Huawei e Audi se juntam para desenvolvimento de carros conectados

A Huawei firmou mais uma parceira, dessa vez para o desenvolvimento de veículos inteligentes e conectados: a companhia assinou um memorando de entendimento com a fabricante alemã de automóveis Audi, que prevê a colaboração para o avanço de tecnologias de condução remota e serviços conectados.

O acordo ainda prevê que as duas companhias trabalhem em programas de capacitação de profissionais que sejam capazes de desenvolver tecnologias automotivas.

“A indústria automotiva está entrando na era dos veículos inteligentes, o que abre portas para novas oportunidades de inovação”, disse Veni Shone, presidente da área de soluções LTE da Huawei. “Carros conectados permitem que as duas indústrias trabalhem em sinergia para transformar a experiência de dirigir”.

Para que veículos conectados possam trocar informações com o ambiente ao seu redor, é necessária uma conexão de dados estável e de alta qualidade. Para isso, as duas empresas iniciaram a organização 5GAA, que realiza testes e demonstrações em vários países, incluindo Alemanha e China, para garantir o crescimento da indústria.

“A Audi conta com a Huawei como parceira em suas pesquisas sobre veículos inteligentes. O nosso objetivo é otimizar o fluxo de dados para criar um ambiente propício para a comunicação entre veículos e cidades inteligentes”, explica Saad Metz, vice-presidente executivo da Audi China.

No ano passado, com o auxílio da Huawei, a Audi tornou-se a primeira fabricante de automóveis estrangeira a implantar a tecnologia “LTE-V” em vias públicas na China. A “LTE-V” é um padrão de conectividade para carros que permite aos motoristas receber informações do trânsito em tempo real via conexões com sistemas de semáforos e monitoramento de vídeo nos cruzamentos.

Brasil precisa investir R$ 25 bilhões em portos até 2040, informa estudo da CAF

Brasil precisa investir R$ 25 bilhões em portos até 2040, informa estudo da CAF. O Brasil terá que investir US$ 6,5 bilhões (R$ 25 bilhões) até 2040 se quiser ficar dotado de infraestrutura portuária adequada às mudanças tecnológicas que virão nos próximos anos, e poder concorrer com nossos vizinhos da América Latina.

É o que conclui recente estudo da CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) Análise de investimentos portuários na América Latina e no Caribe para o horizonte de 2040, que analisou as restrições atuais e as necessidades de aportes de capitais na próximas duas décadas em toda a região, para ampliar a capacidade portuária. Para toda a região, os recursos necessários seriam da ordem de US$ 55 bilhões (R$ 210 bilhões).

Os investimentos no Brasil representam 13% do total previsto para a região, o que é um percentual abaixo de sua participação no setor de contêineres. De acordo com o estudo, com 9,3 milhões de TEUs movimentados, o país tem 20% da carga da América Latina. Não foi medida a participação em outras cargas. México (24%), o Panamá (16%) precisam das maiores aplicações. Os maiores problemas do país, segundo o estudo, são na área de granéis e na falta de dragagem dos portos.

Setor automotivo puxa recorde de exportação em Viracopos

A movimentação de cargas para exportação no Terminal de Carga (TECA) do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), atingiu em junho o maior índice dos últimos 5 anos e meio, com alta de 77,17% em relação a junho de 2017.

Foram movimentados um total de 10.338 toneladas ante 5.835 toneladas de junho de 2017 e 5.489 toneladas de junho de 2016. O maior índice de exportação para um mês havia sido registrado em novembro de 2011, com 10.378 toneladas.

Se comparado o primeiro semestre de 2018 ao mesmo período do ano passado, o crescimento nas exportações por Viracopos foi de 41,93%, com um total de 42.259 toneladas movimentadas de janeiro a junho.

A alta na exportação por Viracopos em junho foi puxada pelo setor Automotivo, com crescimento de 27,8%, seguido pelos setores Metal-Mecânico (16,1%), Químico (6%), Tecnologia (2,64%), Calçados-Bolsas (1,80%), Têxtil (1,40%), Farmacêutico (1,40%) e Transporte de Duas Rodas (1,28%), Alimentos-Bebidas-Fumos (1,24%), entre outros.

“Este crescimento nas exportações tem sido constante nos últimos meses, mas se intensificou por causa da alta do dólar, que estimula as exportações, e também em virtude da grande infraestrutura de Viracopos, que capaz de absorver a restrição de capacidade de outros aeroportos”, disse o diretor de Operações de Viracopos, Marcelo Mota.

 

Importação – Também houve crescimento nas importações. A alta chegou a 5,86% em relação a junho de 2017, com 10.744 toneladas ante 10.149 toneladas do mesmo mês de 2017. Já em junho de 2016, foram 8.217 toneladas movimentadas neste setor.

Se comparado o primeiro semestre de 2018 ao mesmo período do ano passado, a alta na importação chegou a 17,65%, com um total de 67.283 toneladas movimentadas.

 

Remessas Expressas – As remessas expressas (Courier) de Exportação e Importação cresceram 16,7% no mês de junho em relação ao mesmo mês de 2017. No primeiro semestre deste ano, a alta chega a 21,3% em relação ao mesmo período do ano passado, com um total de 2.993 toneladas.

Azul Cargo recebe seu primeiro avião cargueiro

A Azul Cargo Express recebeu na manhã de ontem(12), em Belo Horizonte, seu primeiro avião cargueiro. O Boeing 737-400 Cargo ainda receberá a certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) antes de iniciar a operação.

De acordo com a Azul, o novo jato permitirá à empresa maior flexibilidade para definir suas estratégias de malha.

“Hoje é dia de comemorarmos a chegada do nosso primeiro cargueiro. Estamos muito felizes em poder acompanhar esse momento histórico para a empresa, que poderá contar com essas aeronaves de forma exclusiva para o transporte de cargas”, declarou o vice-presidente técnico operacional da Azul Cargo Express, Flávio Costa.

A escolha da aeronave se dá pelo baixo custo operacional e histórico de confiabilidade no transporte de cargas, informa a transportadora. A segunda aeronave cargueira deve ser incorporada à frota até setembro.

Exportações crescem 70% em São José dos Campos

Destaque da RMVale, cidade está ao lado de outras quatro entre as 100 mais exportadoras do país

Com alta de 70% nas exportações em junho, São José dos Campos alcançou o 8º lugar no ranking das cidades que mais exportam no país, melhor pontuação do Vale do Paraíba. Até maio, o município era o 11º da lista.

A cidade exportou US$ 1,83 bilhão no primeiro semestre, maior montante da RMVale e 8º do país, cujo ranking tem 2.486 cidades.

Trata-se da melhor colocação de São José no ranking brasileiro neste ano. Já tendo sido a 6ª maior exportadora do país em 2017, a cidade caiu para o 18º lugar em janeiro e alcançou o 11º, em abril. Quem lidera é São Paulo, com US$ 7,5 bilhões.

No ranking nacional, além de São José, a RMVale tem mais quatro cidades no ‘top 100’: Ilhabela (9º), Taubaté (48º), Pindamonhangaba (57º) e Jacareí (68º).

Ilhabela exportou US$ 1,80 bilhão de janeiro a junho. Depois de obter a 7ª colocação no ranking nacional em maio, caiu para a 9ª em junho, mas é melhor do que a 17ª posição do ano passado.

Taubaté ficou no 48º lugar da listagem nacional, com exportações de US$ 540,9 milhões no primeiro semestre. Porém, a cidade vem caindo no ranking: 37ª em 2017 e a 45ª, em maio.

Com US$ 428,7 milhões exportados nos seis meses deste ano, Pindamonhangaba aparece na 57ª posição do ranking dos municípios que mais exportam no país.

É a cidade da região que, ao lado de São José, vem melhorando sua pontuação na lista: era a 107ª em 2017 e a 65ª, em maio deste ano.

Na contramão, Jacareí passou da 49ª cidade mais exportadora do país no ano passado para a 60ª em maio e, agora, na 68ª posição de junho, com US$ 371,7 milhões vendidos ao exterior no primeiro semestre.

 Fonte: O Vale