“O futuro do comércio exterior do Brasil é o passado”, afirma AEB

“O futuro do comércio exterior do Brasil é o passado”. A afirmação é do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, durante o Encontro Nacional de Comércio Exterior – Enaex 2018, no Rio de Janeiro, essa semana.

Castro disse que apesar dos superávits constantes na balança comercial, o país vem perdendo mercado por exportar basicamente commodities, produtos que, além de não contarem com valor agregado, sofrem forte influência externa. “Já em 2018 e em 2019 nossos indicadores vão apontar queda devido a situação econômica da Argentina, devemos fechar um saldo de U$ 56 bilhões esse ano contra os U$ 67 bilhões do ano passado”, previu.

Entre as razões do pessimismo, o presidente da AEB elencou o alto Custo Brasil – estimado em 30% em estudo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimac) – que roubaria cerca de 2 milhões de empregos qualificados no país. Castro diz que o único caminho é promover reformas (tributária, previdenciária, entre outras) urgentemente, reduzir a burocracia, investir em infraestrutura e acabar com a insegurança jurídica que assustaria os mercados nacional e internacional.

Com informações AEB e Comex do Brasil

Monsanto amplia centro de logística high tech

Após São Paulo, “Logistics Smart Center” ganha versão menor para São José dos Campos.

A Monsanto do Brasil lançou o Logistics Smart Center, um centro logístico que monitora indicadores e informações operacionais e permite a visualização, em tempo real, das operações da transportadora até o cliente.

A empresa iniciou o trabalho de criação do Logistics Smart Center em dezembro do ano passado e inaugurou a sala, localizada na unidade de São Paulo, em março de 2018. Agora, além da Sede, localizada em São Paulo, o projeto também foi replicado na unidade de São José dos Campos, com uma sala menor.

O monitoramento inclui todas as etapas desse processo, do armazenamento do produto ao deslocamento da carga da gigante de sementes e defensivos agrícolas.

Com o novo centro, os profissionais recebem alertas que antecipam situações críticas para agir com antecedência e minimizar possíveis impactos na operação.

A empresa iniciou o trabalho de criação do Logistics Smart Center em dezembro do ano passado e inaugurou a sala, localizada na unidade de São Paulo, em março de 2018.

O centro, em São Paulo, é composto por dez monitores touchscreen pelos quais a equipe de supply chain da Monsanto acompanha as operações e utiliza ferramentas estatísticas e analíticas, algoritmos e machine learning de forma integrada para monitorar todas as etapas.

As telas contam com informações de diversos softwares utilizados na empresa, como Brasil Risk (para acompanhamento de frota), Tibco Spotfire (visualização de dados e analytics), ERP SAP ECC, CRM da Salesforce e sistemas de monitoramento de temperatura e umidade dos armazéns.

“Os sistemas já eram utilizados pela empresa mas, a partir da criação do Smart Center, a equipe passou a consumir as informações geradas de maneira mais ágil e aprofundada”, relata Rogério Lenza, líder de TI para a área de supply chain da Monsanto na América do Sul.

A empresa trabalha desde 2014 na transformação da área de Logística e Customer Care.

Com pilares divididos em Pessoas, Processos e Sistemas, a área definiu nos últimos anos uma nova malha logística e a implantação de novos sistemas para otimizar rotas e prever situações críticas para o negócio.

Com as novas mudanças do Logistics Smart Center, a equipe passou a contar com monitoramento de cargas e dos centros de distribuição em tempo real; monitoramento por câmeras, temperatura e umidade dos centros de distribuição; gestão de estoque e financeira; e a extração e tratamento de dados.

“Essas mudanças já contabilizam expressivos resultados no período pós implementação, como a elevação de 20% no nível de entregas no tempo correto por meio da ferramenta de machine learning, com mais de 600 atrasos de entregas evitados em 3 meses”, diz Carlos Ricardo Andrade, líder da área de Customer Care da Monsanto para América do Sul.

Além da nova sala em São José dos Campos, há acesso remoto à plataforma em outras 14 localidades, entre elas: Camaçari (BA), Campo Verde (MT), Paracatu (MG), Itaí (SP), Santa Helena de Goiás (GO) e Uberlândia (MG).

Transportadoras apelam ao STF para cancelar multas da greve

As empresas multadas por bloquear estradas durante a greve dos caminhoneiros, em maio, tentarão convencer o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de cancelar a cobrança. Segundo o jornal Metro, o argumento do grupo é que os veículos pararam porque não havia alternativa, uma vez que as rodovias estavam fechadas.

As empresas, portanto, alegam que não incentivaram ou participaram da greve, mas foram forçadas a “aderir”.

O jornal afirma que o ministro declinou de pedidos de audiência de representantes das transportadoras. Uma audiência com todas as empresas citadas foi marcada no dia 20 deste mês para que Moraes escute todos de uma só vez. 

Fonte: Jornal Metro

Iata: transporte de carga mantém crescimento reduzido em junho

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) divulgou os dados sobre os mercados de carga aérea global do mês de junho. A demanda, medida em quilômetros por toneladas de carga (FTK), aumentou 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, dando continuidade ao recuo no crescimento de carga aérea desde o início de 2018. O aumento no primeiro semestre de 2018 é de 4,7%, menor que o índice de 2017.

A capacidade de carga, medida em quilômetros por toneladas de carga disponíveis (AFTK), cresceu 4,1%, superando o crescimento da demanda todos os meses desde março. Segundo a Iata, o crescimento deve continuar em ritmo mais lento devido a três fatores.

O primeiro deles é o ciclo de reabastecimento, no qual as empresas refazem seus estoques para atender à demanda, que acabou no início de 2018. Com isso, houve uma queda significativa nos volumes de carga. Influenciaram também nos índices a desaceleração estrutural nas condições de comércio global e a retenção temporária das aeronaves da frota da Nippon Cargo Airlines, na segunda quinzena de junho.

“O transporte aéreo de carga continua um negócio difícil, com riscos negativos crescentes. Ainda esperamos um crescimento de aproximadamente 4% ao longo do ano. Mas a deterioração do comércio mundial é uma preocupação real. As guerras comerciais nunca produzem vencedores. Os governos não podem esquecer que a prosperidade vem com o apoio ao seu comércio, e não com obstruções às economias”, afirma o diretor geral e CEO da Iata, Alexandre de Juniac.

DESEMPENHO – Todas as regiões, exceto a África, registraram aumento em relação ao ano passado no volume de transporte aéreo de carga em junho, mas o crescimento lento na região Ásia-Pacífico, que representa quase 37% de todo o mercado de carga aérea, reduziu a taxa de crescimento global. As companhias da Europa registraram aumento de 3,3% nos volumes de carga aérea e a capacidade aumentou 5,4%. No primeiro semestre, a região teve aumento de 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já o volume de transporte de carga das companhias aéreas da América do Norte aumentou 3,8% e, a capacidade, 3,4%. Nesse cenário, as empresas da América Latina registraram aumento de 5,9% na demanda, o maior entre todas as regiões. No entanto, a capacidade diminuiu 5,7%. O crescimento nos primeiros seis meses de 2018 foi de 10,1%.

Sancionada MP do Frete com veto a anistia às multas da greve dos caminhoneiros

O presidente Michel Temer converteu em lei o projeto da Medida Provisória 832/2018, que ficou conhecida como MP do Frete e instituiu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. A sanção da lei está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 9, e veio com um veto: foi retirado da norma o trecho que anistiava as multas e sanções aplicadas em decorrência das paralisações dos caminhoneiros nas manifestações ocorridas entre 21 de maio e 4 de junho de 2018.

Na justificativa do veto, o Planalto alegou que o dispositivo “enseja renúncia de receitas para o Poder Público”, sem contar que as punições foram impostas por decisão judicial e em função do poder de polícia do Estado. “Deste modo, além de representar ingerência fiscal reflexa entre os Poderes, a propositura deveria estar acompanhada de seu impacto orçamentário e financeiro como requisito de validade”.

A nova lei formaliza a instituição de uma tabela com preços mínimos para o transporte de cargas, classificadas em cinco tipos: geral, a granel, frigorificada, perigosa e neogranel. Esses valores devem ser definidos e divulgados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com priorização dos custos referentes ao óleo diesel e aos pedágios.

O tabelamento dos fretes foi uma das medidas do pacote que o governo negociou com os caminhoneiros para pôr fim à paralisação da categoria que durou 11 dias, no fim de maio. A partir daí, a tabela com os preços mínimos do serviço se tornou objeto de grande impasse. A versão editada em 30 de maio foi substituída por uma outra, para atender ao setor produtivo, que alegou que a tabela levou ao aumento dos custos no transporte de mercadorias. Uma segunda tabela foi elaborada, mas esta precisou ser revogada pelo governo horas depois de sua edição, desta vez por reclamação dos caminhoneiros. A polêmica seguiu e foi parar na Justiça.

No entendimento do governo, a primeira tabela está em vigor. Algumas entidades empresariais sustentam que não. Mas ainda não há palavra final sobre isso. Todas as decisões da Justiça sobre o tabelamento estão bloqueadas por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, que só pretende retomar a discussão sobre o assunto no próximo dia 27, com a realização de uma audiência pública. Paralelamente, a ANTT trabalha em uma nova versão da tabela.