Logística dos shows de Pearl Jam e Katy Perry no Brasil movimenta terminal de cargas do RIOgaleão

O início da semana passada foi movimentado no terminal de cargas do RIOgaleão. Isso porque ocorreu uma dupla de operações com equipamentos de grandes shows a partir do cargueiro Atlas Air, que teve origem da importação em Buenos Aires e destino da exportação para Miami.

 

Na parte da manhã, foram paletizados e preparados para exportação todos os equipamentos da turnê “Witness: The Tour” da cantora Katy Perry, que se apresentou em 3 estados do Brasil na última semana. Já no fim de tarde, após chegada do cargueiro, foi iniciado o processo de recebimento da importação, com carregamentos de materiais da banda Pearl Jam, que se apresentou, 21/03, no Maracanã e também no dia 23/03, no line up do festival Lollapalooza, em SP.

 

Juntas as cargas utilizaram 78 pallets no transporte aéreo, mobilizaram dezenas de carretas para o translado rodoviário e representaram um total de 183 toneladas de cargas movimentadas, sendo 88 toneladas de Pearl Jam e 95 toneladas de Katy Perry. As duas operações tiveram planejamento e trabalho das equipes de importação e exportação do RIOgaleão Cargo, bem como participação efetiva de equipes parceiras de handling, que trabalharam dentro das áreas do terminal de cargas, com total apoio e infraestrutura oferecidos pelo RIOgaleão.

Rodrimar está desenquadrada do Decreto dos Portos, diz ministro

A empresa Rodrimar não será beneficiada com a prorrogação de seu contrato no Porto de Santos (SP) porque está desenquadrada do polêmico Decreto dos Portos, que abriu a possibilidade de alongamento de contratos de arrendamento de áreas portuárias para um prazo total de até 70 anos. “A Rodrimar está desenquadrada”, afirmou nesta quarta-feira, 28, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, ao apresentar um balanço de sua gestão. Ele deixa a pasta na quinta-feira, 29, para concorrer a uma vaga no Senado.

 

Ele explicou que o contrato da Rodrimar é anterior a 1993 e que o decreto é “claríssimo” em determinar que só seriam beneficiados os contratos posteriores a essa data.

 

O ministro disse também que a empresa formalizou um pedido de alongamento de seu contrato porque ele, embora licitado antes de 1993, foi assinado depois. “Mas o Ministério dos Transportes já decidiu que a área será relicitada”, afirmou.

 

Segundo Quintella, sua pasta está em entendimentos com o Tribunal de Contas da União (TCU) para esclarecer dúvidas jurídicas em torno do decreto. “O tribunal alega que o decreto ficou aberto demais, mas isso pode ser corrigido por meio de portarias”, disse. “O ministério está dialogando. O que não for superado, não será. Mas vamos defender o que foi fruto de um trabalho governamental.”

 

O presidente Michel Temer é investigado por suspeita de haver favorecido a Rodrimar com a edição desse decreto. A Polícia Federal gravou uma conversa sua com seu então assessor Rodrigo Rocha Loures, na qual este questiona especificamente se os contratos anteriores a 1993 haviam sido beneficiados com o decreto.

CampModal acontece no dia 12 de abril em Paulínia (SP)

A Prefeitura Municipal de Paulínia, a Regional Campinas do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e a Fiesp trazem para a Região Metropolitana de Campinas (RMC) o CampModal 2018, evento inédito dirigido ao setor de logística, transportadoras, líderes empresariais e agências reguladoras. O evento acontece dia 12 de abril no Theatro Municipal de Paulínia.

O evento vem com um caráter inédito na região. O CIESP inova, por meio de sua Regional de Campinas, com encontro dinâmico para discussão dos avanços e regulação da multimodalidade logística no Brasil. Criar um ambiente regulado e competitivo para a multimodalidade é o desafio colocado pelo CIESP-Campinas para líderes e autoridades locais e estaduais

Com este objetivo principal discutir a multimodalidade logística no Brasil e reunir os principais protagonistas do transporte de cargas e do comércio interno e externo, como as Agências Reguladoras Nacionais (ANAC, ANTAQ, ANTT), as grandes operadoras e todos os agentes envolvidos no setor de transporte.

A programação contará com um Congresso com quatro painéis temáticos, Encontro de Negócios e uma Sala de Crédito com os principais bancos de fomento.

O diretor do Ciesp-Campinas, José Nunes Filho, afirmou que o Camp Modal representa um importante fórum de debates sobre logística e transportes na região de Campinas, com uma forte vocação para a geração de negócios e novas oportunidades de parcerias, em um setor estratégico para alavancar o desenvolvimento do Brasil.

Carta Logística da RMC – A partir do debate do CampModal, no final do evento será elaborada pelos participantes a Carta Logística da Região Metropolitana de Campinas, com as recomendações definidas em reunião conjunta com os palestrantes. Essa Carta será entregue às autoridades pertinentes e demais setores interessados.

Congresso – Tendo como foco o desenvolvimento das operações de multimodalidade logística no Brasil, o Congresso das 8 às 17h30, contará com a participação das principais entidades governamentais relacionadas ao tema logístico como o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, EPL – Empresa de Planejamento e Logística, PPI – Programa de Participação de Investimentos e Ministério da Fazenda.

Serão apresentados também no Congresso ‘cases’ de sucesso e dificuldades, nacionais e internacionais de multimodalidade logística aplicada. O evento terá a participação especial das Agências Reguladoras, que apresentarão, além das oportunidades no setor (investimentos), melhorias do serviço, atualização regulatória, principais desafios de fiscalização e regulamentação de cada setor modal, bem como as suas visões e projetos sobre o desenvolvimento da multimodalidade no Brasil.

Inscrições Abertas! http://www.ciespcampinas.org.br/site/agenda/eventos/2083/2018/04/campmodal–paineis-de-debate/

Randon inaugura fábrica em Araraquara (SP)

A Randon S.A Implementos e Participações inaugurou nesta quarta-feira, 28 de março, as instalações da sua unidade em Araraquara, (SP), na presença de autoridades como o governador paulista, Geraldo Alckmin, o prefeito municipal, Edson Antônio Edinho da Silva, clientes, funcionários, parceiros, entidades, imprensa e convidados, que foram recebidos pelo diretor-presidente das Empresas Randon, David Abramo Randon, juntamente com os demais diretores.

 

O início das atividades industriais ocorreu dia 08 de janeiro com a contratação, integração e treinamento dos primeiros 65 funcionários, chegando ao total de 100 vagas preenchidas entre empregos diretos e indiretos, auxiliados por uma equipe da matriz da Randon Implementos.

 

Com uma capacidade de produção para até 2.000 unidades/ano, num mix otimizado entre semirreboques e vagões ferroviários, a empresa visa atender, nesta primeira etapa, a demanda de produtos característicos da região sudeste do país, utilizados no cultivo da cana-de-açúcar, no transporte de cargas industrializadas e que se beneficiam da infraestrutura rodoferroviária existente. A mais nova unidade das Empresas Randon recebeu investimentos na ordem de R$ 100 milhões.

 

O projeto de expansão começou em 2012, com a assinatura do Protocolo de Intenções com a Prefeitura de Araraquara e Memorando de Entendimentos com o Governo do Estado de São Paulo, através da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade – Investe São Paulo. E o lançamento da pedra fundamental ocorreu em outubro de 2014. O empreendimento soma 122 hectares, dos quais 25 mil m² são ocupados pela fábrica, área administrativa e apoio.

 

Estrategicamente localizada no Brasil, a unidade Araraquara permite uma melhor condição de atendimento aos mercados, dentro do modelo integrado de produção que visa garantir serviços de excelência.

 

Para o COO da Montadoras, Alexandre Gazzi, um dos diferenciais do local é a agilidade permitida pela logística. ”A Randon Araraquara está num polo de grande demanda por produtos voltados ao setor do agronegócio, como os semirreboques canavieiros e os vagões ferroviários. Estamos mais perto de nossos clientes, bem como de fornecedores, contando com excelente infraestrutura de estradas e ferrovias, o que nos permite negócios e entregas mais rápidas,” afirma Gazzi.

 

Semirreboques canavieiros – É a primeira linha de produtos da Randon Implementos implantada na unidade Araraquara. O semirreboque foi desenvolvido para o transporte de cana-de-açúcar picada, próprio para atender a cadeia produtiva da região Sudeste. Fruto de fortes investimentos em pesquisa e desenvolvimento, o produto Randon reúne todas as características para aumento da produtividade e rentabilidade para os clientes do segmento canavieiro.

 

Vagões ferroviários – A logística de produção e distribuição dos vagões ferroviários é favorecida pela infraestrutura rodoferroviária da região, colocando a Randon mais próxima dos mercados consumidores. O mix de produtos para o segmento ferroviário conta com os modelos hopper, gôndola, tanque, carga geral, plataforma, sider e telescópico.

Fornecedores da Embraer miram mercado global de US$ 60 bilhões

Empresas da cadeia de fornecedores da Embraer, cuja maioria está instalada em São José dos Campos, se unem em cluster e lançam manifesto apoiando acordo entre Embraer e Boeing para disputar mercado global de aviação

O mundo é o limite.

Empresas fornecedoras da Embraer unem-se em um cluster aeronáutico para disputar no mercado global.

O movimento começa em São José dos Campos, cidade que é sede da maioria das fornecedoras da fabricante, e mira a demanda que será gerada após o acordo entre Embraer e Boeing, negócio que o grupo apoia.

As duas fabricantes, que anunciaram as conversas em torno de uma cooperação comercial em dezembro do ano passado, estão próximas de definir o modelo da parceria.

Com isso, as empresas que participam da cadeia de fornecimento da Embraer, com mais de 70 companhias de diversos tamanhos, querem se unir para disputar no mercado global.

A primeira reunião da ‘Arena Colaborativa sobre Internacionalização do Cluster Aeronáutico’, como é chamado o movimento, ocorrreu na última quinta-feira na sede do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José dos Campos.

Participaram empresas, representantes da Secretaria de Inovação e Desenvolvimento Econômico, incluindo o secretário Alberto Alves Marques Filho, a direção do Ciesp e o Instituto Invoz, grupo derivado do movimento ‘São José 2030’ que tem como presidente de honra Ozires Silva, um dos fundadores da Embraer.

FUSÃO – Todos eles veem a fusão da Embraer com a Boeing como oportunidade de disputar um mercado mundial de fornecedores que movimenta US$ 60 bilhões por ano, com 40% feito na América Norte, 40% na Europa e 20% na Ásia.”É um mercado para a gente entrar e participar. Se pegarmos 1% ou 2% podemos faturar acima de US$ 1 bilhão”, diz Cesar Augusto Teixeira, diretor do Ciesp de São José e dono da Akaer, fornecedora da Embraer.

Movimento lança manifesto em apoio a negócio entre Embraer e Boeing – As empresas da cadeia de fornecedores da Embraer lançam neste final de semana um manifesto em apoio ao acordo da brasileira com a norte-americana Boeing.

Elas sabem que o momento é de unir forças e de usar a reconhecida competência técnica do setor para atuar no mercado global de aviação.

Em resumo, é hora de mobilizar a cadeia para deixar a zona de conforto: “A única forma de preservar empregos de alta qualidade é estendendo para o mundo. A única defesa é competir. E temos essa competência. O que falta é essa mobilização”, diz Manoel de Oliveira, presidente Instituto Invoz.

Para tanto, Cesar Augusto Teixeira, da Akaer e do Ciesp, cobra apoio do governo: “Não falamos em proteção, mas de apoio institucional, suporte, estrutura. Tem de preservar a indústria nacional e a cadeia”.

Cadeia cobrará governo para impulsionar setor – O cluster aeronáutico da cadeia de fornecedores da Embraer defende a desburocratização do setor, redução de tributos e facilidades comerciais para ampliar a competitividade no mercado mundial.

“O México exporta mais do que Embraer, e o país não fabrica avião. Foi uma política do governo mexicano de estabelecer e crescer a exportação”, diz Manoel de Oliveira, presidente Instituto Invoz.

Segundo ele, o governo precisa atuar para melhorar as regras do setor, tornando a cadeia mais competitiva lá fora.

“Que a gente possa exportar com conteúdo nacional de alta qualificação. Essa é a razão principal pela qual a Boeing procurou a Embraer. Vê aqui capacidade de desenvolvimento tecnológico que não vê em outros países. Precisamos aproveitar isso”, afirma.

Gerando cerca de 4.000 empregos diretos, a cadeia cobrará do governo federal apoio para deslanchar o setor internacionalmente.

“É importante entrar nesses outros mercados. De forma geral atuar no mundo. Temos que criar e avançar uma cultura de exportação, globalização do nosso trabalho”, diz Cesar Augusto Teixeira, da Akaer e do Ciesp de São José dos Campos.

Fonte: O Vale