Armadores criticam aumento de quase 17% das tarifas no Porto de Santos

O aumento de 16,7% nas tarifas aplicadas no porto de Santos (SP) foi mal recebido pelos principais armadores de longo curso que atuam no Brasil. A reclamação é de que a elevação vem muito acima da inflação do período e pode prejudicar as exportações brasileiras.

O tamanho do reajuste foi definido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e começou a ser aplicado no dia 14 de junho. A Codesp, responsável pela administração do porto de Santos, desejava um aumento superior a 50%.

Todo mercado esperava um reajuste de até 4% ou 5%, para acompanhar a inflação”, diz Claudio Loureiro, diretor-presidente da Centronave, entidade que congrega as principais empresas de navegação de contêineres no longo curso que atuam no país. “Na verdade, não deveria ter aumento algum pelo resultado da Codesp no ano passado. Eles prestam um serviço e teriam que levar para as tarifas os ganhos de eficiência.”

LATAM é reconhecida como a companhia aérea da América do Sul

O Grupo LATAM Airlines foi eleito como a companhia aérea da América do Sul com a Melhor Experiência Global de Passageiros (Best Overall Passenger Experience Global Airline) nos Prêmios APEX Passenger Choice 2018.

As pontuações da APEX sobre as companhias aéreas classificam a experiência a bordo com base em comentários de milhares de passageiros avaliados de forma independente. Os critérios incluem a experiência como um todo, o conforto do assento, o serviço a bordo, a comida e a bebida, o entretenimento e o Wi-Fi.

“Para a LATAM, a experiência a bordo é fundamental para os passageiros e, por isso, escutamos continuamente os comentários de nossos clientes. Seguimos investindo em novas ferramentas digitais, entretenimento de bordo e melhoras tanto no serviço como na comida. No ano passado, fomos premiados como uma das empresas aéreas líderes no ranking e, neste ano, é uma honra sermos reconhecidos também por termos a Melhor Experiência Global de Passageiros. Nosso compromisso é sempre com os passageiros, tanto dentro como fora do avião”, diz Eduardo Costa, diretor sênior de Comunicação e Experiência de Clientes do Grupo LATAM.

O prêmio, que foi entregue ontem (19) durante a cerimônia de premiação APEX TECH en Los Angeles, soma-se ao reconhecimento recebido pela LATAM no ano passado, no qual foi reconhecida como “Five Star Global Airline” no ranking mais importante de companhias aéreas globais. A empresa é uma das empresas aéreas latino-americanas e uma das três do continente a fazer parte da categoria, que avalia mais de um milhão de voos de 428 companhias aéreas em todo o mundo.

A “Airline Passenger Experience” (APEX em sua sigla em inglês) é uma organização sem fins lucrativos que trabalha há quatro décadas para avaliar e ajudar a melhorar todos os aspectos da experiência aérea desde o design, construção e instalação dos sistemas de assento, entretenimento, comunicações, lounges nos aeroportos e serviço de bordo.

LATAM Airlines Group S.A — O Grupo LATAM Airlines é o principal grupo de companhias aéreas da América Latina e um dos maiores do mundo em conectividade. Oferece serviços aéreos para cerca de 140 destinos em 25 países, e está presente em 6 mercados domésticos da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador e Peru) e mantém operações internacionais na região e para Europa, Estados Unidos, Caribe, Oceania e África.

LATAM Airlines Group tem em torno de 42 mil funcionários com mais de 1.300 voos diários e 67 milhões de passageiros transportados ao ano.

Com uma frota jovem e moderna, o Grupo LATAM Airlines conta com 314 aviões, incluindo Boeing 787, Airbus A350, A321 e A320neo como os modelos mais modernos em suas categorias.

O Grupo LATAM Airlines é o único grupo de companhias aéreas da América Latina e um dos três no mundo a ingressar no Índice de Sustentabilidade Dow Jones World, pelo quarto ano consecutivo, tendo sido reconhecido por suas práticas sustentáveis, com base em critérios econômicos, sociais e ambientais.

As ações do Grupo LATAM Airlines são negociadas na bolsa de Santiago e na bolsa de Nova York em forma de ADRs.

 

Fonte: Portal Fator Brasil

CNI defende redução de poder dos armadores

Responsável por uma parte significativa das exportações que saem dos portos do país, a movimentação de contêineres tem sido excessivamente onerosa para os exportadores, segundo análise da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade atribui as dificuldades à alta concentração do mercado de armadores, responsáveis pela movimentação das cargas entre os portos mundiais, e à fiscalização deficiente do poder público.

O estudo da CNI, obtido em primeira mão pelo Valor, defende que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) tenha mais poder e capacidade de atuação para evitar que os armadores se sobreponham aos exportadores nos transportes de longo curso.

“É um alerta que estamos fazendo de uma situação muito ruim e perigosa. A grande concentração do transporte de contêiner atinge diretamente o usuário desse modelo, que é o produto industrializado, o manufaturado”, afirma Wagner Cardoso, gerente-executivo de Infraestrutura da CNI.

Cardoso explica que existe uma tendência mundial de concentração de armadores, o que tem afetado globalmente o mercado de contêineres. A estimativa é de que as dez maiores companhias do segmento concentrem 79% do mercado.

Além disso, o cálculo é de que as três alianças marítimas globais – THE, 2M e Ocean Alliance – representem 90% da capacidade das rotas leste-oeste.

A entidade defende que, em todo o mundo, os governos têm tomado medidas para reduzir o poder dos armadores, que teriam maior capacidade de negociação em relação aos exportadores. “O Brasil, o governo e a Antaq não estão preparados para enfrentar esse problema mundial”, explica Cardoso.

Outro obstáculo para os exportadores brasileiros é que boa parte das operações envolvendo transporte de contêineres são no modelo FOB, sigla em inglês para “Free On Board”, em que o importador é responsável pela contratação do armador e pelo pagamento do frete. Nesse modelo, apesar dos custos não estarem completamente na mão dos exportadores, eles ficam sujeitos ao envio para os terminais portuários indicados pelos armadores, o que pesa sobre a logística das companhias. Em alguns casos, esses terminais são, inclusive, de propriedade dos armadores.

As contas da CNI estimam que os contêineres movimentem por ano algo em torno de US$ 100 bilhões, o que representaria pouco menos da metade das exportações brasileiras. No entanto, não há dado oficial que aponte o tamanho real do setor em relação ao total do enviado para o mercado externo.

Cardoso afirma que essas questões não se aplicam a negócios envolvendo Argentina, Uruguai e Chile, situações em que a participação brasileira na movimentação de cargas é assegurada por acordos bilaterais de reserva de mercado. A CNI diz que, mesmo nesses casos, o exportador também é prejudicado, pois o frete é superior ao estabelecido em um ambiente competitivo.

A leitura é de que a Antaq precisa ser capaz de fiscalizar possíveis sobretaxas aplicadas pelos armadores que encarecem o transporte. Cardoso cita, por exemplo, taxas de desbalanceamento por rotas de retorno com menos carga que a ida e cobrança por variação de preço do combustível marítimo, o chamado “bunker”. Além disso, a agência deveria ter mais acesso a dados e disponibilizar informação adicionais aos usuários.

“A CNI defende que sejam informados com transparência dados como os valores médios de fretes por cargas e rotas”, afirma o representante da CNI. A análise é parte de uma levantamento de 43 problemas do país que será entregue aos candidatos à Presidência da República, no início de julho.

 Por Valor Econômico

ABDI e FGV preparam maior estudo já feito no Brasil sobre rotas logísticas

A matriz de transporte de cargas no Brasil é dependente do sistema rodoviário. Com isso, o custo com logística acaba tendo impacto no preço final dos produtos vendidos no país, afetando a competitividade da indústria. Segundo a Ilos, consultoria especializada, o gasto total com logística – soma de transporte (60%), estoque (31%), armazenagem (5%) e administrativo (4%) – alcança o equivalente a 12% do produto interno bruto brasileiro. Para a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a rediscussão da matriz de transporte de carga é essencial para o futuro da economia do país. Em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a ABDI prepara estudo estratégico sobre o tema no contexto da quarta revolução industrial.

“A última greve dos caminhoneiros abriu uma janela de oportunidade para rediscutirmos a logística no país. Uma discussão urgente e necessária. Este estudo será o maior já feito no país e poderá nortear o estado sobre os investimentos necessários que devem ser feitos nos próximos 15 anos”, diz o presidente da ABDI, Guto Ferreira.

Com a quarta revolução industrial, já em curso, o Brasil precisa se preparar para ter logística 4.0. É da porta da fábrica para fora, até o consumidor, onde está o maior desafio a ser enfrentado para se ter uma entrega ágil e segura correspondente ao ganho de produtividade esperado na indústria. “Hoje o custo é alto e ineficiente, dentre outros motivos, pela pouca diversificação de modais de transporte”, avalia Ferreira. De acordo com o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), do Ministério dos Transportes, o ideal para o país seria aumentar o escoamento da produção por trens e navios. Para tornar o sistema brasileiro mais equilibrado, a utilização de ferrovias deveria aumentar 35% e de hidrovias, 29%.

Dados da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) apontam que de cada dez produtos transportados no Brasil, seis são enviados por rodovias. As ferrovias são utilizadas em 20,7% dos deslocamentos e o transporte aquaviário responde por 13,6%. Encerram a lista os tipos dutoviário (4,2%) e aéreo (0,4%).

Segundo o ranking do Banco Mundial de desempenho logístico, o Brasil aparece na 65º posição. Comparado às economias emergentes dos BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o país fica apenas na frente da Rússia. A África do Sul, por exemplo, aparece 31 posições à frente, ocupando o 34º lugar. Os dados são de 2014.

“Para recuperar o tempo perdido, temos que investir em infraestrutura, mas também em inovação. As startups têm oferecido boas soluções de logística para a indústria brasileira”, explica o presidente da ABDI. Outro ponto a ser considerado, segundo Ferreira, é o investimento em novas soluções de transporte. A ABDI firmou uma parceria com a Hyperloop Transportation Techonologies (HTT), em abril deste ano, para instalar um Centro Global de Inovação em Logística no país. Com operações previstas ainda para este ano, a inciativa abrigará a divisão de pesquisas de logística, um laboratório de fabricação e um ecossistema de empresas líderes globais, startups, universidades, inovadores, cientistas e governos do mundo inteiro que estejam focados em resolver crescentes demandas em logística. O centro fica em Contagem (MG) e tem investimento previsto de R$ 26 milhões.

O presidente da ABDI está em missão na Califórnia, Estados Unidos, onde visitou a sede da Hyperloop, na última segunda-feira (11). Nesta quarta (13), será selada parceria que vem sendo construída desde o ano passado. Em São Francisco, Guto Ferreira vai assinar um acordo com uma das maiores aceleradoras de startups do mundo. Com presença no Brasil, a Plug and Play participou de iniciativas de sucesso mundial como o Google, PayPal e Dropbox. A ABDI irá associar a marca da agência ao da Plug and Play e participar do ecossistema gerenciado pela empresa.

Fonte: ABDI

Novelis já avalia nova expansão de fábrica no Brasil

Apesar das incertezas políticas e econômicas que já estão pesando sobre previsões de economistas para o Produto Interno Bruto (PIB), a fabricante de produtos de alumínio Novelis segue acreditando que o mercado vai se recuperar de anos em baixa e se prepara para não ficar para trás. As perspectivas se fortaleceram e já fazem a subsidiária do grupo americano no Brasil pensar em uma expansão de capacidade.

Segundo o presidente da Novelis na América do Sul, Tadeu Nardocci, sempre que os sinais de consumo do alumínio apontam para cima, o alerta para possíveis investimentos se acende. Agora, com praticamente todo seu parque industrial ocupado em Pindamonhangaba (SP), para seguir em rota de crescimento, a empresa vai sentar em breve para discutir a possibilidade.

“Quando tivermos mais solidez dos números da economia e das tendências de mercado, vamos até a matriz para conversar sobre esse investimento futuro”, disse Nardocci ao Valor. A ideia só deve amadurecer a partir do ano que vem. “Os próximos meses ainda são uma incógnita, mas com maior mercado precisaríamos produzir mais. Só é muito cedo ainda para projetar quanto teríamos de aumentar”.

Se sair até 2020, será a segunda expansão do parque da Novelis, no Brasil, nesta década. Em 2013, a empresa completou um investimento que elevou sua capacidade para 600 mil toneladas por ano. Desde então, surfou na relativa resiliência do setor de latas, sua grande especialidade, e agora funciona com utilização de 90%. Só nos últimos sete anos, foram US$ 920 milhões em investimentos para expansão.

O mercado brasileiro de alumínio sofreu com a desaceleração econômica no país e a posterior recessão, que derrubaram o consumo do metal para o pior nível nesta década. A demanda recuou de 2014 a 2016, mas começou a se recuperar lentamente, no ano passado, ainda ficando em patamar inferior a 2015.

Se aumento da produção sair até 2020, será a segunda expansão do parque da Novelis, no país, nesta década.

Mas o segmento que importa à Novelis, o de embalagens – mais da metade de seus embarques -, ficou praticamente estável no ano passado. “O importante é que começamos a retomar o consumo de alumínio no Brasil. Todos nossos indicadores de desempenho mostram recuperação do mercado”, comentou Nardocci.

Mesmo dentro dessa estabilidade em embalagens, porém, o que a companhia enxerga é a possibilidade de ganhar mais espaço. O executivo explica que, atualmente, menos da metade dos refrigerantes e bebidas alcoólicas vendidos usam latas de alumínio, algo que ele crê ser possível mudar. A expectativa é que essa relação se inverta nos próximos anos.

No ano passado, a fatia de cerveja comercializada em latas foi de 45%, aproximadamente, depois de ficar em 43% em 2016.

Nos quatro primeiros meses deste ano, a parcela subiu para 48%. “Acreditamos que há espaço, sim, para alumínio representar mais do que a metade desse mix”, disse o presidente da Novelis na América do Sul, ressaltando que o refrigerante ainda é dominado pela garrafa PET, mas há perspectiva de aumento da lata, hoje com 7%. “E, neste ano, temos um fator adicional de consumo, que é a Copa do Mundo.”

Já no ano fiscal de 2018, findo em março, a receita líquida da Novelis na região cresceu 27% frente ao exercício de 2017, para US$ 1,9 bilhão. O resultado significou aproximadamente 17% das receitas totais no grupo americano ao redor do mundo.

Esse aumento foi possível porque o volume de vendas subiu 10,3%, para 523 mil toneladas, com melhora de mix e preços.

O mercado interno é o maior responsável pelo crescimento, com quase 85%, mas também as exportações. A maioria, ou 34%, dessas vendas ao exterior se destinaram aos Estados Unidos. “A estratégia da Novelis, globalmente, é produzir nas regiões em que opera e, depois, equilibrar o uso de capacidade entre as regiões, dependendo da demanda de cada local”, explicou Nardocci. “Os EUA têm um aumento de demanda muito interessante, então enviamos bastante para lá.”

Essa estratégia pode estar ameaçada com a sobretaxa de 10% que o governo americano impôs sobre importados de alumínio. Mas, por enquanto, o prêmio mais caro de entrega nos EUA tem compensado essa tarifa maior. “De qualquer jeito, foi um começo de ano agitado”.

Fonte: Valor Econômico