ElringKlinger anuncia investimento de R$ 20 milhões para fábrica de Piracicaba

Para ganhar mais eficiência, a fabricante de autopeças ElringKlinger vai expandir a fábrica de Piracicaba, no interior de São Paulo. Com investimento de R$ 20 milhões e previsão de criar 40 novos empregos diretos, a empresa alemã está construindo uma nova planta de  5.000 me investindo em máquinas e equipamentos para Módulos Plásticos de Engenharia como Tampas Plásticas de Comando de Válvulas, Coletor de Admissão e Tampas Plásticas para transmissões.

De acordo com Fernando Petrolino, diretor-presidente da ElringKlinger do Brasil, a nova unidade vem para abrigar tanto o constante crescimento como as novas tecnologias.

“O novo investimento gerará, consequentemente, avanço econômico na região de Piracicaba, cidade que há mais de 20 anos nos acolheu. A ElringKlinger vem investindo na unidade brasileira, com  ampliação da capacidade de produção e em novos equipamentos, trazendo a renovação tecnológica alinhada aos preceitos da indústria 4.0”, completa.

O projeto conta com o apoio da Investe São Paulo, Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade, em todo o processo de assessoria tributária e ambiental. “Apoiar uma empresa consolidada, referência no seu segmento, é uma enorme satisfação para nós da Investe São Paulo. Nosso suporte é mais uma forma de contribuir para o desenvolvimento econômico de Piracicaba e, consequentemente, do Estado, porque gera emprego, desenvolve a cadeia de fornecedores e logística”, destaca Sérgio Costa, diretor da agência paulista.

Novo presidente do Consad da Codesp é do MDB e do quadro funcional da Appa

Indicado pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil para assumir a presidência do Conselho de Administração (Consad) da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Ogarito Borgias Linhares é engenheiro civil com ênfase em portos e hidrovias graduado pela Universidade Federal do Paraná (PR) e fez boa parte de sua carreira como servidor público em Paranaguá (PR). Ele é filiado ao MDB desde 1999, faz parte do quadro funcional da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e reside na cidade do litoral paranaense.

Ogarito entrou na “dança das cadeiras” pela qual passou o Porto de Santos após a prisão temporária e imediata exoneração do diretor-presidente, José Alex Botelho de Oliva, e do diretor de Relações com o Mercado e Comunidade, Cleveland Sampaio Lofrano, acusados de organização criminosa, formação de cartel e licitações fraudentas referentes a contratos estabelecidos pela Companhia.

Ogarito assumiu a direção do Departamento de Outorgas Portuárias da Secretaria Nacional de Portos em janeiro de 2017, indicado pelo ex-ministro e ex-deputado federal – atualmente na prisão – Geddel Vieira Lima (MDB). Antes disso, ingressou na Appa em 1980 como engenheiro, posteriormente exercendo funções de destaque como chefe do Departamento de Operações, chefe da Divisão de Engenharia e diretor técnico, além de assessorar a Superintendência de 2005 a 2010, durante a gestão de Eduardo Requião, irmão do então governador Roberto Requião (MDB). Na ocasião, foi responsável pela fiscalização de obras nos terminais públicos de Fertilizantes e de Álcool.

Ainda em Paranaguá, Ogarito foi secretário municipal de Obras e Habitação, de 1993 a 1996. Em 1997 elegeu-se vereador, ocupando a presidência da Câmara até o ano seguinte. Na sequência, obteve o segundo mandato, que cumpriu até o final de 2004.

Fonte: Porto Gente – Bruno Merlin

Presidente do Porto de Santos é preso pela Polícia Federal

Na Operação Tritão, deflagrada pela Polícia Federal, foi preso nesta quarta-feira (31/10) José Alex Oliva, presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) – gestora do maior porto da América Latina. Também foi envolvido na operação o ex-assessor da Presidência, Carlos Antonio de Souza, o Carlinhos.

A investigação, feita em parceria com a Controladoria-Geral da União, o Tribunal de Contas da União, a Receita Federal e o Ministério Público Federal, mira fraudes em licitações da estatal que administra o Porto de Santos.

Em nota, a PF informou que os investigados atuavam em processos licitatórios das áreas de tecnologia da informação, dragagem e consultoria. Um total de 100 policiais federais, 8 auditores da CGU e 12 servidores da Receita cumprem 7 mandados de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Santos, Guarujá, São Caetano do Sul, Barueri, Rio de Janeiro, Fortaleza e Brasília. As ordens foram expedidas pela 5ª Vara da Justiça Federal de Santos.

As suspeitas de irregularidades surgiram com um vídeo postado na internet em setembro de 2016, no qual Carlos Antonio de Souza, o Carlinhos, ex-assessor do presidente da Codesp “confessava a prática de diversos delitos ocorridos no âmbito daquela empresa”. O inquérito teve início em novembro de 2017 após informação sobre o conteúdo do vídeo ser enviada pelo Ministério Público Federal à PF, para que fosse feita uma investigação policial a partir dos fatos que ele narrou.

De acordo com a Federal, os autos apontam irregularidades em vários contratos, que seriam realizadas por meio de fraudes envolvendo agentes públicos ligados à estatal e empresários. Dentre as irregularidades, destacam-se contratações antieconômicas e direcionadas, aquisições desnecessárias e ações adotadas para simular a realização de serviços.

Os contratos sob investigação perfazem um total de mais de R$ 37 milhões. Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de associação criminosa, fraude a licitações, peculato, corrupção ativa e passiva, com penas de 1 a 12 anos de prisão. O nome da operação policial remete a Tritão, na mitologia grega, conhecido como o rei dos mares. 

Leia a íntegra da nota da Codesp sobre a operação:

“O Conselho de Administração, em reunião ordinária previamente programada para hoje (31), constatou pela manhã a realização, pela Policia Federal, da Operação Tritão, que envolveu a prisão temporária do Diretor Presidente e do diretor de Relações com Mercado e Comunidade, além do superintendente Jurídico da Codesp.

Consciente de sua responsabilidade e comprometido com a governança e operação do maior Porto da América Latina, o Conselho de Administração decidiu substituir o Diretor Presidente e o diretor de Relações com o Mercado e Comunidade, por, respectivamente, Luiz Fernando Garcia, e José Alfredo de Albuquerque e Silva.

Por fim, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil indicou o novo presidente do Conselho de Administração, Ogarito Borgias Unhares, em razão do atual presidente do colegiado ter sido indicado para a diretoria executiva da empresa.

Santos, 31 de outubro de 2018″

Cepal espera crescimento de 12,5% das exportações brasileiras em 2018

Já o comércio exterior na América Latina deverá crescer 9,7, ainda segundo a Comissão

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) avalia comércio exterior envolvendo os países da região crescerá 9,7% em 2018, acumulando dois anos de recuperação após acentuada queda registrada entre 2012 e 2016. A alta ocorre com a expansão de 7,6% dos preços e 2,1% no volume de vendas. As projeções fazem parte do relatório anual “Perspectivas do Comércio Internacional da América Latina e do Caribe 2018”.

No Brasil, a comissão tem expectativas que as exportações do Brasil cresçam 12,5% até o fim deste ano. A América do Sul tem uma alta esperada para as exportações de 10,2%, puxada pelos preços de produtos básicos, especialmente do petróleo e dos minerais e metais.

Mesmo com a recuperação dos países da região, o volume nas exportações subirá menos da metade do que o das vendas externas dos países desenvolvidos, segundo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), que espera avanço de 4,6% nas exportações.

No Brasil, a comissão tem expectativas que as exportações do Brasil cresçam 12,5% até o fim deste ano. A América do Sul tem uma alta esperada para as exportações de 10,2%, puxada pelos preços de produtos básicos, especialmente do petróleo e dos minerais e metais.

Mesmo com a recuperação dos países da região, o volume nas exportações subirá menos da metade do que o das vendas externas dos países desenvolvidos, segundo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), que espera avanço de 4,6% nas exportações.

A secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena (FOTO), alegou que, por conta das tensões comerciais entre China e Estados Unidos, a economia global deve sofrer no próximo ano, resultando em dólar alto e grande volatilidade nos mercados financeiros. Por isso, acredita que é necessária uma integração regional maior.

“A integração regional é indispensável para avançar na diversificação das exportações e na transição do comércio intrarregional e sua importância para as pequenas e médias empresas exportadoras”, ressaltou Alicia. “É necessário intensificar os esforços voltados para a construção de um mercado regional integrado dado o contexto de desaceleração do crescimento, saída líquida de capitais e crescente protecionismo enfrentado pela região, provavelmente seja acentuado em 2019”, completou a secretária-executiva da Cepal.

Boa sorte, Presidente Bolsonaro. Vamos juntos desamarrar o Brasil

Artigo do Setor
Artigo por Marcos Farneze* 

Neste momento não há vencedor e nem perdedor, há união pelo Brasil.

O primeiro discurso do Presidente eleito Jair Bolsonaro trouxe uma frase que me chamou a atenção. Entre algumas partes importantes do trecho aqui transcritas, que possuíam interface com o comércio exterior, a exemplo de “o Governo reduzirá a sua estrutura e a burocracia…para que as pessoas possam dar muitos passos à frente…. Vamos desburocratizar, simplificar e permitir que o cidadão, o empreendedor tenha mais liberdade para criar e construir o seu futuro e …Buscaremos relações bilaterais com países que possam agregar valor econômico e tecnológico aos produtos brasileiros”, uma me chamou ainda mais a atenção: “Vamos desamarrar o Brasil”.

Bolsonaro falou exatamente o que a categoria dos Despachantes Aduaneiros tem buscado ao longo dos anos: ações para desamarrar o Brasil e eliminar sua burocracia.

Ninguém melhor do que o Despachante Aduaneiro – responsável por cerca de 97% do desembaraço das importações e exportações brasileiras – para entender o quanto representa desamarrar o País.

Desamarrar suas filas e tempos de desembaraço nas importações ou desamarrar os entraves para exportação. Desamarrar as greves de servidores públicos que impactam nas operações de comércio exterior. Desamarrar a ineficiência dos terminais de carga aérea. Desamarrar os problemas de falta de infraestrutura. Desamarrar os gargalos logísticos. Desamarrar as barreiras do transporte rodoviário de carga. Desamarrar a dificuldade de acesso aos portos ou, ainda, desamarrar sistemas irracionais de alguns intervenientes que afetam a operacionalidade do desembaraço de carga.

A área econômica do novo Governo já acenou que quer evoluir com o comércio mundial e que o Mercosul não será prioridade.

Precisamos monitorar esses próximos passos.

O momento é de esperança. Do lado de cá estamos prontos. Vamos juntos desamarrar o Brasil.

Artigo por Marcos Farneze
*Presidente do SINDASP
(Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo)