estudo da PricewaterhouseCoopers, o mercado mundial de semicondutores deverá crescer mais de 5% ao ano até 2019 com o fortalecimento dos segmentos de mobilidade e da Iot.

O Grupo Bosch anuncia que vem atuando fortemente para oferecer soluções multimodais atreladas às vertentes da automatização, eletrificação e conectividade. Na visão da empresa, essas tecnologias  vão tornar a condução mais segura, econômica, confortável e com menor impacto possível ao meio ambiente.

De acordo com o presidente da empresa no Brasil, Besaliel Botelho, a Bosch vem investindo muito no conceito da indústria 4.0, em que os processos de produção também estão conectados – a empresa alemã tem sua própria nuvem de armazenagem de dados. “A conectividade é uma tendência muito claro e a Bosch tem atuado fortemente par fazer esse futuro acontecer”, disse.

Análises da empresa estimam que cerca de 15% de todos os carros novos fabricados em todo o mundo terão um powertrain híbrido até 2025 – sistema que une o veículo a combustão à eletricidade. Os avanços tecnológicos da bateria são a chave para baixar o preço desses veículos.

Segundo esses prognósticos, até 2020 as baterias irão fornecer o dobro de densidade energética pela metade do custo atual. Com o apoio da parte elétrica, os motores à combustão do futuro irão consumir muito menos combustíveis e serão ainda mais limpos. O torque adicional do motor elétrico irá adicionar mais prazer ao ato de dirigir.

Além disso, a queda dos preços das baterias irão tornar os híbridos consideravelmente mais acessíveis.

Uma pesquisa realizada pela Bosch prevê que o aumento da automação, por exemplo, pode ajudar a reduzir ainda mais os índices de acidentes, pois torna o tráfego rodoviário mais seguro e eficiente. Em situações críticas, a tecnologia correta pode salvar vidas.

As novas tecnologias vão direcionar cada vez mais o mercado automotivo para a principal tendência do futuro, que são os veículos autônomos. Neste sentido, a Bosch é uma especialista em todas as tecnologias necessárias para a direção autônoma, que incluem não apenas freios, direção e powertrain, mas também sensores, sistemas de navegação e soluções de conectividade para dentro e fora do carro.

Graças à conexão da internet, os motoristas podem rever compromissos ou planejar viagens, por exemplo. Com o aplicativo de casa inteligente da Bosch permite que os motoristas operem suas residências à distância, observando o que está acontecendo em torno da casa ou verificando se existe comida suficiente no refrigerador. Com o toque de um único botão, o aplicativo pode transmitir a lista de compras diretamente para o mercado.

Outra importante alavanca de inovação na Bosch neste cenário e que também rege os atuais desenvolvimentos da empresa é a crescente interconectividade das pessoas e dos produtos por meio da internet, bem como os novos serviços e modelos de negócios resultantes dessa conexão – a Internet das Coisas e serviços – que vão tornar a vida das gerações futuras mais segura, simples e eficiente.

Fonte: FutureTransport

Após recorde, número de exportadoras deve continuar crescendo, diz MDIC

O número de empresas brasileiras exportadoras deve continuar a crescer neste ano, na opinião o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil (MDIC), Abrão Miguel Árabe Neto. No ano passado, o País já bateu recorde, com crescimento de 10% em relação a 2015, em um ano impulsionado pela fraca demanda interna em decorrência da crise política e econômica.

“A retração da demanda interna fez com que o mercado externo fosse mais importante ainda. Agora, no comércio exterior, é necessário que se tenha uma manutenção, uma regularidade. A expectativa é que o número de empresas brasileiras exportadoras cresça em 2017 e é o que tem acontecido nas exportações”, explicou Árabe Neto, em entrevista a jornalistas, durante o XVI Encontro Santander América Latina, evento organizado pelo banco na capital espanhola.

De janeiro a junho, a balança teve superávit de US$ 36,219 bilhões, o melhor resultado para o período da série histórica, com aumento de 53,1%. Considerando apenas exportações, o montante chegou a US$ 107,714 bilhões, alta de 19,3%, na mesma base de comparação. As importações alcançaram US$ 71,495 bilhões, crescimento de 7,3%.

O secretário classificou como “saudável” o crescimento das exportações no primeiro semestre e reforçou que a expansão foi vista em todas as categorias de produtos, tais como básicos, de produtos agrícolas, semifaturados e faturados. “As exportações de automóveis cresceram mais de 50% no primeiro semestre em relação a igual período do ano passado. Isso mostra um dinamismo”, avaliou ele.

Árabe Neto reforçou que a expectativa é de um saldo recorde neste ano. Tanto é que o governo revisou para cima a expectativa para o superávit na balança deste ano de US$ 55 bilhões para US$ 60 bilhões. Se confirmado, esse será o maior resultado positivo da história. O recorde anterior foi registrado no ano passado, quando a balança teve superávit de US$ 47 bilhões. À medida que a economia tenha mais fôlego, de acordo com o secretário, a expectativa é que as exportações do Brasil aumentem.

 

Burocracia – Do lado da necessidade de reduzir a burocracia e tornar o segmento mais eficiente, o secretário destacou que o Programa Portal Único de Comércio Exterior, nova iniciativa do governo brasileiro para reformular os processos de importação, exportação e trânsito aduaneiro, deve atuar em paralelo ao atual até a metade do ano que vem. Segundo Árabe Neto, 30% das exportações já foram abrangidas e até o final deste ano todas estarão contempladas. Já do lado das importações, a data esperada é 2018.

Trata-se da principal iniciativa de facilitação do comércio no Brasil, no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). Estudo da FGV citado pelo secretário sinaliza que o Programa deve proporcionar um incremento adicional de 6% a 7% ao ano nas exportações. Além disso, de acordo com a mesma pesquisa, a projeção é de crescimento de quase US$ 24 bilhões no comércio exterior no primeiro ano de vigência do acordo, equivalente a uma expansão adicional de 1,5% no produto interno bruto brasileiro (PIB) e US$ 74,9 bilhões em 14 anos, correspondente a uma alta de cerca de 2,5% no PIB local.

Fonte: Estadão Conteúdo