Itupeva, no interior de São Paulo, receberá fábrica da L’OCCITANE. Setor de cosméticos acredita na retomada da economia.

cosméticosQuatro anos após o lançamento da marca franco-brasileira L’Occitane au Brésil, Grupo investe em projeto de uma fábrica local para desenvolvimento e reforço de investimento no país, um dos cinco países de maior crescimento e representatividade do Grupo.

A fábrica será instalada na cidade de Itupeva (São Paulo), próximo ao Centro de Distribuição do Grupo no Brasil, e ocupará uma área de 23 mil metros quadrados. O foco da unidade será a produção de linhas da marca L’Occitane au Brésil, mantendo a parceria com fornecedores terceiros para desenvolvimento de algumas categorias.

A empresa realizará uma cerimônia de descerramento de pedra fundamental da planta na primeira quinzena de setembro.

“Temos trabalhado lado a lado com a L’OCCITANE do Brasil para auxiliá-la em todos os relacionamentos essenciais para o sucesso do projeto. A fábrica vai deixá-los em contato direto com o maior mercado consumidor da América Latina e contribuir para dinamizar ainda mais nossa economia”, afirma Sérgio Costa, diretor da Agência.

Com a iniciativa, o Grupo pretende ampliar sua participação no mercado brasileiro, além de investir no desenvolvimento do país e conquistar cada vez mais os brasileiros, com sua expertise e cosméticos de qualidade.

As obras têm previsão de início ainda este ano, e sua operação em 2019, movimentando o município de Itupeva e sua economia local. “É um orgulho receber uma empresa deste porte, que vai gerar mais empregos e renda para Itupeva. Nossa primeira conversa com os representantes da L’OCCITANE do Brasil foi no aniversário da cidade e, por isso, considero como um presente à população. Agradecemos também a Investe São Paulo e a Câmara Municipal pelo apoio”, destacou o prefeito Marcão Marchi.

 

Retomada – O setor de cosméticos acredita na retomada da economia. O mercado global de cosméticos cresce cerca de 4,3% ao ano e deve chegar a US$ 428,9 bilhões até 2022. O Brasil corresponde a 7,1 % do consumo mundial e no ranking fica atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Apesar do setor ter sofrido em 2015 a primeira queda nas vendas em 23 anos, muitas empresas do setor estão confiantes na retomada do crescimento e estão investindo para conquistar novos clientes e aumentar sua participação neste mercado, que representa 1,8 % do PIB nacional.

Sobre a L’Occitane International S.A.

A L’Occitane International S.A. (a “Companhia”) é uma empresa líder mundial em produtos cosméticos e bem-estar, com base em ingredientes naturais e histórias verdadeiras de Provence, França e ao redor do mundo. Líder mundial no mercado de beleza premium, o Grupo L’OCCITANE produz e comercializa produtos de melhor qualidade, produzidos com tecnologia de ponta com quatro marcas, incluindo L’Occitane en Provence, Melvita, Erborian e L’Occitane au Brésil. Seus produtos são ricos em ingredientes naturais de origens rastreáveis, sempre respeitando o meio ambiente.

 

Setor têxtil sai na frente: MDIC instala Grupo de Trabalho que definirá Estratégia Nacional para a Indústria 4.0 no Brasil

O ministro interino da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima(FOTO AO CENTRO), presidiu nesta quarta-feira a sessão de instalação do Grupo de Trabalho da Indústria 4.0. O GTI 4.0 tem como atribuição propor uma Estratégia Nacional para a Indústria 4.0, buscando sua correlação com outras ações governamentais em curso que impactam a indústria nacional.

“Temos a oportunidade de vivenciar um marco real da história da evolução industrial e, mais do que isso, temos a oportunidade de contribuir para a elaboração de propostas de políticas públicas que serão fundamentais para a transformação da indústria”, disse.

“A Indústria 4.0 incorpora novas tecnologias à indústria tradicional, conectando nossos parques fabris às nuvens, a sistemas sensoriais virtuais-físicos, entre outros. A transformação digital é um desafio e uma oportunidade para a indústria brasileira, porque o investimento em tecnologia, certamente, implicará avanços na competitividade da nossa indústria”, completou.

O GTI 4.0 é coordenado pelo Gabinete do MDIC e conta com a participação dos ministérios da Educação; Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações; Fazenda; Trabalho e Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, entre outros. Também integram o grupo o BNDES, a FINEP, a EMBRAPII, o CNPq e a CAPES. O setor privado está representado por diversas associações e entidades de classe. A academia é representada por Instituições de Ensino e Pesquisa que desenvolvam atividades relacionadas à Indústria 4.0 e Manufatura Avançada.

 

Estratégia – Marcos Jorge disse aos integrantes do GTI 4.0 que o MDIC realizou uma pesquisa na qual identificou os pontos prioritários para uma estratégia governamental para a Indústria 4.0, com o seguinte resultado: desenvolvimento e conhecimento tecnológico; mecanismos de inserção e adoção de tecnologias; habilidades sistêmicas e formação educacional 4.0; fomento e financiamento para a adoção e geração de tecnologias para a indústria 4.0.

“Espera-se uma participação plural, em um projeto coletivo, envolvendo os diversos segmentos da sociedade brasileira, na elaboração de propostas com impacto de curto e médio prazo, constituindo uma plataforma para o diálogo de políticas públicas. Temas prioritários como aumento da competitividade das empresas brasileiras, mudanças na estrutura das cadeias produtivas, um novo mercado de trabalho, fábricas do futuro, massificação do uso de tecnologias digitais, startups, dentre outros, serão amplamente debatidos e aprofundados neste GTI 4.0. A participação dos senhores com envio de contribuições resultará em importantes medidas que impulsionarão a Indústria 4.0 no Brasil”, concluiu Marcos Jorge.

 

Parceiros – O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Guto Ferreira, disse aos integrantes do GTI 4.0 que a ABDI passou por uma série de transformações, se posicionando como uma agência de inteligência do governo federal para o setor produtivo. “Desde o primeiro momento, o ministro Marcos Pereira tem nos pedido muita atenção e celeridade nos temas relacionados à Indústria 4.0. No caso da ABDI, nós vamos trabalhar em dois polos dentro desse projeto: um é o modelo de maturidade e outro é o desenvolvimento dos testbeds”.

Guto explicou que o modelo de maturidade consistirá em uma plataforma onde a própria indústria vai conseguir enxergar o momento de maturidade em que está em relação à indústria 4.0. “A indústria vai poder enxergar se está na 1.0, 2.0, 3.0 e se ele está pronta para dar esse salto para a 4.0.  Na Alemanha, por exemplo, que é um país que tem avançado muito nesta discussão, pouco mais de 10% da indústria é 4.0, então essa ainda é uma transformação que deve levar alguns anos. A questão é quanto o Brasil vai estar no timing correto disso ou não, sabendo que nos próximos dez anos, teremos uma atualização do maquinário entre 40% e 50% do nosso parque fabril, é uma atualização muito sensível e é uma atualização extremamente necessária. Se a gente conseguir casar essa atualização de maquinário, essa atualização tecnológica com os temas de 4.0, isso obviamente fará o Brasil dar um grande salto”.

Na reunião, Guto Ferreira anunciou ainda que a ABDI via disponibilizar no próximo ano R$ 5 milhões para os testbeds, que são plataformas de experimentação de novas tecnologias em um ambiente que reproduz em escala um cenário real.

“Os testbeds são laboratórios-piloto que nós colocaremos em algumas áreas ou plantas específicas, dentro de alguns setores que nós vamos identificar sob o comando do MDIC. Vamos identificar quais setores estão prontos para dar esse salto de 4.0. O setor têxtil, por exemplo, já tem feito grandes avanços em 4.0. Para estes testbeds a ABDI vai disponibilizar já para o orçamento do ano que vem R$ 5 milhões”, afirmou.

“Devolver Viracopos foi saída menos traumática”, diz presidente da ABV

Durou pouco mais de 60 minutos a assembleia extraordinária de acionistas do aeroporto de Viracopos (SP) que decidiu, por unanimidade, pela devolução da concessão. Agora, o governo terá 24 meses para “reempacotar” o ativo e ofertá-lo novamente à iniciativa privada. “Foi o cenário menos traumático e desgastante para todos, sobretudo para o usuário”, disse o presidente da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (ABV), Gustavo Müssnich.

O tempo vinha jogando contra Viracopos. Sancionada em junho, a Lei 13.448 – que regra a destinação de concessões problemáticas – estabelece que, se aberto o processo de caducidade da concessão, uma entrega amigável do ativo não pode mais ocorrer. Com duas parcelas seguidas de atraso no pagamento de outorga, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já trabalhava com o panorama de abrir o processo. A situação ficou ainda mais grave com a crise financeira enfrentada pelos dois principais acionistas privados – Triunfo Participações e Investimentos e UTC, que entraram recentemente com pedidos de recuperação extrajudicial e judicial, respectivamente. A estatal Infraero tem 49% do capital da concessionária.

Ao Valor, Müssnich afirmou que os problemas que desaguaram na inédita decisão pela devolução de um aeroporto derivam do descolamento “chocante” entre as projeções de demanda de passageiros e de cargas versus a movimentação efetiva, esvaziada pela crise macroeconômica. O edital, por sua vez, exigia investimentos vultosos independentemente da demanda descalibrada.

A frustração com os números de passageiros e cargas afetou as receitas. Ao fim do primeiro trimestre, o aeroporto amargava um prejuízo de R$ 71 milhões. Além disso, há uma dívida com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de R$ 2,6 bilhões – sendo R$ 2,4 bilhões do empréstimo e o restante, juros. Müssnich afirmou que o aeroporto não está inadimplente. “Hoje temos em contas-reserva R$ 268 milhões, sendo R$ 144 milhões em uma conta outorga e a diferença para o pagamento de juros ou amortização de principal. Temos capacidade de receita para suportar com folga a operação do aeroporto. Mas não conseguimos pagar a outorga e a dívida juntas”.

Os estudos que balizaram o leilão previam cenários de movimentação, em 2016, de 18 milhões de passageiros ou de 15,2 milhões, dependendo das condições econômicas. Mas o que efetivamente se realizou no ano passado foram 9,2 milhões, conforme a Anac. No lado da carga, a projeção era de 409 mil toneladas, mas a movimentação alcançou 166 mil toneladas. Só foram atingidos, portanto 52% e 40%, respectivamente. O risco de demanda dentro do que poderia ser sensato, racional”. Ele afirmou, no entanto, que “erros de mais da metade fogem do que seria razoável. Entra uma questão de teoria da imprevisão”. Os estudos de demanda são de 2011, auge do otimismo com o Brasil. Adveio da demanda superestimada a obrigatoriedade de investimentos, como um novo terminal com 28 novas pontes de embarque.

A concessionária foi multada por não entregar as obras no prazo previsto, em maio de 2014. As pontes estão lá, mas a demanda é atendida, com folga, por 18 “fingers”. Soma-se a isso a mudança no critério de cobrança da tarifa para transporte de cargas, chamada de Teca-Teca. Ainda em 2012, ano em que o aeroporto foi leiloado, houve redu ção de R$ 0,50 para R$ 0,08 por quilo de mercadoria, o que ocasionou perda de receitas em uma atividade prioritária. Viracopos pediu reequilíbrio financeiro de R$ 460 milhões como valor presente do fluxo de caixa marginal dos 30 anos do projeto – a Anac reconheceu menos da metade.

O aeroporto passou de ícone da euforia com o crescimento econômico para símbolo da crise. A concessão previa, para o fim do contrato, até quatro pistas e um movimento superior ao de terminais como Frankfurt ou Chicago. Hoje, tem áreas vazias, dívidas e pontes de embarque totalmente ociosas. As alternativas à devolução eram um pedido de recuperação extrajudicial ou judicial. A relicitação amigável prevê a continuidade da prestação dos serviços até que o processo de relicitação termine. Nesse período, a concessionária continuará à frente do aeroporto.

A Lei 13.448 ainda não foi usada e precisa ser regulamentada para que se defina o rito da devolução. Será assinado um aditivo do qual constarão a suspensão das obrigações de investimentos, o detalhamen dos serviços que deverão continuar sendo prestados, a previsão de pagamento das indenizações devidas à concessionária pelo novo contratado e o pagamento aos financiadores do contrato. Até agora a concessionária diz que investiu pelo menos R$ 3 bilhões.

Mas, nem todo esse valor será ressarcido. O governo espera ter, de seis a oito meses, um cálculo do que já foi e do que não foi amortizado. Depois disso, a ideia do Ministério dos Transportes é leiloar o terminal. “Já temos dois blocos de aeroportos para oferecer ao setor privado e Viracopos pode ser incluído na mesma rodada de concessões, como um aeroporto individual”, disse o secretário nacional de Aviação Civil, Dario Rais Lopes. Ele já pretendia encaminhar ao conselho de Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) uma proposta de dois lotes: um em Mato Grosso (puxado por Cuiabá) e outro no Nordeste (encabeçado por Recife). Para o secretário, a decisão tomada na assembleia foi a melhor saída para governo, concessionária e usuários. “Os passageiros não serão prejudicados. Isso é o mais importante”, ressaltou.

Fonte: Valor Econômico

Exportação de carne de frango tem 1º saldo positivo desde Carne Fraca

As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 385 mil toneladas em julho, alta de 6,2% ante o total embarcado em igual período do ano passado, informou a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) nesta semana.

Conforme a entidade, esse é o primeiro saldo mensal positivo desde a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, deflagrada em março deste ano e que jogou o setor de proteínas brasileiro em uma grave crise de credibilidade.

Ainda segundo a ABPA, o resultado do mês passado também foi positivo em receita cambial, com US$ 619,2 milhões, alta de 2,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

No acumulado de 2017, houve queda de 4,6% no volume vendido de carne de frango, para 2,506 milhões de toneladas. Em receita, por sua vez, as exportações cresceram 5,4%, para US$ 4,201 bilhões.

“Emirados Árabes Unidos, Egito, Japão, México, Kuwait, Angola e outros mercados contribuíram para o bom desempenho registrado no mês. Nossa expectativa é que o ritmo se mantenha nesses níveis até o fim de 2017, recuperando o setor exportador dos impactos negativos registrados ao longo do primeiro semestre”, afirmou, em nota, o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra.

Rumo altera plano e vai reativar trilhos no interior paulista

Pressionada pelos órgãos de controle, a Rumo prepara mudanças em sua proposta de prorrogação antecipada no contrato da Malha Paulista, que já previa investimentos de R$ 4,7 bilhões em troca de mais 30 anos de prazo. A empresa se comprometerá em reativar dois ramais ferroviários no interior de São Paulo que estão abandonados, sem condições operacionais. Juntos, eles somam 554 quilômetros de trilhos.

Esses trechos fora de uso eram um dos principais pontos de fricção com o Tribunal de Contas da União (TCU) e com o Ministério Público Federal (MPF). O novo plano da Rumo, que busca distensionar as discussões, prevê a reativação dos ramais que seguem para os municípios de Panorama (na divisa com Mato Grosso do Sul) e Colômbia (na divisa com Minas Gerais). Ambos saem da “linha tronco” que corta o Estado de São Paulo em direção ao Porto de Santos. No primeiro caso, o ramal passa por Barretos; no segundo, atravessa cidades como Bauru e Tupã.

Até o fim desta semana, a Rumo deve receber um ofício da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontando a necessidade de “aprimoramentos e correções” em sua proposta de renovação do contrato de concessão, que expira em 2028.

A exigência de ajustes se baseia em contribuições feitas durante audiência pública realizada no início deste ano para discutir o plano original da concessionária. Dos 1.989 quilômetros de trilhos administrados pela Rumo na Malha Paulista, 835 quilômetros (cerca de 42% do total) estão sem nenhum tráfego na atualidade.

Cálculos feitos pela ANTT mostravam que a devolução da rede abandonada geraria um passivo de R$ 785 milhões à concessionária. Ela teria 18 meses de prazo para realizar estudos e concluir se valeria a pena reativar esses trechos ou entregá-los de volta à União. Pelos termos do contrato, se os trilhos são devolvidos sem condições operacionais, a empresa tem que pagar ao governo.

O diretor regulatório e institucional da Rumo, Guilherme Penin, afirma que já foi tomada a decisão de reabilitar dois ramais: Pradópolis-Barretos-Colômbia e Bauru-Tupã-Panorama. Eles têm, ao todo, 38 pontos “intrafegáveis” que vão precisar de obras importantes e aumentar o valor inicialmente previsto de investimentos. Com essa reativação imediata dos trilhos, tão logo o aditivo contratual seja assinado, Penin espera reduzir significativamente o passivo – talvez para algo inferior a R$ 300 milhões.

Mais importante, segundo ele, é que o conjunto de alterações na proposta da Rumo deve atender aos seguidos questionamentos dos órgãos de controle. “No nosso entendimento, os ajustes que estamos fazendo pacificam completamente o processo”, afirma.

Outros dois trechos serão devolvidos pela concessionária à União. Um é o ramal de 42 quilômetros que parte da “linha tronco” para Piracicaba. A avaliação da Rumo é que não há carga suficiente para viabilizá-lo. O outro é o ramal Cajati-Samaritá, de 213 quilômetros, que sai da Baixada Santista em direção ao Vale do Ribeira. Pelo menos seis prefeituras por onde passava essa última linha enviaram cartas à empresa pedindo que ela não fosse mesmo reativada, por problemas de conflitos urbanos no caminho.

Nos dois ramais, a concessionária vai entregar um estudo de “antieconomicidade” das linhas e um plano de alternativas de utilização dos trilhos, como a criação de VLTs ou trens turísticos.

Outro ponto importante no pacote de mudanças elaboradas pela Rumo é o desenvolvimento de projeto executivo de engenharia para as obras prometidas como contrapartida à prorrogação contratual. A subsidiária brasileira da projetista francesa Egis foi contratada. “Temos, por exemplo, mil sondagens de solo. O nível de detalhamento é muito alto”, diz Penin. Na proposta original de renovação encaminhada pela empresa à ANTT, trabalhava-se somente com o projeto conceitual.

Além disso, dois simuladores computacionais vão permitir um refinamento dos estudos de operação da malha, conforme pedido feito pela agência reguladora.

Ainda não é possível calcular em quanto os investimentos – estimados inicialmente em R$ 4,7 bilhões – vão mudar a partir das mudanças. A expectativa da Rumo é ter todas essas alterações prontas em poucas semanas.

No entanto, mesmo se não houver demora na parte que cabe à concessionária, o cronograma do aditivo contratual já “escorrega” para 2018. Segundo autoridades do setor, a ANTT deve levar em torno de três meses para fazer uma análise dos ajustes e então encaminhar um diagnóstico ao TCU. Na melhor das hipóteses, isso ocorreria entre novembro e dezembro. O governo já não trabalha com a hipótese de firmar a prorrogação neste ano.

No mês passado, o Valor já havia antecipado uma mudança no novo contrato da Malha Paulista: em vez de dois pares fixos de trens diários, poderão passar cinco composições por dia oriundas da Ferrovia Norte-Sul. Essa questão era tida como crucial para dar atratividade à concessão da Norte-Sul, que o governo pretende realizar em fevereiro de 2018.

 

Fonte: Valor Econômico