Jacareí (SP), no Vale do Paraíba, é destaque após anúncios de duas montadoras chinesas

Sany retoma obras e Chery produzirá novo carro em outubro.

A cidade de Jacareí, no Vale do Paraíba, virou referência recentemente após os anúncios das duas montadoras chinesas da cidade: Sany e Chery. Trabalho na Sany compõe o investimento de cerca de R$900 milhões e deve ser concluído no próximo ano. Já a Chery iniciará montagem do TIGGO 2 em outubro.

A empresa Sany retomou as obras para construção de uma fábrica em Jacareí (SP). O grupo anunciou um investimento de quase R$ 900 milhões no país e isso inclui prédio que ocupará um terreno de 560 metros quadrados às margens da Dutra.

Os trabalhos foram retomados em maio e estão previstos para acabar em outubro de 2017. Ainda não há previsão de quantos postos de trabalho a inauguração da fábrica vai gerar. O plano de instalação de uma planta em Jacareí foi anunciada em 2011, mas sofreu uma série de atrasos.

A empresa fabrica máquinas de grande porte para construção civil como escavadeiras, guindastes, equipamentos para construção de rodovias, portos e turbinas eólicas.

A instalação da fábrica em Jacareí é um ponto importante da estratégia da chinesa para nacionalizar a linha de escavadeiras e retroescavadeiras. Com a conclusão das obras, a planta terá capacidade para produzir até 2 mil máquinas por ano.

A empresa afirma que ‘novas contratações serão divulgadas mais para frente’; produção pode gerar 100 novas vagas.

Já a A Chery, vai começar a montar a partir de outubro em sua fábrica de Jacareí as primeiras unidades do Tiggo 2, novo utilitário esportivo da empresa chinesa. A chegada do modelo ao mercado nacional pode gerar na unidade cerca de 100 novos postos de trabalho. As contratações estão em negociação com o sindicato da categoria e ainda correm sob sigilo.

A produção do Tiggo 2, que já acontece em pré-série, será realizada na mesma linha de montagem dos demais veículos produzidos pela empresa em Jacareí, o compacto popular QQ e o Celer. “A linha está sendo adequada para isso”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Procurada para comentar sobre o assunto, a Chery disse apenas que os “detalhes sobre as possíveis novas contratações serão divulgadas mais para frente”. Por nota, a montadora confirmou o início da produção em escala do Tiggo 2 no segundo semestre deste ano, “período em que também acontecerá o lançamento oficial do modelo”, diz nota.

O prefeito de Jacareí, Izaias Santana (PSDB), visitou as instalações da fábrica nesta segunda-feira. Ele foi recebido pelo presidente da Chery no Brasil, Thomas Wong, e pelo vice Luis Curi. Essa foi a primeira vez desde que assumiu a prefeitura que o tucano esteve na unidade. “A reunião foi estritamente protocolar para saber como será a visita do governador da província chinesa de Anhui, detentora dos direitos econômicos da Chery, que acontece no dia 12 de agosto. Além disso, aproveitei para conhecer as instalações da montadora”, explicou o prefeito.

A Chery Brasil iniciou suas atividades 2014. A unidade foi construída em um terreno com mais de um milhão de metros quadrados em Jacareí e tem capacidade de produção de até 150 mil veículos por ano.

Racha político impede anúncio de novo leilão de aeroportos

Um racha no governo deve impedir o anúncio hoje de novos leilões de aeroportos.

A ideia do Ministério dos Transportes era aproveitar a cerimônia de assinatura dos contratos de concessão dos quatro terminais licitados em março – Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis – para divulgar que mais ativos serão repassados ao setor privado.

A pasta, comandada pelo ministro Maurício Quintella e à qual está vinculada hoje a Secretaria de Aviação Civil, defende a continuidade do programa de concessões por dois blocos regionais – nenhum deles com Congonhas (SP) ou Santos Dumont (RJ). Já a equipe econômica prefere uma privatização de todo o sistema de aeroportos ainda mantidos pela estatal Infraero. São 55 terminais.

O Ministério dos Transportes fechou uma proposta para ser levada ao conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Prevê um lote de aeroportos no Mato Grosso e outro no Nordeste. O primeiro bloco teria Cuiabá e quatro terminais menores que alimentam esse “hub” regional: Rondonópolis, Alta Floresta, Sinop e Barra do Garças.

Encabeçado por Recife, o segundo grupo contaria com outros dez aeroportos: Maceió, Teresina, João Pessoa, São Luís e Aracaju, Campina Grande (PB), Juazeiro do Norte (CE), Parnaíba (PI), Paulo Afonso (BA) e Imperatriz (MA). Mais robusto, esse bloco tem movimento anual de 14 milhões de passageiros. Por isso, estima-se um valor mínimo de outorga de R$ 2,2 bilhões (ao longo dos 30 anos de concessão) e investimentos de R$ 3,5 bilhões.

Além de ter preferência por um modelo que junta aeroportos rentáveis e deficitários no mesmo lote de ativos ofertados, o ministério rejeita a transferência simultânea de Congonhas e Santos Dumont à iniciativa privada. Para a pasta, não se trata apenas de uma questão de sustentabilidade financeira da Infraero, mas de manter a gestão de terminais que sirvam como uma espécie de “concessionária-espelho”. Ou seja: aeroportos em que o poder concedente tenha condições de observar, no dia a dia, boas práticas operacionais e referências para aplicar em terminais privados.

A visão da equipe econômica tem o ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, à frente. Trabalha-se com a perspectiva de privatização de toda a rede da Infraero, incluindo funcionários, por tempo indeterminado. Isto é, não se trata de um processo de concessão em que os bens voltam para a União depois de encerrado o contrato. Cálculos preliminares apontam a possibilidade de arrecadar cerca de R$ 14 bilhões, o que ajudaria os cofres públicos em um momento de grave crise orçamentária.

Para fontes no Palácio do Planalto que não fazem parte de nenhuma das duas alas divergentes, o problema na ideia do Planejamento é que dificilmente haveria tempo suficiente para formatar a privatização integral do sistema até o fim de 2018. Como já foi testado em três rodadas diferentes, um novo leilão de aeroportos com apenas dois blocos poderia ocorrer em até 12 meses.

A partir de hoje, os aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre iniciam sua transição para a alemã Fraport. A operadora francesa Vinci assumirá Salvador. O grupo suíço Flughafen Zürich AG ficará à frente de Florianópolis.

“Golpe na logística”: Abralog se posiciona sobre aumento dos impostos sobre combustíveis:

Após decreto publicado na semana passada pelo governo e que elevou a alíquota de PIS/Cofins que incide sobre a gasolina, o diesel e o etanol, o Portal ABRALOG divulgou nota sobre o posicionamento da entidade, que, segundo seu presidente, Pedro Francisco Moreira, o aumento é um “Golpe na Logística”. Segue a nota na íntegra:

O aumento dos impostos sobre os combustíveis foi um duro golpe na logística brasileira, setor que trava intensa batalha para fazer o Brasil ir e vir todos os dias, a despeito de nossa infraestrutura precária. Para a Associação Brasileira de Logística (Abralog), a decisão do governo representa um empurrão pelas costas, num momento em que o País animava-se com sinais de retomada da atividade econômica.

Aumentar imposto é um pouco mais de lenha na fogueira da crise, e, de resto, mais sufoco para a sociedade. A solução para o grave momento que vivemos é gastar menos, aumentar a produtividade e evitar o desperdício. Com esse aumento, não há como evitar o impacto em quase toda a cadeia produtiva.

O aumento é um desalento para o setor de transporte, que se vê de uma hora para outra diante de novos atoleiros. Para um segmento que apostava na logística e na construção da infraestrutura como forma de a Nação retomar o crescimento econômico, o aumento do imposto sobre os combustíveis é o mesmo que perder uma roda com o veículo em movimento, é jogar contra o patrimônio, é um tiro no próprio pé.

Pedro Francisco Moreira
Presidente da Abralog

Fonte: Portal da ABRALOG

Riyad Cambuí prossegue com promoções

O Restaurante da Cozinha Árabe “Riyad”, presente em Campinas(SP) há 24 anos, prossegue com promoções que tem atraído aqueles que gostam da culinária “das arábias”.

Carro-chefe da casa, as esfihas poderão ser servidas para quem optar pelo “rodízio de esfihas”. São 07 sabores dos deliciosos quitutes, de segunda a quarta, das 19h às 22h. O valor é de apenas R$ 20,90, por pessoa, válido para consumo no local.

Outra novidade é o “Rodízio Árabe” todas as quintas-feiras das 19h às 23h. Kibinhos, tabule e Kafta, 04 tipos de esfihas e três tipos de pastas, 02 tipos de charuto, Kibe crú e pães completam o paladar do cliente. O desembolso também é de ótima digestão: apenas R$ 47,90 por pessoa, também para consumo no local.

Para completar as novidades, cada dia, no almoço, um combo: prato combinado + suco e sobremesa(esfiha doce). E tudo por R$ 21,90.

Segundo André Penna, proprietário do local, a casa serve ainda porções generosas de carnes, como picanha de cordeiro grelhada ou costela de cordeiro, acompanhadas de arroz árabe e molho de hortelã. “Ao todo são mais de 50 itens no cardápio. Receitas de quibe, beirute, kebabs, saladas, porções e sobremesas complementam o menu”, completa Penna.

O endereço do RIYAD é Rua Antonio Lapa 382 (esquina com Barreto Leme) – Campinas (SP). O telefone é (19) 3254-3458.

O Riyad possui também Espaço Kids, Espaço Eventos e Delivery.

Receita Federal cria “janela única” para OEA-Integrado

Órgão Federal integra sistemas na área de comércio exterior. Nova Portaria dispõe sobre a participação de órgãos ou entidades da administração pública que exercem controle sobre operações de comércio exterior no Programa OEA.

A Receita Federal publicou nesta semana a portaria que define as regras para operação integrada do Fisco com outros órgãos do governo na liberação do comércio exterior. A medida vale para os chamados Operadores Econômicos Autorizados (OEA), normalmente grandes empresas do comércio exterior e que representam mais de 10% do fluxo de comércio do país.

Com a portaria, órgãos como o Ministério da Agricultura, Vigilância Sanitária (Anvisa), Exército e outros que tenham que fornecer alguma autorização para compras e vendas de produtos do Brasil ou do exterior poderão integrar os sistemas com o da Receita, reduzindo burocracia para as empresas.

O subsecretário de Aduana da Receita, Ronaldo Medina (FOTO), disse ao Jornal Valor que o chamado OEA-Integrado agora vai depender da adesão dos órgãos, que discutirão com o Fisco os pontos necessários para serem preenchidos pela empresa no sistema único. “O conceito é de janela única”, disse Medina.

O OEA-Integrado teve um projeto-piloto da Receita com o Ministério da Agricultura para incorporação do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). O modelo definido, explicou Medina, será o parâmetro para os entendimentos com os demais órgãos da administração pública.

Ele explicou que entre os principais pontos da portaria estão: adesão voluntária, publicação de ato conjunto da parceria com os órgãos, transparência dos requisitos a serem exigidos no sistema, entre outras.

Primeiro órgão a ser OEA-Integrado – A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) foi o primeiro órgão a firmar parceria com a Receita Federal, em dezembro de 2016, por meio da assinatura de uma portaria conjunta entre os dois órgãos. O documento dispôs sobre o planejamento e a execução de projeto-piloto que ocorrerá ainda no segundo semestre de 2017.

O Brasil responde por 6,9% do comércio agrícola internacional e a integração dos processos ao Programa OEA permitirá grande avanço no setor. “A defesa agropecuária trabalha fundamentalmente análise de risco. O conceito técnico de análise de risco é evitar que agentes nocivos à nossa agropecuária, que seriam danosos ao patrimônio nacional, tenham a probabilidade de entrar no País”, explicou o secretário de Defesa Agropecuária, Luiz Eduardo Pacifi Rangel, durante o evento conjunto.