Allink lança boleto online para facilitar pagamento de frete internacional, taxas e emissão de recibos

A ALLINK, um dos maiores e mais conceituados NVOCCs, especializada na consolidação de carga marítima LCL, lança no mês de Julho sua mais nova ferramenta para o Portal do Cliente: o Boleto Online. Essa novidade facilitará o dia a dia do departamento financeiro dos seus clientes.

Usando o boleto, o cliente abandona a atual prática do Comércio Exterior de ir até o banco ou até uma filial para efetuar pagamentos. Assim que o cliente efetua pagamento via boleto online, a Allink reconhece de forma automática o pagamento e disponibiliza o recibo no próximo dia útil no Portal do Cliente, não sendo mais necessário enviar o comprovante do pagamento por e-mail, tornando o processo mais ágil, eficiente e seguro.

“Dentro do módulo boleto online, é possível emitir, caso seja opção do cliente, um único boleto para diversos processos, podendo incluir fretes e taxas tanto de importação como de exportação em um mesmo boleto. Inclusive, para correntistas do Itaú, a transferência bancária também é uma opção”, menciona Fabio Marques, diretor Financeiro e Administrativo da Allink.

Essa novidade está disponível dentro do Portal do Cliente Allink. Para acessar, basta entrar em allink.com.br. “Para que o cliente da Alllink tenha acesso ao portal, basta solicitar a sua senha de acesso ao vendedor ou customer service de sua conta e utilizar mais essa inovação. Além do boleto, o cliente pode consultar os status de seus embarques, efetuar bookings de exportação, consultar recibos e documentos relativos aos seus processos, e outras ferramentas que vão facilitar e agilizar a rotina de nossos clientes, com total segurança.” menciona André Gobersztejn, diretor Comercial da companhia.

NTC & Logistica divulga números da defasagem dos fretes

caminhao finalEntre os números anunciados, a defasagem é de 22,9% nos fretes de carga “lotação ou fechada” e de 9,81% para carga “fracionada”

Foi realizado na quarta-feira (03/08), a segunda edição de 2016 do CONET. O evento reuniu um grande número de empresários e líderes do setor de Transporte Rodoviário de Cargas. Após a primeira edição do ano ter sido realizada na cidade de São Paulo durante o mês de janeiro, Bento Gonçalves/RS foi a sede escolhida para abrigar esse importante evento para o TRC.

O evento começou com o discurso de Paulo Caleffi, presidente da Fetransul, entidade anfitriã do evento. Caleffi exaltou a presença de várias entidades do setor, mostrando a força do Transporte Rodoviário de Cargas. “É surpreendente que temos aqui 11 federações do transporte de cargas, isso representa 100% das Federações brasileiras. Temos também 43 sindicatos, que mostra a força que vai sair daqui com as resoluções. O que tem de representação do transporte está aqui”.

Caleffi também citou a necessidade do realinhamento dos preços que o setor pratica. “O evento foi muito concorrido, muitos transportadores, muitos presidentes de sindicatos, de federações, e associações, e isso demonstra claramente a necessidade que o setor está de realinhar seus preços, realinhar suas tarifas para poderem alimentar qualquer esperança de rentabilidade”.

O presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), José Hélio Fernandes, durante a abertura, comentou a recessão econômica do país e ressaltou a importância das entidades do setor. “Eu nunca vi uma crise que chegasse com tanta força como essa chegou. É quase como trocar o pneu com o caminhão andando”. “Nós queremos que as bandeiras de nosso setor nasçam nas bases, nos sindicatos de nosso setor”.

José Hélio também afirmou a importância do evento para o setor. “É um evento muito representativo, com a presença de empresários e lideranças que demonstra a preocupação com esse momento. Temos gente do Brasil inteiro, e isso é muito importante para nós. Todo mundo buscando solução para saber o que fazer nas empresas. Este é um ótimo momento para saber o que pensam os empresários”.

Para Urubatan Helou, vice-presidente da NTC, essa edição do CONET, deve ser histórica pelo momento do país. “Esse CONET, aonde trataremos do INCT e da evolução dos custos do transporte, pode ser o CONET mais histórico que tenhamos assistido”.

Urubatan também se mostrou otimista quanto ao sucesso do evento. “Eu acho que sairemos daqui com a missão cumprida. Com a missão das entidades cumpridas. O que cabe a entidade fazer, é isso que ela está fazendo agora, participar”.

Estudos e apresentações técnicas do setor

Neuto Gonçalves dos Reis, Diretor Técnico da NTC&Logística, trouxe a público o índice de variação do INCT, feita através de estudos do Departamento de Custos Operacionais – DECOPE. Para cargas fracionadas, o índice de variação foi de9,08%. Já para cargas lotação, a variação foi de 7,30%.

Em seguida, o assessor técnico da NTC, Lauro Valdívia, apresentou o resultado da pesquisa sobre a defasagem dos fretes. Entre os números apresentados, vemos uma defasagem de 22,9% nos fretes de carga lotação. Para a carga fracionada o número é de 9,81% abaixo do custo apurado pela NTC. Confira mais aqui.

O evento contou ainda com as apresentações de Alex Agostini, economista-chefe na Austin Rating, que trouxe para o evento um panorama geral do cenário macroeconômico do país no período 2016/2017, e de Francisco Pontes, Diretor Executivo da Temarco Logística e Setcarce, que trouxe uma Proposta de Análise Setorial Transporte De Cargas Encomendas.

Ao final do primeiro dia de evento, aconteceu o jantar temático “Com a Mão na Massa”, oferecido pela Fetransul.

O CONET&Intersindical é uma realização da NTC e tem como entidade anfitriã a Fetransul.  Além disso, o evento conta com o patrocínio da Autotrac, BgmRodotec, CCR Nova Dutra, Man, Iveco, Cummins, Mercedes-Benz, Sascar, Tnix e Trade Vale.

Fonte: NTC&Logística. E SINDICAMP

Indústria volta a melhorar, mas ainda longe de patamares do passado

Pelo quarto mês seguido, a produção industrial registrou crescimento, de 1,1% de maio para junho. Entretanto, ainda acumula uma retração de 9,1% no ano, com pior primeiro semestre desde 2009. Para que esse crescimento seja chamado de recuperação, a indústria ainda tem que vencer desafios. Entre eles, números como 531,76 mil demissões de janeiro a julho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged); e 22,4% da população superendividada, de acordo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“Essa melhora mensal indica que a indústria parou de cair em queda livre e iniciou um processo de estabilização. Mas o grau de devastação acumulado no setor produtivo ainda é tão vasto, que demora muito para chegar à franca expansão”, analisa o professor de economia do Ibmec, Reginaldo Nogueira.

O coordenador dos cursos de gestão da Newton Paiva, Leandro César Diniz da Silva, afirma que, apesar de ser apenas 1,1% de crescimento no mês, o número tem um gostinho de reversão de um cenário negativo. Mas, segundo ele, ainda demora para que o brasileiro sinta efeito prático no dia-a-dia. “Se persistir, automaticamente a demanda vai voltar a subir e a indústria terá necessidade de voltar a produzir mais. Então, vai gerar emprego e mais renda para fazer a roda da economia voltar a girar”, avalia.

Segundo o coordenador da de indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), André Macedo, os quatro meses positivos representam um incremento de 3,5%. “Mas ainda há uma perda importante a ser recuperada, devido aos resultados negativos mais intensos observados desde 2015. Claramente ainda permanece um perfil disseminado de taxas negativas na maior parte das atividades industriais”, comenta.

Fonte: O Tempo

CNI defende revogação do acordo marítimo Brasil e Chile

O acordo de reserva de carga estabelece que somente armadores brasileiros e chilenos podem transportar cargas marítimas na rota 

Em entrevista à Agencia CNI de Notícias, o grente-executivo  de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria CNI), Wagner Cardoso, defende a revogação do acordo marítimo assinado pelo Brasil e Chile há 41 anos por considerar que o documento “prejudica o comércio entre os dois países” e “presta um desserviço à sociedade brasileira”. Na opinião dele, com o acordo “perdem os exportadores e os importadores, e a sociedade em geral, que perde emprego, renda e atividade econômica”.

O acordo de reserva de carga estabelece que somente armadores brasileiros e chilenos podem transportar cargas marítimas na rota Brasil-Chile e segundo o diretor da CNI “a prática tem demonstrado que o que faz reduzir os preços do frere e aumentar o nível de eficiência do serviço é a competição”.

As normas do acordo impedem, por exemplo, que um navio que sai de um terceiro país e passa pelo Brasil antes de chegar ao Chile possa levar mercadorias brasileiras para o país vizinho, conforme destaca Wagner Cardoso: “apenas os navios de bandeira brasileira e chilena podem fazer esse tipo de transporte. O monopólio torna o transporte mais caro. Na prática, um navio da China com destino ao porto de Valparaiso (Chile) não pode levar mercadorias brasileiras para o porto chileno mesmo que passe antes pelo Porto de Santos”.

Na entrevista, Wagner Cardoso fez um balanço sobre a nova Lei dos Portos (Lei 12.815/2013), classificando a norma como positiva para o setor portuário. Ele observa que, em três anos, houve avanços significativos em relação aos Terminais de Uso Privado (TUPs), mas pondera que o governo deve priorizar a privatização de administrações portuárias. O gerente também defende a revogação do acordo marítimo de reserva de carga entre Brasil e Chile, que, há 41 anos, impõe um monopólio ao frete entre os dois países sul-americanos. Confira a entrevista:

Agência CNI de Notícias – O Brasil investe pouco em infraestrutura, apenas 2% do PIB. Quanto o país deveria investir?

Wagner Cardoso – O Brasil está investindo hoje cerca de R$ 120 bilhões por ano em infraestrutura, mas tem que pular para cerca de R$ 300 bilhões para chegar a 5% do PIB. O único caminho para conseguir isso é aumentando a participação do setor privado nos investimentos, na gestão e no financiamento da infraestrutura. A ampliação do investimento em infraestrutura é um dos caminhos para atenuar a crise que o país enfrenta atualmente.

Agência CNI de Notícias – Quais medidas o senhor sugere para destravar a infraestrutura do Brasil?

Wagner Cardoso – De forma geral, não precisamos de mais leis. As leis são boas, os marcos regulatórios são bons. O que é preciso é que o Poder Executivo melhore a sua gestão e avance com editais de privatização de melhor qualidade. É preciso também reestruturar o Ministério dos Transportes, para que faça realmente um planejamento de longo prazo para o setor, e investir em concessões de rodovias e aeroportos, e na privatização de administrações portuárias.

Agência CNI de Notícias – Qual a expectativa da CNI em relação ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal?

Wagner Cardoso – Há uma boa expectativa em relação ao PPI. Trata-se de uma concepção moderna, mas que ainda está sendo estruturada. Estamos ansiosos para ver o que vão lançar no mercado e, ao mesmo tempo, otimistas pelos contatos que fizemos até agora.

Agência CNI de Notícias – Em relação ao setor portuário, o que avançou desde a edição da nova Lei de Portos (Lei 12.815/2013)?

Wagner Cardoso – O balanço é bastante positivo. Foram autorizados 40 novos terminais privados. Para se ter ideia, antes da lei, era autorizado em média um terminal a cada três anos. Em relação aos terminais arrendados, houve também avanço significativo, porque a nova lei permite a antecipação da prorrogação do contrato do terminal, possibilidade que não existia antes. Desde a aprovação da lei, nove terminais foram prorrogados. Isso é interessante para que o empresariado portuário faça investimentos. Portanto, tivemos avanços nos TUPs (Terminais de Uso Privado) e nas áreas dos portos. Isso, não tenho dúvida, vai aumentar a competição no sistema portuário.

Agência CNI de Notícias – O que falta ser feito no setor portuário?

Wagner Cardoso – A principal reivindicação da CNI é a privatização das administrações portuárias. É preciso também melhorar as condições de acesso marítimo aos portos. Outra questão importante é definir logo o decreto das poligonais – atualmente, o único porto grande que tem sua poligonal definida é o de Paranaguá. A lei de 2013 deu um ano para que o governo definisse todas as poligonais. Só vão existir mais terminais privados se o governo definir com clareza essa questão, essencial para a construção desses empreendimentos e primordial para dar maior segurança jurídica ao investidor privado. Basta publicar um decreto, pois a lei já está bem clara quanto a isso.

Agência CNI de Notícias – Os portos não têm funcionado bem sob a gestão do setor público?

Wagner Cardoso – Costumo comparar a administração portuária com um shopping. O síndico do shopping é a administração portuária, enquanto as lojas são os terminais portuários. Esses últimos estão com a produtividade alta, são todos privados. Falta privatizar a administração do shopping, que hoje é ineficiente e não está preparada para dar o salto de qualidade que os portos brasileiros precisam.

Agência CNI de Notícias – Há 41 anos um acordo marítimo de reserva de carga entre Brasil-Chile está em vigor. Qual a sua avaliação? 

Wagner Cardoso – A ideia, na década de 1970, quando foi concebida, não era ruim. No entanto, era para o acordo durar três ou quatro anos, mas já está aí há 41 anos. O principal problema dessa reserva é o forte poder que coloca nas mãos dos armadores para a negociação de frete. Pelo acordo de reserva de carga, somente armadores brasileiros e chilenos podem transportar cargas marítimas no tráfego Brasil-Chile. A prática tem demonstrado que o que faz reduzir os preços do frete e aumentar o nível de eficiência do serviço é a competição. Essa reserva está prejudicando o comércio bilateral entre Brasil e Chile. O acordo está prestando um desserviço à sociedade brasileira. Perdem os exportadores e os importadores, e a sociedade em geral, que perde emprego, renda e atividade econômica.

Agência CNI de Notícias – Como funciona essa reserva? Um navio que sai de outro país e passa pelo Brasil antes de chegar ao Chile não pode levar mercadorias brasileiras para terras chilenas?

Wagner Cardoso
 – Não pode, só se for de bandeira brasileira ou chilena. O monopólio torna o transporte mais caro. Na prática, um navio da China com destino ao porto de Valparaiso (Chile) não pode levar mercadorias brasileiras para o porto chileno mesmo que passe antes pelo Porto de Santos.

Fonte: CNI

Brasil e Argentina assinam acordo que reduz em 35% custo de certificados de origem

Certificado de Origem Digital vai diminuir tempo para obtenção do documento de até três dias para cerca de 30 minutos

Brasil e Argentina firmaram, nesta terça-feira (2), Declaração Conjunta orientando as áreas técnicas dos países a dar prosseguimento ao Projeto Piloto do Certificado de Origem Digital (COD).

A inovação deve gerar economia de tempo: atualmente, a obtenção do certificado leva até 24 horas, podendo chegar a três dias quando a entidade emissora não se localiza na cidade da empresa solicitante. A expectativa é de que a emissão eletrônica do COD reduza esse prazo para 30 minutos.

O acordo foi assinado pelos ministros Marcos Pereira e Francisco Cabrera, representando o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil (MDIC) e o Ministério da Produção da Argentina. Na avaliação de Pereira, o certificado de origem digital representa economia de custos de pelo menos 35% na emissão do documento, uma vez que reduz gastos com logística.

De janeiro a julho de 2016, a corrente de comércio entre Brasil e Argentina registrou US$ 12,5 bilhões. O país vizinho figura como o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

Para o ministro Francisco Cabrera, a simplificação dos trâmites contribui para fortalecer o potencial de comércio das empresas argentinas. Ele destaca também o interesse em avançar para construir uma agenda conjunta entre Brasil e Argentina.

“O plano produtivo do governo para a geração de emprego tem entre seus pilares a simplificação da burocracia e a inserção inteligente no mundo. Este processo com o Brasil está em linha com ambos os objetivos”, disse Cabrera.

O secretário de Comércio Exterior, Daniel Godinho, e o secretário de Comércio da Argentina, Miguel Braun, assinaram Memorando de Entendimento Técnico que vai permitir a aceitação de assinaturas eletrônicas entre os governos.

O certificado de origem digital é o documento eletrônico que atesta a origem da mercadoria, assinado digitalmente pelo exportador e pelo funcionário habilitado da entidade emissora autorizada pelo Mdic. O COD atende a rígidos padrões de segurança, dando maior confiabilidade à transação comercial. Brasil e Argentina serão os primeiros países a adotar o mecanismo. 

Acordo de Cooperação – Os ministros também assinaram o Acordo de Cooperação em Facilitação de Comércio entre Brasil, Argentina e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O acordo prevê a troca de informações técnicas e de experiências no desenvolvimento do comércio exterior, na harmonização e simplificação de processos e exigências de dados, na coordenação das ações de agentes intervenientes no comércio exterior e na promoção da transparência nas relações comerciais bilaterais. 

Comércio bilateral – Neste ano, as exportações brasileiras para a Argentina caíram 1,8% em relação aos primeiros sete meses de 2015, passando de US$ 7,6 bilhões para US$ 7,5 bilhões. A participação da Argentina nas exportações brasileiras em 2016 é de 7%.

No acumulado do ano, o Brasil registra superávit de US$ 2,5 bilhões. As exportações brasileiras para a Argentina apresentam a seguinte composição: 93,5% de manufaturados, 3,2% de produtos básicos e 3% de semimanufaturados. A composição das importações, por outro lado, foi de 75% de manufaturados, 21,6% de produtos básicos e 3,4% de semimanufaturados.

Em 2015, a corrente de comércio entre o Brasil e a Argentina atingiu US$ 23 bilhões, com exportações de US$ 12,8 bilhões e importações de US$ 10,2 bilhões, o que resultou num superávit para o Brasil de US$ 2,5 bilhões.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Indústria,

Comércio Exterior e Serviços