Reflexo do mercado automotivo projeta inovação e crescimento no setor logístico

O mercado automotivo teve o cenário 2018 revisado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). As previsões para o licenciamento de automóveis não foram alteradas e permanecem com foco no crescimento, o que significa encerrar o ano com 2,50 milhões de unidades comercializadas. “A situação econômica de Argentina e México, nossos principais parceiros comerciais, foi a razão de alterarmos a previsão inicial, mudando as projeções internacionais”, disse o presidente da Anfavea, Antonio Megale. 

Por outro lado, o cenário nacional permanece com foco no crescimento. E montadoras, como a BMW, apostam no aumento da produção de veículos. A marca alemã começou este ano a produzir na planta de Araquari (SC) o modelo BMW X3, ao lado dos já nacionalizados Série 3, X1 e X4. 

Este reflexo do mercado automotivo respinga também no stor logístico que precisa se adaptar para atender a demanda e adequar os projetos de acordo com cada montadora. Como exemplo, a Multilog, um dos maiores operadores logísticos do Brasil, mantém uma planta operacional no mesmo município da BMW para dar o suporte às importações da empresa. 

No segmento há mais de 20 anos, é especialista em atender montadoras nacionais e internacionais nas unidades do Sudeste e Sul do Brasil e personalizar projetos no setor. “Aproveitamos nossa logística integrada, flexibilidade de adaptação de estruturas e processos, além de portfólio diversificado para trabalhar com diferentes unidades em cada projeto”, detalha o presidente da Multilog, Djalma Vilela. 

O executivo reforça que a aquisição da unidade de Curitiba, em 2016, garantiu um suporte mais efetivo às operações industriais automotivas. “O mercado paranaense conta com grandes montadoras. Na região mantemos um CLIA, um Porto Seco e dois Centros de Distribuição, aliado ao suporte das outras unidades”, acentua.

 

São Paulo tem 18 entre as 20 melhores rodovias do Brasil segundo pesquisa

Pesquisa divulgada nesta semana pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) aponta que, pelo 15º ano consecutivo, as melhores rodovias do país são estaduais paulistas. A rodovia dos Bandeirantes (SP-348 – FOTO) é considerada a melhor rodovia do país pelo sétimo ano consecutivo. Em segundo lugar, aparecem as rodovias D. Pedro I e a SP-340 que formam a ligação Campinas-Jacareí, e em terceiro a SP-225, que liga o município de Bauru a Itirapina, classificado como ótimo, o trecho é administrado pela concessionária Centrovias.

A pesquisa, divulgada em Brasília, apresenta um ranking no qual 18 das 20 melhores rodovias do país são concessões estaduais paulistas fiscalizadas pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Outro dado apurado pelos técnicos da CNT que foram a campo e avaliaram 107,1 mil quilômetros de rodovias demonstra que a malha rodoviária que passa por São Paulo é a melhor do Brasil, com 78% de sua extensão classificada como ótima ou boa. Considerando todo o país, 57% dos trechos avaliados apresentaram estado geral com classificação regular, ruim ou péssima.

A importância de uma malha viária em boas condições está diretamente ligada a segurança, economia e também ao meio ambiente. De acordo com a CNT, as más condições do pavimento das rodovias representam acréscimo médio do custo operacional do transporte da ordem de 26,7%.

As deficiências impactam a manutenção dos veículos, com maior desgaste de pneus e freios e aumento do consumo de combustível. São prejuízos que a malha concedida de São Paulo não agrega aos seus usuários.

De 2017 para 2018, o número de pontos críticos subiu de 363 para 454, um aumento de 25,1%. São assim consideradas aquelas situações críticas que ocorrem ao longo da via e que podem trazer graves riscos à segurança dos usuários.

De acordo com a pesquisa, somente os problemas no pavimento geram um aumento médio de 26,7% no custo operacional do transporte. Rodovias deficientes reduzem a segurança viária, aumentam o custo de manutenção dos veículos, além do consumo de combustível, lubrificantes, pneus e freios.

Segundo os dados, as rodovias concedidas à iniciativa privada tiveram melhoria de 7,5 pontos porcentuais entre 2017 e 2018. No total, 81,9% do estado geral dessas vias foi classificado como ótimo ou bom. No ano passado, esse índice foi de 74,4%.

Volvo Cars dá salto de vendas no Brasil e espera mais com o S60

Graças ao fim da sobretaxação e imposição de cotas de importação do Inovar-Auto, que vigorou de 2012 a 2017, e ao lançamento de produtos mais evoluídos e adequados ao gosto do consumidor brasileiro (leia-se três SUVs), a Volvo Cars está em meio a um grande salto de vendas, que vai garantir o melhor ano de todos os tempos desde o início das importações de carros da marca sueca no País, em 1991.

De janeiro a setembro foram vendidas 4,35 mil unidades, em alta de 82% sobre o mesmo período de 2017, porcentual sete vezes maior que a média de 12% de crescimento registrado no segmento de automóveis de luxo como um todo, estimado em 35,8 mil veículos em nove meses. Com isso, a participação nessa fatia de mercado quase que dobrou, de 7,6% no ano passado para 12,7% agora. A expectativa é fechar 2018 acima dos 6 mil emplacamentos – o que superaria os 5,46 mil de 2011, o maior volume anual da Volvo Cars no Brasil até agora.

“Vivemos um momento especial, mas esse resultado começou a ser desenhado desde 2015, com o início da transformação dos produtos da Volvo, desenvolvidos com maior liberdade e recursos depois que a fabricante ganhou independência quando foi comprada pela chinesa Geely [em 2010]”, afirma Leandro Teixeira, diretor de marketing e produto da Volvo Cars Brasil.

Teixeira avalia que o atual salto da marca no Brasil poderia ter acontecido antes, tendo em vista que o melhor resultado foi obtido em 2011, no momento pré-Inovar-Auto, e depois as vendas foram limitadas a apertadas cotas, que no caso da Volvo mal chegavam a 3 mil unidades/ano sem a cobrança da sobretaxação de 30 pontos adicionais de IPI. Para desviar dessa barreira quatro marcas que atuam na mesma faixa premium de mercado, Audi, BMW, Mercedes-Benz e Jaguar Land Rover, abriram fábricas no Brasil, estratégia que a Volvo decidiu não seguir.

“Tivemos que limitar nossas importações porque a Volvo segurou o investimento em unidade industrial no Brasil, avaliou que não se faz uma fábrica baseada só em incentivos que acabam depois. Além disso havia prioridade e se construir fábricas na China e nos Estados Unidos (inaugurada este ano)”, explica Teixeira. 

MUDANÇA DE PERCEPÇÃO – Segundo o diretor, houve nos últimos anos uma mudança de percepção dos consumidores brasileiros em relação à marca sueca. Para ele, além da já tradicional imagem de carro seguro que a Volvo cultiva ao longo de décadas, a fabricante agregou design e tecnologia aos seus modelos. “É uma proposta de luxo diferente, com discrição e propósito, que começou a fazer a marca ser considerada por consumidores da faixa premium do mercado”, diz Teixeira.

A entrega de mais tecnologia e desempenho que a concorrência começou com o SUV de grande porte XC90, seguiu com a renovação do SUV médio XC60, que agregou mais pessoas à marca, e o salto definitivo veio com o lançamento este ano do SUV médio-compacto XC40, que trouxe 100% de novos clientes à rede que hoje soma 33 concessionárias – serão 35 até o fim deste ano. “As pessoas tinham a percepção que os Volvo eram mais caros e isso começou a mudar com a chegada de novos produtos com preços competitivos em relação à concorrência do mesmo segmento, sempre com a oferta mais completa que os competidores”, destaca o executivo.

Do segmento premium no Brasil, os SUVs médio-compactos representam quase um terço das vendas e o XC40 já abocanhou participação de 12,2%, é o segundo Volvo mais vendido no País com 31% dos emplacamentos da marca, 1,4 mil unidades de janeiro a setembro. O SUV médio XC60 domina quase um quarto das vendas da segunda maior fatia do mercado de veículos de luxo, que corresponde a 22,5% do total. Assim o XC60 segue sendo o campeão da Volvo com 44% das vendas no Brasil e quase 2 mil unidades emplacadas em nove meses. 

DE VOLTA À BRIGA DOS SEDÃS MÉDIOS COM NOVO S60 – Para Teixeira a marca poderá melhorar ainda mais seu desempenho em 2019 com seu retorno ao segmento de sedãs médios, do qual ficou afastado este ano à espera da nova geração do S60 (foto), recém-lançada nos Estados Unidos. O carro está previsto para chegar ao Brasil no meio do ano e vai recolocar a Volvo na briga pela terceira maior fatia do mercado premium, equivalente a 22% das vendas entre janeiro e setembro. Dentro dessa faixa a Volvo espera tomar ao menos 15%. De participação. “Apesar da onda de SUVs, segmento de sedãs ainda é importante”, recorda Teixeira.

A fabricante sueca aposta que o novo S60 tem diferenciais importantes para brigar com concorrentes de peso no segmento, caso do Audi A4, BMW Série 3 e Mercedes-Benz Classe C. “São carros com preços mais baixos (no segmento premium) e reconhecemos que têm muita tradição, é muito difícil brigar com eles, mas vamos tentar repetir o que fizemos com os SUVs, com oferta de mais conteúdo e tecnologia”, diz o diretor de marketing. Segundo ele, a taxa de recompra dos Volvo gira em torno de 30% da clientela, porcentual parecido com o da concorrência. “Não temos rejeição”, afirma.

“Se o S60 tiver bom desempenho podemos até ser líderes [do mercado premium]”, calcula Teixeira, com base nos números dos primeiros 10 dias de outubro, período em que a Volvo liderou as vendas do segmento.

 Fonte: Automotive Business

Cade suspende cobrança de taxa em terminal de Santos

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou que a Brasil Terminal Portuário (BTP) suspenda a cobrança de taxas alfandegárias no Porto de Santos. A decisão foi dada em sessão de julgamento que aconteceu nessa terça-feira (16).

Por maioria, o Conselho concedeu medida preventiva solicitada pela empresa Marimex o que faz com que a BTP fique impedida de condicionar a liberação de contêineres ao pagamento de uma taxa adicional.

De acordo com o Cade, a Marimex alegou que a BTP, na sua condição de operadora portuária, estaria cobrando indevidamente dos recintos alfandegados independentes uma taxa adicional à tarifa básica, a THC (sigla do inglês Terminal Handling Charge), denominada informalmente como THC2, para a movimentação em solo de cargas oriundas de importação.

A empresa afirma ainda que a BTP teria utilizado sua posição na cadeia logística para impor o pagamento da tarifa como condição para a liberação dos contêineres.

Para o conselheiro Paulo Burnier, a BTP é monopolista no mercado de movimentação de contêineres em seu terminal portuário e, ao mesmo tempo, concorrente da Marimex no mercado de armazenamento de contêineres. Essa estrutura permite que a BTP imponha a cobrança da taxa adicional, o que aumenta artificialmente os custos de rivais e configura ilícito concorrencial por abuso de posição dominante.

“A ilegalidade da cobrança de THC2 está sedimentada na jurisprudência do Cade há mais de 10 anos. As duas condenações recentes do Cade reforçam esse entendimento da legislação concorrencial”, afirmou Burnier em seu voto.

O OUTRO LADO – Até o final da tarde da última terça-feira (16) a BTP não havia sido intimada sobre a determinação do Cade e afirma que irá analisar a decisão para definir os próximos passos.

A empresa diz que “discorda fortemente da decisão do Tribunal do Cade” e explica, por nota, que “a cobrança pelo serviço de segregação e entrega de mercadoria (sigla SSE, erroneamente denominada THC2) é autorizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), que proferiu acórdão reconhecendo a legalidade desta cobrança bem como a inexistência de prática anticoncorrencial”.

A nota informa ainda que, a prestação deste serviço é regulada por resolução da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), e que a empresa “entende que a decisão do Cade é contraproducente, na medida em que promove insegurança jurídica no setor”. 

Fonte: Portos e Navios

ZF anuncia nova operação no Brasil

A alemã ZF anunciou nesta semana um novo centro de competência para desenvolver soluções para o mercado offroad global, o que inclui o segmento agrícola. “O objetivo principal é ampliar o portfólio de soluções para a área offroad no mundo e atender às máquinas destinadas a todos os tipos de operação no campo e nos canteiros de obras”, explica o gerente da unidade de negócios para tecnologia industrial da ZF América do Sul, Paulo Vecchia.

De acordo com a companhia, o novo centro será responsável por coordenar o desenvolvimento de eixos aos países atendidos pela ZF. Atualmente, o mercado de eixos dianteiros tracionados ao redor do mundo é de 500 mil unidades (considerando montadoras que constroem o seu próprio eixo). O Brasil, segundo a ZF, representa cerca de 11% deste total.

Uma das maiores sistemistas do mundo, a ZF completa 60 anos no Brasil em 2018 com sete plantas industriais. Juntamente com a unidade da Argentina, a região possui faturamento aproximado de R$ 4 bilhões. A companhia está desenvolvendo localmente a transmissão automatizada TraXon, para caminhões extrapesados – as mesmas que equipam diversos modelos de caminhões autônomos em testes na Europa – e a EcoTronic, para médios e semipesados. Ambas já estão em produção no Brasil e disponíveis para equipar os novos modelos que em breve serão lançados no mercado nacional.

Segundo a ZF, o investimento totalizou R$ 100 milhões desde o início do processo de nacionalização. Desse total, cerca de R$ 33 milhões foram destinados ao TraXon. “A localização desses produtos é uma amostra de que as melhores tecnologias existentes na Europa, voltadas ao mercado de veículos comerciais, já são realidades introduzidas pela ZF no Brasil”, destaca.

Para o mercado externo, serão exportados apenas componentes. No ano passado, a companhia alemã atingiu a marca de 500 mil eixos produzidos em sua fábrica de Sorocaba.

Fonte: DCI