Tabelas de frete atualizadas: ANTT reajusta pisos mínimos com base no IPCA e no preço do diesel

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou nesta quinta-feira (17/7), durante a 1012ª Reunião de Diretoria Colegiada (ReDir), o reajuste dos pisos mínimos de frete do transporte rodoviário de cargas no Brasil. A atualização considera a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 3,28% entre dezembro de 2024 e maio de 2025, e o preço médio do óleo diesel S10, fixado em R$ 6,02 por litro, conforme levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O relator do processo é o diretor da ANTT, Lucas Asfor.

A medida, de caráter ordinário, é prevista pela Lei nº 13.703/2018, que instituiu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. O objetivo é garantir maior segurança jurídica e condições mínimas de sustentabilidade econômica para o exercício da atividade por parte dos caminhoneiros e transportadores autônomos.

O que muda na prática? – Os novos coeficientes afetam diretamente os valores mínimos a serem pagos por quilômetro rodado, por eixo carregado, considerando o tipo de carga, a distância percorrida e o perfil da operação. O impacto médio do reajuste varia entre 0,82% e 3,55%, a depender da natureza do serviço prestado.

A atualização segue a metodologia consolidada pela Resolução ANTT nº 5.867/2020, que norteia os cálculos com base em custos fixos (como remuneração e capital) e variáveis (como diesel e manutenção). A revisão não altera a estrutura da tabela, mas apenas os valores de referência, promovendo transparência, previsibilidade e alinhamento com os custos reais do setor.

Reajuste – A nova tabela será publicada até o dia 20 de julho, conforme o calendário legal vigente. Por se tratar de aplicação direta da legislação federal, dispensa-se a realização de audiência pública e a elaboração de Análise de Impacto Regulatório (AIR) — prática já adotada em revisões anteriores e respaldada pelas Resoluções ANTT nº 6.020/2023 e nº 5.976/2022, além do Decreto nº 10.411/2020.

A medida segue a legislação e os princípios de eficiência, economicidade e responsabilidade institucional. É uma atualização que ocorre nos meses de janeiro e julho, de forma estratégica, contribuindo para relações contratuais mais equilibradas.

Os pisos mínimos têm como objetivo evitar fretes abaixo do custo, promovendo a qualidade dos serviços e a sustentabilidade dos transportadores. Com os novos valores, a ANTT reafirma seu compromisso com a estabilidade regulatória, a valorização do transportador e a eficiência da logística nacional.

Sumaré, na Região de Campinas, cresce 10,6% nas exportações no 1º semestre

Sumaré, cidade vizinha a Campinas no interior de SP, registrou aumento nas exportações no primeiro semestre de 2025. Conforme dados divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a alta é de 10,6% em relação ao ano passado. O levantamento mostra o crescimento e ressalta a relevância estratégica da cidade na Região Metropolitana de Campinas (RMC) e no Estado de São Paulo.

Entre janeiro e junho de 2025, Sumaré exportou US$ 215,39 milhões. Os principais setores foram o de biodiesel e suas misturas (US$ 51,40 milhões), a siderurgia (US$ 49,20 milhões) e a indústria química, com destaque para tintas e vernizes (US$ 24,26 milhões). Juntas, essas áreas respondem por 64,2% das exportações, demonstrando a diversidade e a complexidade da produção local.

Os produtos sumareenses têm como principais destinos os Países Baixos (US$ 51,4 milhões), Argentina (US$ 45,2 milhões) e Estados Unidos (US$ 17,4 milhões). Com uma base ampla de parceiros internacionais, o município confirma sua capacidade de inserção nos mercados mais exigentes do mundo.

As importações totalizaram US$ 453,80 milhões no semestre, com destaque para a aquisição de insumos essenciais ao setor produtivo, como inseticidas (US$ 172 milhões) e resinas plásticas. A elevada demanda por matérias-primas externas, característica de economias industrializadas, justifica o déficit comercial de US$ 238,41 milhões.

Sumaré ocupa a sexta colocação entre os 20 municípios da RMC em exportações e importações. No ranking estadual, figura em 37º lugar em exportações e em 23º nas importações. Nacionalmente, está na 156ª posição em exportações e na 64ª em importações.

O prefeito Henrique do Paraíso (Republicanos) destaca o potencial econômico da cidade. “Sumaré reafirma seu papel como centro industrial e logístico da RMC. Os números mostram que estamos no caminho certo ao fomentar investimentos e fortalecer nosso setor produtivo”.

Para o vice-prefeito André da Farmácia (MDB), “o aumento nas exportações reflete a resiliência da economia local e a competência dos empreendedores em atuar no mercado internacional”.

O secretário municipal Ed Carlo Michelin completa: “Mesmo diante de um déficit, Sumaré movimentou mais de US$ 669 milhões em operações internacionais, o que evidencia a força da nossa economia no cenário nacional”.

Apesar dos desafios estruturais e da dependência por insumos importados, Sumaré mantém-se como exemplo de dinamismo, inovação e competitividade, consolidando sua posição como referência em integração econômica global.

Com informações: https://www.tribunaliberal.com.br

West Cargo e Helmmann Logistics confirmam adesão ao próximo Gourmet Comex

Anote em sua Agenda: 19 de setembro acontece a 30ª edição do Almoço de Conteúdo e Networking Gourmet Comex. As confirmações seguem em alta.

Os profissionais do setor de comércio exterior e logística do Interior de SP se reunirão mais uma vez, em Campinas. A cidade que abriga o Aeroporto Internacional de Viracopos é a “capital da Região” reconhecida pela sua força na indústria importadora e exportadora.

30ª EDIÇÃO – O Almoço de Conteúdo e Networking, alcança sua 30ª Edição. “Hoje vemos algumas iniciativas semelhantes pelo Brasil. Por isso mesmo, o momento é de agradecer a todos que apoiam este projeto pioneiro, que chega a incrível marca de 30 edições”, comemora Nilo Peralta, da GPA+ Comunicação, organizadora-proprietária do evento

O encontro atrai, regularmente e semestralmente, cerca de 150 empresários e executivos que trabalham com o comércio exterior e a logística.

Marcas de Valor – As marcas de valor que assinam esta edição seguem crescendo. Agora foi a vez da adesão da West Cargo e da Hellmann Logistics, que se juntam a Lothus Cargo, Rodo Import, Grupo V. Santos, Alpha Cargo, Asa Express e J. Moraes. O apoio institucional de parceiros, responsáveis pelo sucesso, seguem: CIESP Campinas e SINDASP.

Participe: evento@gpamais.com.br ou (19) 99299-1987.

Mercado financeiro reduz projeção de inflação para 5,17% em 2025 e PIB segue em alta de 2,23%

As expectativas do mercado financeiro estão mais otimistas com relação à inflação do país. Pela sétima semana consecutiva, são registradas quedas nas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país. De acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (FOTO – SEDE), nesta segunda-feira (14), em Brasília, é esperado que o ano feche com uma inflação de 5,17%.

Há uma semana esperava-se uma inflação de 5,18% para o ano. Há quatro semanas, o mercado projetava uma inflação de 5,25%. Para os anos subsequentes, as expectativas se mantiveram estáveis, em 4,5% em 2026, e em 4% para 2027.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

PIB e dólar – As projeções relacionadas ao Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas riquezas produzidas no país – se mantiveram estáveis para 2025, com um crescimento de 2,23%. Para 2026, o mercado se mostrou mais otimista do que na semana passada, aumentando as expectativas de crescimento de 1,86% para 1,89%. Para 2027, projeta-se um PIB de 2%.

Com relação ao câmbio, o Boletim Focus reviu para baixo as expectativas de cotação do dólar. O mercado projeta que, ao final de 2025, a moeda norte-americana custará R$ 5,65. Na semana passada, a projeção era de uma cotação de R$ 5,70 ao final do ano. Há quatro semanas as expectativas estavam em R$ 5,77.

O mercado financeiro reviu também para baixo as expectativas de cotação. Para o final de 2026, a projeção de cotação do dólar caiu de R$ 5,75 (divulgada na semana passada) para R$ 5,70. É a terceira semana seguida de queda nas expectativas de cotação. Para o final de 2027, a projeção é de que a moeda norte-americana estará cotada a R$ 5,71.

Juros básicos – Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

As expectativas do mercado financeiro para a Selic se mantêm em 15% ao ano há três semanas. Para os anos subsequentes, se manteve estável em 12,50% para 2026, e em 10,50% em 2027.

Em ata, o Copom informou que deverá manter os juros no mesmo patamar nas próximas reuniões, enquanto observa os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia. No entanto, não descartou mais aumentos, caso a inflação suba.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Fonte: Agência Brasil

Gestão Aduaneira Brasileira nas Enchentes do RS é reconhecida pela OMA

Modelo “Fast Track” da Receita Federal adotado nas operações poderá ser “Protocolo Nacional Permanente de Resposta Aduaneira a Desastres”. Despachantes Aduaneiros participam do processo.

A edição nº 107 da WCO News, revista técnica oficial da World Customs Organization (Organização Mundial das Aduanas – OMA), reconheceu formalmente a atuação brasileira nas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul como referência internacional em gestão aduaneira de desastres. O artigo documenta a implantação do procedimento simplificado “Revenue Fast Track”, adotado pela Receita Federal do Brasil (RFB) para viabilizar, com agilidade e segurança jurídica, a entrada de donativos internacionais em meio à maior emergência climática já enfrentada pelo país.

A proposta foi concebida e executada no âmbito de um modelo de gestão integrada de fronteiras, no qual a aduana não apenas exerce funções de controle, mas legitima tecnicamente a atuação dos demais órgãos intervenientes — como ANVISA, MAPA e INMETRO — e dos operadores privados envolvidos na logística humanitária. Nesse arranjo, o eixo aduaneiro atua como ponto de convergência entre os fluxos G2G (Receita–Defesa Civil–MRE), G2B (Receita–Despachantes–Portos–Terminais) e B2B (entre operadores logísticos e agentes designados), garantindo interoperabilidade e fluidez mesmo sob pressão sistêmica.

Participação dos Despachantes Aduaneiros- A concepção do modelo decorre de uma arquitetura previamente construída pelas entidades representativas dos despachantes aduaneiros: o SINDASP (São Paulo) e o SDAERGS (Rio Grande do Sul), com o suporte institucional da Feaduaneiros. Essa aliança federativa foi essencial para estruturar uma resposta legítima, técnica e operacionalmente integrada. Lideranças como Elson Isayama, Marcelo Clark, Rogério Grecchi e Fábio Freitas Ciocca, respectivamente Presidentes e Vice-Presidentes do SINDASP e do SDAERGS, conduziram os fluxos de coordenação e assumiram a interface com os órgãos públicos, contribuindo diretamente para a normalização aduaneira em cenário de calamidade.

A execução do Fast Track baseou-se em declarações aduaneiras simplificadas, critérios objetivos de urgência, canais prioritários, isenções tributárias e coordenação documental em tempo real — incluindo apoio dos operadores portuários, aeroportuários e transportadoras. Foram mais de 300 mil itens apreendidos convertidos em ajuda humanitária, além da liberação antecipada de US$ 1,7 bilhão em créditos fiscais, em medida macroeconômica de amortecimento regional.

Fast Track: Protocolo Nacional Permanente de Resposta Aduaneira a Desastres  – O êxito do modelo dessa gigante operação logística — tanto em eficiência quanto em legitimidade — levou a Receita Federal a iniciar seu processo de formalização normativa: o Fast Track está, neste momento, em conversão jurídica para se tornar um Protocolo Nacional Permanente de Resposta Aduaneira a Desastres, ancorado nos instrumentos multilaterais da OMA, como o Capítulo 5 do Anexo J da Convenção de Kyoto Revisada, o Marco SAFE e as Diretrizes de Continuidade da Cadeia Logística.

Essa convergência entre prática emergencial e estruturação normativa foi reforçada por um marco acadêmico: a recente apresentação do trabalho de Fábio Freitas Ciocca, vice-presidente do SDAERGS, à Universidad Católica de Córdoba (UCC). Intitulado “Gestión de Desastres, Facilitación del Comercio y Continuidad de la Cadena de Suministro”, o estudo propõe justamente o que se materializou no Brasil — a construção de protocolos aduaneiros com base em compromissos internacionais, atuação interagências e participação legitimada do setor privado, em conteúdo que recebeu a contribuição do SINDASP.

A experiência brasileira confirma que a gestão coordenada de fronteiras se fortalece quando acompanhada de integração, previsibilidade e confiança institucional mútua. Quando aduana, agências reguladoras e operadores privados partilham responsabilidade sob um mesmo marco técnico, o resultado não é apenas eficiência logística — é soberania operacional em tempo de crise.