GM inicia produção do novo Chevrolet Tracker em São Caetano do Sul

A General Motors iniciou a produção da nova geração do SUV Chevrolet Tracker na fábrica de São Caetano do Sul.

O modelo também será produzido na fábrica que a montadora mantém em Rosario, da Argentina.

Por meio de comunicado, divulgado na terça-feira, 1, a empresa informou que a unidade do ABC Paulista passou por algumas alterações para receber a produção do utilitário esportivo.

Fábrica modernizada para fazer novo Chevrolet Tracker – Foram instalados novos equipamentos na linha de montagem, como uma célula automatizada para instalação do novo para-choque dianteiro.

Além disso, foram atualizados dispositivos e sistemas em todas as áreas da fábrica: novas ferramentas de estamparia; robôs e parâmetros reconfigurados na pintura; ajustes no ferramental de carroceria; além de melhorias no processo de fixação de componentes, checagem de superfícies, alinhamento de rodas e faróis.

Os testes finais e inspeções de acabamento também foram aperfeiçoados. A estratégia de abastecimento da linha também foi reformulada e os sistemas de qualidade receberam novos dispositivos de controle.

O novo Chevrolet Tracker teve o desenho atualizado nas partes frontal e traseira. No interior, novas opções de acabamento estão disponíveis, além de recursos multimídia. As vendas iniciam na rede de concessionários ainda em julho.

Fonte: https://www.automotivebusiness.com.br

Volks moderniza a fábrica de Taubaté para produzir o Tera

Produzido exclusivamente na fábrica da Volkswagen do Brasil em Taubaté (SP), o recém-lançado SUVW Tera já foi responsável pela geração de 260 novos empregos diretos na produção, sendo 40% mulheres, e de até 2.600 novos empregos indiretos na cadeia de fornecedores.

Com índice de 80% de nacionalização, o Tera conta com 241 fornecedores de peças, dos quais mais de 230 são empresas brasileiras, sendo 21 do Vale do Paraíba, região onde a fábrica está instalada.

Só neste ano, o Tera demandará R$ 3,23 bilhões em compras de peças, valor que representa 12% do total de compras de peças previsto pela Volkswagen do Brasil no ano (R$ 26,3 bilhões).

100% desenvolvido no Brasil – O modelo foi 100% desenhado, desenvolvido e produzido no Brasil. O projeto exigiu da Volkswagen inovações em todas as etapas do processo produtivo de Taubaté para receber o veículo. Entre os equipamentos estão 347 novos robôs, totalizando agora 875.

A fábrica é a segunda da montadora a usar biometano em sua matriz energética, que é destinado principalmente ao processo de pintura (a outra é a fábrica da Via Anchieta, no ABC paulista), o que pode reduzir em até 99% as emissões de CO2 nesse processo. A pintura teve a linha adaptada para a instalação da pintura Bi-tone (teto preto).

A estamparia contou com aumento de 80,6% na quantidade de ferramentas. Com as 158 novas ferramentas que chegaram para o novo veículo, agora a fábrica conta com 354. A área também recebeu um novo GOM (equipamento de medição automática de peças).

875 Robôs – A armação, onde as peças de aço são soldadas e transformadas na carroceria, contou com aumento de 81% em equipamentos, sendo 347 novos robôs (totalizando agora 875), 227 novas pistolas de solda (totalizando 514), 120 novas pinças (totalizando 268), entre outros.

A montagem final da fábrica de Taubaté também teve aumento de capacidade e de automatização de processos. Recebeu novos equipamentos e comissionamento eletrônico, melhorias no sistema doorless e montagem automática de molas nas rodas traseiras.

A logística da unidade também teve aumento de 51% em peças. São 1.825 novas peças para o SUVW Tera, totalizando agora 5.385 itens na área da fábrica. A fábrica piloto, destinada a novos projetos, também recebeu investimentos.

 

Fonte: https://www.usinagem-brasil.com.br

Depois de Bruxelas: o que o Sistema Harmonizado 2028 revela — e o 2033 exigirá

Por Marcelo de Castro – Despachante Aduaneiro Oficial

Durante a semana de 24 a 28 de junho de 2025, a cidade de Bruxelas sediou as 145ª e 146ª Sessões do Conselho da Organização Mundial das Alfândegas (OMA), momento que ficará registrado como ponto de inflexão para a governança classificatória do comércio internacional. A aprovação unânime do projeto estratégico “Enhancing the Harmonized System Framework” marcou o início formal de um novo ciclo de modernização normativa do Sistema Harmonizado (HS), com efeitos que se estenderão até o ano-base de 2033.

Conforme declarado oficialmente pela OMA, trata-se de uma iniciativa voltada a “explorar novas ferramentas e procedimentos e submeter propostas para melhorar a clareza e a usabilidade dos textos legais” do HS (WCO Newsroom, 27/06/2025). Com previsão de execução em trinta meses, o projeto pretende responder, de forma estruturada, à crescente complexidade técnica, ambiental, digital e regulatória das mercadorias e cadeias produtivas globais.

Mais do que uma simples revisão terminológica, trata-se de um movimento de reorganização institucional do instrumento normativo mais utilizado do comércio mundial — e que requer, desde já, a atenção do Brasil.

O escopo do projeto e a preparação para o HS 2033

O projeto aprovado pelo Conselho da OMA resulta de um estudo técnico conduzido entre 2023 e 2024, sob coordenação do Comitê do Sistema Harmonizado, com apoio de Estados-membros e observadores. Em março de 2025, a 75ª Reunião do Comitê do HS consolidou 299 pacotes de emendas propostas para a próxima revisão (HS 2028), mas já apontando limites estruturais do sistema. A partir dessa constatação, recomendou-se à OMA a abertura de um novo ciclo reformador.

A decisão do Conselho resultou, assim, em três frentes principais de trabalho:

  1. Ferramentas e procedimentos de apoio às futuras revisões, com base em evidência técnica, linguagem clara e critérios metodológicos compatíveis com as exigências modernas de classificação;
  2. Revisão da clareza e da usabilidade do HS, especialmente no tocante às notas legais e explicativas, com vistas à padronização semântica e à eliminação de ambiguidade textual;
  3. Preparação institucional para o ciclo do HS 2033, que deverá ser a mais abrangente reforma do sistema desde sua adoção global.

 

O documento oficial da proposta observa que “a complexidade das mercadorias modernas, bem como as expectativas de transparência regulatória, exigem uma base classificatória tecnicamente robusta e semanticamente inteligível” (WCO, 2025).

O impacto direto sobre o Brasil e sua Nomenclatura Comum

O Brasil adota o Sistema Harmonizado por meio da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), instrumento técnico-jurídico que estrutura a Tarifa Externa Comum (TEC), os controles aduaneiros, os regimes especiais e as plataformas estatísticas e fiscais. Assim, qualquer alteração promovida no HS terá reflexo imediato sobre:

  • a parametrização da DUIMP e seus Catálogos de Produtos;
  • as exigências técnicas e os atributos obrigatórios vinculados à NCM;
  • os regimes de Ex-Tarifário, Drawback, Recof e admissões temporárias;
  • as regras de origem preferencial nos acordos comerciais multilaterais;
  • a atuação dos órgãos anuentes, como ANVISA, MAPA, Exército, IBAMA, entre outros.

Nesse sentido, a participação brasileira nos comitês técnicos da OMA não é apenas desejável — é indispensável. Capítulos estratégicos como o 84 e 85 (máquinas e equipamentos mecânicos e eletroeletrônicos), o 29 e 30 (compostos químicos, princípios ativos e medicamentos), o 90 (instrumentos médico-hospitalares e de medição de alta precisão), e os 27 e 38 (combustíveis, insumos agroindustriais, reagentes químicos e produtos destinados a diagnóstico laboratorial) requerem acompanhamento contínuo, rigor técnico e posicionamento diplomático qualificado por parte do Brasil.

DUIMP e HS: convergência normativa ou fricção operacional?

A transformação internacional do Sistema Harmonizado coincide, no plano doméstico, com a implementação do Novo Processo de Importação (NPI) brasileiro, articulado pelo Portal Único de Comércio Exterior. Por meio da Declaração Única de Importação (DUIMP) e dos Catálogos de Produtos, o Brasil vem promovendo sua própria reorganização procedimental.

Essa coincidência de agendas — a reforma do HS e a consolidação da DUIMP — representa uma oportunidade estratégica, mas também um risco de dissonância regulatória, caso os processos não sejam harmonizados.

A convergência pode resultar em:

  • maior segurança jurídica para os operadores;
  • compatibilização entre atributos técnicos e códigos NCM;
  • redução de litígios classificatórios;
  • padronização semântica entre documentos de importação e exigências de órgãos anuentes.

 

Para tanto, será necessário que a Receita Federal do Brasil, os ministérios setoriais, as entidades privadas e os despachantes aduaneiros atuem de forma coordenada e tecnicamente qualificada.

Ao fim e ao cabo — ou quando o código vira pauta de Estado

O Sistema Harmonizado sempre se apresentou como uma peça silenciosa do ordenamento econômico internacional. Mas o tempo silencioso acabou. O que a semana pós-OMA nos revela é um novo ciclo de reordenação normativa e técnica, em que a classificação aduaneira deixa de ser apenas ferramenta tarifária para se tornar mecanismo de política pública.

A menção expressa à clareza textual, ao uso de novas ferramentas digitais e à necessidade de antecipar mudanças — inclusive ambientais — sinaliza que o HS 2033 poderá integrar, de modo transversal, princípios das chamadas Aduanas Verdes, hoje em construção no Comitê de Meio Ambiente da OMA (GCAT) e já refletidos nas práticas de diversos países.

Em outras palavras: até mesmo o código NCM poderá, no futuro próximo, conter vestígios de carbono. E quem não entender isso talvez ainda pense que a pauta é puramente estatística.

Se o comércio global já é inteligente, suas classificações precisam ser igualmente lúcidas. E se as mercadorias não param de mudar, o papel do Brasil não pode ser o de apenas carimbar códigos alheios. É preciso sentar à mesa, com método, com posição — e, por que não, com um pouco de vocação constitucional.

Afinal, como disse certa vez um aduaneiro veterano num auditório abafado de São Borja:

“nomenclatura é só uma palavra bonita para quem sabe que o nome das coisas define o destino das coisas.”

Notas bibliográficas

  1. WCO – World Customs Organization.
    WCO Council endorses project proposal aimed at enhancing the Harmonized System framework. Bruxelas, 27 de junho de 2025. Disponível em: https://www.wcoomd.org
  1. European Commission.
    Proposal for a Council Decision on the position to be taken on behalf of the European Union within the WCO Harmonized System Committee. Brussels, 21 June 2025. COM(2025) 235 final. Disponível em: https://eur-lex.europa.eu
  1. OMA – Comité du Système Harmonisé.
    75th Session Technical Report. Bruxelles, março de 2025. Documento interno do Subcomitê do HS, não publicado oficialmente.
  1. Receita Federal do Brasil.
    Nota Técnica sobre o Catálogo de Produtos da DUIMP e sua integração com o NPI. Brasília, maio de 2024.

Reforma Tributária será abordada no “VIII Seminário de Direito Aduaneiro e Comércio Exterior”, realizado pela OAB Campinas

A Comissão de Direito Aduaneiro e Comércio Exterior, da OAB Campinas, realizará no próximo dia 19 de agosto, o” VIII Seminário de Direito Aduaneiro e Comércio Exterior” .

O Encontro tem a assinatura de apoio oficial do SINDASP, do CIESP Campinas, da AER e da APRA BR.

O evento presencial será na “Casa da Advocacia, em Campinas SP

Conheça a Programação do Seminário, que tem a Reforma Tributária como um dos destaques.

8h30 – Coffee boas-vindas

8h45 – Abertura – Luciana Freitas – Presidente da OAB Campinas / Alan Murça – Presidente da Comissão de Direito Aduaneiro

9h00 – Panorama da Reforma Tributária e Nova Estrutura Tributária na Importação

Palestrante: Luis Eduardo Garrosino Barbieri – Doutorando em Direito Público pela Universidade de Coimbra – Portugal,  Mestre em Direito Tributário pela PUC São Paulo,  Especialista em Direito Tributário pelo IBET – Instituto Brasileiro de Estudos Tributários e em Derecho Aduanero pela Universidade de Valência/Espanha.

10h30 – Coffee Break

10:50 – Impactos da Reforma sobre o Comércio Exterior

Palestrante: Renato Agostinho da Silva – Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e mestre em Economia do Setor Público pela Universidade de Brasília (UnB).

Almoço – 12h30 às 14h00

14h00 – Reforma Tributária e o ICMS: Desafios e Perspectivas sobre os Créditos Acumulados

ConvidadoCarlos Eduardo Garcia Ashikaga – Advogado, consultor e professor há 25 anos, especializado em Direito Tributário e Comércio Exterior. Sócio fundador do escritório Garcia Ashikaga Sociedade de Advogados e membro do Comitê Jurídico da ABECE, Autor dos livros “Análise da Tributação na Importação e na Exportação” e “PIS/Pasep e Cofins na Importação”, Pós-graduado em Direito Tributário (PUC) e Comércio Exterior.

14h50 – A Guerra Tarifária e as oportunidades para o comércio exterior brasileiro

Palestrante: Lucas Ferraz – Foi diretor do Brasil no New Development Bank (BRICS) e na CAF, além de exercer funções no BID e Fonplata. Ocupou cargos de liderança em conselhos de empresas como Elo, PPSA e Banco do Brasil. Atuou como secretário de Comércio Exterior e consultor sênior para entidades como Banco Mundial, UNCTAD, FIESP e CNI. Doutor em Economia (FGV), mestre e engenheiro químico (POLI-USP), com formação complementar na Europa. Professor da FGV-EESP desde 2005, é referência em comércio internacional, BRICS e infraestrutura, com publicações relevantes na área.

16h30 – Encerramento

Evento é gratuito com a Doação voluntária de 1 kg de alimento não perecível destinado às entidades assistenciais que atuam no atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

INSCREVA-SE: https://www.sympla.com.br/evento/viii-seminario-de-direito-aduaneiro-e-comercio-exterior/3002555?referrer=sympla.queue-it.net

Ficha Técnica:

Data: 19/08/2025

Local: Casa da Advocacia de Campinas – Rua Lupércio Arruda Camargo, 111 Jardim Santana

Campinas, SP

Horário: 08:30h às 16:30h

ANVISA anuncia que Módulo PCCE reduziu tempo de compensação do pagamento de dois dias para cinco minutos

Durante 12ª Confac – Comitê Nacional de Facilitação do Comércio – realizada na última quarta-feira (25/6), no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) foi destacada a importância da adoção, pelos órgãos intervenientes, do módulo de Pagamento Centralizado do Comércio Exterior (PCCE) do Portal Único como fator de competitividade para as empresas brasileiras.

O PCCE é um módulo do Portal Único de Comércio Exterior que permite o recolhimento de taxas, tarifas e impostos diretamente no ambiente de janela única e disponibiliza de forma automática as informações de pagamento aos órgãos. Dessa maneira, a ferramenta desburocratiza as operações de compra e venda de artigos no exterior por meio desse pagamento centralizado. Além disso, promove maior transparência, rastreabilidade e harmonização nos processos de cobrança, visto que simplifica o acesso à informação das obrigações legais.

ANVISA – Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que já utiliza o PCCE, o tempo de compensação do pagamento de taxas foi reduzido de dois dias para até cinco minutos. Essa agilidade tem impacto direto na competitividade das empresas, uma vez que cada dia de carga parada aguardando autorização pode representar um custo de 0,8% sobre o valor total da mercadoria.

Atualmente, estão em curso negociações técnicas para viabilizar a adesão de outros órgãos, como o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e o Exército.

Gerenciamento de Riscos – Outro tema da pauta da reunião foi a realização workshop técnico sobre Gerenciamento de Riscos com Órgãos Anuentes, previsto para setembro de 2025. O evento será organizado pela Receita Federal com apoio da Secex e ocorrerá em formato híbrido. O objetivo principal é a troca de experiências e boas práticas entre os órgãos anuentes no uso de ferramentas digitais e critérios de seleção de cargas. A proposta é fortalecer o alinhamento entre os órgãos participantes e fomentar uma atuação mais eficaz e integrada no controle das importações.

O gerenciamento de risco e a implementação de procedimentos facilitadores são fundamentais para o sucesso do Programa Portal, pois asseguram a eficiência e a segurança nas operações de comércio exterior. O gerenciamento de risco permite identificar, avaliar e mitigar potenciais obstáculos, como atrasos ou inconformidades, promovendo decisões baseadas em dados que otimizam os processos e reduzem custos operacionais.

Sobre o CONFAC

Presidido pela Secretaria de Comércio Exterior e pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, o Comitê Nacional de Facilitação de Comércio (CONFAC) é parte integrante da Câmara de Comercio Exterior (CAMEX) e conta com a participação da Casa Civil, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Defesa, Ministério da Agricultura e Pecuária, Anvisa, Inmetro e Ibama.

O Comitê é o agente fundamental na coordenação das ações de facilitação do comércio entre os diversos intervenientes do comércio exterior, promovendo maior eficiência nas operações de importação e exportação do Brasil, implementando políticas e diretrizes que contribuem para o cumprimento de acordos internacionais e para a redução de tempos e custos associados ao comércio exterior.