Portal Único do Comércio Exterior deverá gerar ganhos de US$ 24 bi ao ano

O governo espera implantar totalmente o Portal Único do Comércio Exterior até o fim de 2018, disse nesta terça-feira,7, o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Abrão Árabe Neto, no seminário Abertura Econômica para o Desenvolvimento e Bem-Estar. A redução da burocracia e ganho de tempo deverão trazer um aumento de 6% a 7% na corrente de comércio e ganhos da ordem de US$ 24 bilhões ao ano, segundo estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) citados pelo secretário.

No momento, o portal opera de forma parcial e permite o trânsito de 50% das exportações brasileiras. A meta é chegar a 100% até o fim do ano e, ao longo de 2018, incorporar as importações. A implementação de alguns mecanismos do Portal explica o fato de o Brasil haver subido dez posições no ranking do relatório Doing Business, do Banco Mundial, no quesito facilitação de comércio.

As medidas para dar maior fluidez para o comércio exterior têm impacto até maior do que a eliminação das tarifas de importação, disse o secretário, citando dados da Organização Mundial do Comércio (OMC). O organismo estima que a implementação total do acordo de facilitação de comércio trará ganhos de US$ 1 trilhão.

Produção de veículos cresce 42% em outubro

Quase 250 mil unidades foram fabricadas no País no mês passado, segundo a Anfavea; no acumulado do ano, alta é de 28,5% ante igual período de 2016

O Estado de S.Paulo

A produção de veículos voltou a subir em outubro e atingiu 249,9 mil unidades, alta de 42,2% sobre igual período do ano passado, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No acumulado do ano, a indústria automobilística fabricou 2,237 milhões de veículos, aumento de 28,5% sobre os dez primeiros meses de 2016.

A maior expansão foi a do segmento de automóveis e comerciais leves que, juntos, somaram 240.163 unidades em outubro, expansão de 41,8% em relação ao mesmo mês de 2016. No acumulado deste ano, o total produzido atingiu 2,151 milhões de unidades. Entre os automóveis pesados, foram 8.241 caminhões produzidos no mês passado, alta de 77,8% ante igual mês de 2016. Entre janeiro e outubro, somam 67.285 unidades, elevação de 31,9%.

Já a produção de ônibus recuou 7,6%, para 1.528 unidades outubro. No acumulado do ano, contudo, o segmento acumula alta de 9,6%, para 17.683 unidades.

As vendas também cresceram. Em outubro, as montadoras comercializaram 202,9 mil unidades, alta de 27,6% em comparação com igual mês do ano passado. No acumulado do ano, as vendas subiram 9,3%, para 1,822 milhão de unidades.

Por segmento, as vendas de automóveis e comerciais leves, juntos, somaram 196.942 em outubro, expansão de 27,1% em relação a igual mês de 2016. Entre os veículos pesados, foram 5.029 caminhões vendidos no mês passado, aumento de 46% sobre mesmo mês de 2016. No acumulado do ano, o segmento acumula retração de 4,5%, para 40.393 unidades.

Emprego – Com a retomada da produção, as montadoras voltaram a contratar. Só em outubro, foram criadas 432 vagas. Nos últimos 12 meses, foram 3.084 novos postos. Com isso, a indústria conta hoje com 126.762 funcionários, alta de 2,5% sobre outubro do ano passado.

Recorde – A receita com as exportações de veículos e máquinas agrícolas somou US$ 1,460 bilhão em outubro, alta de 52,9% na comparação com outubro do ano passado. No acumulado do ano, houve aumento de 51,6% sobre igual período de 2016, para US$ 13,119 bilhões. Em volume, as montadoras embarcaram 61.554 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, expansão de 66,6% na comparação com outubro do ano passado. No acumulado do ano, houve avanço de 56,7% sobre igual período de 2016, para 627.820 unidades. De acordo com o presidente da Anfavea, Antonio Megale, esse volume é um recorde histórico. Para o ano, a Anfavea aposta em maior número de exportações da história, com 745 mil veículos, aumento de 43,3% ante 2016.

 

Indústria paulista cresce 3,2% no 3º tri

A produção industrial de São Paulo cresceu 3,2% no terceiro trimestre, na comparação aos três meses anteriores, acelerando seu ritmo de recuperação. O desempenho do maior e mais diversificado parque fabril do país foi três vezes mais veloz que a média nacional, que cresceu 0,9% por essa base de comparação, com ajuste sazonal.

De acordo com o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), que calculou o resultado com ajuste sazonal a partir de dados divulgados ontem pelo IBGE, o desempenho da indústria paulista foi “altamente positivo”. Isto não apenas pela intensidade, mas também pela trajetória de aceleração desde o começo deste ano.

“O mais importante é a trajetória nítida de aceleração ao longo deste ano, quando considerados os dados na ponta, com ajuste sazonal, que são os que importam para vermos a retomada. Esse comportamento contrasta diretamente com a média da indústria nacional, que mostra desaceleração”, avalia Rafael Cagnin, economista do Iedi.

O crescimento da indústria nacional desacelerou de 1,1% no segundo para 0,9% no terceiro trimestre, frente aos três meses anteriores. Já a indústria paulista acelerou de +2,9% para +3,2% na passagem do segundo para o terceiro trimestre. Frente ao mesmo período de 2016, o parque fabril de São Paulo produziu 5,4% a mais de julho a setembro, o melhor resultado desde o segundo trimestre de 2013 (9,3%).

“Como o parque industrial de São Paulo é diversificado e demanda produtos intermediários de outros Estados, essa aceleração pode puxar o desempenho do setor como um todo pela frente. Também por isso, é positivo”, acrescenta o economista.

Apesar de positivo, o desempenho paulista no terceiro trimestre deste ano foi puxado basicamente por dois setores: o de produtos alimentícios, impulsionado pela produção de derivados do açúcar (tipo cristal e VHP, para exportação); e o de veículos automotores, incluindo caminhões, caminhão trator para reboques e automóveis.

Segundo Rodrigo Lobo, analista da Coordenação da Indústria do IBGE, esses dois setores respondem por 28% da indústria paulista. Ele pondera ainda que apenas 11 das 18 atividades acompanhadas pelo instituto no Estado de São Paulo tiveram aumento de produção na passagem de agosto para setembro, conforme dados divulgados ontem.

“O resultado é, portanto, concentrado, não existe dinamismo maior”, disse Lobo, acrescentando que metade dos 534 itens industriais de São Paulo apresentou aumento de produção. O chamado índice de difusão foi de 52,1% em julho; 56,9% em agosto; e 51,1% em setembro. “É um patamar baixo. Já vimos índices perto de 70%”, disse Lobo.

O setor industrial nacional avançou 3,1% no terceiro trimestre de 2017, frente a igual período do ano passado. Dos 15 locais pesquisados, 13 tiveram aumento de produção por essa base de comparação. Além do Estado de São Paulo, outros destaques positivos por essa base de comparação anual foram Bahia (5,6%), Mato Grosso (7,4%), Paraná (6,8%) e Goiás (3,5%).

Fonte: Valor Econômico

Fiscais da Receita Federal prometem nova mobilização

receita-federalBalanço é divulgado e auditores fiscais projetam novas ações em novembro. Impacto atinge cerca de 3 mil contêineres para liberação de cargas ao País

A greve de 24 horas, realizada pelos dos analistas tributários da Receita Federal, na última quarta-feira (25), mobilizou ao todo 7.198 servidores em todo o País, sendo que no Estado de São Paulo a adesão foi de 2.049 profissionais. A categoria protesta conta a falta definição quanto ao acordo salarial assinado em 23 de março de 2016 e que, segundo o Sindreceita, que representa os trabalhadores, até agora, não foi cumprido.

Na última sexta, os Audites Fiscais da Receita que autuam no Porto de Santos, também cruzaram os braços por motivo semelhante: o não cumprimento do acordo salarial.

Sem ainda ter um balanço do ato, o Sindifisco, que defende as causas dos auditores, informou que a paralisação na Alfândega de Santos ocasiona um atraso de R$ 100 milhões no recolhimento de impostos federais e um acúmulo de 2 mil a 3 mil contêineres para liberação de cargas ao País.

Impacto – Devido à greve, os analistas não realizaram o atendimento aos contribuintes, como:  emissão de certidões negativas e de regularidade; restituição e compensação; inscrições e alterações cadastrais; regularização de débitos e pendências; orientação aos contribuintes; parcelamento de débitos; revisões de declarações; análise de processos de cobrança; atendimentos a demandas e respostas a ofícios de outros órgãos, entre outras atividades.

Ainda segundo o Sindreceita, nas unidades aduaneiras, os analistas também não atuarão na Zona Primária (portos, aeroportos e postos de fronteira), nos serviços das alfândegas e inspetorias, como despachos de exportação, verificação de mercadorias, trânsito aduaneiro, embarque de suprimentos, operações especiais de vigilância e repressão, verificação física de bagagens, entre outros.

O Sindifisco informa que os profissionais liberaram apenas as cargas consideradas essenciais, como remédios, insumos hospitalares, animais vivos e alimentação de bordo para tripulantes de navios. Já na Delegacia da Receita Federal a paralisação foi total

Com informações: A Tribuna

 

ABV confirma presença e elege Fórum Atibaia para falar ao mercado sobre o presente e o futuro de Viracopos

centro de convenções 2Inscrições estão abertas e programação é divulgada. Aeroporto Cargueiro será um dos temas de debate, em 08 de novembro.

A ABV (Aeroportos Brasil Viracopos) confirmou presença no “Fórum Atibaia de Comércio Exterior e Logística”, a ser realizado no dia 08 de novembro, na cidade. A empresa terá uma apresentação do seu diretor de Relações Institucionais, Carlos Alcântara.

O encontro, que acontece em 08 de novembro no Centro de Convenções da cidade (FOTO), trará grandes nomes para debater o setor para toda a Região. Além do reconhecido potencial produtor agrícola, com flores e morango, a cidade também tem se destacado pela atração de investimentos e pela implantação de indústrias e serviços na cidade. As 700 indústrias instaladas no local respondem por 1/3 do PIB do Município: R$ 5 bilhões. Grandes condomínios logísticos completam as opções para a cadeia na Região.

 

Grade de Palestras – Atibaia encontra-se entre as 100 melhores cidades do Brasil para investir em negócios, de acordo com um último estudo da Revista EXAME. Confira abaixo grade de debates do evento gratuito, com inscrições através do e-mail: mkt@gpamais.com.br

 

Programação – 08 de novembro – quarta-feira

-08h às 08:50h – Welcome Coffee e Credenciamento

-08:50h – Abertura Solene – Autoridades

-09h – “Solução Logística Diferenciada para a Região”

-09:30h – “Classificação Fiscal como diferencial competitivo” – Gustavo Felizardo – Especialista em Regimes Aduaneiros Especiais e Classificação Fiscal – Thomson Reuters

-10h – “OEA (Operador Econômico Autorizado) – Gargalos na Certificação e os Benefícios da Aduana Brasileira” – Antonio dos Santos Junior – Gerente de Auditoria da Tradeworks

-10:30h – “O futuro do Aeroporto de Viracopos” – Carlos Alcântara – Diretor de Relações Institucionais da ABV (Aeroportos Brasil Viracopos)

-11h – “Portal Único de Comércio Exterior facilitando a exportação e importação para as empresas – DU-E (Declaração Única de Exportação) e DU-IMP Declaração Única de Importação)” – Regina Terezin – Diretora do SINDASP(Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo)

-11:30h – PALESTRA OFICIAL DE ENCERRAMENTO: “Atibaia – Polo de Desenvolvimento Regional – infraestrutura e atrativos para geração de negócios” – Silvio Llaguno – Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico de Atibaia

12h – Encerramento e Networking