Assalto da Brinks em Viracopos tem desdobramentos, mas ainda é intrigante

A história do roubo de 5 milhões de dólares no aeroporto de Viracopos está ficando cada vez mais esquisita. De acordo com a PF, o dinheiro foi embarcado em Guarulhos, seguiria para Zurique, mas o avião da Lufthansa fez uma escala em Viracopos. Lá havia um carro blindado da Brink’s. Dinheiro em espécie embarcado para a Suíça, com escala em Campinas? E por que o carro blindado da Brink’s?

De acordo com a Polícia Federal, o valor estava em um avião da Lufthansa que foi carregado em Guarulhos, na Grande São Paulo, e fez uma escala em Viracopos para pegar mais carga antes de seguir viagem para Zurique, na Suíça. O roubo ocorreu neste momento.

Origem do dinheiro –  A Receita Federal confirmou que os dólares roubados foram enviados por uma instituição financeira que trabalha com câmbio. O nome dela não foi divulgado em virtude de sigilo fiscal.

À EPTV, afiliada da TV Globo, o Inspetor da Receita Federal Antônio Andrade Leal disse que a remessa de dólares foi declarada oficialmente às autoridades e, a princípio, não havia irregularidades. Além da Polícia Federal, a instituição também investiga o caso.

Veículo localizado – O carro usado pela quadrilha durante o crime foi localizado queimado. O automóvel, modelo Hilux, foi clonado pela quadrilha ao veículo da segurança do terminal na Rodovia Santos Dumont (SP-075).

Imagens obtidas pela EPTV, afiliada da TV Globo, mostram que o container onde estava o dinheiro foi retirado da aeronave da empresa Lufthansa Cargo e foi colocado no pátio do setor de cargas no momento do assalto na noite de domingo (4). Segundo a Receita Federal, ele pesa cerca de 186 kg.

Em pesquisa com usuários, EADI Aurora recebe maior nota histórica de avaliação dos serviços

Porto Seco em Sorocaba (SP) salta de 7,7 em 2012 para 9,6 em 2017. Exportações crescem 40% na cidade.

As boas notícias não param de chegar do interior do estado de São Paulo. Após a divulgação do MDIC(Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) de que as exportações de Sorocaba (SP) cresceram 40% em janeiro – com destaque para automóveis, máquinas agrícolas e partes ou acessórios para veículos – agora é o Porto Seco local, a EADI Aurora, que recebe nota máxima em avaliação de usuários sobre os serviços do recinto alfandegado.

Semestralmente a Receita Federal aplica um questionário de avaliação, com participação dos operadores do Porto Seco Aurora, localizado às margens da Rodovia Senador José Ermírio de Moraes (conhecida como Castelinho), na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo. Participam regularmente Despachantes Aduaneiros, Agentes de Carga, Transportadoras e Embarcadores, que avaliam as operações logísticas do local, como explica Élson Isayama, vice-presidente do SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo. “Temos reuniões mensais com o objetivo de corrigir e de se antecipar aos eventuais problemas e propor soluções em conjunto com a cadeia logística que realiza suas operações na Aurora. E isso tem funcionado, como mostra esse último resultado”, resume Isayama.

“Receber uma nota quase máxima dos usuários do Porto Seco Aurora é muito gratificante, pois são eles que participam do processo diário do nosso Terminal e, portanto, retratam fielmente nossos resultados operacionais e são o termômetro do nosso trabalho”, comemora Henrique Debiazi, gerente executivo comercial do Aurora Terminais e Serviços. A Receita Federal gera os questionários e faz a tabulação dos dados semestralmente. Confira abaixo a evolução das notas e o último resultado obtido pela EADI Aurora. As avaliações saltam de 7,7 para 9,59 no último semestre de 2017.

 

2012 2013 2014
JUNHO/12 DEZEMBRO/12 JUNHO/13 DEZEMBRO/13 JUNHO/14 DEZEMBRO/14
7,7 7,7 8,25 8,20 8,34 8,87
2015 2016 2017
JUNHO/15 DEZEMBRO/15 JUNHO/16 DEZEMBRO/16 JUNHO/17 DEZEMBRO/17
8,88 8,85 9,02 8,82 9,11 9,59

Fatia da Infraero será vendida em 3 aeroportos concedidos

O governo federal pretende vender até o fim deste ano a participação de 49% que a Infraero detém nos aeroportos de Guarulhos (SP), Brasília (DF) e Confins (MG). Nos próximos dias, será assinado um contrato para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) faça a operação de venda dos ativos, que inclui o cálculo do valor das participações e a avaliação das condições de mercado.

Segundo o secretário Nacional de Aviação Civil, Dario Rais Lopes, a expectativa é arrecadar algo em torno de R$ 5 bilhões apenas com os três aeroportos. A venda deverá ser feita por meio de leilão e terá algumas restrições para os atuais sócios da Infraero. Eles poderão participar da disputa, mas serão proibidos de dar lances em outros terminais. Ou seja, o sócio de Guarulhos, por exemplo, não poderá comprar a fatia da Infraero em Confins ou em Brasília.

Lopes diz que tem recebido boa sinalização dos investidores em relação à venda das participações. Mas que há grandes chances de os atuais sócios (ou parceiros desses investidores) comprarem a participação da Infraero. Os três terminais foram concedidos para a iniciativa privada em 2012 e 2013, com ágios que chegaram a 600% (caso de Brasília).

O Aeroporto de Guarulhos foi arrematado pelo consócio formado pela Invepar (empresa dos fundos de pensão do Banco do Brasil, Petrobrás e Caixa) e pela operadora sul-africana ACSA; Brasília pela argentina Corporación America e pela Infravix (que vendeu a participação para a sócia depois do envolvimento na Lava Jato); e Confins, pelo grupo criado entre CCR e Zurich Airport. Os outros dois aeroportos licitados na primeira e segunda rodada de licitações (Viracopos, em Campinas, e Galeão, no Rio) serão avaliados pelo BNDES, mas não deverão ser vendidos neste ano.

 

Otimismo – A expectativa de arrecadação prevista pelo governo federal foi vista por alguns analistas como otimista. Em estudo feito pela consultoria alemã Roland Berger, a pedido da Infraero para nortear sua reestruturação, o valor potencial de venda de todas as participações ficou entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões – bem abaixo da previsão do governo. A avaliação constante no documento, entregue às principais autoridades em Brasília, é de que o governo não deveria se desfazer das participações neste momento. O ideal seria aguardar uma valorização maior dessa fatia e futuramente vendê-la.

O documento obtido pelo Estado traz alternativas que dariam independência para a Infraero. Uma delas é a venda (de 49% ou 51%) da estatal para a iniciativa privada. Isso representaria algo em torno de R$ 17 bilhões de arrecadação para o governo federal. Procurada, a Roland Berger não quis se pronunciar sobre o estudo.

O fato é que o governo federal precisa fazer caixa e a venda das participações nos três aeroportos parece ter consenso de boa parte do governo, menos da Infraero. Na semana passada, o presidente da estatal, Antônio Claret, afirmou publicamente que tinha intenção de suspender a venda das participações. Em nota enviada à reportagem ontem, porém, a empresa afirmou que ” seguirá as diretrizes do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil para o setor aéreo”.

O BNDES foi procurado, mas não retornou ao pedido de entrevista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Grupo Lonza inaugura centro tecnológico em Salto(SP) e cogita investimentos futuros

Aconteceu na tarde da última segunda-feira (26) a inauguração oficial do Salto Technology Center (STC), do Grupo Lonza, localizado no Jardim D’Icaraí, em Salto, no interior de São Paulo. A solenidade de inauguração contou com a presença do CEO global da empresa (fabricante do conhecido cloro HTH), o alemão Richard Ridinger, além de autoridades como o prefeito saltense Geraldo Garcia.

A Lonza já estava presente na cidade de Salto desde 1991, porém agora inaugura um moderno centro tecnológico que contou com investimento na casa dos R$ 8 milhões para o desenvolvimento de novas tecnologias e fórmulas em áreas como Biociências, Cuidados ao Consumidor, Nutrição e Higiene, Revestimentos e Compostos, Agro Ingredientes e Tratamento de Águas.

E, segundo Ridinger, futuros investimentos não estão descartados. “Estamos avaliando investimentos futuros no Brasil”, disse o CEO – que considera que “as grandes catástrofes” econômicas no país já passaram. Com o STC, o Grupo Lonza – que possui 120 anos de atuação mundial e está presente em diversos produtos do dia a dia do consumidor final – quer dobrar seu mercado na América do Sul. O alemão ainda disse que a empresa pode incluir em sua planta saltense, nos próximos anos, a área de biofarma, que é um de seus principais segmentos.

A Lonza é um dos principais fornecedores globais da indústria farmacêutica, de biotecnologia e do mercado de ingredientes especiais. Fundada em 1897 nos Alpes suíços, a empresa conta com mais de 100 fábricas e escritórios e aproximadamente 14.500 funcionários – sendo cerca de 200 em Salto, onde fabrica cloro. 

Fonte: Jornal Periscópio

 

Operação cresce 22% e Porto de Santos tem melhor janeiro da história

O Porto de Santos iniciou o ano com o aumento de suas operações e batendo novos recordes. Em janeiro, o complexo marítimo movimentou 8,99 milhões de toneladas, o melhor resultado para o mês na história do cais santista. A soma é 22,2% maior do que a registrada em janeiro de 2017 e 13% a mais do que janeiro de 2013, até então a maior marca para esse mês.

Os dados integram o balanço operacional do cais santista em janeiro, elaborado pela Gerência de Estatísticas da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) e divulgado pela empresa na manhã desta terça-feira (27).

Segundo o levantamento, esse desempenho do complexo se deve, principalmente, aos embarques, que somaram 6 milhões de toneladas, um crescimento de 28,2% em relação ao primeiro mês do ano passado, quando passaram pela região 4,68 milhões de toneladas.

Entre as cargas mais exportadas, o destaque foi o milho, movimentado a granel (a quase totalidade) e em contêineres e que registrou uma alta de 193,1%, chegando a 1,17 milhão de toneladas – em janeiro do ano passado, foram 399 mil toneladas. No relatório, a Docas aponta que o grão está na etapa final do escoamento da safra 2016-2017 e registrou o segundo melhor resultado histórico para o mês, ficando abaixo apenas de janeiro de 2016, quando sua exportação chegou a 1,7 milhão de toneladas.

O segundo produto mais exportado foi o açúcar, com 897,7 mil toneladas embarcadas em contêineres ou a granel. Esse total mostra uma queda de 3,4% em relação ao obtido em 2017, 929,4 mil toneladas.
Na sequência, ficou o complexo soja (grãos e farelo), com 737,5 mil toneladas, também uma marca recorde para o mês. Na comparação com o ano passado, quando foram carregados 678,7 mil toneladas (o recorde anterior), houve um aumento de 8,7%.

Em quarto lugar, está a celulose, que chegou a 356,4 mil toneladas, 42,7% a mais do que em janeiro de 2017 (249,7 mil toneladas).

O complexo marítimo também bateu o recorde de desembarques para o mês, com 2,99 milhões de toneladas descarregadas, 11,6% a mais do que em janeiro do ano passado, quando o total foi de 2,68 milhões de toneladas.

A principal carga nessa corrente do comércio foi o adubo, com uma soma recorde para o mês, de 349,2 mil toneladas movimentadas, 4,9% a mais. Com esse desempenho, o produto teve a quinta maior movimentação do Porto. Na sequência, estão o óleo diesel (231 mil toneladas, 67,6% a mais) e o enxofre (186,4 mil toneladas, com um crescimento de 50,8%).

A movimentação de contêineres em janeiro também garantiu um novo recorde para o Porto. Nesse mês, os terminais operaram 331.748 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), a maior quantidade registrada no período, com uma alta de 18,5% sobre janeiro de 2017 (279.978 TEU). Em peso, foram 3,6 milhões de toneladas, 14,7% maior do que os 3,13 milhões de toneladas do primeiro mês do último ano.

O balanço da Codesp também destaca o número de atracações de navios, que chegaram a 400, 11,1% além do que os 360 do ano passado.

No ano passado, o Porto de Santos operou 129,86 milhões de toneladas, com 3,85 milhões de TEU. Para este ano, a Docas projeta 133,3 milhões de toneladas, com 4 milhões de TEU.