Porto de Santos bate novos recordes e tem melhor abril da história

O Porto de Santos voltou a bater recordes operacionais no mês passado, quando operou 11.746.598 toneladas de cargas.

Este foi o maior resultado para abril na história do complexo marítimo, com um crescimento de 9,8% sobre o número atingido no mesmo mês do ano passado, o recorde anterior. E esse total levou o cais santista a registrar seu melhor primeiro quadrimestre, passando pela primeira vez a marca das 40 milhões de toneladas.

Foram 42.662.245 toneladas, 10,5% a mais do que no mesmo período de 2017.

Os dados integram o relatório operacional do Porto de Santos em abril, elaborado pelo corpo técnico da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos).

Segundo a Docas, o total mensal superou sua previsão inicial em pouco mais de 500 mil toneladas. Esse crescimento se deve às exportações do agronegócio e às importações de produtos como sal e óleo diesel. Os embarques somaram 8.497.483 toneladas, um incremento de 7,2 %, e as descargas, 3.249.115 toneladas, uma alta de 17,1 %.

Os crescimentos estão relacionados, principalmente, ao aumento de quase 20% nos embarques de soja a granel, que somaram 3.661.812 toneladas – o terceiro maior movimento da commodity verificado na história do Porto. E ainda teve papel preponderante a operação de contêineres, que registraram 3.850.438 toneladas, 5,7 % a mais do que em abril do ano passado. Em TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), a ampliação foi de 10,2%, chegando a 337.901 TEU.

No acumulado do ano, a alta de dois dígitos se deve, em especial, às operações do complexo soja. Grãos e farelos totalizaram 12.4761.336 toneladas (11,2% a mais). Também tiveram destaque os carregamentos de celulose (1.437.335 toneladas, um acréscimo de 42,8%) e milho (1.412.210 toneladas, elevação de 202,5%). Entre as importações, os principais números foram os do enxofre (699.102 toneladas, +11,4%) e os do óleo diesel e do gasóleo (690.764 toneladas, +6,4%).

As cargas conteinerizadas registraram 14.796.094 toneladas, 10,9% superior ao número do primeiro quadrimestre de 2017. Em TEU, foram 1.335.998, incremento de 16,1%, segundo o relatório.

O levantamento da Docas também aponta que o Porto teve 406 embarcações no mês, 1,5% a mais. No acumulado do ano, foram 1.636 atracações, um crescimento de 4,7%em relação ao total ocorrido de janeiro a abril do ano passado.

Brasil perdeu US$ 1 bi em exportações por causa de greve, estima AEB

Com a greve dos caminhoneiros, que entrou hoje (28) no oitavo dia, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) estima que o país tenha perdido pelo menos US$ 1 bilhão com exportações que deixaram de ser feitas.

Segundo o presidente da AEB, José Augusto de Castro, cerca de 70% das exportações são commodities (produtos agrícolas ou minerais). Teoricamente, não há queda em termos de vendas, em razão da greve, mas adia-se o prazo de entrega das mercadorias que não estão chegando nos portos para serem embarcadas.

“Estimo nas commodities, com base mensal, 3% de perda, o que representaria entre US$ 500 milhões e US$ 600 milhões”, disse o presidente da AEB, José Augusto de Castro. Nos manufaturados, a perda deverá ser de aproximadamente 5%. “Você deixa de entregar no prazo efetivo e acaba tendo que cancelar a operação. Você teria ali, pelo menos, mais US$ 500 milhões de perda”, acrescentou.

Ele lembrou que 43% das exportações para a Argentina, por exemplo, são levadas por rodovias.

Além da paralisação dos caminhoneiros, Castro afirmou que outros fatores podem afetar também o resultado da balança. No mercado interno, o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), soma dos bens e serviços produzidos no país é um deles. A expectativa era que o PIB cresceria 3,5%, o que impulsionaria as importações. “Agora, nós estamos falando de um aumento do PIB de 2,3%, 2,4%. São altos e baixos”.

A projeção da AEB para a balança comercial em 2018, feita em dezembro de 2017, é que as exportações somem US$ 218,966 bilhões, alta de 1,1%, enquanto as importações cheguem a US$ 168,625 bilhões, acréscimo de 11,7%. O saldo deve ser negativo de 23,1% em comparação ao resultado no ano passado, alcançando US$ 50,341 bilhões.

No último dia 25, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que se persistir os impactos – como falta de combustível e alimentos – causados pela greve dos caminhoneiros, pode haver impacto relevante no crescimento do PIB. A previsão atual do governo é que a economia cresça 2,5% em 2018.

“Sabemos que a persistência dessa situação pode levar à paralisação de atividades industriais e empresariais. Não tenho um número aqui de cálculo de impacto, porque isso pode afetar diversos setores da economia, como já está afetando. As empresas, sem transporte, não conseguem continuar suas atividades. Se isso persistir, o impacto (na economia) pode ser relevante”, avaliou.

Governo anuncia trégua após dia tenso, mas fim da greve de caminhoneiros é dúvida

Eram quase dez horas da noite quando os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Eduardo Guardia (Fazenda), Carlos Marun (Secretaria de Governo) e Valter Casemiro (Transportes) anunciaram ter chegado a um acordo com representantes dos caminhoneiros para suspender, pelos próximos 15 dias, as manifestações e as greves da categoria.

O acordo foi assinado por algumas entidades representativas, incluindo a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA). Outros grupos, como a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam) e a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) rejeitaram a proposta. A CNTA disse que levará a proposta aos motoristas, para apreciação.

Fruto de sete horas de reuniões no Palácio do Planalto, o acordo para a trégua inclui a promessa do governo de atender 12 reivindicações dos caminhoneiros, mas deixa de fora a principal demanda dos trabalhadores: a isenção do PIS / Cofins sobre o óleo diesel. Por este motivo, não é possível saber se o acordo negociado pelo governo será efetivo.

Esta sexta-feira pode representar o quinto dia de greve dos caminhoneiros. Além do desabastecimento de gasolina e alguns alimentos perecíveis, o movimento também resultou numa onda de notícias falsas e alarmistas nas redes sociais.

As principais promessas do governo para os caminhoneiros são zerar a alíquota de um dos impostos cobrados sobre o óleo diesel, a Cide; manter a redução no preço do diesel anunciada pela Petrobras nos próximos 30 dias (a companhia petroleira já tinha prometido 15 dias de redução); assegurar que os preços do óleo só sejam reajustados de 30 em 30 dias; e reeditar periodicamente uma tabela de referência (sem força de lei) para os preços dos fretes. Esta última medida custará ao governo R$ 4,9 bilhões até o fim de 2018 – a Petrobras será compensada pelas perdas.

Mas nem todos os líderes dos caminhoneiros ficaram satisfeitos: o presidente da Abcam, José Lopes da Fonseca, deixou a reunião no meio da tarde, dizendo que só pararia a greve depois de obter a isenção de PIS e Cofins sobre o diesel: o tributo representa 12% do preço do combustível, enquanto a Cide (cuja isenção foi oferecida pelo governo) responde por 1%.

“Eu não vou assinar (o acordo) com a categoria toda parada. O que eles querem é desmobilizar a greve. A greve não é dos caminhoneiros, é da sociedade toda. Muitas outras categorias aderiram. O que temos até agora são só promessas. Então, não assinei e não me arrependo. Acho que fiz certo”, disse à BBC Brasil o presidente da Unicam, José Araújo da Silva, o China.

Além da isenção de PIS e Cofins, os caminhoneiros que são contra o acordo também querem esperar até terça-feira, quando o Senado pode votar um projeto de lei que cria um valor mínimo para o frete (diferente da tabela de referência oferecida pelo governo).

O presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (MDB), tinha planejado ontem um dia de “agendas positivas” em seu Estado de origem, o Ceará. No começo da manhã, pegou um voo de Brasília para Fortaleza. Lá, se encontraria com o governador do Estado, Camilo Santana (PT) e o ministro Alberto Beltrame (Desenvolvimento Social), e anunciaria a liberação de dinheiro federal para a construção de cisternas.

Mal pousou na capital cearense, o emedebista se irritou ao conhecer os detalhes da votação ocorrida na madrugada de quarta para quinta-feira, na Câmara dos Deputados: numa rebelião contra o governo do presidente Michel Temer, os deputados aprovaram em votação simbólica (quando há consenso entre todos os partidos) a isenção de PIS e Cofins sobre o óleo diesel.

Era uma tentativa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de baixar o preço do combustível e debelar a greve dos caminhoneiros, que teve na quinta-feira o seu 4º dia. Maia é pré-candidato pelo DEM à Presidência da República. A isenção do PIS e do Cofins é a principal reivindicação da maioria dos grevistas.

“Essa votação (da Câmara) não estava prevista e não foi combinada com ele (Eunício). E detalhe: com um erro de cálculo de R$ 10 bilhões”, disse uma pessoa próxima a Eunício, sob condição de anonimato. Na hora do almoço, o presidente do Senado já estava voando de volta para Brasília – ele disse não ter saído nem do aeroporto em Fortaleza.

O emedebista tinha também suavizado o discurso: de manhã, Eunício disse a jornalistas que era “impossível” votar a isenção de impostos para o diesel nos próximos dias – no meio da tarde, disse que vai retomar as negociações para tentar aplacar a greve.

Eunício também determinou ao seu gabinete que ligasse para os senadores, convocando todos a Brasília. Outro que passou a tarde ligando para os colegas foi o vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que defende que o Senado vote o tema e aprove a isenção do PIS e Cofins já nesta sexta-feira.

Após reunir-se com os líderes de alguns partidos no Senado, ontem à noite, Eunício foi chamado ao Palácio do Planalto para conversar com o governo e com os líderes dos caminhoneiros. “Se (a aprovação da isenção fiscal) for a condição para que o Brasil tenha tranquilidade, nós teremos que buscar uma solução”, disse o senador cearense no começo da noite, mas sem entrar em detalhes.

Justiça aceita pedido de recuperação judicial do Aeroporto de Viracopos

A justiça aceitou o pedido de recuperação judicial do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). A decisão, assinada na tarde desta quarta-feira (23) pela juíza da 8ª Vara Cível do município Bruna Marchese Silva, permite dar andamento ao processo iniciado no dia 7 de maio, quando a concessionária Aeroportos Brasil entrou com a solicitação para evitar a falência da estrutura. Com dívida total de R$ 2,88 bilhões, o terminal tem prazo de 60 dias para apresentação do plano de recuperação.

O pedido foi aceito sem restrições pela Justiça após a análise de documentos e requisitos necessários para que a concessionária se enquadrasse no processo de recuperação judicial. Além disso, a juíza nomeou a empresa Deloitte Touche Tohmatsu Consultores Ltda como administradora judicial e estabeleceu prazo de 48 horas para o representante da companhia assinar o termo de compromisso.

“Em síntese, o pedido está em termos para ter o seu processamento deferido, já que presentes os requisitos legais (artigos 47, 48 e 51 da Lei 11.101/2005), verificando-se a possibilidade de superação da “crise econômico-financeira” da devedora (…) O plano de recuperação judicial determinará o tratamento a ser dado para cada categoria de credores (…) de modo que essa questão deverá ser tratada oportunamente nos autos, sendo prematuro e precipitado traçar qualquer consideração a esse respeito nesse momento”, disse a magistrada na decisão.

A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos informou, em nota oficial, que a decisão “é importante para manter a eficiência no atendimento aos passageiros e clientes de Viracopos”. O processo de recuperação de Viracopos é o 13º maior do país.

Recurso da Anac

Na última sexta-feira (18), o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) deferiu parcialmente o recurso da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e derrubou a suspensão da execução de dívidas e multas do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), durante análise do processo de recuperação judicial. No entanto, o relator Alexandre Lazzarini, da 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial, manteve o cancelamento do processo de cassação da concessão da estrutura aberto pela Anac em fevereiro.

No dia 9 de maio, a 8ª Vara Cível de Campinas determinou a suspensão tanto do processo de caducidade como a execução de qualquer dívida de Viracopos enquanto analisa o pedido de recuperação judicial do terminal, protocolado dois dias antes pela concessionária Aeroportos Brasil. A Anac recorreu da decisão na segunda instância e a decisão parcialmente favorável ao órgão da União saiu na sexta-feira (18).

No despacho, o relator Alexandre Lazzarini defende que a execução da multa pelo atraso na entrega das obras de ampliação não vai afetar o funcionamento do terminal e nem o processo de recuperação judicial porque os débitos não são pagos pela Aeroportos Brasil, mas sim pelas seguradoras de Viracopos. Além disso, o magistrado afirma que a continuação do processo de cassação da concessão iria causar “danos irreparáveis” para usuários, funcionários e credores.

Pedido de recuperação – O pedido de recuperação juducial de Viracopos foi protocolado, no dia 7 de maio, na 8ª Vara Cível da Justiça de Campinas e é uma medida usada por empresas em dificuldades econômicas para evitar a falência. Com ele, é possível suspender temporariamente a execução de garantias de dívidas.

A intenção da concessionária também é suspender o processo de caducidade aberto pela Anac. A empresa tem 60 dias para apresentar o plano. A Triunfo, uma das acionistas, afirmou que as atividades do terminal não devem ser afetadas.

Viracopos ainda tem multas a pagar pelo atraso nas obras de ampliação – o novo terminal foi inaugurado em 2014 sem estar concluído e só em 2016 toda a operação foi transferida. Inicialmente o valor era de R$ 90 milhões, depois foi para R$ 60 milhões, e Viracopos recorreu para reduzi-lo ainda mais.

A Infraero detém 49% das ações de Viracopos. As outras 51% são divididas entre a UTC Participações (45%), Triunfo Participações (45%) e Egis (10%). Os investimentos realizados pela Infraero correspondem a R$ 777,3 mil. A Triunfo e a UTC são investigadas pela Operação Lava Jato e estão em recuperação judicial desde 2017.

A recuperação judicial foi a última opção encontrada pela concessionária de Viracopos. No final de março, o presidente da Aeroportos Brasil informou ao G1 que havia entrado com um pedido de liminar na Justiça para obrigar o governo a analisar a relicitação, pedida em julho de 2017, e suspender o pedido da caducidade aberto pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em fevereiro de 2018. No entanto, com a liminar negada, a estrutura precisou entrar o processo para evitar a falência.

Com foco nas exportações, Omron Healthcare investe R$ 60 milhões em Jundiaí

A Omron Healthcare, gigante japonesa em dispositivos e equipamentos de cuidados para a saúde, acaba de anunciar a construção de sua terceira fábrica no Brasil. A unidade será instalada na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo.

 

O anúncio foi realizado pela empresa em uma cerimônia que ocorreu nesta semana.

 

A nova unidade, que deve começar a operar no final de 2019, será construída em um terreno de 22 mil metros quadrados, sendo que 11 mil serão de área construída. Com a construção, a nova unidade passa a ser a fábrica com maior capacidade produtiva, o dobro da unidade de São Paulo. A expectativa da empresa é de dar um salto de produção de 1.2 milhões de unidades ao ano para 5.4 milhões até 2022.

 

“Faz dois anos que temos acompanhado a Omron em uma série de questões – principalmente na busca por um local ideal para a nova planta. É um orgulho para nós ajudar a concretizar essa fábrica que vai ajudar a incrementar o mercado de artigos médicos no Brasil”, afirma Sérgio Costa, diretor da Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos do Governo do Estado. Durante o evento, ele foi representado pela gerenet Geral Ana Beatriz Fernandes.

 

De acordo com o CEO e Presidente da Omron Healthcare Brasil, Wanderley Cunha, o aumento na capacidade de produção da companhia faz parte da estratégia de exportação para América Latina. Para se ter uma ideia, até 2022, a empresa espera um crescimento de 450% no volume de produção.

 

“A nova fábrica da Omron é mais um importante passo da empresa para atingir sua missão, que é melhorar a qualidade de vida das pessoas ao disponibilizar equipamentos médicos inovadores, clinicamente validados para a monitorização da saúde, tratamento e a prevenção de doenças”, comenta Wanderley.Além disso, com a nova instalação e produção local, a Omron

 

Healthcare Brasil passa a ser ainda mais autossuficiente, reforçando a importância do Brasil para a companhia, que é hoje o quarto mais importante mercado para a Omron no mundo. “Com a capacidade fabril da nova planta, a companhia diminui a importação de componentes e produtos, aumentando ainda mais a sua competitividade”, finaliza o presidente.

 

A nova fábrica produzirá todos os produtos do portfólio, mas a ampliação fabril será de grande importância para a todo o portfolio, especialmente para a produção do TENS, um recém-lançado produto destinado para a fisioterapia doméstica e para o tratamento de dores na coluna, artrose ou artrite.