Rafotek escolhe a cidade de Itu para primeira unidade das Américas

Empresa investe R$ 20 milhões em fábrica de reatores para usinas de geração de energia eólica e solar.

A Trafotek, fabricante finlandesa de componentes indutores para a geração de energia, anunciou nesta sexta-feira, 11 de março, a abertura de sua primeira planta produtiva das Américas em Itu. A unidade é a única fabricante de filtros e reatores com refrigeração líquida para usinas eólicas e solares no Brasil, e começou a operar no fim de Fevereiro.

O projeto recebe apoio da Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo. Estão sendo investidos R$ 20 milhões e empregadas 25 pessoas.

“A cadeia produtiva de equipamentos e bens de capital para energia no Estado de São Paulo é a mais completa do País, e a Trafotek vem para complementar ainda mais esse cenário”, explica o presidente da Investe SP, Juan Quirós. A Agência apoiou a empresa principalmente na interlocução com órgãos públicos e na identificação de incentivos tributários aplicáveis ao empreendimento.

A Trafotek já importava seus produtos da Finlândia ou Estônia. A demanda pela nacionalização de peças correspondeu às necessidades de seus próprios clientes, já que as políticas tributárias e as linhas de financiamento disponibilizadas por diversas estâncias governamentais favorecem produtos feitos com mais de 60% de conteúdo nacional.

“Estamos em uma fase de crescimento no mundo inteiro, e a expansão dos mercados de energia eólica e solar no Brasil nos mostrou que o País seria um bom ponto de partida na região. A médio prazo enxergamos a possibilidade de crescer ainda mais no continente”, afirma Klaus Franco, diretor da nova planta.

“Itu comemora a vinda de mais uma empresa que vai fortalecer a nossa geração de empregos. A Trafotek se destaca pela fabricação de reatores para usinas de energia limpa, explorando o vento e a luz do sol. Esse segmento está alinhado aos nossos ideais de sustentabilidade e qualidade de vida. A assessoria da Investe São Paulo foi importante para que a cidade pudesse comprovar sua capacidade de receber de braços abertos mais esta indústria”, disse o prefeito de Itu, Antônio Tuíze.

Segundo Franco, a empresa escolheu Itu por ter fácil acesso a seus principais clientes.

Fonte: Investe São Paulo

Viracopos lidera e amplia share de carga internacional, por valor FOB

vcp nubladoNos últimos quatro anos, o Aeroporto Internacional de Viracopos aumentou 22,5% sua participação, em valor FOB(US$), da carga importada no Brasil, entre todos os modais(aéreo, rodoviário, ferroviário e marítimo).

Em 2012, no início da concessão do aeroporto, Viracopos detinha 6,52% do total movimentado no mercado brasileiro em bilhões de dólares. Já em 2015, esse percentual subiu para 8%. Ou seja, de toda a riqueza importada pelo país, 8% passa por Viracopos.

Já em 2013, o aeroporto começou a demonstrar crescimento de participação no mercado, com 6,69%. No ano seguinte, em 2014, esse volume passou para 7,44%.

Modal Aéreo – Se analisados os dados de importação apenas do modal aéreo, Viracopos vem se mantendo na liderança absoluta com 41% do total movimentado no Brasil em 2015.

Na exportação, Viracopos aumentou sua fatia no mercado de 30,29%(em 2014) para 31,78%( em 2015) do valor FOB movimentado pelo modal aéreo brasileiro.

Viracopos também lidera na soma das exportações e importações do modal aéreo. O aeroporto fechou com 38,86% do total do valor em bilhões de dólares que entraram ou saíram do país.

Da Redação

Na esteira do Brasil, transporte aéreo mundial de carga desacelera em 2015, segundo números IATA

iata_logo__05O transporte aéreo de carga registrou em 2015 crescimento de apenas 2,2% ante o ano anterior, uma desaceleração comparada à expansão anual de 5% apurada em 2014. A informação é da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata), que congrega as 260 maiores empresas de aviação do mundo.

O desempenho de 2015 foi afetado pela fraca atividade em dezembro, quando o modal aéreo transportou apenas 0,8% mais que em igual mês de 2014. Nas rotas internacionais, o transporte aéreo de carga cresceu 0,7% em dezembro e 2,5% no acumulado de 2015. Já nos voos domésticos, a aviação apurou uma demanda cargueira 1,4% maior em dezembro, mas apenas 0,1% superior aos números de 2014.

Segundo os dados da Iata, a América Latina foi a região, ao lado da África, que teve o pior desempenho do transporte aéreo de carga em 2015. As aéreas latino americanas tiveram retração de 6,2% na demanda ante 2014, prejudicadas pela forte recessão no Brasil.

As empresas africanas transportaram 8,4% menos. Na ponta contrária, o Oriente Médio cresceu 4%. “O ano de 2015 foi muito ano difícil para o transporte aéreo de carga. O crescimento desacelerou e a receita está caindo”, disse o presidente da Iata, Tony Tyler. Segundo ele, em 2011 a receita de carga aérea atingiu um pico de US$ 67 bilhões. “Para 2016, não estamos esperando que a receita exceda US$ 51 bilhões”, apontou o executivo.

Fonte: Jornal Valor

Hyundai Rotem conclui fábrica de trens no interior de SP

Apenas três semanas após conseguir a licença de operação para a primeira unidade produtiva no Brasil, a fabricante sul-coreana de material rolante Hyundai Rotem está prestes a finalizar um investimento da ordem de R$ 100 milhões no projeto, instalado em Araraquara, no interior de São Paulo. A cidade é velha conhecida como um polo ferroviário do Estado e já conta com uma fábrica da Randon.

A nova fábrica tem capacidade para produzir até 2 mil carros – que compõem os trens – por ano. Segundo o presidente da Hyundai Rotem Brasil, Sungha Jun, que recebeu o Valor no novo espaço, falta menos de 10% para realizar todo o investimento previsto. A área adquirira para a empreitada ainda conta com um espaço ocioso que pode ser utilizado para ampliação de capacidade ou investimento em nacionalização. Aportes com esses objetivos, porém, serão considerados conforme a entrada de pedidos.

Até agora, a fabricante conta com uma equipe de 138 trabalhadores, mas a expectativa é de que mais profissionais sejam contratados e de que esse número chegue a 180 até o fim do ano. Apesar da crise econômica enfrentada pelo Brasil, a empresa diz ver espaço para crescer e que bons novos projetos devem surgir.

O movimento se dá em um momento em que o país enfrenta uma grave crise recessiva e em que projetos de concessões e obras públicas que eram aguardados não saíram do papel. Em meio a esse contexto, está em andamento uma investigação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sobre o cartel de trens em São Paulo. O Ministério Público de São Paulo também investiga as suspeitas de cartel. A Hyundai Rotem, porém, diz enxergar perspectivas de demanda por trens para passageiros, dada a necessidade do país de investir em mobilidade urbana. Além disso, tem como foco não apenas o Brasil, mas a América Latina.

O primeiro pedido do grupo no Brasil, para fornecer trens à Linha 4 – Amarela, do Metrô de São Paulo, contou com trens trazidos da Coreia do Sul. Após iniciar a operação no Brasil, a Hyundai Rotem já conquistou outros dois contratos que envolvem a fabricação dos trens no país. A empresa é fornecedora dos trens para a Linha 2 do metrô de Salvador, capital baiana, e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O primeiro pedido, de 136 trens, já teve 32 unidades entregues. Para CPTM, a empresa deve fabricar outros 240 trens, sem entregas feitas.

Como conta com o financiamento do BNDES para os projetos, a companhia respeita o índice de nacionalização exigido pelo banco de fomento, em 60%. A fábrica é basicamente de montagem dos trens. Para atender ao índice, a empresa se adapta por meio da compra dos componentes no Brasil.

Com os pedidos já feitos, a empresa tem receita prevista de R$ 300 milhões para 2016 e o mesmo montante para 2017. Isso sem considerar novos projetos que podem entrar, nos quais o comando da companhia já está olho. Além de mapear projetos no Brasil, como o Metrô Rio e licitações da CPTM, a ideia é que a base de Araraquara sirva para atender a região da América Latina. Lima, no Peru, é apontada pelo presidente como um foco de interesse no momento.

Fonte: Valor Econômico

Líder entre os aeroportos cargueiros da Infraero, Manaus informatiza pesagem e registra ganho operacional de 30% na importação e na exportação

O Terminal de Logística de Carga (Teca) do Aeroporto Internacional de Manaus/Eduardo Gomes (AM) automatizou todo o processo de pesagem de cargas destinadas à importação e exportação. Após o registro de peso, as informações das balanças são automaticamente registradas no sistema TECAplus. Com a automatização, o Teca registrou ganho operacional de 30%. Quando pesado manualmente, o procedimento chegava a durar até 3 horas para ser concluído.

A novidade proporciona mais eficiência no tempo de fechamento de voos, menor contato físico com o carregamento e maior capacidade de processamento de voos simultâneos. Além disso, eliminou a possibilidade de divergências no registro de pesos, tornando o armazenamento de cargas mais dinâmico.

O Teca do aeroporto manauara foi o primeiro da Rede Infraero a informatizar todo o processo. A medida segue as normas da Portaria nº 3.518/2011 da Receita Federal do Brasil (RBF).

De acordo com o líder de projetos da Gerência de Infraestrutura e Logística, Jonas Batista da Silva, a experiência servirá de base para outros terminais que trabalham com despacho aduaneiro de mercadorias. “Para se tornar possível a automatização, a balança tem de ter uma interface que possa ser ligada ao computador. A partir dessa experiência, que funcionou bem, vamos expandir a medida para todos os demais terminais”, explicou.

O gerente de Negócios em Logística de Carga, Nilson Teixeira, explica que o cumprimento desta exigência da Receita Federal otimizou todo os procedimentos do Teca. “A implantação do sistema de integração de balanças ao TECAplus no Teca Manaus proporcionou agilidade e confiabilidade em nossos processos”.

Líder em movimentação de cargas da Rede Infraero – O Teca de Manaus foi responsável por mais de 40% do total de cargas movimentadas pela Infraero em 2015.

Passaram pelo terminal 123.009 toneladas de carregamento: 25.852 t de cargas importadas e 2.645 t exportadas. A movimentação nacional foi de 94.512 t. Eletroeletrônicos, autopeças e metais preciosos estão entre os itens mais movimentados.

Da Redação