BNDES investirá R$ 40 milhões em incubadoras e parques tecnológicos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai investir até R$ 40 milhões em um fundo para empresas incubadoras e parques tecnológicos. A operação foi autorizada nesta quarta-feira (29) pela diretoria do banco.

As receitas serão aplicadas em cotas do Fundo de Investimento em Participações Inova Empresa MPE Capital Semente – Primatec. Este valor é equivalente a 40% do patrimônio comprometido no fundo. Segundo o BNDES , a operação foi apresentada durante uma reunião na última terça-feira (28), na sede da instituição, entre a diretora da Área de Mercado de Capitais do Banco, Eliane Lustosa, o diretor executivo da Antera Gestão de Recursos S.A., Robert Binder, e o consultor operacional do fundo, o diretor executivo da Brain Ventures S.A., Marcelo Almeida.

Criado a partir do programa Inova Empresa, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Primatec é o primeiro fundo nacional destinado ao segmento de incubadoras e de parques tecnológicos. Os alvos são os setores de tecnologia da informação e comunicação (TICs), energia, sustentabilidade e economia criativa.

O fundo trabalha com um modelo de financiamento para projetos empresariais em estágio inicial de desenvolvimento, chamado capital semente, e investe em startups que têm como origem incubadoras instaladas em parques tecnológicos. Os projetos são obrigados a apresentar novos produtos, serviços ou processos que representem novidades ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo ou social.

A Rede Primatec, atualmente integrada por 16 parques tecnológicos e incubadoras entre os mais importantes do País, além de participação do governo e do setor privado, atua no funcionamento do fundo. “Estruturada de forma a estabelecer um novo paradigma baseado no mérito, em condições igualitárias e transparentes, a Rede difunde a cultura do capital empreendedor, contribuindo efetivamente para o desenvolvimento dos sistemas de inovação”, disse o banco.

Além disso, o BNDES destacou que a criação de incubadoras é incentivada por governos de todo o mundo, entre eles Israel e China, porque significam agentes catalisadores do desenvolvimento tecnológico. O banco afirmou que as incubadoras também são vistas como agentes de mudança, “capazes de atuar em falhas de mercado, expandindo o desenvolvimento econômico através de uma base de pequenas empresas e promovendo a formação de novos negócios”.

Exportação: nos últimos três anos, a manga é a fruta que gera maior receita para o Brasil

Estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) mostra que nos últimos três anos, entre as frutas exportadas pelo Brasil, a manga foi tricampeã na geração de receitas. Em 2016, os europeus gastaram US$ 169 milhões em mangas tupiniquins, produzidas principalmente no Vale do São Francisco, entre a Bahia e Pernambuco.

Chama a atenção o fato de que, além de registrar aumento de consumo, a manga “pegou preço” no mercado europeu, passando a ser encontrada no pequeno varejo e não apenas nas grandes redes de supermercados. De 2011 a 2016, o volume importado pela União Europeia subiu apenas 32,5%, enquanto, em valor, a elevação foi de 90,52% – indicando que o preço médio da fruta aumentou consideravelmente.

O Brasil está entre os 10 maiores produtores mundiais de manga – estave no 6º lugar no ranking da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em 2014 (último ano com dados disponíveis). Entre 20% e 25% do volume produzido pelo Vale do São Francisco é vendido ao mercado internacional e, desta quantidade, 74% foram destinados para a União Europeia na média dos últimos cinco anos, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A União Europeia tem preferência por variedades menos fibrosas – entre elas, palmer, kent e keitt, produzidas no Brasil. Para atender ao gosto dos fregueses, o cultivo da variedade tommy foi reduzido. No Norte de Minas, praticamente só se cultiva manga palmer e, no Vale do São Francisco, essa variedade já equivale a praticamente metade da área plantada.

Apesar dos números positivos, o Brasil perdeu participação nas importações europeias. Enquanto o volume total comprado pelo bloco entre 2006 e 2016 subiu 58%, as importações do Brasil subiram apenas 34,9%. O país cedeu mercado ao Peru e à Costa do Marfim, que aumentaram em 113,9% e 109,7% seus envios no mesmo período, respectivamente. Conta a favor dos concorrentes a isenção da tarifa de importação, enquanto o Brasil paga tarifas comuns que, no caso da Holanda, principal porto de entrada, é de 6%.

Os analistas do Cepea/USP Rogério Bosqueiro Junior e Fernanda Palmieri dizem que, para ampliar a competitividade da manga brasileira no exterior, “é imprescindível que produtores e exportadores da fruta se mantenham informados sobre as características desses mercados, sobretudo no que se refere à estrutura de distribuição, níveis de exigência e hábitos de consumo”.

Além de ser o principal fornecedor de manga à União Europeia há mais de uma década, o Brasil se destacou em 2016 no envio de melão para o bloco europeu (47% das compras externas da fruta). A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) acredita que em 2019 as exportações de frutas brasileiras atingirão a marca histórica de US$ 1 bilhão, contra uma receita atual de US$ 662 milhões/ano. A estratégia é aumentar as vendas para os países compradores já consolidados, sem descuidar da abertura de novos mercados.

Com informações da Agrolink

IATA: carga aérea no Brasil volta ao patamar de 2014, antes da crise

carga viracoposO transporte aéreo mundial de cargas cresceu 9,2% em setembro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2016, segundo a Iata (International Air Transport Association), entidade que representa as 275 maiores companhias de aviação do mundo.

O desempenho em setembro superou a média mensal histórica de expansão apurada pelo setor ao longo dos últimos cinco anos, que é de 4,4%. A capacidade oferecida pelo setor também aumentou em setembro na comparação anual, mas a um ritmo menor, de 3,9%. A taxa de ocupação para o frete aéreo melhorou em 2,2%, para 45,5%. Entre os principais mercados da aviação no mundo, a região que apresentou o melhor desempenho foi a da Europa, que teve em setembro aumento de 10,3% no frete de cargas.

Na América Latina, o frete aéreo também cresceu, com variação de 7,6%. Segundo a Iata, o incremento do transporte de cargas nos mercados latino-americanos reflete a melhora da atividade econômica na região, em especial no Brasil, que em termos de volume está retornando aos patamares de 2014, anteriores à crise.

Frota de aeronaves na América Latina e Caribe deverá mais que dobrar até 2036

Airbus-A380Entre 2017 e 2036, a América Latina e o Caribe precisarão de 2.677 novas aeronaves de passageiros e de carga para atender à demanda crescente, de acordo com a última Previsão Global do Mercado (GMF) da Airbus. Essa demanda, no valor de US$ 352 bilhões, corresponde a 2.084 aeronaves de corredor único, além de 593 de dois corredores e aeronaves muito grandes.

Se isso vier a se concretizar, a frota em serviço na região mais do que dobrará das 1.211 aeronaves de hoje para 2.882 nas próximas duas décadas. Destas aeronaves, 1.006 serão para substituição de aeronaves de gerações mais antigas, 1.671 serão responsáveis pelo crescimento, e 205 deverão permanecer em serviço.

O GMF da Airbus prevê que o tráfego de passageiros que vão para, saem de ou viajam dentro da América Latina e Caribe cresça 4,4% anualmente até 2036. O tráfego interno e intra-regional da região crescerá ainda mais rapidamente, a 4,8% ao ano, enquanto o crescimento mais alto do tráfego deverá ser nas rotas para o Oriente Médio (6,1%) e para a Ásia-Pacífico (5,8%). Um fator-chave que impulsiona esse crescimento é a classe média da região, que deverá aumentar para meio bilhão de pessoas até 2036.

A previsão é de a economia da região crescer acima da média mundial nas próximas duas décadas. “Estamos otimistas quanto às perspectivas no longo prazo para o setor de transporte aéreo da América Latina, agora que estamos começando a ver sinais claros de recuperação econômica em toda a região, conforme sinalizado pelo seu PIB, que deverá crescer em 3%, acima da média mundial”, disse Rafael Alonso, presidente da Airbus América Latina e Caribe durante o Alta Airline Leaders Forum. “Além disso, com o aumento do tráfego de longo curso, achamos que as transportadoras latino-americanas poderão capturar a participação de mercado que atualmente está sendo perdida para transportadoras estrangeiras em rotas para a Europa, o Oriente Médio e a América do Norte”.

Na Argentina, onde a economia deverá aumentar 2,6% ao ano nos próximos 20 anos, as frotas que atendem ao país exigirão 330 aeronaves até 2036 para supri a demanda do mercado. Isto será impulsionado por uma aceleração do crescimento do tráfego para e a partir do país, que duplicou nos últimos 20 anos.

Até 2036, o número de megacidades da aviação em todo o mundo aumentará de 58 para 95, e as atuais megacidades regionais de Bogotá, Buenos Aires, Lima, Cidade do México, Santiago e São Paulo passarão a contar com a companhia de Cancun, Cidade do Panamá e Rio de Janeiro. Essas nove serão responsáveis por 150 mil passageiros de longo curso diariamente.

Mais do que duplicar na frota comercial nos próximos 20 anos, serão necessários 49.130 novos pilotos e 53.800 novos engenheiros de manutenção, proporcionando uma oportunidade de crescimento para os postos de serviço regionais de atendimento ao cliente da Airbus. Somente nos últimos três anos, a Airbus expandiu sua rede global de locais de treinamento de cinco para 16, sendo dois na América Latina – o Centro de Treinamento da Cidade do México da Airbus foi inaugurado em em 2015 e o Centro de Treinamento da Airbus Brasil em 2016.

Com mais de 1.000 aeronaves vendidas e uma carteira de encomendas de cerca de 450, mais de 650 aeronaves Airbus estão em operação em toda a América Latina e Caribe, representando uma parcela de mercado de 53% da frota em serviço. Desde 1990, a Airbus conseguiu mais de 60% das encomendas líquidas da região e, nos últimos dez anos, a Airbus triplicou sua frota em serviço na América Latina.

A Previsão Global do Mercado da Airbus fornece uma análise detalhada da evolução mundial do transporte aéreo, cobrindo mais de 200 fluxos distintos de tráfego de passageiros e frete, bem como uma evolução ano-a-ano das frotas dos operadores de aeronaves de todo o mundo, através da análise da frota de quase 800 companhias aéreas de passageiros e 200 transportadoras de carga ao longo dos próximos 20 anos. Ao fazê-lo, a previsão abrange a demanda do mercado regional por aeronaves de todos os tamanhos até a maior aeronave disponível hoje, o A380.

Marcos Farneze é reeleito para conduzir a categoria dos Despachantes Aduaneiros 2018/2021

elson e far3O SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – amanheceu nesta quinta-feira (23) com o Presidente Marcos Farneze reeleito pela maioria dos votos na eleição para gestão do mandato de 2018 a 2021. Elson Isayama será o vice-presidente da Entidade.

A Chapa 1 – Credibilidade e Renovação – foi eleita por 64% da vontade dos eleitores, Despachantes Aduaneiros. As eleições ocorreram nos dias 21 e 22 de novembro.

O presidente reeleito do SINDASP, Marcos Farneze, enalteceu a condução do pleito. “Obrigado a todos que contribuíram com seu voto, pois permitiram o pleno exercício da democracia em nossa entidade. A expressiva votação conquistada indica que estamos no caminho certo”.

Conquistas – O SINDASP passa por um momento de conquistas para todos os profissionais que representa. Recentemente, o Sindicato obteve na justiça um mandado de segurança inédito em sua história, contra a paralisação dos auditores fiscais da Receita Federal. Outra vitória neste final de 2017 foi a assinatura de um convênio com a Receita Federal para que a certificação dos Despachantes Aduaneiros como O.E.A. (Operador Econômico Autorizado) seja conduzida em curso de qualificação no âmbito dos Sindicatos em todo o Brasil, sem mais a exigência das provas pela ESAF.