Mais um Terminal da Infraero vai para a iniciativa privada

O Terminal de Logística de Carga (Teca) do Aeroporto Internacional de Belém (PA) passou a ser gerido, desde o dia 1º de setembro, pelo Grupo Porto Seco Centro Oeste. Até agosto, as importações do complexo logístico contabilizaram 238 toneladas e as exportações 860 toneladas. O crescimento do volume total de cargas em relação ao mesmo período de 2017 foi de 44%.

Desde o ano passado, a Infraero conta com um novo posicionamento de mercado para o segmento de soluções logísticas, buscando expandir o portfólio de serviços e produtos de logística integrada oferecidos pela empresa e ampliando a parceria com a iniciativa privada nos negócios. Desta forma, a empresa busca permanecer alinhada às melhores práticas, mantendo a competitividade no mercado e buscando todas as oportunidades possíveis para gerar valor, reduzir custos e garantir a máxima eficiência.

Integrado a essa nova estratégia, no dia 16 de junho teve início a vigência do contrato de concessão do Terminal Logístico de Belém, que tem prazo de dez anos.

Além do Teca de Belém, também foram concedidos à iniciativa privada os complexos logísticos dos aeroportos de Goiânia (GO), Curitiba (PR), São José dos Campos (SP), Recife (PE) Vitória (ES) e Navegantes (SC). Os cinco primeiros preveem prazo de concessão de dez anos, sem investimentos vinculados por parte das empresas concessionárias. Já a concessão do Teca de Navegantes prevê prazo de 25 anos, com investimento na ordem de R$ 25 milhões para a construção de um novo complexo.

Resultados – O novo modelo de gestão da Infraero para seus serviços logísticos teve um resultado positivo de R$ 60,7 milhões de reais, considerando o balanço de janeiro a julho de 2018, o que corresponde a um crescimento de 93% na arrecadação da movimentação de cargas e serviços nos terminais de Logística de Cargas da Infraero.

A receita conquistada no período teve um aumento de 45% em relação ao ano passado chegando a um patamar de R$ 51,5 milhões. No período, a arrecadação cresceu 39%, com um incremento de R$ 46,8 milhões. Por outro lado, somente com a redução de custos foi alcançada uma economia de R$ 9,2 milhões, representando 19% de queda.

O bom desempenho também veio com a venda de novos serviços logísticos administrativos de importação. Nos primeiros sete meses deste ano foram arrecadados quase R$ 14 milhões; com destaque para cessão de sistemas da Infraero, que renderam mais de R$ 10 milhões.

Gourmet Comex reúne comunidade do comércio exterior, nesta sexta-feira(21), em Campinas

Almoço de Networking será marcado por apresentação da Anvisa e Homenagem a Carlos Alcântara. 

A “nata” do comércio exterior de Campinas e Região estará reunida para mais uma edição do clube de Networking, Gourmet Comex.
Como tradicionalmente acontece no Clube de Networking, os convidados têm contato com um overview sobre algum tema apresentado aos presentes. Hoje, 21 de setembro, a casa “Catedral do Chopp”, em Campinas, receberá a Dra. Cristina Fais, Chefe de Posto PVPAF – Campinas (SP), com o tema “Overview da Anuência de Mercadorias pela Anvisa: Competências dos Postos de Portos, Aeroportos e Recintos Alfandegados”.
Com o apoio do CIESP Campinas, a nova proposta do evento “Gourmet Comex” busca trazer ainda mais executivos da indústria importadora e exportadora de Campinas e Região nesse horário alternativo, onde o formato de networking será privilegiado.
O charme da casa “Catedral do Chopp”, em Campinas (SP), será a casa do encontro, que busca reeditar o sucesso da edição de abril.  
As marcas de valores que assinam o evento são a Aurora EADI, o Ecoporto Santos, o SINDASP, a Libra Campinas, a Thomson Reuters, a West Cargo, a EMIX e a TCEX. A realização é da GPA+, sob a batuta de Nilo Peralta.
GOURMET COMEX
Data: 21 de setembro – sexta-feira
Local: Catedral do Chopp –  Campinas (SP)
Programação:
11:30h – Recepção e Credenciamento
12;20h – Saudações, Apresentação Anvisa e Homenagem Carlos Alcântara
13h às 15:30h – Almoço e Networking 
Apoio: CIESP Campinas

Após atrasos acima de 30 dias, ANVISA inicia Parametrização e Canal Verde

Brasília(DF), 16/03/2017 – Anvisa – Foto: Michael Melo/Metrópoles

Ao lado de outras entidades do setor regulado, gestões do SINDASP resultam em melhoria dos processos. Expectativa é acabar com passivo de 8.000 LI’s até segunda-feira(24).

Após ver seus processos atrasarem acima de 30 dias no mês de setembro, a ANVISA recebeu informações do SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – ao lado de outras entidades do setor regulado, solicitando ajustes aos processos e prometeu melhorias. Entre elas, o início imediato da parametrização e do canal verde.
O SINDASP já havia se adiantado aos problemas, quando esteve em Brasília (DF) no início de junho, debatendo na Agência esse tema e alertando sobre a possibilidade dos atrasos e da importância de se adotar sistema semelhante ao do MAPA (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento).
Naquela oportunidade, a apresentação, feita pelo GAESI/USP ao lado do MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, quando foi detalhado o sistema de gerenciamento de riscos do MAPA, que atualmente está em operação para produtos de origem animal, no novo processo de exportação, com a utilização do Módulo LPCO. O conteúdo exposto serviria para avaliação de Benchmarking para análise de risco dos processos de importação com anuência ANVISA. O que não ocorreu naquele momento.
“O problema mais grave é o sistema de análise de risco, pois como ocorre no MAPA seria muito mais rápido e eficiente se tivessem adotado isso, já que muitas vezes o sistema operacional está fora do ar”, avalia Marcos Farneze, presidente do SINDASP.
A resposta da ANVISA aos questionamentos do SINDASP foi imediata. Além do início da parametrização, a Agência já estará com novos servidores a partir dessa semana, fator que levará à redução dos prazos, em informação relativa às equipes de análise à distância nos postos virtuais (PVPAF). “Acreditamos que a melhoria virá com a parametrização e a informatização dos processos. Vamos monitorar e contamos com a confirmação de todos os associados, Despachantes Aduaneiros”, sentenciou Farneze.

ABB inaugura nova fábrica em Sorocaba de painéis industriais de baixa e média tensão.

A ABB, multinacional suíço-sueca e líder na oferta de soluções digitais para indústria e energia, inaugurou ontem, dia 20 de setembro, mais uma fábrica no complexo da companhia em Sorocaba, interior de São Paulo. Com investimento local de mais de R$ 20 milhões, a estrutura tem como finalidade a fabricação e customização de painéis de baixa e média tensão.
“Com este novo investimento, a ABB reforça sua aposta no Brasil e fortalece a atuação local e para a América do Sul com a nova linha de produção para painéis industriais. Além disso, a nova unidade nos deixa melhor posicionados para contribuir com os investimentos em infraestrutura, em especial aqueles orientados para as tecnologias do futuro, como mobilidade elétrica, energia solar e eólica, tão essenciais para as cidades inteligentes”, conta Rafael Paniagua, presidente da ABB Brasil.
Além desta fábrica, a companhia planeja ampliar a manufatura de conteúdo local nos próximos anos. Os produtos e soluções fabricados no Brasil são distribuídos no mercado nacional e toda a região sulamericana.
“A nova unidade será mais bem equipada e com maior capacidade produtiva. A ABB é uma referência com seu vasto portfólio de produtos e soluções para os segmentos de produtos de eletrificação, robótica, automação e o setor de energia. Contribuir no processo de instalação desta fábrica é uma enorme satisfação”, afirma Sérgio Costa, diretor da Investe São Paulo – a agência de promoção de investimentos do Governo do Estado e parceira da ABB.
A ABB fornece produtos de alta tecnologia, qualidade e padrão global, que estão nos principais projetos de infraestrutura e em segmentos como o de energia, papel e celulose, mineração, óleo e gás, alimentos e bebidas. Com forte atuação regional, o mercado brasileiro representa 50% do faturamento da ABB na América do Sul. 
ABB Sorocaba – Inaugurado em 2014, o complexo da ABB em Sorocaba produz motores, geradores, sistemas de acionamento, eletrocentros e linhas de interruptores e tomadas. As demais unidades industriais da companhia estão localizadas em Guarulhos (SP) e Blumenau (SC), além da sede que fica em São Paulo (City América).
Importante polo industrial do Estado, Sorocaba apresenta excelentes condições de mercado e infraestrutura. Para o prefeito de Sorocaba, José Crespo, a instalação reforça a tendência de desenvolvimento do interior paulista. “Temos realizado um amplo trabalho no sentido de criar ações e projetos que incentivem a vinda dessas unidades em território sorocabano,” declarou. Já o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Robson Coivo, destacou que apesar da crise na economia, o município continuou crescendo e atraindo empresas. “Só temos motivos para ter orgulho da diversidade e qualidade de nossas empresas. Sorocaba está na vanguarda da atratividade de novos investimentos,” conclui Coivo.

Com informações Invest SP e ABB

Scania volta ao ritmo de 2013, passa a produzir em dois turnos e investirá mais R$ 1,1 bi até 2020

A fábrica da Scania no Brasil, localizada em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, voltou a produzir em dois turnos no mês passado, informou nesta quarta-feira, 19, o presidente da montadora para América Latina, Christopher Podgorski, durante o Salão de Hannover, na Alemanha.

O ritmo não era registrado desde 2013, ano em que o mercado de caminhões e ônibus cresceu pela última vez antes da crise. Até então, a fábrica operava em um turno só.

A operação em dois turnos diz respeito à montagem final dos veículos. As linhas de usinagem e cabine, por exemplo, a depender da sazonalidade, operam em três turnos.

O presidente da Scania informou também que, do plano de investimento de R$ 2,6 bilhões no Brasil entre 2016 e 2020, já foram desembolsados R$ 1,5 bilhão. Falta, portanto, investir R$ 1,1 bilhão nos dois anos restantes. Os aportes são principalmente para desenvolvimento de produtos e rede de distribuição.

O resultado da eleição presidencial, ele garantiu, não inviabiliza os investimentos. “Com o que já temos programados, não vejo a possibilidade de postergar ou cancelar aportes”, disse. Mas acrescentou que, independentemente de quem vença, todo empresário quer “horizonte, previsibilidade e estabilidade”. “Qualquer um que prover estas coisas está ótimo, mas, com o que as pesquisas eleitorais estão indicando, o cenário está complicado”, afirmou.

Hoje, a Scania destina 70% da sua produção no Brasil para o mercado externo, apesar do crescimento do mercado interno. É um recorde para a montadora e para o setor. Isso ocorre porque a fábrica de São Bernardo produz caminhões iguais aos que são montados pela empresa na Europa. Então, quando o mercado europeu está aquecido e a fábrica europeia não consegue suprir outras regiões, a fábrica brasileira é acionada. É o que tem acontecido há três anos, quando o mercado europeu cresceu de forma consecutiva. “E eles estão caminhando para o quarto ano seguido de crescimento”, disse Podgorski.

Por conseguir suprir demandas de regiões da Ásia, da África e da América Latina, a Scania tem sido pouco afetada pela crise da Argentina, o principal destino para outras montadoras instaladas no Brasil.

A Scania de São Bernardo vai terminar o ano de 2018 com produção de 27 mil unidades, das quais 30% são para o mercado brasileiro, 35% para demais países da América Latina e 35% para outras regiões do mundo. O principal destino é a Rússia, que deve receber 5,6 mil unidades em 2018. Para Argentina serão mandadas 2 mil unidades, mesmo nível do ano passado.