TMD Friction inaugura fábrica em Salto

A TMD Friction do Brasil, fabricante das pastilhas e lonas de freio da marca Cobreq, realizou a cerimônia de inauguração de sua nova planta em Salto nesta semana.

O projeto de investimento de R$ 142 milhões recebeu apoio da Investe São Paulo, a agência de promoção de investimentos e exportações ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo.

“É muito bom estar aqui e ver a conclusão de um projeto em que trabalhamos tanto. E quero que todos da empresa saibam que vamos continuar atuando em parceria para que as futuras expansões da empresa sejam um sucesso”, afirmou Sérgio Costa, diretor de desenvolvimento de negócios e relações institucionais da instituição durante o evento.

O apoio dado pela agência foi reconhecido também pelo diretor executivo da empresa no Brasil, Edilson Jaquetto. “Nos ajudaram a encontrar um lugar onde pudéssemos manter nossos colaboradores que estavam trabalhando em Indaiatuba e ao mesmo tempo atender nossos clientes de forma ainda mais eficiente”, explicou.

A equipe da Investe São Paulo acompanhou a TMD Friction na visita a diversos terrenos em dez municípios da região, além de ter ajudado no relacionamento com a CPFL para a ligação de energia elétrica.

A nova unidade da TMD Friction representa o maior investimento do grupo japonês Nisshinbo, ao qual a TMD pertence. A necessidade de expansão fez a empresa trocar seus 82.000 m² (zona urbana) de área total e 18.000 m² de área construída em Indaiatuba, onde operava desde 1975, por respectivamente, 100.000 m² e 32.000 m². Adicionalmente, a nova unidade oferece a possibilidade de expansão, por se tratar de um distrito industrial.

“Apesar dos muitos desafios, fizemos um excelente trabalho na construção da fábrica e conseguimos atingir todos os nossos objetivos. Vamos agora trabalhar para consolidar nossa posição de destaque no mercado de materiais de fricção na América Latina”, afirmou John Hudson, CEO e presidente da empresa.

Já o prefeito de Salto, José Geraldo Garcia,  ressaltou não só a importância do projeto para o município e a região, mas o esforço que sua equipe tem feito para atrair novos empreendimentos. “Temos o objetivo de tratar o empresário da mesma forma que a Investe São Paulo, fazendo com que se sintam bem-vindos e encorajados a investir”, disse.

Também realizaram discursos o diretor-geral da TMD Friction na América do Sul, Marcoabel Moreira, o EVP para Américas da TMD Friction, Greg Scheessele e o representante da Nishinbo Holdings Kazuhiro Iwata.

Sobre a TMD Friction – A TMD Friction, uma empresa do grupo Nisshimbo, é a maior fabricante de material de fricção para veículos comerciais e de passageiros da indústria automotiva global.  A empresa possui três centros de pesquisa e desenvolvimento, 13 plantas industriais em oito países, comercializando também as marcas Textar, Pagid, Mintex, Don, Cosid e Dynotherm.

A empresa fornece seus produtos para todo o mercado nacional de reposição e para as principais montadoras existentes no país. Globalmente possui mais de 5.000 funcionários na área de freios e de material de fricção.

Exportação sobe 18,7% no ano e superávit renova recorde

A balança comercial registrou mais um recorde ao alcançar um superávit de US$ 53,283 bilhões de janeiro a setembro. O resultado, puxado pela continuidade do crescimento da exportação mesmo com um real levemente mais valorizado em relação ao começo do ano, levou o governo a recalcular as projeções e estimar um superávit ainda maior que a expectativa atual de US$ 60 bilhões.

No ano, o ritmo de crescimento das exportações foi bem mais forte que o das exportações. Enquanto os embarques registraram alta de 18,7% (para US$ 139,4 bilhões) de janeiro a setembro, os desembarques subiram 8,5% (para US$ 103,2 bilhões). Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Abrão Neto, o aumento das exportações é influenciado tanto pela melhora na quantidade exportada (crescimento de 5,9%) como no preço dos produtos (12,5%).

“Pelas exportações, verificamos crescimento não só do valor, mas também das quantidades exportadas, em todas as categorias de produtos, além de aumento no número de empresas exportadoras”, disse Abrão.

O efeito do aumento de preços é visto principalmente no minério de ferro, que se valorizou 52,3% entre janeiro e setembro deste ano contra igual período do ano passado. Também registram alta contra um ano antes produtos como semimanufaturados de ferro e aço (33,8%) e açúcar bruto (20,2%).

Os produtos básicos foram justamente os que puxaram os números de exportação em setembro, com crescimento de 36,7%. Eles foram seguidos pelos manufaturados (como óleos combustíveis, tratores e automóveis), que cresceram 18%; e pelos semimanufaturados (como ferro fundido e madeira serrada), que cresceram 11%.

Apesar de ainda em patamares baixos em valores, as importações no ano estão em ritmo de recuperação ao registrar o décimo mês consecutivo de aumento em relação a um ano antes, o que indica retomada da atividade interna.

“É um indicativo positivo de recuperação da economia. Confirmaremos essa tendência nos próximos meses, mas é fato que a média diária de importações vem apresentando crescimentos nos três últimos trimestres”, disse o secretário. No acumulado até setembro o crescimento nas compras foi puxado pelo aumento de 35,3% em combustíveis e lubrificantes. Também subiram, embora em ritmo menor, as compras de bens intermediários (11,4%) e bens de consumo (5,7%).

No mês de setembro, a importação veio em ritmo mais acelerado, com alta de 18% contra igual mês de 2016. Na comparação mensal interanual, foi a maior taxa de crescimento do ano. O maior ritmo dos desembarques, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), está de acordo com a melhora das expectativas para economia tanto para o quarto trimestre como para 2018.

Mantidas as expectativas atuais, diz Castro, uma reação maior das importações deve se tornar mais clara em 2018, o que deve pressionar o superávit comercial para baixo no ano que vem. A corrente de comércio, porém, que dá o tom do dinamismo econômico, deve melhorar.

Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), destaca que a importação brasileira tem alta elasticidade com a atividade interna. “A importação responde rapidamente com a economia girando um pouco mais. O desempenho bom de alguns ramos industriais, como bens de consumo duráveis da linha marrom e branca, também contribuem bastante porque o volume de componentes e de insumos importados nesses segmentos é expressivo, o que puxa a importação de bens intermediários.”

Por conta dessa elasticidade, o aumento das importações pode ser um sinalizador positivo, diz ele. “Mas há também o efeito do câmbio que pode fazer com que parte desse dinamismo escape para a importação.” O problema, explica ele, não está somente no câmbio, mas na questão da competitividade. O que preocupa, diz Cagnin, é que a recuperação muito lenta da economia pode dificultar às empresas a incorporação de novas tecnologias, o que é um desafio não somente para melhorar como para manter a competitividade.

O Mdic chama atenção ainda para as compras de bens de capital por importadores brasileiros, que cresceram pelo segundo mês consecutivo. Após um crescimento de 6,6% em agosto, houve aumento de 34,5% em setembro, sempre na comparação interanual. “Pode indicar uma tendência de recuperação dessa linha de importações, muito relacionada a investimentos. Confirmaremos essa tendência nos próximos meses”, ressaltou o secretário de Comércio Exterior.

Os dados também continuam mostrando uma melhora significativa na balança comercial de petróleo e derivados, que chegou a US$ 4,3 bilhões de janeiro a setembro. Um ano antes foi registrado déficit de US$ 446 milhões. Segundo Abrão Neto, os números são puxados pelo aumento de produção e também pela recuperação do preço da commodity (alta de 37,6%) contra um ano antes. Segundo ele, o saldo de petróleo e derivados também deve fechar o ano com superávit.

Apesar dos números positivos no acumulado do ano, os analistas do Itaú ressaltam que as exportações, que avançaram fortemente no início do ano, agora “se estabilizaram em patamar mais baixo, em linha com os preços internacionais de commodities menores”. Os fortes saldos em 2017, diz relatório do banco, é garantido por importações ainda em patamar baixo.

Fonte: Valor Econômico

Decreto para relicitação de Viracopos sai em duas semanas, diz governo. ABV quer ficar

O decreto com as regras para relicitações das concessões de aeroportos e outros projetos de infraestrutura do transporte está pronto e deve ser assinado pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB), em até duas semanas. O anúncio foi feito durante audiência pública na Câmara dos Deputados em Brasília (DF), na manhã desta quinta-feira (28), pelo secretário de Coordenação de Projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), Tarcísio Gomes de Freitas, ligado à Secretaria-Geral da Presidência da República.

A medida vai permitir a escolha de uma nova empresa para administrar o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). O processo pode demorar até um ano e meio e, neste período, não haverá reajustes extras nas tarifas aeroportuárias, informou o secretário.

Segundo Freitas, o decreto vai estipular as regras de transição até que o novo concessionário possa assumir o empreendimento. Entre as novidades previstas nele estará a assinatura de um termo aditivo ao atual contrato e que prevê suspensão dos pagamentos de outorga durante o processo de relicitação. Além disso, ele também vai definir os detalhes operacionais da transição.
A audiência da Comissão de Viação e Transportes ocorreu para discutir a situação do terminal no interior de São Paulo. A atual concessionária, Aeroportos Brasil Viracopos, decidiu no dia 28 de julho devolver a concessão ao governo por não conseguir pagar os valores da outorga.

O secretário negou a possibilidade de modificar o valor atual da outorga, de R$ 3,8 bilhões, ou renegociar prazos de pagamento estabelecidos na licitação vencida pela operadora de Viracopos. De acordo com Freitas, uma solução pode ser a atual concessionária encontrar novos sócios que possam injetar mais capital e evitar a relicitação do aeroporto.

O secretário explicou também que o pedido de relicitação apresentado pela Aeroportos Brasil em julho ainda não é válido. De acordo com ele, a empresa manifestou o interesse de devolver o aeroporto, contudo, deixou de apresentar documentos previstos na Lei 13.448/2017.
Se os problemas forem corrigidos, explica, o pedido será analisado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pelo Ministério dos Transportes. Só depois disso o CPPI tomará uma decisão.

Se decisão do CPPI for pela escolha de uma nova concessionária, outro estudo de viabilidade será feito para considerar as atuais condições do mercado da aviação civil e os investimentos já concretizados no aeroporto. “Será um retrato do momento atual”, destacou o coordenador. Durante a audiência, a ABV garantiu que fará entrega de documentos que faltaram no pedido.

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) foi o autor do requerimento para realização da audiência pública e anunciou que a Comissão de Viação e Transporte da Câmara acompanhará o processo de relicitação de Viracopos. Entre os objetivos do grupo estão a continuidade dos investimentos na região de Campinas, e evitar a interrupção de serviços durante a transição entre contratos.

O diretor do Departamento de Políticas Regulatórias da Secretaria Nacional de Aviação Civil, Rogério Teixeira Coimbra, e o Secretário de Desenvolvimento Econômico de Campinas, André von Zuben, também participaram do debate realizado nesta manhã.
Devolução

A Aeroportos Brasil Viracopos (ABV) decidiu, em julho, devolver a concessão por onta das dificuldades financeiras e da frustração da demanda do fluxo de passageiros e de cargas.

De acordo com o departamento jurídico da ABV, até que o processo de relicitação seja concluído e um novo gestor assuma Viracopos, a concessionária continuará administrando o aeroporto e só vai sair depois que o novo consórcio pegar a concessão. No entanto, os investimentos previstos serão suspensos.

ABV quer ficar – O diretor presidente da ABV (Aeroportos Brasil Viracopos), Gustavo Mussnich, admitiu nesta quinta-feira em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, que o consórcio poderá continuar com a gestão do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo, mas sob algumas condições especiais. O grupo quer alterações no sistema de cobrança da outorga.

Para Mussnich, existe a possibilidade de Viracopos repetir o que ocorreu com o aeroporto de Galeão, no Rio, quando um investidor (no caso a Odebrecht) foi substituído por outro e a concessão foi mantida com o mesmo grupo.

“Sim. Nós teríamos interesse em rediscutir um reperfilamento da outorga. O problema é que no Galeão isso foi feito com antecipação do pagamento e isso nós não temos como fazer”, argumenta.

Com informações do G1 e Metro

Maior companhia aérea do mundo vai erguer mega-hangar no Brasil

A American Airlines vai construir no Brasil seu primeiro hangar de manutenção fora dos Estados Unidos. Uma parceria firmado com a GRU Airport, empresa gestora do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, vai permitir a construção de uma megaestrutura de cerca de 36 mil m2, que ocupará a antiga planta da Vasp.

Com previsão de investimento de pelo menos US$ 100 milhões, o novo hangar da American Airlines em Guarulhos será destinado à manutenção de aeronaves e testes de giro de motor. A intenção é que as novas instalações sejam entregues já em 2018.

De acordo com a GRU Airport,  a decisão significa, no médio prazo, a possibilidade de aumentar o número de voos da American Airlines que voam para os Estados Unidos, além de reforçar a sinergia entre as empresas que compõem a Oneworld – aliança que envolve 14 companhias aéreas, incluindo Qatar Airways, Latam, British Airways, Iberia e American Airlines.

O consórcio também destaca que, no curto prazo, o novo hangar deve gerar dezenas de empregos, além de know-how em manutenção na área de aviação para o Brasil. Segundo a concessionária, a escolha do Brasil para instalação do primeiro hangar da American Airlines fora do território americano também comprova a confiança da maior companhia aérea do mundo, em número de aeronaves, no mercado brasileiro.

Receita Federal publica regras do Conhecimento Eletrônico Rodoviário Internacional

A Receita Federal do Brasil (RFB) publicou a Instrução Normativa nº 1.740, de 22 de setembro de 2017, que dispõe sobre o Conhecimento Eletrônico Rodoviário (CE Rodoviário).

A Instrução Normativa estabelece que as informações relativas ao transporte internacional rodoviário de cargas para instrução do despacho aduaneiro na exportação e na reexportação serão prestadas por meio do módulo de controle de carga do Sistema Integrado de Comércio Exterior, denominado Siscomex Carga, mediante o uso de certificado digital.

Fica definido o entendimento de que o CE Rodoviário se constitui em declaração eletrônica das informações sobre o transporte internacional rodoviário de cargas apresentada à autoridade aduaneira.

O registro das informações será realizado pelo transportador identificado no Siscomex pelo número do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da sua matriz. No caso de transportador estrangeiro, a utilização do Siscomex Carga para registro das informações dar-se-á por meio de seu representante legal no País, ainda que pessoa física.
Instrução Normativa entrou em vigor em (26/09), data de sua publicação no Diário Oficial da União.