Movimentação de contêineres em Santos tem novo recorde

Nos últimos 12 meses, foram registrados recordes mensais consecutivos na movimentação de contêineres no Porto de Santos. Em maio, o crescimento em relação ao mesmo período do ano passado atingiu 13,5%, segundo dados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). No mês, passaram pelo cais santista 349.960 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), contra 308.442 TEU no mesmo período de 2017.

Em unidades, o crescimento foi da ordem de 6,6%, já que 217.933 caixas metálicas foram movimentadas no cais santista em maio. No mesmo mês do ano passado, os terminais do cais santista receberam 204.464 cofres.

Exportações caem 8,2% após greve dos caminhoneiros – No acumulado de janeiro a maio, a alta foi de 15,6%, totalizando 1,6 milhão de TEU, superando os 1,4 milhão de TEU movimentados no mesmo período do ano passado.

No quinto mês do ano, 407 embarcações atracaram no Porto de Santos. No mesmo mês de 2017, o cais santista recebeu apenas uma embarcação a menos.

No acumulado do ano, constata-se um acréscimo de 3,8% no número de embarcações, com o registro de 2.043 atracações no período. Em 2017, foram 1.969 atracações de janeiro a maio, segundo dados da Codesp.

Em alta, Região de Campinas cria 229% mais vagas de emprego em 2018

O desempenho positivo dos setores de serviços, indústria de transformação e agropecuária foi responsável pela criação de 10.978 vagas de emprego com carteira assinada na microrregião de Campinas (SP) nos primeiros cinco meses de 2018, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número é 229% maior que o registrado no mesmo período de 2017.

Nos cinco primeiros meses do ano passado, foram criados 3.328 postos de trabalho. Além de Campinas, a microrregião é composta por outros 15 municípios: Americana, Cosmópolis, Elias Fausto, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Jaguariúna, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.

Cinco dos oito setores analisados pelo Caged apresentaram dados positivos neste ano. Com 7.691 postos criados, serviços foi quem mais contratou na microrregião. A indústria de transformação foi responsável por 3.446 vagas, e a agropecuária, 1.139.

Serviço industrial de utilidade pública (551) e administração pública (292) também apresentaram números positivos.

Na contramão da geração de empregos ficou o comércio, que fechou 1.791 postos no período. Construção civil (-330) e setor de extração mineral (-20) também fecharam o período no “vermelho”.

A microrregião de Campinas registrou em maio o pior desempenho na geração de empregos em 2018, mas o saldo de 388 postos criados foi suficiente para a região fechar no “azul” pelo 5º mês seguido.

Com informações: G1 ( Campinas )

Pedágios de rodovias paulistas vão ficar mais caros a partir de domingo

Os valores cobrados nos pedágios de dezenove concessionárias de rodovias paulistas serão reajustados neste domingo (1º), informou a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). O aumento, de 2,85% (referente ao IPCA acumulado entre junho de 2017 e maio de 2018), equivale ao reajuste anual previsto nos contratos de concessão.

Ainda de acordo com a Artesp, devido a “arredondamentos”, em algumas praças o reajuste não será repassado à tarifa paga pelos usuários. Isso acontecerá nos trechos leste e oeste do Rodoanel Mário Covas (SP 021) e nas praças de Diadema e Eldorado da Rodovia dos Imigrantes (SP 160).

Os reajustes dos valores cobrados nos pedágios são realizados em 1º de julho para dezenove concessionárias paulistas. Nas duas concessões mais recentes, Entrevias e ViaPaulista, iniciadas em 2017, o reajuste será aplicado nas datas de aniversário dos contratos.

Para os paulistanos que pretendem viajar para o litoral no início de julho, os valores vão subir 60 centavos no domingo nas duas principais praças do Sistema Anchieta-Imigrantes, Riacho Grande (km 31 da via Anchieta) e Piratininga (km 32 da Imigrantes), onde a tarifa passará a custar 26,20 reais.

Na Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, a tarifa passa de 7 reais para 7,20 reais, e na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, de 12 reais para 12,20 reais. No pedágio de bloqueio Batistini (km 24 da Imigrantes), a tarifa vai de 5,80 reais para 6 reais.

Segundo a Artesp, de janeiro a maio de 2017 houve registro de 1 197 415 evasões (fugas) nas rodovias paulistas. Em 2018, também de janeiro a maio, houve 627 897, o que representa uma queda de 47%. A multa por evadir o pedágio é de 195,23 reais.

Acordo de céus abertos entre Brasil e EUA entra em vigor

O acordo de céus abertos entre Brasil e Estados Unidos entrou em vigor nesta semana, após a aprovação do presidente Michel Temer. Com isso, foram removidas as restrições de preços e rotas que possam ser atendidas por companhias aéreas e charters, possibilitando maior flexibilidade.

“Este acordo significa que os viajantes, companhias aéreas e as economias dos Estados Unidos e do Brasil se beneficiarão de preços competitivos e serviços mais convenientes”, aponta o secretário de Transportes dos Estados Unidos, Ray LaHood, em comunicado.

PARCERIAS – Com o novo acordo firmado, há expectativa de que avance uma aliança entre American Airlines e Latam, segundo o Travel Weekly. O objetivo das duas companhias é comercializar e operar voos entre os Estados Unidos e Canadá, além de Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai. Os países que já aprovaram a joint venture são Brasil, Colômbia e Uruguai.

Indicadores sugerem ritmo maior na atividade em junho

Os primeiros indicadores antecedentes disponíveis e a base reprimida de maio sugerem que o mês de junho será marcado por uma recuperação da atividade, após queda aguda no mês passado, como resultado da greve dos caminhoneiros. Apesar da expectativa de volta gradual à normalidade, os economistas estão divididos quanto às projeções para o segundo trimestre: alguns já esperam queda no Produto Interno Bruto (PIB), enquanto outros ainda veem variação positiva, ajudada pelos bons números de abril.

A maioria dos indicadores antecedentes de maio já estão disponíveis e pintam um quadro trágico. Segundo dados dessazonalizados pela Tendências Consultoria, a produção de veículos caiu 24%, o fluxo de veículos pesados nas estradas recuou 27,7%, a expedição de papelão ondulado despencou 22,7%, a produção de petróleo da Petrobras encolheu 2,2% e o consumo de energia foi 0,5% menor. Só a confiança do industrial subiu 0,1%, mas o período de coleta do indicador da FGV foi anterior a greve e, portanto, não captou seus efeitos.

Entre os antecedentes do varejo, a venda de veículos caiu 11,1%, o fluxo pedagiado de veículos leves encolheu 11,4%, o indicador Serasa de atividade do comércio recuou 2,3%, enquanto as consultas ao Usecheque e ao SPC tiveram baixas de 0,4% e 0,7%, respectivamente, e a confiança do consumidor teve perda de 2,8%, nas séries ajustadas pela consultoria.

“Para maio já há bastante informação e provavelmente veremos uma queda forte da indústria”, observa Felipe Salles, economista do Itaú Unibanco. “A grande dúvida é o que vai acontecer depois, se será um efeito permanente ou temporário na economia. Aparentemente, com os poucos dados de junho disponíveis, será um efeito passageiro.”

Entre dados preliminares de junho já disponíveis, Salles cita a importação de produtos correlacionados com a produção industrial e o consumo de energia, que já registram altas de 12% e 1,2% neste mês, conforme números divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e pela Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), ajustados pelo banco.

Segundo Lucas Souza, economista da Tendências, os dados de junho também deverão ser beneficiados pela base deprimida de maio. “É possível que as [variações nas] margens venham positivas, porque as margens de maio vão ser muito negativas”, avalia.

Para maio, o Itaú projeta quedas de 9,8% para a produção industrial, de 3,5% para as vendas do varejo ampliado e de 6,2% para a atividade de serviços. Em abril, os três indicadores surpreenderam positivamente (com altas de 0,8%, 1,3% e 1%, respectivamente), sugerindo que o segundo trimestre começava bem, antes de ser atropelado pelos efeitos do protesto dos condutores.

O PIB Mensal Itaú cresceu 0,6% em abril e o banco projeta uma queda de 2,1% para maio. Ainda assim, a instituição estima um crescimento de 0,6% para o PIB do segundo trimestre, na comparação trimestral dessazonalizada. Segundo Salles, isso se explica em parte porque o maior impacto da greve foi sobre a indústria, que tem menor peso no PIB (18,5% em 2017), em relação, por exemplo, ao setor de serviços.

A Tendências também espera um número positivo para o PIB de abril a junho, embora sua estimativa tenha sido reduzida para 0,2%, contra 0,8% no momento mais otimista. Segundo Souza, os números positivos de abril, a esperada recuperação em junho e algum efeito do saque do PIS/Pasep nos últimos dias deste mês devem contrabalançar em parte a queda de maio.

Mas já há quem veja um PIB do segundo trimestre negativo, caso do Bradesco e da GO Associados, ambos com projeção de queda de 0,3% para as contas nacionais no período. “Abril foi relativamente bom, mas junho provavelmente não devolve tudo o que foi perdido em maio, então uma parte [do que foi perdido] não vai ser compensada”, diz Luiz Castelli, economista da GO.

O analista projeta um recuo de 16,6% para a produção industrial em maio e tem viés de baixa para sua estimativa de um crescimento de 2% para o PIB em 2018. No boletim Focus, as estimativas do mercado já estão em 1,76%, em queda há sete semanas.

Fonte: Valor Econômico