Governo marca leilão de quatro aeroportos para março de 2017

porto-alegreNão será exigido que a Infraero seja sócia de grupos interessados no certame. Consórcios que já administram aeroportos concedidos poderão participar novamente entre investidores.

O governo federal marcou para 16 de março de 2017 o leilão dos aeroportos de Florianópolis, Porto Alegre (foto), Salvador e Fortaleza. O anúncio foi feito na última quarta-feira (30), em Brasília, pelo secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, e pelo ministro dos Transportes, Mauricio Quintella.

A concessão dos quatro terminais é planejada desde o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Em setembro, foi incluída no pacote de privatizações anunciado pelo presidente Michel Temer.

Florianópolis Fortaleza Salvador Porto Alegre
Investimento Mínimo R$ 960,7 milhões R$ 1,401 bilhão R$ 2,35 bilhões R$ 1,902 bilhão
Outorga Mínima R$ 211 milhões R$ 1,440 bilhão R$ 1,240 bilhão R$ 123 milhões
Prazo de Concessão 30 anos, prorrogável por mais 5 anos 30 anos, prorrogável por mais 5 anos 30 anos, prorrogável por mais 5 anos 25 anos, prorrogável por mais 5 anos
Data do Leilão 16 de março de 2017 16 de março de 2017 16 de março de 2017 16 de março de 2017

O investimento mínimo projetado pelo governo, para os quatro aeroportos juntos, é de R$ 6,61 bilhões durante o prazo de concessão, que é de até 30 anos.

A outorga, ou seja, o valor mínimo que os concessionários terão que pagar ao governo pelo direito de explorar os quatro aeroportos, é de R$ 3,014 bilhões. Pela regra do leilão, 25% desse valor terá que ser pago a vista. O restante da outorga será dividido em pagamentos anuais e os valores já estarão previsto no contrato, o que, segundo Moreira Franco, vai ajudar as empresas a conseguirem financiamento.

O aeroporto que tem a maior outorga mínima é o de Fortaleza: 1,440 bilhão. O lance mínimo para o aeroporto de Salvador é de R$ 1,240 bilhão, para o terminal de Porto Alegre é de R$ 123 milhões e, para o aeroporto de Florianópolis, R$ 211 milhões.

De acordo com o secretário de política regulatória do Ministério dos Transporte, Rogério Coimbra, nos cinco primeiros anos de concessão o concessionário não pagará outorga. Do sexto ao décimo ano, o valor a ser pago será crescente e, a partir do 11º ano, o valor será fixo. Coimbra destacou que essa mudança atende a um pedido dos investidores, já que nos primeiros anos os investimentos em decorrência de obras é maior.

Governo vai arrecadar menos – Esses valores de outorgas definidos pelo governo Temer são inferiores aos previstos em maio, ainda no governo Dilma. Na época, o governo projetava receber um mínimo de R$ 4,1 bilhõespela concessão dos 4 aeroportos – um bilhão a mais do que agora.

A outorga mínima que para o aeroporto de Porto Alegre, por exemplo, que agora é de R$ 123 milhões, em maio estava prevista em R$ 729 milhões.

Coimbra disse que a redução no valor das outorgas se justifica porque o governo incluiu novas despesas para os concessionários, entre elas o pagamento do Plano de Demissão Voluntária que será aberto pela Infraero para atender a readequação da estatal, que sairá da administração desses quatro aeroportos.

No caso do aeroporto de Porto Alegre, quem vencer o leilão também será o responsável pela desocupação da área do aeroporto onde será feita uma obra de ampliação da pista. Segundo Coimbra, essa mudança foi pedida pelos próprios investidores. “Esse é um pleito dos investidores que estavam com um risco que não era deles, já que a desocupação é essencial para a obra”, explicou. O custo estimado da desocupação é de R$ 146 milhões.

O edital prevê ainda que os novos concessionários terão que pagar anualmente uma contribuição variável de 5% das receitas obtidas em cada aeroporto. Segundo o governo, a arrecadação prevista com essa contribuição é de R$ 2,451 bilhões.

Infraero – Os editais confirmaram a decisão do governo Temer de não exigir mais a participação da Infraero nos consórcios que vão administrar os quatro aeroportos após o leilão. Essa exigência foi feita nos leilões dos aeroportos de Guarulhos, Brasília, Campinas, Galeão e Confins, que ocorreram durante o governo Dilma. A estatal é sócia nesses 5 aeroportos com 49% de participação.

O documento prevê ainda a possibilidade de um mesmo grupo econômico vencer a disputa por mais de um aeroporto, desde que não estejam situados na mesma região geográfica. Ou seja, uma mesma empresa pode arrematar os aeroportos de Porto Alegre (Sul) e Fortaleza (Ceará), mas não os aeroportos de Porto Alegre e Florianópolis (Sul).

Também não haverá restrição à participação, no leilão, das empresas que já são acionistas em concessões de aeroportos.

As atuais concessionárias assumirão todas as obras em andamento nos quatro aeroportos. Nas concessões anteriores, obras públicas incompletas continuaram sob responsabilidade da Infraero mesmo após o leilão.

“Essa foi uma experiência ruim nas antigas concessões que aprendemos e mudamos. Não existirá mais obras a cargo do poder público”, disse o secretário de política regulatória do Ministério dos Transporte, Rogério Coimbra.

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, afirmou que o governo espera concorrência no leilão e que já há grupos demonstrando interesse pelas concessões.
“Há muita manifestação de interesse de vários grupos: espanhóis, franceses, alemães, suíços, chineses e brasileiros. Fora outros que nós não sabemos”, disse.

Requisitos – Para participar do leilão, um consórcio terá que ter entre os sócios, com no mínimo 15% de participação, uma empresa com experiência na operação de aeroportos. O edital permite a soma das participações de duas empresas desse tipo, mas ambas terão que comprovar experiência de 5 anos na administração de aeroporto com 9 milhões de passageiros.

No leilão, após a abertura dos envelopes, as empresas que fizerem as três melhores ofertas, ou aquelas cujo valor da proposta ficar até 10% abaixo da primeira colocada, vão poder participar de rodadas de lance. No final, vencerá o leilão quem ofertar o maior ágio, ou seja, o maior valor em relação à outorga mínima exigida pelo governo para cada aeroporto.

Congonhas – O ministro dos Transportes afirmou que o governo ainda não tem uma decisão sobre a concessão de outros aeroportos e que tudo depende do estudo de impacto, na Infraero, da inclusão de um novo aeroporto no programa de concessão.
“Se Congonhas pode ser concedido? Eu não sei. O governo não tomou essa decisão”, afirmou.

Despachantes Aduaneiros de Campinas e Região tem encontro dia 07/12

wms-em-altaCategoria que desembaraçará 175 mil toneladas de carga em 2016, somente em Viracopos, se reúne em evento que marca 67 anos do SINDASP.

Em uma projeção simples após avaliar os números divulgados até outubro, o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo, deverá fechar o ano de 2016 movimentando cerca de 175 mil toneladas de carga em importação e exportação.

Esses produtos são de embarcadores diversos, que delegam sua representação legal para os trâmites de liberação a um dos principais intervenientes nas operações de comércio exterior brasileiro: o Despachante Aduaneiro.

Para comemorar 67 anos dessa história, o SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros – realizará no próximo dia 07 de dezembro, em Campinas, um evento de confraternização. “Somente a Região de Campinas possui cerca de 300 Associados Despachantes Aduaneiros e é justo dividir as conquistas ao lado desse público que possui tamanha responsabilidade no setor”, afirma o diretor da entidade em Campinas, Elson Isayama.

O Happy Hour tem assinatura de marca de valor da “EGA Solutions” e o patrocínio da “Dia D Express” e da “EADI Aurora”.

A organização do evento é da GPA+ Comunicação (19) 3383-3555.

José Alberto Panzan é reeleito presidente do Sindicamp

jose-alberto2016Os associados do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Campinas e Região  (Sindicamp) reelegeram, no último dia 8 de novembro, o empresário  José Alberto Panzan para mais um mandato,  2017 a 2019.

Bastante dinâmico, o executivo está otimista com o novo período a frente de um importante sindicatos do estado de São Paulo. “Posso contribuir ainda mais com o setor. Além de continuar com as ações que desenvolvemos, com sucesso, analisamos novas parcerias e serviços, como assessoria contábil e fiscal, para atender o pequeno empresário que não tem conhecimento da legislação no setor”, informa José Alberto Panzan.

As ações de sucesso são os diversos serviços oferecidos, como assessoria jurídica trabalhista e tributária, segurança e recursos humanos, Comjovem e Despoluir, entre outros serviços. Especificamente ao Programa  Inovação , Estratégia e Gestão Empresarial, realizado desde 2005, José Alberto, observa que no próximo ano continuará com a parceria com o departamento de logística da Universidade de Campinas ( Lalt / Unicamp) para promover palestras diversificadas e direcionadas à gestão das empresas de transportes. “As palestras apresentadas durante de 2016 foram bem avaliados pelos associados e queremos repetir o sucesso em 2017, com novos temas”, afirma.

Chapa eleita para o triênio 2017/2019
Diretoria Executiva
Presidente : Jose Alberto Panzan, Anacirema Transportes
1º Vice-presidente: Carlos Panzan, Transportadora Americana
2º Vice-presidente: Dirceu Paviotti, Transportadora Montemorense
Secretário geral: Artur Mendes de Souza, RKM Transportes
Suplente:  Evandro Luis Mosca, Mosca Logistica
Diretor financeiro: Oswaldo Vieira Caixeta Junior, Transac Transportes  Rodoviários
Suplente: João Luiz Ferraresso, Transportadora Fogagnolli
Conselho Fiscal: Titulares – Luis Carlos Arnosti, Arnosti Transp; Walter Antonio Darri, Transportadora A Jacto; Paulo Kujiraoka, Fenix Transportes; Suplentes – Vera Lucia Perin Dos Santos, Fast Mac Transportes; Maria Celia da Silva, Transcelestial Transportes  e João Guimarães Bessa, Transjordano.

Mandado de segurança deferido é usado por associados SINDASP para liberar cargas em processos retardados pela Receita Federal

O SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – divulgou a todos os seus Associados que foi deferida liminar no Mandado de Segurança Coletivo impetrado pelo Sindicato contra a Receita Federal, notadamente, em relação à demora na análise e liberação de mercadorias atinentes aos processos registrados e em trâmite por todos os pontos alfandegados no Estado de São Paulo.

A entidade disponibilizou nos escritórios de apoio dos Aeroportos de Guarulhos e Viracopos modelo de “Atestado de Associado do SINDASP”, a fim de permitir que os associados do sindicato possam retirar o documento que venha identificá-lo como beneficiário da liminar ora concedida.

O Sindasp destaca que o referido atestado será concedido somente àqueles associados quites, e portanto, em dia, com suas obrigações sindicais.

Oura recomendação passada à categoria diz respeito ao procedimento:
Declarações registradas em poder da fiscalização:
-Não haverá pagamento de multa para apresentação da retificação;
-Para os processos em exigência informar ao apoio do setor para que o fiscal libere o sistema para que seja feita a retificação e seguir com o procedimento;
2) Declarações a serem registradas, devem seguir o procedimento do comunicado da própria Receita Federal, aqui abaixo transcrito:

– Os Associados do Sindicato impetrante devem anexar ao dossiê digital, o “atestado de associado ao Sindasp, bem como registrar/retificar a declaração de importação, de modo a informar no campo específico o número do processo judicial e informar nos dados complementares a anexação do documento de filiação ao dossiê.

Senado aprova nomes para diretoria da Anvisa

O advogado Renato Alencar Porto e o médico cardiologista William Dib tiveram seus nomes aprovados pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal para integrarem a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde (Anvisa). Agora, os nomes seguem para análise do plenário da casa legislativa.

Porto e Dib foram submetidos ao Senado pelo presidente Michel Temer. No Legislativo, as indicações foram relatadas pelos senadores Dário Berger (PMDB-SC), Otto Alencar (PSD-BA) – este como Ad hoc – e João Alberto Souza (PMDB-MA), respectivamente. Antes de ir a plenário, os dois nomes foram sabatinados e aprovados pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal (CAS).

Perfis – Renato Porto é servidor concursado da agência desde março de 2005. Foi assessor técnico da Dicol e assessor jurídico da Gerência Geral de Medicamentos. Em 2013, assumiu o cargo de diretor da Anvisa. Atuou na Diretoria de Regulação Sanitária e na Diretoria de Autorização e Registros Sanitários.

Porto graduou-se em Direito, em 2003, pelo Centro Universitário de Brasília (Uniceub). Concluiu, em 2007, o curso de especialização em Vigilância Sanitária pela Fundação Oswaldo Cruz e, em 2011, o curso de especialização em Direito Processual Civil, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

William Dib é médico. Graduou-se, em 1972, pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP). Possui pós-graduação em Saúde Pública e Administração Hospitalar e especialização em Cardiologia, ambas obtidas no Hospital do Servidor Público Estadual. William Dib ocupa, desde abril de 2015, o cargo de Conselheiro de Administração da Empresa de Planejamento do Governo do Estado de São Paulo (Emplasa).

Dib exerceu os seguintes mandatos eletivos: deputado Federal, de 2011 a 2015 (54ª Legislatura); prefeito de São Bernardo do Campo (SP), de 2003 a 2008; presidente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, de 2005 a 2006; vice-prefeito de São Bernardo do Campo, de 2001 a 2003; e vereador de São Bernardo do Campo (eleito para o período de 1992 a 1996, não chegou a assumir a vaga em virtude de ter sido nomeado para o cargo de secretário municipal de Saúde).

Diretoria – A Anvisa é dirigida por uma diretoria colegiada composta por cinco integrantes. Por lei, os mandatos têm duração de três anos, podendo haver uma recondução. Dentre os cinco, um é designado por decreto presidencial para exercer o posto de diretor-presidente, hoje ocupado pelo médico sanitarista Jarbas Barbosa.

As decisões são tomadas em sistema de colegiado, por maioria simples. A Diretoria Colegiada tem ainda como integrantes o cirurgião-dentista Fernando Mendes e o economista José Carlos Magalhães Moutinho.