Redução do valor dos pedágios em 25% pode ser avanço de corte nos processos logísticos, afirma SINDASP

Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), publicada neste mês de outubro, sinaliza, pelo 15º ano consecutivo, que, das 20 melhores rodovias do País, 18 estão no Estado de São Paulo e três na Região de Campinas: Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), a considerada a melhor do País, a D. Pedro I e a SP-340 (Governador Adhemar Pereira de Barros).

Custos logísticos – A pesquisa avaliou 107,1 mil quilômetros de rodovias e demonstrou que a malha rodoviária que passa por São Paulo é a melhor do Brasil, com 78% de sua extensão classificada como ótima ou boa. Segundo a CNT, as precárias condições do pavimento das rodovias no país representam acréscimo médio de 26,7% do custo operacional do transporte, devido à manutenção excessiva dos veículos e maior consumo de combustível. Isto contribui para o elevado custo de transporte e logística no país que chega a 13% do PIB contra 8% nos EUA.

A pesquisa da CNT comprova que os principais investimentos em infraestrutura rodoviária, no Estado de São Paulo, foram realizados neste primeiro período de concessão pública que se encerrará nos próximos quatro anos.

Diminuição nos pedágios – Pelos motivos acima, o Governador do Estado de São Paulo, Márcio França, declarou compromisso público recentemente quanto à redução de 25% do valor dos pedágios no ato de renovação das concessões administrativas das rodovias, mantendo-se, porém, ações de fiscalização sobre conservação, operação e segurança do sistema rodoviário.

Na avaliação do SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, esse corte é mais um ingrediente que contribui para melhoria da competitividade da indústria brasileira nas exportações. “Numa rápida leitura, observa-se que atitudes como esta influenciam diretamente nos custos logísticos, beneficiando não só as transportadoras rodoviárias na ponta linha, mas, consequentemente, todos os entes da cadeia logística e, em última análise, o consumidor final”, destaca Élson Isayama, Vice-Presidente do SINDASP.

 

International Paper estuda venda do negócio de embalagens noBrasil

A americana International Paper (IP), uma das maiores produtoras mundiais de embalagens, avalia a venda do negócio de embalagens de papelão ondulado no Brasil. O ativo foi comprado em duas etapas, entre 2012 e 2014, por R$ 1,27 bilhão, da Jari Celulose Papel e Embalagens, do grupo Orsa.

Em nota enviada ao jornal Valor, a companhia informou que “decidiu explorar opções estratégicas para o negócio de embalagens no Brasil, incluindo a venda do negócio como uma possibilidade”. “Estamos na fase inicial e, neste momento, não temos mais informações sobre esse processo”, afirmou a companhia, acrescentando que não comentará rumores e especulações sobre o assunto.

O negócio de embalagens da IP emprega 2,8 mil funcionários, com presença em três regiões para garantir maior cobertura de mercado, e capacidade de produção total de cerca de 600 mil toneladas por ano de papel para embalagem e chapas e embalagens de papelão ondulado. As unidades fabris estão localizadas em Franco da Rocha (SP), Manaus (AM), Nova Campina (SP), Paulínia (SP), Rio Verde (GO) e Suzano (SP).

Fonte: Valor

Setor de condomínio logístico reverte índice negativo. Atibaia e Jundiaí ampliam áreas.

O mercado de condomínios logísticos Classes A e A+ do Estado de São Paulo teve absorção líquida positiva de 28,1 mil m² em setembro, contra um índice negativo de 34,4 mil m² no mês anterior.

As regiões que mais contribuíram para o bom desempenho no período foram Cajamar e Jundiaí, com aproximadamente 15 mil m² de novos espaços ocupados, segundo a consultoria imobiliária Cushman & Wakefield. No Rio de Janeiro, o mercado Classes A e A+ de condomínios logísticos continua lento devido aos efeitos da crise econômica.

Atibaia e Jundiaí – Disponível. Como não houve entrega de novos empreendimentos em setembro, a taxa de vacância recuou 0,3 ponto porcentual, na comparação mensal, fechando o mês passado em 24,2%. Para os próximos meses, porém, a expectativa é de que o total de áreas disponíveis para comercialização cresça, devido à entrega de novos estoques em Atibaia e Jundiaí, no interior de SP. O preço médio pedido para locação ficou estável, cotado em R$ 19,21 por m² ao mês.

A cidade de Atibaia receberá, em 13 de novembro, debates deste setor. “Fórum Atibaia de Comércio Exterior e Logística debaterá o tema.

O Hotel Alegro (by Tauá), às margens da Rodovia D. Pedro I, será o palco do evento na cidade. O encontro levará grandes nomes para debater o setor para toda a Região.

Entrada Franca e Estacionamento Gratuito

Informações e inscrições: mkt@gpamais.com.br

Com informações ESTADÃO

Exportações crescem 42% no acumulado até setembro em Viracopos

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), registrou alta de 24,5% somadas as movimentações nos setores de Exportação, Importação e de Remessas Expressas (courier) no acumulado dos nove primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado. 

O Terminal de Carga de Viracopos movimentou nos primeiros nove meses deste ano 172,6 mil toneladas de cargas, ante 138,7 toneladas movimentadas de janeiro a setembro de 2017.

Exportações crescem 41,96% – Apenas no setor de Exportação, o crescimento registrado foi de 15,65% em setembro em relação ao mesmo período de 2017, com um total de 5.973 toneladas de cargas transportadas para fora do país por Viracopos. No acumulado dos nove meses deste ano, foram movimentadas 64.782,04 toneladas rumo ao exterior, representando uma alta de 41,96% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já na área de Importação, a alta em setembro foi de 2,40% em relação ao mesmo mês do ano passado, com um total de 11.586 toneladas que entraram no país por Viracopos. No acumulado de janeiro a setembro deste ano, chegaram ao Brasil pelo aeroporto 101.512,48 toneladas, representando 11,66% de crescimento em relação aos primeiros nove meses de 2017.

Os setores que mais movimentaram a exportação e a importação por Viracopos estão ligados aos segmentos Automotivo, Metal-Mecânico, Químico, Tecnologia, Calçados-Bolsas, Têxtil, Farmacêutico, Transporte de Duas Rodas, Alimentos-Bebidas-Fumos, entre outros.

Já as remessas expressas internacionais (courier) tiveram crescimento de 7,77% em setembro, com 463 toneladas. Já no acumulado de janeiro a setembro, este setor teve alta de 17,4%, com um total de 4.534 toneladas movimentadas pelo Terminal de Carga de Viracopos.

Volkswagen comemora exportação de 100 mil motores 1.4l TSI

A fábrica de motores da Volkswagen do Brasil em São Carlos (SP) acaba de celebrar a produção de 100 mil motores 1.4l TSI para exportação. O marco ocorre no mês em que a unidade comemora 22 anos de operações e a produção total de 11 milhões de propulsores desde sua inauguração, em 1996.

O contrato de exportação com a fábrica de Puebla, no México, se estende até 2020 e contempla mais de 300 mil unidades de motores EA211 1.4l TSI para equiparem modelos como o Novo Jetta, para serem enviados ao mercado Norte Americano. Para atender o aumento da demanda produtiva, a unidade de São Carlos contratou 250 novos profissionais em 2018.

“A qualidade e tecnologia dos nossos motores atende a mercados extremamente criteriosos pelo mundo. Já exportamos motores completos, blocos e virabrequins. São Carlos tem cada vez mais se transformado em uma base produtiva não só para a América do Sul, como também a América do Norte e Europa”, destaca Pablo Di Si, Presidente e CEO da Volkswagen América Latina.

MERCADO INTERNO EM CRESCIMENTO – De janeiro a setembro, a Volkswagen do Brasil registrou crescimento de 33,5% em suas vendas na comparação ao mesmo período do ano passado, mais do que o dobro da indústria automotiva, que cresceu 13% nos emplacamentos de automóveis e comerciais leves.

Apenas em setembro, a Volkswagen registrou crescimento de 35,4% nas vendas em relação ao mesmo mês do ano passado, mais de seis vezes a mais do que o mercado, que cresceu 5,8% no mesmo período. É o melhor mês de setembro para a Volkswagen em quatro anos.

A Volkswagen é a marca que mais ganha em participação de mercado em 2018. Foram 2 pontos percentuais a mais, para 15% de market share no acumulado de 2018. Blocos e Virabrequins também para outros países.

COMPONENTES PARA EXPORTAÇÃO – Nos últimos anos, a fábrica de São Carlos tem se tornado uma importante produtora de componentes para exportação.

Em 2015, a unidade foi selecionada dentre todas as operações da Marca no mundo para exportar blocos de motores 1.0l da família EA211 para a produção de propulsores que equipam os modelos Polo e up! na Europa, a partir da fábrica de Chemnitz, na Alemanha.

A fábrica também conquistou outro recente contrato para o mercado externo: a exportação de 5 mil unidades de virabrequins, uma das peças vitais do motor, na versão 1.0l TSI, também para Chemnitz.

As linhas de usinagem e montagem EA211 receberam evoluções para produzir o motor 1.4 TSI exportação, visando atender o processo produtivo que envolve este modelo, por possuir uma calibração diferenciada, dadas às diferentes normas, temperaturas e combustível de outros mercados, como o dos Estados Unidos.

A unidade de São Carlos é responsável pela produção dos propulsores da família EA211 nas versões 1.0l MPI, 1.0l TSI, 1.4l TSI e 1.6l MSI, que equipam os modelos Novo Polo, Virtus, up!, cross up!, Golf, Gol, Voyage, Saveiro Cross. Em São Carlos, também é fabricado o consagrado EA111 1.6l, presente nos modelos Gol, Fox, Voyage, SpaceFox e Saveiro. Para o mercado brasileiro, 100% dos produtos recebem a tecnologia bicombustível Total Flex. Para o mercado externo são produzidos motores a gasolina.