Leilões de grandes aeroportos arrecadam R$ 3,72 bilhões com grupos estrangeiros e Governo fala em “recuperação de credibilidade”

poa altaFortaleza (CE), Salvador (BA), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) já estão nas mãos da iniciativa privada

O leilão dos aeroportos de Fortaleza (CE), Salvador (BA), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) garantiu ao governo uma arrecadação de R$ 3,72 bilhões em todo o período da concessão, cerca de 23% acima do valor esperado pelo governo, de R$ 3,014 bilhões. O ágio está bem abaixo dos valores praticados nas primeiras rodadas de concessão de aeroportos.

Os lances mínimos foram fixados com base em 25% do valor da outorga e esses valores terão que ser pagos no momento da assinatura do contrato. O governo garantiu uma arrecadação para esta etapa no valor de R$ 1,46 bilhão, o que representa um ágio de 94% sobre o mínimo estabelecido pelo edital (R$ 753 milhões).

Três grupos estrangeiros – a francesa Vinci, a alemã Fraport e a suíça Zurich levaram as concessões dos quatro aeroportos. Ao contrário dos leilões anteriores, eles entraram na disputa sem sócios no Brasil. Nenhum grupo brasileiro apresentou proposta pelos quatro aeroportos.

 

Disputa no pregão – O pregão viva-voz foi marcado por disputas entre os grupos interessados. O consórcio alemão liderado pela Fraport foi o grande vencedor do leilão ao levar os aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre.

A concorrência, no entanto, foi menor do que nas rodadas anteriores de privatização. No leilão dos aeroportos de Galeão e Confins,  5 consórcios participaram da disputa. Já no leilão dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Campinas, foram 11 concorrentes.

O governo comemorou o resultado. No Twitter, opresidente Michel Temer disse que o Brasil reconquistou a credibilidade internacional. Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, destacou que os vencedores são empresas qualificadas e reconhecidas internacionalmente. “São empresas com muita tradição e presentes em aeroportos muito bem avaliados. Elas vão trazer essa experiência para aeroportos que vão servir os brasileiros.”

Segundo Moreira Franco, o perfil das concessões mudou e focará mais na melhoria de serviços nos aeroportos do que na realização de obras. Ele também afirmou que o valor arrecadado com o leilão será destinado ao Fundo Nacional de Aviação Civil, que visa garantir investimentos para o desenvolvimento da aviação civil em todo o país.

Para o sócio do escritório ASDZ e especialista em direito aeronáutico, Guilherme Amaral, o resultado foi “surpreendentemente positivo”. “A expectativa era de um ágio menor e até de lotes vazios. A mudança da modelagem dos editais, com a saída da Infraero dos consórcios, e previsões mais flexíveis de investimento conforme a demanda colaboraram”, afirmou.

 

Regras – Questionado sobre a dívida de R$ 1,3 bilhão dos concessionários dos aeroportos do Galeão, Brasília, Viracopos, Confins e São Gonçalo do Amarante e risco dos atrasos nos pagamentos das outorgas também vir a ocorrer nos aeroportos leiloados nesta quinta, o governo disse que foram feitos aperfeiçoamentos nas regras como a carência de 5 anos para o pagamento das parcelas anuais de outorga e a retirada da participação obrigatória da Infraero nos consórcios.

“Isso dá mais segurança para o processo de financiamento”, destacou Moreira Franco. “E afasta o investidor aventureiro de um processo como este”, emendou Mauricio Quintella, ministro dos Transportes, destacando que os vencedores são operadores com grande experiência internacional.

Sobre a dívida das concessionárias atuais, cujo situação mais problemática é a do Galeão, Moreira Franco que o governo está discutindo com o BNDES uma “alternativa que seja legalmente e financeiramente aceitável, e atenda às necessidades dos contratos”.

 

Investimentos previstos – O investimento mínimo projetado para os quatro aeroportos juntos é de R$ 6,61 bilhões durante o prazo de concessão, que será de 30 anos (prorrogável por mais 5) , com exceção do aeroporto de Porto Alegre, cujo prazo é de 25 anos (prorrogável por mais 5).

Entre os principais investimentos que deverão ser realizados pelos futuros operadores estão a ampliação dos terminais de passageiros, dos pátios de aeronaves e das pistas de pouso e decolagem. Também estão previstos o aumento do número de pontes de embarque, ampliação dos estacionamentos de veículos.

Os aeroportos de Florianópolis, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza respondem atualmente por cerca de 12% do total de passageiros transportados no país.

 

Teste para o governo – O leilão foi tratado pelo mercado como primeiro grande teste de atratividade do programa de concessões na área de infraestrutura do governo Michel Temer. A estimativa é que os quatro aeroportos juntos gerem R$ 6,613 bilhões em investimentos ao longo do período de concessão.

Para tornar as concessões mais atrativas, o governo decidiu tirar a exigência da participação da Infraero nos consórcios (a estatal é sócia em 5 aeroportos concedidos com 49% de participação) e de pagamento de outorga nos 5 primeiros anos de concessão.

O objetivo do governo com as concessões e privatizações é ampliar os investimentos numa tentativa de reaquecer a economia, estimular a criação de empregos e melhorar a infraestrutura do país.

No dia 7, o governo anunciou um novo pacote de concessões, com 55 projetos, mas decidiu não incluir nenhum novo aeroporto na lista até que sejam feitos estudos sobre a sustentabilidade do sistema e da Infraero.

Atualmente, 6 aeroportos já funcionam sob gestão privada. Os terminais de Guarulhos, Brasília, Viracopos, Galeão, Confins e São Gonçalo do Amarante, responderam por 46,7% dos embarques e desembarques em voos domésticos e internacionais em 2016.

A expectativa é que os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, possam entrar nas próximas rodadas.

Porto Alegre, um dos terminais leiloados, registra crescimento de 43% de carga aérea internacional no 1º bimestre

O terminal de logística de carga (Teca) do Aeroporto Internacional de Porto Alegre/Salgado Filho (RS), um dos terminais incluídos no processo de concessão, ocorrido no leilão de 16 de março, registrou, no primeiro bimestre deste ano, um crescimento de 43% na tonelagem movimentada, em relação às cargas processadas nos dois primeiros meses de 2016. Entre janeiro e fevereiro de 2017, foram 2.609 toneladas, ante 1.822 t contabilizadas no mesmo período do ano passado. Desse total, 1.370 t se referem ao setor de importações, e 1.239t às exportações.
Os principais volumes exportados a partir do Teca gaúcho são calçados, artefatos indústria de armamentos, componentes eletrônicos e couro. Na importação, os destaques são cargas dos setores químico-farmacêutico, têxtil, equipamentos e instrumentos médicos, equipamentos agrícolas e automotivos.
“O mês de janeiro de 2017 representou o melhor resultado na exportação em volumes e tonelagem para o período desde 2006, com armazenagem de 30.131 volumes, que representaram 567 toneladas”, ressaltou a gerente de Negócios em Logística de Carga do Salgado Filho, Gisele Feilstrecker. “Estamos muito otimistas e com expectativa de continuar crescendo em todos os segmentos nos próximos meses, acompanhando a retomada do crescimento econômico do país”, acrescentou.
O terminal de logística de carga do Salgado Filho é o terceiro mais movimentado em tonelagens processadas da Rede Infraero. Somente em 2016, foram armazenadas 13.329 toneladas.
Com uma área total de 5.313 m², o armazém conta com 2844 m² de área total para cargas de importação e 2469 m² para volumes de exportação. O complexo também conta com uma infraestrutura moderna e variada para o processamento das cargas, contabilizando empilhadeiras com capacidades de 2 a 10 toneladas, aparelho de raios x para carga, câmaras frigorificadas, porta-paletes para armazenamento verticalizado, balanças de capacidades variadas (5 a 7.000 Kg), racks fixos e móveis para movimentação de cargas, paleteiras manuais, plataformas hidráulicas, entre outros.

Stoller abre mais uma unidade no interior de São Paulo

A Stoller Brasil, cuja controladora tem sede nos Estados Unidos, inaugura hoje, em Cosmópolis, no interior paulista, mais uma fábrica de insumos biológicos. A nova unidade, que absorveu investimentos de R$ 30 milhões e tem capacidade inicial para produzir 20 milhões de doses por ano, é uma das maiores do gênero do mundo, conforme afirmou Rodrigo Oliveira, presidente da empresa, ao Jornal Valor.

Segundo ele, se for necessário a capacidade pode ser ampliada para 35 milhões de doses por ano em pouco tempo. “É uma fábrica modular. Com pequenos investimentos, portanto, podemos aumentar a capacidade muito fácil e rapidamente”, explicou Oliveira. A fábrica vai começar utilizando 70% da capacidade produtiva inicial.

A Stoller já atua no Brasil desde 1973 e, no ano passado, o faturamento no país alcançou R$ 450 milhões, cerca de 50% do montante global (US$ 136 milhões). E essa fatia poderá aumentar em 2017, já que a projeção é que a receita brasileira chegue a R$ 580 milhões.

“Crescemos cerca de dez vezes no Brasil nos últimos dez anos. Para este ano, a nossa perspectiva de crescimento é de cerca de 28% na receita em reais”, disse Oliveira.

De acordo com o executivo, o Brasil é considerado a plataforma global do grupo na área de biológicos. Em agosto do ano passado, a companhia anunciou a compra da Rizoflora Biotecnologia, startup mineira com foco em produtos biológicos para o controle de nematoides. A ideia é que o complexo de Cosmópolis passe a produzir parte – ou mesmo a totalidade – do nematicida que hoje é produzido em Viçosa na fábrica que era da Rizoflora. A Stoller tem também no país uma unidade de fertilizantes especiais em Socorro, em São Paulo.

E a companhia está apostando num mercado ainda com forte potencial de crescimento. Atualmente, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABC Bio), o mercado de biodefensivos agrícolas cresce entre 10% e 12% ao ano no mundo – para o Brasil, a entidade vê um potencial de avanço na casa dos 15%. Hoje, no país, o mercado total de defensivos agrícolas alcança o montante de US$ 9,6 bilhões, e a parte dos produtos biológicos legalizados corresponde a algo entre 1% e 2% desse total.

A expectativa da companhia é que a fábrica de Cosmópolis forneça produtos biológicos não apenas para Brasil, mas também para outras subsidiárias. Na América Latina, a Stoller também tem plantas em Argentina, Chile, Guatemala e Peru.

Fonte: Valor Econômico

STF decide excluir ICMS da base de cálculo de PIS e Cofins

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (15) que o governo federal não pode incluir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de cálculo das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e para a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

A decisão da Suprema Corte terá repercussão geral no Judiciário, ou seja, a partir de agora, as instâncias inferiores da Justiça também terão de seguir essa orientação.

O PIS e a Cofins são pagos por empresas de todos os setores e ajudam a financiar a Previdência Social e o seguro-desemprego.

Em nota, o Ministério da Fazenda informou que a União ingressará com o recurso de embargos de declaração quando o acórdão for publicado, “a fim de que o seu pedido de modulação de efeitos seja apreciado pela Corte”.

“Nele a União requererá que a decisão do STF tenha efeitos a partir de 2018. Somente com a apreciação dos embargos de declaração pelo Plenário do STF é que se poderá dimensionar o eventual impacto dessa decisão, acrescentou a pasta.

O modelo atual de cobrança é complexo e existem formas diferentes de incidência do tributo, com regime não cumulativo (para empresas que estão no lucro real, que é uma modalidade de cálculo do Imposto de Renda) e o sistema cumulativo (para empresas que estão no lucro presumido), além de uma sistemática diferenciada para micro e pequenas empresas.

Segundo as estimativas do governo, com a mudança da base de cálculo, a Receita Federal deixará de arrecadar R$ 250,3 bilhões em tributos que estavam sendo questionados na Justiça desde 2003.

O julgamento havia sido iniciado na última quinta (9), mas foi interrompido quando o placar da votação estava em 5 a 3 contra o governo porque os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello não estavam no plenário.

Os dois magistrados votaram nesta quarta-feira. Gilmar votou a favor do governo para que não ocorresse a mudança na fórmula de cálculo dos dois tributos, mas Celso de Mello acolheu a orientação da relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, e votou pela desvinculação do ICMS do PIS e da Cofins.

Acompanharam a relatora, além de Celso de Mello, os ministros Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. Por outro lado, além de Gilmar Mendes, votaram contra a exclusão do ICMS da base de cálculo e foram derrotados no julgamento os ministros Edson Fachin, Luis Roberto Barroso e Dias Toffoli.

Argumentos da AGU

Ao fazer a defesa do Executivo federal na tribuna do STF, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, alertou que, além dos R$ 250,3 bilhões que o governo deixará de arrecadar com as derrotas judiciais, a eventual desvinculação do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins também fará com que o Fisco deixe de obter daqui para frente R$ 20 bilhões por ano.

Ela ressaltou ainda que, com base nesta fórmula, o governo teria direito a receber R$ 100 bilhões nos últimos cinco anos.

 

Decisão pode reduzir preços – Professor de direito tributário da FGV e sócio do escritório Tozzini Freire, o advogado Vinícius Jucá afirmou ao G1 que a decisão do STF de excluir o ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins pode resultar em queda de preços para os consumidores.

Especialmente, ressaltou o especialista, nos mercados em que há muita concorrência e nos quais a margem de lucro é apertada, como nos segmentos de alimentos, cervejas e refrigerantes.

“Em mercados muito concorridos, sempre que há a oportunidade de reduzir o pagamento de impostos os empresários utilizam essa margem para baixar os preços de seus produtos e também para ganhar mercado”, avaliou Vinícius Jucá.

Para o advogado Felipe Alves Ribeiro de Souza, coordenador do núcleo tributário administrativo do escritório Nelson Wilians e Advogados Associados, o precedente aberto nesta quartapoderá resultar em mudanças na atual metodologia de arrecadação de impostos do governo, que tem por base de cálculo o faturamento ou a receita bruta.

“Outros questionamentos emergirão a partir do entendimento exarado neste julgamento, tal como a exclusão do ISSQN da base de cálculo da contribuição social para financiamento do PIS e da Cofins”, destacou o especialista.

 

Processos suspensos – De acordo com a assessoria do STF, pelo menos 10 mil processos estão suspensos no país atualmente à espera da decisão da Corte sobre o tema. A ação julgada pelos ministros nesta quarta foi proposta pela Imcopa, empresa do Paraná especializada no processamento de soja.

 

O julgamento – Os seis ministros que votaram pela desvinculação do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins avaliaram que o imposto de circulação de mercadorias e serviços não compõe o faturamento ou a receita bruta das empresas.

Os magistrados que votaram contra o governo ponderaram que o valor correspondente ao ICMS, que deve ser repassado ao fisco estadual, não integra o patrimônio do contribuinte, não representando nem faturamento nem receita, mas simplesmente ingresso de caixa ou trânsito contábil.

Já a União afirmava que a ação distorcia o conceito de faturamento e receita bruta definida pela Constituição.

Cobrança do PIS e do Cofins – Até então, a tributação de PIS e Cofins ocorria sob dois regimes: o não cumulativo (para as empresas que são tributadas com base no lucro real) e o cumulativo (para as empresas tributadas pelo lucro presumido). Havia ainda uma sistemática diferenciada para micro e pequenas empresas.

As empresas que optavam pela tributação pelo lucro real pagavam 9,25% (1,65% de PIS e 7,6% de Cofins), mas podiam abater desse percentual o imposto pago por seus fornecedores por meio de créditos tributários.

Já as empresas sob o regime de lucro presumido pagavam uma alíquota menor, de 3,65% (0,65% de PIS e 3% de Cofins). Essa categoria costuma reunir as empresas do setor de serviços, cujo maior custo costuma ser o de mão de obra e quase não tem insumos para gerar créditos tributários para compensar o imposto maior. Daí o temor de que uma unificação de PIS/Cofins faça aumentar a carga tributária.

STF analisa tema há quase 20 anos – O tema da mudança na base de cálculo do PIS e da Cofins estava em discussão no STF há quase duas décadas.

Em 2014, os ministros chegaram a julgar um caso que solicitava a desvinculação do ICMS da fórmula dos dois tributos e, naquela ocasião, após uma série de pedidos de vista (mais tempo para analisar o caso), a maioria da Corte entendeu que o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços não integrava o faturamento ou a receita bruta das empresas.

À época, no entanto, o caso em julgamento não tinha repercussão geral e valeu somente para uma situação específica questionada ao tribunal. Com isso, outros milhares de processos que solicitavam a mesma mudança de cálculo continuaram tramitando na Justiça.

 

Reforma – Diante da iminência de uma derrota no STF, o governo federal decidiu ressuscitar o projeto de reforma do PIS e da Cofins.

A ideia de unificação dos dois tributos tinha sido apresentada no final de 2015 pelo então ministro da Fazenda Joaquim Levy como um primeiro passo para a reforma tributária. A proposta recebeu críticas de empresários e de entidades do setor de serviços, que alertaram para o risco de aumento dos impostos e de perda de postos de trabalho.

Na semana passada, o presidente Michel Temer afirmou que o governo pretende editar uma medida provisória até o final de março para simplificar as regras do PIS. Outra MP, segundo o presidente, deverá ser enviada até o fim do primeiro semestre para ajustar a Cofins.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também alertou na última semana que a pasta entregará para Temer, em 30 dias, uma proposta de simplificação do PIS e da Cofins, e que, somente após esse estudo, é que o governo deverá definir se a mudança será enviada ao Congresso Nacional por meio de uma medida provisória. Na ocasião, entretanto, não foram divulgados detalhes da proposta em estudo.

“Por enquanto, não temos como confirmar se elas [eventual reforma dos dois tributos] tratarão da unificação do PIS e Confins”, disse o Ministério da Fazenda em nota na semana passada.

 

Repercussão – Tributaristas e empresários do setor de serviços temem que as mudanças impliquem em aumento de imposto e gerem mais desemprego.

Segundo cálculos feitos no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), a unificação do PIS e da Cofins implicará em elevação de alíquotas e poderá provocar uma perda de cerca de 2 milhões de empregos no setor de serviços.

O temor dos empresários do setor de serviços é que uma mudança no PIS/Confins acabe com o sistema cumulativo, com alíquota mais baixa, usado hoje por empresas em que o gasto com mão de obra costuma representar o maior custo e não conseguem se beneficiar do sistema de abatimento de créditos pelo qual as empresas descontam as compras de insumos dos impostos pagos.

Na última quarta-feira (8), Meirelles rebateu as críticas de entidades do setor de serviços e disse esperar que a reforma do PIS/Cofins tenha efeito positivo no mercado de trabalho, segundo informou o jornal “O Globo”.

“Eu não sei quais são as hipóteses de trabalho para levar à conclusão de que uma reforma levaria a uma perda de empregos. Não ficaria surpreso se ali estiver embutido um aumento da carga. Mas o que fizermos será feito para simplificar e melhorar”, afirmou.

Fonte: STF

Dica da Semana – Confira o que muda no Imposto de Renda 2017

O Escritório de Contabilidade Barreto Leme de Campinas (Fone 19 3308-1070) estreia esta coluna do DICA DA SEMANA, falando exatamente do tema do momento: a declaração do Imposto de Renda.

Saiba o que muda nas regras para a declaração do Imposto de Renda neste ano. Nesta quinta-feira (2), a Receita Federal começou a receber as declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) relativas ao ano-calendário de 2016. As regras tiveram poucas mudanças em relação ao ano passado. Valores relativos à dedução de gastos, prazos para restituição e alguns pontos na tabela do IR continuaram iguais aos de 2016.

Veja o que mudou:

1) Tabela do Imposto de Renda

Em relação ao ano passado, a tabela do Imposto de Renda foi reajustada com porcentagem menor do que a inflação. Em 2016, eram obrigadas a declarar todas as pessoas com rendimentos tributáveis acima de R$ 28.123,91. Este ano, o valor passou para R$ 28.559,70 (reajuste de 1,54%).

A tabela do imposto para quem realiza atividades rurais também teve reajuste de 1,54%. Em 2016, todos os que ganharam mais do que R$ 140.619,55/ano eram obrigados a declarar. Este ano, o valor passou para R$ 142.798,50/ano.

Para rendimentos não tributáveis, ou tributados na fonte, a tabela continua igual à do ano passado: deve declarar imposto quem recebeu mais de R$ 40 mil provindos dessa natureza. O valor para propriedade de bens também continua igual ao de 2016: R$ 300 mil.

2) Redução da idade mínima para apresentação de CPF para dependentes

Até o ano passado, todos os dependentes com mais de 14 anos precisavam ter o número do CPF informado na declaração. Neste ano, a obrigatoriedade passou para 12 anos completos até 31 de dezembro último. “Caso não tenha, o dependente precisa tirar o CPF antes de ser feita a declaração”, disse o supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir, durante a apresentação das regras para declaração do IRPF 2017.

3) Atualização automática do Programa do Imposto de Renda

A partir de 2017, o programa gerador do Imposto de Renda vai ser atualizado automaticamente. Em 2018, não será preciso baixar o programa. Importante: a versão 2016 não será atualizada automaticamente para a deste ano. “Essa é uma mudança futura. É preciso baixar o IRPF 2017 no site da Receita Federal”, diz Adir.

4) Incorporação do programa de transmissão no programa de geração

Neste ano, também não será preciso baixar o Receitanet, o programa de transmissão da declaração. Agora, ele está incorporado ao programa gerador do Imposto de Renda.

5) Mudanças no layout do programa

Há pequenas mudanças no programa. De acordo com a Receita Federal, a ficha de rendimentos isentos e não tributáveis ganhou uma aba a mais. Também há um campo para preenchimento (não obrigatório) de e-mail e telefone celular do contribuinte. “São informações apenas para ampliar o cadastro de pessoa física. Não será utilizado para comunicação”, diz a supervisora da Receita Federal, Andréa Legal.

6) Expectativa de recebimento de declarações

Para este ano, a Receita Federal estima que serão recebidas 28,3 milhões de declarações. No ano passado, o número foi 27.960.663 declarações. O número de declarações não necessariamente é o número de contribuintes, já que há pessoas que fazem declarações retificadoras.

Fonte: Agência Brasil e Escritório de Contabilidade Barreto
Leme (Fone 19 3308-1070 – veja anúncio nesta página do Portal LogNews)
FALE QUE É LEITOR DO LOGNEWS E GANHE UM DESCONTO NA DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA