Carga também: companhia aérea de baixo custo Norwegian Air vai operar no Brasil

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) autorizou o funcionamento da Norwegian Air no Brasil, segundo decisão publicada nesta quarta-feira (8) no Diário Oficial da União.

No fim de julho, a terceira maior companhia aérea europeia de baixo custo informou que havia solicitado, por meio de sua subsidiária do Reino Unido, direitos de tráfego no Brasil para possíveis voos de Londres.

Naquele momento, a empresa afirmou que buscava oportunidades para iniciar as operações em 2019.

Em sua autorização, a Anac informa que a companhia aérea pretende “operar em território nacional como empresa de serviço de transporte aéreo internacional regular de passageiro, carga e mala postal”.

A autorização entra em vigor nesta quarta-feira e está condicionada ao cumprimento pela empresa das exigências previstas em lei.

Cade multa Rodrimar por cobrança indevida de THC-2

Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) condenou a Rodrimar por infração contra a ordem econômica. O processo, aberto pela empresa Marimex e que tramita desde 2006, trata da cobrança do serviço de segregação e entrega de contêineres prestado pelos terminais portuários, conhecido como THC-2. A Rodrimar recebeu multa de R$ 972,96 mil e deverá deixar de cobrar contêineres dos recintos alfandegados independentes. O plenário decidiu que, em caso da continuidade da cobrança, a Rodrimar deverá pagar multa diária R$ 20 mil.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (8), durante a 127ª sessão ordinária do órgão antitruste. O presidente do Cade, Alexandre Barreto, determinou o envio de cópia da decisão à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e ao Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP). Em seu voto, Barreto fez considerações sobre o monopólio situacional do operador portuário, sobre o efeito anti-concorrencial de taxas extras dadas nesse mercado e sobre a importância da segurança jurídica que deve estar presente na relação entre o Estado e o setor privado.

O processo esteve em pauta no Cade em 2016, mas teve pedido de vistas da conselheira Cristiane Alkmin, que havia pedido mais informações a entidades setoriais. A decisão desta quarta-feira não tem nenhuma relação com o inquérito que investiga se houve suposto beneficiamento da Rodrimar na edição do Decreto dos Portos (9048/2017).

Procurada pela Portos e Navios, a AgênciaNacional de Transportes Aquaviários (Antaq) não se manifestou sobre a decisão. Na última terça-feira (7), o diretor-geral da Antaq, Mário Povia, disse que a manutenção ou não da cobrança do THC-2 está totalmente em aberto porque a norma está em audiência pública. Povia ressaltou que a proposta da agência procurou tratar duas questões que eram emergenciais: trazer terminais de uso privado (TUPs) e arrendatários para mesma regulação, bem como trazer a regulação de preços do THC-2 para agência. “Não fazia sentido que, desde 2013, com novo marco, isso ficasse com as autoridades portuárias. A maioria acabou não regulando porque tem que estar com a agência mesmo”, comentou durante a IV Conferência de Direito Marítimo, Portuário e do Mar promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio de Janeiro.

Fonte: Portos e Navios

Com câmbio favorável, exportador tem maior rentabilidade desde outubro de 2015

A valorização do dólar – que permite ao exportador receber mais, em reais, pelos produtos vendidos ao exterior – levou a rentabilidade das exportações brasileiras ao maior patamar desde outubro de 2015.

Segundo índice mensal calculado pela Funcex, centro de estudos do comércio exterior, a rentabilidade dos produtos embarcados para fora do País subiu 3,1% na passagem de maio para junho. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta foi ainda maior: 13,2%.

No acumulado do primeiro semestre, a rentabilidade das exportações brasileiras foi 7,2% superior à registrada nos seis primeiros meses de 2017. Os ganhos cambiais vêm compensando aumentos no custo de produção não repassados ao preço dos produtos embarcados.

Segundo a Funcex, o efeito cambial foi determinante na rentabilidade apurada em junho porque, se fosse considerada apenas a diferença entre o preço das exportações em dólares e o custo de produção, a margem seria 1,2% menor, na comparação com o mesmo período do ano passado.

De 23 setores que conseguiram ganhar mais com exportações em relação a junho de 2017, 14 só tiveram aumento de rentabilidade porque o dólar se valorizou sobre o real. Nos demais, os ganhos, além da ajuda do câmbio, vieram porque as empresas conseguiram aumentar preços e/ou cortar custos. No resultado que consolida todas as atividades, o índice de rentabilidade apurado pela Funcex chegou a 94,5 no sexto mês deste ano. É a maior marca desde outubro de 2015, quando o índice foi de 95,9.

Fonte: Época Negócios

Caterpillar inaugura nova linha de transmissões em Piracicaba(SP) e mira exportações

Com um investimento de R$ 55 milhões, a Caterpillar passa a produzir no Brasil as transmissões para máquinas pesadas, como motoniveladoras, carregadeiras e tratores de esteiras, fabricadas pela empresa para atender ao mercado local e exportações. As linhas de montagem já estão em operação e foram oficialmente inauguradas em evento na fábrica de Piracicaba na terça-feira, dia 31 de julho. Com isso, a Caterpillar torna-se autossuficiente na produção das transmissões para os equipamentos que fabrica no Brasil. Antes, esses componentes eram importados.

A montagem local de transmissões aumenta a competitividade das máquinas que a empresa produz no Brasil, beneficiando as exportações e contribuindo positivamente com a balança comercial brasileira. Fomenta ainda a cadeia de suprimentos brasileira com produtos de alto valor agregado, auxilia a política de desenvolvimento industrial e promove a geração direta e indireta de empregos, sendo 70 e 350 respectivamente.

As linhas produzem hoje seis diferentes arranjos de transmissões dos tipos planetária e contra eixo. Esse número saltará para 17 arranjos até março de 2019. No total, são 1.800 componentes diferentes entre todos os arranjos para atender à produção local de tratores de esteiras, motoniveladoras e carregadeiras de rodas.

“A produção de transmissões no mercado nacional introduz inovações e novas tecnologias à capacidade do Brasil em montar estes componentes complexos para máquinas autopropulsadas. Reduz o tempo de resposta da cadeia de suprimentos em até 20 dias. E, quando as linhas estiverem operando plenamente, teremos 70 postos de trabalho diretos adicionados em nossa fábrica, com a estimativa de gerar cinco vezes mais postos considerando toda a cadeia de suprimentos”, adianta o presidente da Caterpillar Brasil, Odair Renosto.

Para viabilizar este projeto, a Caterpillar contou com apoio técnico da Investe SP, a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade. “O investimento reforça a confiança no potencial do Estado de São Paulo. Estamos muito satisfeitos pela contribuição da Caterpillar para o setor industrial do Estado e do País”, destaca Sérgio Costa, diretor da Investe.

O processo –Por ser um componente altamente complexo e de grande importância para nossas máquinas, a transmissão trouxe várias tecnologias da Indústria 4.0 para a Fábrica de Piracicaba. Entre elas, sistemas de gerenciamento produtivo que identificam no processo possíveis falhas de montagem antes que elas ocorram e chaves de torque com conexão por bluetooth para aplicação e rastreamento de 100% dos torques e garantia de perfeição à aplicação.

O time de Engenharia também desenvolveu o sistema transportador que movimenta as transmissões em processo de montagem sobre a linha. Dotado de tecnologia elétrico-hidráulica, o sistema ajusta a altura da transmissão de acordo com a estágio da montagem e a altura de cada montador, otimizando ao mesmo tempo a agilidade do processo e a ergonomia.

Já a célula de teste valida 100% das transmissões prontas usando alta tecnologia de confiabilidade para testar o corpo de válvula, verificar o correto engate das marchas, a relação de torque, pressão de óleo, temperatura, nível de ruído, bem como a existência de vazamentos, contaminantes, vibrações e todas as funcionalidades da transmissão. “Esse equipamento simula com perfeição uma máquina em operação e, com ela, podemos garantir que todas as transmissões que produzimos estão totalmente dentro dos padrões de qualidade da Caterpillar”, confirma o engenheiro de manufatura Carlos Carraro, um dos líderes na implementação das linhas de transmissão.

As linhas de montagem de transmissões ocupam uma área de 5.200 metros quadrados em um dos prédios fabris da Unidade de Piracicaba-SP. Para acomodar essa nova operação, a empresa transferiu sua área de estocagem de pequenos componentes para um prédio novo, construído especialmente para esta finalidade, com 2.800 metros quadrados, em área dentro da mesma unidade.

O time multifuncional que compõe este projeto é formado por engenheiros de manufatura especialistas em processos, controle de qualidades, testes de validação, logística e manutenção. Integra a equipe os líderes dos times de produção e os operadores. A maioria participou das atividades de transferência na fábrica de Dyersburg-EUA, incluindo o treinamento de várias semanas de operadores, de modo a garantir a qualidade final do produto aos nossos clientes. 

Sobre a Caterpillar

Por mais de 90 anos, a Caterpillar torna o progresso sustentável possível e direciona mudanças positivas em cada continente. Os clientes contam com a Caterpillar para ajudá-los a desenvolver a infraestrutura e a gerar energia de que necessitam. Com vendas e receitas de U$ 45,5 bilhões, a Caterpillar é líder mundial na fabricação de equipamentos de construção e mineração, turbinas industriais a gás, motores a diesel e gás natural, grupos geradores de energia elétrica e locomotivas diesel-elétricas. A companhia também provê financiamento e serviços relacionados por meio de seu segmento de Produtos Financeiros. Está presente no Brasil há 63 anos, tendo 5.200 funcionários e sendo a principal exportadora brasileira em seu segmento.

 

União Química faz aquisição

A União Química, um dos maiores laboratórios farmacêuticos do Brasil, fechou um acordo para compra de uma fábrica de biotecnologia da Elanco, divisão de saúde animal da americana Eli Lilly, nos Estados Unidos. O valor da operação não foi divulgado.

Para o laboratório brasileiro, que atua em saúde animal com a divisão Agener, a aquisição representa o primeiro passo de internacionalização de suas operações fabris, hoje distribuídas em cinco unidades em Embu-Guaçu (SP), Pouso Alegre (MG), Taboão da Serra (SP) e Brasília (DF).

Além disso, é estratégica também para os negócios de saúde humana. Uma área de expansão do complexo fabril americano, que recebeu investimentos de US$ 100 milhões nos últimos anos e nunca foi utilizada, deverá ser usada no futuro para produtos de saúde humana. Nesse mercado, a União Química concentra seus negócios nas linhas de oftalmologia, sistema nervoso central e dor, medicamentos isentos de prescrição (OTC, na sigla em inglês) e genéricos, além de medicamentos de prescrição e hospitalar.

As informações são da Master Minds.