CEVA Logistics conquista certificação OEA

A CEVA Logistics, um dos gigantes players do mercado brasileiro de logística, obteve a certificação de Operador Econômico Autorizado na modalidade OEA – Segurança, Agente de Carga no Brasil implementado pela Receita Federal.

O OEA é uma certificação concedida pelas Aduanas a importadores, exportadores, agentes consolidadores, portos, aeroportos, terminais, companhias marítimas, e demais atores da cadeia que lhe confere o status de empresa segura, e confiável em suas operações.

O OEA foi criado com base nas recomendações da OMA – Organização Mundial das Aduanas e tem a missão de ampliar a efetividade e a eficiência das Aduanas pelo mundo, para a segurança da cadeia logística.

Para que a CEVA recebesse o certificado, todos os seus processos foram avaliados e auditados nos critérios de segurança aplicados à cadeia logística no fluxo das operações. “Por sermos uma empresa em que o compliance está fortemente presente, nós ficamos ainda mais orgulhosos dessa conquista que além de nos manter competitivos no mercado, contribui com o trabalho da Receita Federal cumprindo com as regras de segurança e leis que representam a nossa cadeia logística”, avaliou Rubio Guimarães – Diretor de Desembaraço Aduaneiro.

Com isso, a CEVA tem os critérios exigidos pela Receita Federal em todos os seus processos tornando-os mais rápidos, garantindo agilidade nos procedimentos, o que traz para os seus clientes mais eficiência, redução de custo e rapidez.

Fonte: Release CEVA logistics

Empresa automotiva indiana elege Santa Gertrudes/SP para instalação de fábrica

A empresa indiana de componentes automotivos Precision Camshafts Limited (PCL) anunciou  a escolha de Santa Gertrudes, a cerca de 180 km da capital paulista, para sua primeira fábrica nas Américas. A planta recebe investimento de US$ 30 milhões (cerca de R$ 96 milhões) e irá contar com 250 funcionários até seu terceiro ano de operação – 70 deles serão contratados até o final de 2018.

O projeto recebe apoio da Investe São Paulo, a agência de promoção de investimentos ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, que tem assessorado a empresa em questões tributárias, de licenciamento e infraestrutura.

O principal produto vendido pela PCL em todo o mundo são eixos de comando de válvula. Atualmente, eles são produzidos em fábricas na China e na Índia. A decisão de vir para o Brasil e o ocidente faz parte de um plano de expansão da empresa. E, no caso do Brasil, uma das grandes montadoras de automóveis que opera no Estado de São Paulo solicitou a nacionalização da fábrica para que possa lançar uma nova linha de motores.

“A vinda da PCL é uma amostra da confiança dos investidores de todo o mundo no crescimento do mercado de autopeças no Brasil”, afirma Sérgio Costa, diretor de Negócios da Investe SP. “Diversas empresas como essa tem percebido que a tendência desse mercado nos próximos anos é crescer, e que estar em solo brasileiro é dar um passo à frente da concorrência”, complementa.

Também faz parte do projeto da PCL iniciar, em Santa Gertrudes, uma plataforma de fornecimento de peças que atenda fabricantes de motor em outros países da América Latina, principalmente o México. No início, apenas eixos de comando serão fabricados, com amostras prontas já antes do final do ano. Mas, de acordo com a reação do mercado, é possível que outras linhas de produção também sejam trazidas para o Brasil no futuro.

Marcos Jorge destaca papel estratégico da indústria automotiva para o país

Em cerimônia de anúncio de investimentos realizada nesta semana pela General Motors, em São Caetano do Sul (SP), o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, reafirmou aos empresários do setor  o papel estratégico da indústria automotiva para o país na visão do governo.

“Iniciativas como esta da GM provam que nosso país pode e deve se transformar numa plataforma regional indutora de tecnologia, e não apenas em uma nação fiscalista”, disse. “É nisso que apostamos, ao construir políticas como o Rota 2030”, acrescentou o ministro.

A montadora vai aportar cerca de R$ 1,2 bilhão na expansão da planta do município paulista. Com os recursos, a expectativa é ampliar a capacidade produtiva e modernizar os processos, incorporando tecnologias 4.0 à manufatura. Este foi o segundo anúncio recente de ampliação dos negócios da montadora no país. No início deste mês, inaugurou a ampliação da fábrica de motores de Joinville (SC), que receberá R$ 1,9 bilhão.  

Acordos automotivos – Marcos Jorge detalhou, também, os esforços do MDIC para abertura de novos mercados ao setor automotivo brasileiro, que prevê aumento de 10,6% nas exportações gerais de veículos em 2018. “A indústria nacional tem destinado parte importante da produção para mercados externos”, ponderou.

Em 2018, entrará em vigor o Acordo Automotivo com a Colômbia, o que permitirá a exportação de 25 mil unidades isentas de imposto de importação. Outro importante destino da produção de veículos nacional, a Argentina, é tema de trabalho de convergência regulatória nas áreas de eficiência energética, emissões, segurança e certificação de autopeças. “Nossos vizinhos são os principais compradores dos veículos produzidos no Brasil”, lembrou.

Em 2017, houve aumento nas exportações para os países com os quais o Brasil tem acordo, na comparação com o ano anterior: Argentina (43%), México (70%), Chile (98%), Uruguai (59%) e Colômbia (50%). O saldo da balança automotiva, no ano, apontou recorde, ao exportar 791 mil automóveis e veículos de cargas para 83 países. A expectativa é superar a marca de 2017 este ano.  

Rota 2030 – A elaboração da nova política para o setor automotivo segue em fase de ajuste final. Em discurso, Marcos Jorge lembrou que, induzir a indústria brasileira ao alcance de padrões globais de produção é ainda mais estratégico diante de um provável acordo de livre comercial entre Mercosul e União Europeia, esperado para este ano.

O Rota 2030 trata da questão da competitividade da indústria automotiva brasileira em uma política de médio prazo, com metas a serem cumpridas em três ciclos de investimentos, ou

15 anos. A política substituirá o Inovar-Auto, que encerrou ano passado.

“Não resta dúvida que o setor automotivo é um pilar fundamental da economia brasileira, especialmente neste momento de retomada“, afirmou.

Porto de Santos movimentará 306 milhões de toneladas em 2060, aponta estudo

O Porto de Santos deve chegar a 2060 com uma movimentação anual de 306 milhões de toneladas,um crescimento médio de 2,1% ao ano, em uma estimativa otimista. Analisando de forma realista, o total será de 260,7 milhões de toneladas, com um índice de 1,7% ao ano. E em uma visão pessimista da economia, 215 milhões de toneladas, com uma média de 1,2% ao ano de aumento. Os números integram a versão preliminar do novo Plano Mestre do Porto de Santos,obtida com exclusividade por A Tribuna e que será apresentada pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) na tarde desta quinta-feira (22), no auditório da Associação dos Despachantes Aduaneiros, no Centro, em Santos.

Este novo Plano Mestre reúne projeções, até 2060, das operações do complexo santista e identifica seus futuros gargalos logísticos, entre outros dados. Essa pesquisa apontou, por exemplo, que as cargas conteinerizadas devem ter o maior aumento de movimentação no período, 2,1% ao ano, ampliando sua participação dos atuais 35% para 40%. Já os granéis sólidos vegetais devem passar de 42% do total movimentado pelo Porto para 36%. Essa relativa redução é reflexo, principalmente, das ferrovias que serão construídas no País e que facilitarão o escoamento da produção agrícola das zonas produtoras do Centro-Oeste pelos portos do Arco Norte.

O estudo ainda destaca a necessidade de investimentos nos acessos ao cais santista.As situações mais críticas encontram-se no sistema viário do complexo marítimo, que passa a apresentar gargalos a partir de 2020, e nas rodovias que servem a região, especialmente a Manoel Hipólito Rego (Piaçaguera-Guarujá), a Anchieta e a Domênico Rangoni,que devem ter um fluxo de trânsito muito intenso a partir de 2025, e a Imigrantes e o Trecho Sul do Rodoanel, que enfrentarão problemas a partir de 2045. A malha ferroviária,que tende a quadruplicar o montante de cargas movimentadas até 2060, só demandará investimentos em dois trechos locais.

Fonte: Portos e Navios

Porto do Rio de Janeiro começa a operar navios de grande porte

Após a homologação do novo canal de acesso, pós-dragagem, no ano passado, o Porto do Rio de Janeiro comemora a chegada de mais um navio de grande porte, com mais de 300 metros de comprimento. O conteineiro Santos Express, com 333m de LOA, 48,24m de boca e calado de 13,40m atracou o início de fevereiro, no terminal da Libra, no cais do Caju.

Essa operação faz parte da segunda fase do Ramp Up, processo de transição de um porto para receber navios de maior porte de forma progressiva, com manobras experimentais em duas etapas principais. No Ramp Up 1, o Porto recebe navios de até 300 metros de comprimento e calados de até 14,10m e, no Ramp Up 2 (etapa atual), são recebidos navios com até 340 metros e calados de até 14,30m, do porte daqueles que atracam em grandes terminais europeus.

O Santos Express é um navio da armadora alemã Happag-Lloyd, construído em 2017, com um porte bruto de 123.490 toneladas e capacidade para transportar 10,5 mil TEU, o que reduz bastante os custos operacionais. Ele chega ao Rio vindo da África (Porto Kelang) e navega, em seguida, para o Porto de Itaguaí. Uma curiosidade é que todas as novas embarcações dessa armadora recebem nomes de portos sul-americanos porque esses porta-contêineres farão a rota que liga esses complexos portuários ao Extremo Oriente.

Fonte: Portos e Navios